Primavera no continente começa com foco em economia, guerras e eleição

31 de março de 2026 2 minutos
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O mês de abril começa com uma Europa atenta a várias frentes e situações sensíveis.

Além da guerra da Ucrânia que já completou quatro anos e parece longe do fim, os primeiros efeitos econômicos da guerra no Irã já começam a ser sentidos: a inflação em doze meses na zona euro subiu de 1,9% em fevereiro para 2,5% em março segundo estimativa do Eurostat, órgão oficial de dados e estatísticas do bloco.

Depois de mais de 25 anos de negociações que avançaram e recuaram em diferentes momentos, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia foi assinado em dezembro do ano passado. Ele entra em vigor no dia 1º. de maio, iniciando assim um processo gradual de redução de tarifas entre os dois lados do Atlântico.

Para Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai esta é uma oportunidade para ampliar as vendas para o continente europeu e usufruir de importações a um custo menor. Para o bloco europeu significa um passo a mais na estratégia de ampliar parcerias mundo afora, esforço que já resultou em mais dois acordos comerciais este ano, com Índia e Austrália.

Em paralelo a UE se preocupa em ampliar a competitividade de sua economia, guiada pelo que ficou conhecido como Relatório Draghi. O documento foi elaborado pelo ex-primeiro-ministro italiano e ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi, que propôs uma série de medidas práticas para cumprir aquele objetivo com a máxima agilidade.

A atenção do continente também se volta para as eleições na Hungria, no próximo dia 12 de abril, que vão indicar se continuará no comando do país Viktor Órban, há 16 anos no cargo, ou se ele dará lugar ao ex-aliado e agora desafeto Péter Magyar, do partido Tisza.

A maioria das pesquisas independentes apontam que no eleitorado até 30 anos há uma preferência clara pelo voto em Magyar: é como se posicionam 60% dos entrevistados nessa faixa etária. A questão que se coloca é se os jovens húngaros se mobilizarão para comparecer em massa às urnas, neutralizando assim o sempre forte comparecimento nos locais de votação da população mais velha, fiel eleitora de Órban e seu partido Fidesz.

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