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	<title>Arquivo de Entrevistas - Europa | Brasil</title>
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		<title>Antje Leendertse, representante da Alemanha na ONU, fala sobre momento da entidade e seus desafios</title>
		<link>https://europa-brasil.com/antje-leendertse-representante-da-alemanha-na-onu-fala-sobre-momento-da-entidade-e-seus-desafios/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista ao site Deutchsland.de, Antje Leendertse, representante da Alemanha na ONU, falou sobre o momento da entidade e seus desafios. Embaixadora Leendertse, o mês de setembro marca os 50 anos de adesão da Alemanha às Nações Unidas. Como mudou o papel da Alemanha na ONU nas últimas décadas e como descrever esse papel hoje? [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao site Deutchsland.de, Antje Leendertse, representante da Alemanha na ONU, falou sobre o momento da entidade e seus desafios.</p>
<p><strong>Embaixadora Leendertse, o mês de setembro marca os 50 anos de adesão da Alemanha às Nações Unidas. Como mudou o papel da Alemanha na ONU nas últimas décadas e como descrever esse papel hoje?</strong></p>
<p>Uma mudança é óbvia: dois se tornaram um. Em 18 de setembro de 1973, as bandeiras de dois estados alemães foram hasteadas na ONU em Nova Iorque. Agora, felizmente, apenas a bandeira de uma Alemanha reunificada tremula no East River. Durante o confronto do bloco na Guerra Fria e pouco depois do sofrimento indescritível que a Alemanha infligiu a milhões de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, o papel da Alemanha na ONU foi mais limitado do que é hoje. O compromisso com os direitos humanos foi uma preocupação fundamental desde o início, é claro. Mas foi apenas nas últimas décadas que outros campos de atividade começaram a desenvolver-se, como o nosso envolvimento ativo em missões de manutenção da paz. Hoje, a Alemanha é uma força central nas Nações Unidas. O nosso objetivo é ser um pilar do multilateralismo – não apenas do ponto de vista financeiro como um doador relevante, mas também política e conceitualmente. Aliás, permaneceu inalterado o mandato previsto na constituição alemã de servir a paz mundial.</p>
<p><strong>A Alemanha está empenhada em fortalecer a ONU. Que oportunidades vê para esse avanço, considerando as atuais crises de impacto mundial e as crescentes divisões na comunidade global</strong>?</p>
<p>É verdade que a guerra de agressão russa contra a Ucrânia marca um momento decisivo – não apenas para a Alemanha. Esta violação fundamental da Carta das Nações Unidas abalar os próprios alicerces das próprias Nações Unidas. Além disso, a pandemia e a crise climática criam divisões profundas. É precisamente por isso que trabalhamos todos os dias com muito mais afinco para aprofundar parcerias globais na ONU e com a ONU – parcerias baseadas em regras e leis partilhadas, e não na arbitrariedade da violência. Enfrentamos uma realidade que é multipolar, mas que não engessa automaticamente divisões. A nossa tarefa neste momento é unir a multipolaridade e o multilateralismo. E devemos tentar seriamente equilibrar as crescentes desigualdades e vulnerabilidades no mundo. Isto inclui defender fortemente a Agenda 2030 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que estão sob muita pressão.</p>
<p><strong>Também está em discussão uma reforma do direito internacional. O que tem de mudar do ponto de vista da Alemanha?</strong></p>
<p>Em primeiro lugar, tudo tem de ser feito para garantir que não sejam prejudicados o direito internacional e as instituições que são fundamentais para a sua implementação. Há muitas facetas envolvidas aqui: trabalhámos para garantir que a Assembleia Geral condenasse repetidamente a guerra de agressão da Rússia com a maior clareza. Fornecemos apoio prático a organismos nacionais e internacionais, como o Tribunal Penal Internacional, na condução das investigações necessárias para que os perpetradores possam ser levados à justiça. E a ministra dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, defende fechar uma brecha de responsabilidade criminal no direito internacional no que diz respeito ao crime de agressão. Isto inclui a prestação de apoio a um tribunal especial no contexto da Ucrânia, bem como a introdução de alterações práticas no Estatuto de Roma.</p>
<p><strong>Juntamente com a Namíbia, a Alemanha lidera as negociações para a assembleia da ONU de 2024. Quais são as suas expectativas em relação à Assembleia do Futuro da ONU?</strong></p>
<p>O ponto de partida para isto foi um mandato de todos os chefes de Estado e de governo quando celebraram o 75º aniversário da fundação da União Europeia. No aniversário da ONU em 2020, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, foi convidado a identificar lacunas no sistema multilateral existente e a fazer recomendações para soluções futuras. Assim, desde o início houve acordo de que a mudança era necessária e urgente. António Guterres deu seguimento a isto com o roteiro básico “A Nossa Agenda Comum”. Agora a bola está de volta ao campo dos Estados-Membros para construir um pacto comum para o futuro até setembro de 2024. A crise climática, a guerra, as pandemias e a revolução digital obrigam-nos a reavaliar as regras e instituições da nossa cooperação e a torná-las mais justas. Juntamente com a Namíbia, a Alemanha recebeu a responsabilidade de moderar este processo desafiador.</p>
<p>Atualmente enfrentamos a maior crise de segurança das últimas décadas. Considero um desafio – especialmente nas Nações Unidas – responder a isto com determinação combinada com sabedoria e sentido de equilíbrio. Não houve “business as usual” desde 24 de Fevereiro de 2022, quando o ataque russo começou – certamente não no Conselho de Segurança, cujas disfuncionalidades estão se tornando cada vez mais claras. Nesta situação, não devemos fugir de palavras objetivas; não adianta ficar calado diante da violência absoluta. Mas uma abordagem robusta não deve resultar num bloqueio. A justiça no desenvolvimento, a solidariedade climática e a igualdade de género continuam a ser questões cruciais no meu trabalho, de modo a garantir que as gerações futuras tenham a oportunidade de desfrutar de paz e prosperidade.</p>
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		<title>IA é solução para gestão de cadeias de suprimento globais</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ia-e-solucao-para-gestao-de-cadeias-de-suprimento-globais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Sep 2023 11:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A digitalização e a inteligência artificial podem ajudar a tornar as chamadas supply chains mais seguras, transparentes e sustentáveis. É o que diz a economista Anita Wölfl do ifo-Institute de Munique em entrevista ao portal de notícias alemão Deutschland.de. Ela explica que esse caminho se mostra especialmente atrativo para a economia alemã, fortemente interligada em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A digitalização e a inteligência artificial podem ajudar a tornar as chamadas <em>supply chains</em> mais seguras, transparentes e sustentáveis. É o que diz a economista Anita Wölfl do ifo-Institute de Munique em entrevista ao portal de notícias alemão <strong>Deutschland.de</strong>. Ela explica que esse caminho se mostra especialmente atrativo para a economia alemã, fortemente interligada em nível global e dependente de fontes de abastecimento diversificadas. Fatos recentes no cenário internacional mostraram, segundo Anita Wölfl, que processos tradicionais são propensos a vulnerabilidades e crises e, por isso, merecem ser revistos.</p>
<p><strong>Quais as vantagens das cadeias de suprimentos digitais?</strong></p>
<p>Variáveis diferentes como a pandemia da Covid-19, o congestionamento de navios porta-contêineres no Canal de Suez e a recente guerra na Ucrânia mostraram nos últimos anos que as cadeias globais de suprimentos são um sistema muito frágil. É de extrema importância que as empresas consigam reagir de forma rápida e segura a esses problemas.</p>
<p>Uma cadeia de suprimentos clássica trata sempre do fluxo de bens e pagamentos, mas também do fluxo de informações. Muitas vezes há atrasos e lacunas porque certos controles ainda são feitos por meio de documentação física, em papel, por exemplo. Nas cadeias de suprimento digitais, no entanto, a informação é transmitida sem problemas em cada etapa.</p>
<p><strong>Qual o papel da IA ​​e do big data nisso?</strong></p>
<p>São soluções que podem ajudar a reagir mais rapidamente aos problemas nos processos de abastecimento das empresas e atuar de forma mais proativa. Se os dados relevantes estiverem disponíveis, os programas baseados em IA podem, por exemplo, mostrar diretamente a uma empresa quais fornecedores podem entregar mercadorias em falta, e ainda indicar quanto tempo levará para que seu estoque seja reabastecido. Os chamados gêmeos digitais, nos quais todo o processo é mapeado paralelamente à cadeia de suprimentos real, podem desempenhar um papel crucial. Gêmeos digitais é o nome dado a um modelo virtual que monitora operações e pode simular variáveis complexas para tomadas de decisão em relação à operação de uma fábrica ou até mesmo às necessidades de uma cidade inteira.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as cadeias de suprimento digitais garantem maior transparência. A pandemia mostrou que as empresas conheciam bem seus fornecedores diretos, mas muitas vezes não sabiam como funcionava o processo completo, ou seja, dois ou três passos à frente.</p>
<div id="attachment_4579" style="width: 802px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4579" class="size-full wp-image-4579" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2023/08/Imagem1-1.png" alt="" width="792" height="446" /><p id="caption-attachment-4579" class="wp-caption-text"><em>                                                                                    Economista Anita Wölfl</em></p></div>
<p><strong>O que tem de acontecer para estabelecer cadeias de suprimento digitais de forma ampla na economia?</strong></p>
<p>Existem dois obstáculos principais: qualidade e proteção dos dados. Os dados devem primeiro estar disponíveis de forma detalhada; isso também requer investimentos por parte das empresas. Por outro lado, o funcionamento das cadeias digitais de suprimento exige naturalmente que os dados sejam transmitidos. As empresas devem, portanto, estar dispostas a compartilhar informações. No entanto, certos riscos são compensados ​​pelas grandes vantagens que a opção representa. De um lado as empresas fornecem informações, mas também obtêm muitos dados úteis.</p>
<p><strong>Como resultado, é possível dizer que as <em>supply chains</em> também podem se tornar mais sustentáveis?</strong></p>
<p>Sim, a digitalização pode sem dúvida tornar o processo mais sustentável. Uma maior transparência torna mais fácil verificar, por exemplo, se os direitos humanos estão sendo respeitados nesse contexto. E isso está em linha com a legislação alemã sobre o assunto, que está em vigor desde 2023. A amplitude da informação nas cadeias digitais de suprimento e a maior eficiência que elas proporcionam também ajudam a evitar o desperdício de recursos nas rotas de transporte.</p>
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		<title>Entrevista com Ministra Chefe da Delegação Adjunta da UE no Brasil: Europa tem razões para apostar na AL</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-tem-razoes-para-apostar-na-america-latina/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Jul 2023 21:04:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Comércio Exterior]]></category>
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		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vésperas da cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia, realizada em 17 e 18 de julho em Bruxelas, a ministra conselheira da União Europeia em Brasília, Ana Beatriz Martins, demonstrava especial otimismo em relação ao potencial de ampliação das relações da Europa com a América Latina de forma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Às vésperas da cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia, realizada em 17 e 18 de julho em Bruxelas, a ministra conselheira da União Europeia em Brasília, Ana Beatriz Martins, demonstrava especial otimismo em relação ao potencial de ampliação das relações da Europa com a América Latina de forma geral e com o Brasil, em particular.</p>
<p>Ela entende a América Latina como “parceira natural” da Europa em um mundo onde novos desenhos geopolíticos ganham corpo e mútuos ganhos podem ocorrer.</p>
<p>Para Ana Beatriz Martins a retomada da cúpula Celac-EU (o último encontro havia sido em 2015) com uma agenda sólida ampliou as bases para o avanço de outro tema relevante nas relações entre as  duas geografias: o acordo comercial Mercosul-União Europeia, que vem sendo costurado há vários anos.</p>
<blockquote><p>“Para nós, é importante reforçar o capítulo da sustentabilidade em todas essas discussões”, define a ministra conselheira da UE.</p></blockquote>
<p>Ela acrescenta que a assinatura de um acordo, previsto para acontecer até o final do ano, “é mais do que um compromisso no campo do comércio e atinge outras dimensões”, tais como variáveis políticas, de cooperação e mesmo na esfera da educação.</p>
<p>Ana Beatriz Martins calcula os efeitos benéficos de um acordo Mercosul-UE, comparando-os com o de outro player de peso que tem apostado pesado na América Latina. “Cada 1 bilhão de euros que investimos geram 12 mil empregos, enquanto o mesmo valor investido pela China gera metade disso”.</p>
<p>Quatro anos depois de chegar a Brasília e na espera de nomeação para uma nova missão em outro continente, a ministra conselheira da UE define como “extraordinária” sua experiência em um Brasil de grande riqueza étnica e cultural. E destaca a resiliência do país, que atravessou as dificuldades da pandemia e uma polarização política que, embora continue existindo, parece perder força depois de momentos sensíveis como os acontecimentos de 8 de janeiro em Brasília.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_4488" style="width: 258px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4488" class=" wp-image-4488" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2023/07/Foto-perfil-A.B.-Martins.jpg" alt="" width="248" height="331" srcset="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2023/07/Foto-perfil-A.B.-Martins.jpg 960w, https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2023/07/Foto-perfil-A.B.-Martins-825x1100.jpg 825w" sizes="(max-width: 248px) 100vw, 248px" /><p id="caption-attachment-4488" class="wp-caption-text">Divulgação: Ministra Ana Beatriz Martins, Chefe de Delegação Adjunta da União Europeia no Brasil</p></div>
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		<title>Resultado concreto na área ambiental é principal desafio do Brasil, avalia jornalista baseada no Oriente Médio</title>
		<link>https://europa-brasil.com/resultado-concreto-na-area-ambiental-e-principal-desafio-do-brasil-acredita-paola-de-orte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Nov 2022 13:27:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Paola De Orte]]></category>
		<category><![CDATA[política ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O portal European Way conversou com a jornalista Paola De Orte. Natural do Paraná, Paola atualmente é correspondente no Oriente Médio para a Globo News e o jornal O Globo. Antes, ela atuou como correspondente em Washington DC, nos Estados Unidos, e teve passagens por Brasília. Dedicada a buscar diferentes perspectivas sobre uma região rica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O portal European Way conversou com a jornalista Paola De Orte. Natural do Paraná, Paola atualmente é correspondente no Oriente Médio para a Globo News e o jornal O Globo. Antes, ela atuou como correspondente em Washington DC, nos Estados Unidos, e teve passagens por Brasília. Dedicada a buscar diferentes perspectivas sobre uma região rica em história e mergulhada em conflitos, ela nos conta como o Brasil está sendo visto na região e destaca que por lá os resultados eleitorais brasileiros foram vistos de forma distinta entre os povos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>European Way:</strong> A imprensa mundial tem destacado que a vitória do Lula reposicionou o Brasil na agenda ambiental. Como correspondente internacional, qual a sua avaliação da leitura geral da conquista da presidência pelo Lula?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Paola:</strong> <em>Como o meio ambiente tem ocupado um espaço cada vez maior na agenda internacional, a vitória foi vista pela maior parte da mídia como um sinal de que o Brasil deve reverter sua política ambiental, que vinha sendo muito criticada até então. Como sou correspondente no Oriente Médio, a repercussão teve alguns aspectos específicos relativos à região. Palestinos, por exemplo, comemoraram muito, pois consideram Lula um de seus aliados &#8211; foi no final de seu governo que o Brasil reconheceu a Palestina como estado. Já em Israel, há certa preocupação com a derrota de um presidente considerado aliado (Bolsonaro) e a vitória de um presidente que consideram pender mais para o lado dos palestinos, embora essa avaliação não seja consensual, e muitos israelenses considerem Lula também um possível aliado em termos diferentes de Bolsonaro.</em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>European Way:</strong>Há uma grande expectativa em relação às relações internacionais, em como será a agenda do Brasil nos próximos anos. Qual a sua avaliação sob o ponto de vista internacional?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Paola:</strong> <em>A expectativa é que a política ambiental seja colocada no centro da pauta e que a proteção das florestas brasileiras seja conduzida com mais rigor. Esse é o principal ponto que aparece como política interna brasileira que repercute internacionalmente a ponto de interferir em temas que interessam a sociedade civil e o governo de outros países.</em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>European Way:</strong> Um dos grandes desafios para o próximo governo é conciliar a agenda ambiental e a necessidade de manter seus níveis de produção de grãos, carnes, além de produtos de mineração, fundamentais para a Balança Comercial Brasileira. Como os países europeus ou da sua área de atuação têm avaliado essa questão?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Paola:</strong> <em>Em geral, os países europeus, os Estados Unidos e outros lugares que acompanho não vêem uma contradição evidente entre conciliar a preservação do meio ambiente e impulsionar a agricultura e o comércio. Esses países entendem que isso pode fazer com que produtos fiquem mais caros, mas, nas conversas e entrevistas que conduzi ao longo dos últimos seis anos, o entendimento é de que é um preço que deve ser pago. Mesmo entre fazendeiros conservadores e que apoiavam o ex-presidente Donald Trump, nos EUA, por exemplo, o cuidado com o meio ambiente era visto como central, e o Brasil era criticado por não colocar mais esforços nisso.</em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>European Way:</strong> As questões relacionadas aos Direitos Humanos, políticas sociais e, em especial, o combate à fome estão na agenda de prioridades do Brasil. Na sua opinião, sendo o Brasil um país tão rico e tão desigual, prejudica a imagem no exterior?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Paola:</strong> <em>A principal questão que prejudica a imagem do Brasil no exterior é o meio ambiente. O assassinato de Marielle Franco também teve alguma repercussão e a história é conhecida por quem acompanha temas de direitos humanos mais de perto. A desigualdade brasileira também aparece como um tema, mas, para a população em geral, é o meio ambiente que ganha destaque.</em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>European Way:</strong> Quais são os principais desafios do Brasil para a recuperação de sua imagem internacional?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Paola:</strong> <em>Convencer a sociedade civil e governos de outros países de que o Brasil está disposto a se engajar em uma política ambiental séria, comprometida e que apresente resultados concretos e mensuráveis.</em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>European Way:</strong> Na sua experiência profissional, qual a sua avaliação em relação ao interesse das nações que acompanham sobre as temáticas do Brasil? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Paola:</strong> <em>O interesse pelo Brasil é menor hoje do que foi há dez anos. A eleição de Lula movimentou a mídia internacional e fez reacender momentaneamente um debate, embora hoje o país ocupe um espaço menor do que ocupava.</em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>European Way:</strong> Para além da Amazônia, o que mais se fala sobre o Brasil?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Paola:</strong> <em>O Brasil ainda tem soft power. No Oriente Médio, por exemplo, a primeira reação das pessoas quando se fala que é do Brasil ainda costuma ser positiva, seguida de uma lista de bandas brasileiras, músicos, jogadores de futebol ou praias. Apesar da mudança que ocorreu na imagem em termos negativos por causa do meio ambiente, outros aspectos positivos ainda costumam ser associados ao Brasil.</em></span></p>
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		<item>
		<title>Resiliência do projeto europeu é um dos principais legados em 30 anos de União Europeia</title>
		<link>https://europa-brasil.com/entrevista-resiliencia-do-projeto-europeu-e-um-dos-principais-legados-em-30-anos-de-uniao-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2022 14:25:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias]]></category>
		<category><![CDATA[crise energética]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Resiliência]]></category>
		<category><![CDATA[tratados]]></category>
		<category><![CDATA[UNB]]></category>
		<category><![CDATA[União Euripeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia chega aos seus 30 anos com muitos desafios pela frente, é um exemplo ainda para muitas regiões do mundo. “A lição maior parece-me ser a perseverança, a persistência, a resiliência do projeto”, explica  Estevão de Rezende Martins, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB). Martins é formado em Filosofia com doutorado em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A União Europeia chega aos seus 30 anos com muitos desafios pela frente, é um exemplo ainda para muitas regiões do mundo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">A lição maior parece-me ser a perseverança, a persistência, a resiliência do projeto”, explica </span></i><span style="font-weight: 400;"> Estevão de Rezende Martins, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB). Martins é formado em Filosofia com doutorado em Filosofia e História pela Universitaet Muenchen (Ludwig-Maximilian), pós-doutorados em Teoria e Filosofia da História e em História das Ideias na Alemanha, na Áustria e na França. Especialista em história contemporânea (Europa, União Europeia e relações internacionais) e história política (Brasil, Europa ocidental e relações internacionais).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os países que juntos se consolidaram como uma importante potência econômica, social e política, neste ano se depararam com a invasão da Ucrânia pela Rússia e já experimentam os reflexos dessa guerra no dia a dia dos seus cidadãos. Banhos mais curtos, luzes apagadas e ações adotadas com foco em espaços públicos para poupar energia e contribuir para estocar reservas. Mas Martins é um otimista: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Creio que a <em>União Europeia (UE)</em> veio para ficar. O vexame do Brexit (na Grã-Bretanha quanto externamente) terá feito ver aos eurocéticos (sempre os há um pouco por todos os lados) na União que esse não é o bom caminho. Assim: no meu entender, a UE veio para ficar”. </span></i></p>
<p><strong>European Way &#8211; Neste ano comemora-se os 30 anos do Tratado de Maastricht, que deu o início formal da União Europeia. O que há para se celebrar?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Tratado de Maastricht foi assinado pelo Conselho Europeu em 7 de fevereiro de 1992 em Maastricht, Holanda. Representa o maior passo na integração europeia desde a fundação das Comunidades Europeias (CE). Com este tratado, que substituiu o Tratado de Roma em 1957, a União Europeia (UE) foi fundada como a associação abrangente para as Comunidades Europeias, a política externa e de segurança comum e a cooperação nas áreas da justiça e assuntos internos. Além do próprio tratado da UE, o tratado de Maastricht também contém disposições sobre mudanças abrangentes nos tratados que estabelecem as Comunidades Europeias, ou seja, o tratado CE, o tratado EURATOM e o tratado CECA, que ainda estava em vigor na época. Entrou em vigor em 1º de novembro de 1993. O estatuto jurídico assim criado foi sucessivamente atualizado e adaptado (notadamente por causa do aumento sucessivo dos estados-membros) em 1999 pelo Tratado de Amsterdã, em 2003 pelo Tratado de Nice e em 2007 pelo Tratado de Lisboa. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Algo a celebrar: indiscutivelmente, o marco de Maastricht e o Ato Único Europeu formam a espinha dorsal da consolidação da UE, organização inédita na ordem mundial, que demonstra ser o primeiro grande projeto bem sucedido de integração regional pacífica, nos planos econômico, político, social e cultural. Por se tratar de um conjunto complexo e – em certo sentido – algo heterogêneo em suas histórias nacionais, inovou decididamente para levar em conta a diversidade na construção da união. Altos e baixos sempre os houve, os há e os haverá. Mas o rumo é constante e ascendente. </span></i></p>
<p><strong>EW &#8211;  Quais são as principais lições e principais falhas no desenvolvimento da União Europeia desde então?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A UE teve de reinventar uma ordem regional apta a gerar convergência interna e coesão externa. Missão complexa e árdua, em particular ao longo da Guerra Fria, sobre cujo pano de fundo a U E teve de nascer (desde os anos 1950 até a queda do Muro de Berlim em 1990). Evoluiu e cresceu (em 2004 quem sabe depressa demais, mas tal jogada fez parte da política de ocupação do espaço político-econômico no vácuo deixado pelo desaparecimento da URSS e da Cortina de Ferro no leste europeu) até 28 membros (caiu para 27 com o Brexit).  </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A lição maior parece-me ser a perseverança, a persistência, a resiliência do projeto – que sempre contou com o apoio de fundo de todos os países membros, mesmo quando seus governos nacionais tinham composições políticas céticas ou reticentes. Em momento algum (independente de alguns discursos derrotistas cá e lá) tratou-se de abrir mão da UE e de sua história. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Reino Unido – cujo ingresso fora bloqueado por De Gaulle e cuja participação sempre foi cheia de ressalvas e pés-atrás – é a exceção que confirma a regra.  </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A maior “falha” (se é que se pode assim) é a lentidão dos processos decisórios. Não é tarefa fácil fazer mover-se um ‘pesado transatlântico’ com processos decisórios complicados, que recorrem a cálculos de maioria diversos (e olhe que foi ‘simplificado’ em parte com o Tratado de Lisboa – sucedâneo do projeto constitucional de 2003, que não chegou a ser adotado como tal). Mesmo assim a U E contornou a crise financeira de 2008 e tem reagido com mais firmeza e menos lentidão na atual agressão à Ucrânia. </span></i></p>
<p><strong>EW &#8211; Como o projeto europeu de integração influenciou e ainda influencia outras regiões do mundo?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O projeto da UE (cuja viabilidade político-econômica remonta ao fim da 2ª Guerra Mundial [em especial ao Plano Marshall] e recorre a um tronco cultural mais ou menos comum no continente) inspirou sobretudo o projeto do Mercosul (estagnado há anos, por falta de componentes politicamente seguros e resilientes). No resto do mundo foi o aspecto do mercado comum (commodities, produtos industrializados, padronização de tarifas aduaneiras, etc.)  na economia que parece ter sido o mais influente, mas sem o componente político integracionista. </span></i></p>
<p><strong>EW &#8211;  Debate-se muito a polarização do mundo entre EUA e China. Mas como os europeus criam regras, padrões, políticas e valores que extrapolam o Velho Continente e influenciam todo o mundo?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A UE </span></i><i><span style="font-weight: 400;">sempre procurou representar uma alternativa ao mundo bipolar da Guerra Fria e ao esboço de bipolaridade USA-China (bem mais recente, e agora fortemente comprometido com os desdobramentos da desordem produtiva mundial introduzida pela bruta freada da pandemia desde 2020), preferindo um mundo multipolar, em que sua composição original da diversidade em uma arquitetura complexa teria o condão de mostrar a outras regiões do mundo que é possível organizar a diversidade sem esmagar caraterísticas próprias de cada sociedade-nação, com um ‘preço’ razoável: o compartilhamento da soberania e da responsabilidade para lograr garantir objetivos comuns de interesse de todos os ‘sócios’. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Obviamente isso não funciona da noite para o dia. Na (des)ordem internacional o ritmo se conta por décadas. </span></i></p>
<p><strong>EW &#8211;  Apesar da autonomia de cada país, com diferentes ideologias de governo, a União Europeia parece avançar como uma voz única no mundo diplomático. Qual o impacto disso?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Justamente o crescimento da ‘voz unida’ como forma de coesão para fora é uma vantagem qualitativa que beneficia, por ser conjunta, cada ‘sócio’ do clube. Isso pesa no sistema ONU (no qual hoje somente a França tem assento permanente no Conselho de Segurança – e tem o costume de seguir a deliberação da UE. Chipre ou Malta (dos pequeninos), Portugal e Áustria (dos médios), Itália e Espanha (dos grandes), França e Alemanha (os maiores) têm todos interesse nessa face unida ad extra, mesmo se a construção do script possa custar vivos debates no plano interno. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><strong>EW &#8211; Como o senhor vê os atuais desafios do bloco: energia, guerra da Ucrânia, mudanças climáticas?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Energia e dilema bélico são sem dúvida: </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8211;  o calcanhar de Aquiles para a matriz energética (não se pensou que a Rússia – indispensável para o gás – cometesse a insânia de uma guerra de agressão contra a Ucrânia, mas visando também ao oeste europeu, que deve ter imaginado tomar como refém – em especial após a reação mitigada de 2014 em torno da Crimeia). Há aqui sim uma vulnerabilidade econômica séria (dependente de vários fatores; dois principais: o gás russo; a desnuclearização da produção de eletricidade, em especial na Alemanha [pressão ecossistêmica de decênios] – já se está dando aqui uma guinada para substituir um e retomar a outra). </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8211; o voto de paz que ‘batizou’ a U E em seu nascedouro: guerra nunca mais. A intervenção às suas portas no conflito da ex-Iugoslávia foi um drama inicial, que deixou em muitos um complexo de ‘pecado’ com relação a seu comitment to Peace. A vulnerabilidade de um gigante econômico e militar como a U E (conquanto menor do que os USA – que estão longe&#8230;) diante de novo conflito à sua porta parece ser também uma fraqueza. Pelo que vemos, não é o caso. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Rússia patina (às custas dos pobres ucranianos), pois a UE (com USA) sustentam a Ucrânia por óbvias razões de autodefesa preventiva e para mostrar a musculatura. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A rapidíssima adesão à OTAN da Finlândia e da Suécia, após longuíssima tradição de neutralidade, mostra como a aposta russa de debilitação da Europa falhou e como a UE e a OTAN acertaram ponteiros para fazer frente comum à ameaça. Dizia-se que a OTAN tinha perdido sua razão de ser. A Rússia fê-la renascer e a UE ganha com isso. </span></i></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">&#8211; mudanças climáticas: um desafio planetário. As economias do Norte sabem do problema, mas têm de lidar com o árduo programa de se reinventar. A globalização foi nociva ao clima (em particular CO2 e materiais poluentes de longo prazo) e a re-regionalização dos parques produtivos ‘saneados’ tem custos elevados e prazos longos. E o mecanismo financeiro dos “créditos de carbono” e outros modos de transformar poluição em dinheiro aparentemente vai empurrando para a frente o efeito corretor. O que vale para todo o ‘Norte global’ – USA, Canada, UE, Rússia, China, Japão, etc.) </span></i></p>
<p><strong>EW &#8211; Como o senhor vê o futuro do bloco?</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nesse atualmente conturbado século 21, os 70 anos de sucessivos passos de construção da integração europeia ocidental, que se estendeu ao leste europeu a partir de 2004, são o único exemplo bem-sucedido de uma história política de entendimento negociado e de boas práticas de construção coletiva de deliberação compartilhada. Creio que a UE veio para ficar. O vexame do Brexit (na Grã-Bretanha quanto externamente) terá feito ver aos eurocéticos (sempre os há um pouco por todos os lados) na União que esse não é o bom caminho. Assim: no meu entender, a UE veio para ficar. </span></i></p>
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