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	<title>Arquivo de Acordo UE-Mercosul - Europa | Brasil</title>
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		<title>Acordo Mercosul-UE tropeça na reta final e frusta o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2025 13:58:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acordo Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo UE-Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não foi dessa vez. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou aos líderes da União Europeia que tomou a decisão de adiar a assinatura do acordo comercial com o Mercosul até janeiro. A decisão representa mais um revés para um tratado que começou a ser negociado há 26 anos e frustra especialmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Não foi dessa vez.</p>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou aos líderes da União Europeia que tomou a decisão de adiar a assinatura do acordo comercial com o Mercosul até janeiro. A decisão representa mais um revés para um tratado que começou a ser negociado há 26 anos e frustra especialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia transformado a conclusão do acordo numa prioridade política.</p>
<p>O cronograma previa que Ursula von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, viajariam para o Brasil nesta sexta-feira para participar da cerimônia de assinatura no sábado, em Foz do Iguaçu. O voo estava confirmado, as reservas de hotel também e a equipe precursora já estava em solo brasileiro. Tudo foi cancelado.</p>
<h2>A mudança de posição italiana</h2>
<p>O adiamento começou a se tornar realidade após uma mudança crucial de posição da Itália. A primeira-ministra Giorgia Meloni, que até recentemente se mostrava discretamente simpática ao acordo, passou a postular pelo adiamento, somando-se à tradicional objeção francesa. Lula telefonou para Meloni nesta quinta-feira numa tentativa de última hora de reverter a situação. Ela pediu mais tempo, talvez algumas semanas até janeiro, para supostamente convencer o setor agrícola italiano de que estaria protegido e sujeito às mesmas regras dos demais competidores.</p>
<p>A aritmética política na União Europeia tornou-se insuperável. Para aprovar o acordo no âmbito do Conselho são necessários votos favoráveis de 15 países que representem ao menos 65% da população europeia. Para bloqueá-lo, basta que países representando 35% da população votem contra. França, Itália, Polônia, Áustria, Hungria e Irlanda somam esse percentual com folga.</p>
<h2>A frustração brasileira</h2>
<p>Para o governo brasileiro, o adiamento representa um golpe político significativo. A data e o local da Cúpula de Líderes do Mercosul, que será realizada no sábado em Foz do Iguaçu, chegou a ser alterada pelo menos três vezes para contemplar a cerimônia de assinatura. O encontro, que deveria celebrar um marco histórico, foi esvaziado de sua pauta principal.</p>
<p>Lula havia dito anteriormente que desistiria de tentar alcançar a formalização do acordo durante seu governo se os europeus não cumprissem o combinado. Posteriormente, moderou o tom e afirmou que levaria o assunto aos demais presidentes do Mercosul durante a reunião de sábado para decidir os próximos passos.</p>
<p>O fracasso vai ofuscar o encontro dos presidentes sul-americanos justamente numa pauta que une os países, num momento em que governos locais vivem choques políticos e divergem sobre os rumos do bloco.</p>
<h2>As incertezas de janeiro</h2>
<p>Janeiro traz seus próprios desafios. O Paraguai assume a presidência rotativa do Mercosul e não demonstra o mesmo entusiasmo que o Brasil pelo acordo. Do lado europeu, Chipre e depois a Irlanda (seis meses cada um) assumirão a presidência rotativa da UE, e não está claro se priorizarão o tratado da mesma forma que a Dinamarca, atual detentora do posto.</p>
<p>O chanceler alemão Friedrich Merz alertou que o status global da UE seria prejudicado por um adiamento ou cancelamento. Autoridades europeias manifestaram preocupação de que, se o acordo não for assinado em breve, corre-se o risco de perder anos de trabalho.</p>
<p>O adiamento não é necessariamente o fim do acordo, mas tampouco garante sua conclusão. Muito dependerá da capacidade da Comissão Europeia de construir consenso nos próximos meses e de convencer países relutantes de que as salvaguardas propostas são suficientes.</p>
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		<title>Um ano após relatório de Draghi, Europa ainda patina entre discurso e prática</title>
		<link>https://europa-brasil.com/um-ano-apos-relatorio-de-draghi-europa-ainda-patina-entre-discurso-e-pratica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 13:23:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo UE-Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[competitividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Mario Draghi apresentou seu relatório sobre competitividade, em 2024, o recado foi claro: a União Europeia precisava correr para não ficar para trás. Um ano depois, as mais de 400 páginas redigidas pelo ex-primeiro-ministro italiano se tornaram uma espécie de bússola econômica para o bloco. Ainda assim, a UE está longe de atingir o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Mario Draghi apresentou seu relatório sobre competitividade, em 2024, o recado foi claro: a União Europeia precisava correr para não ficar para trás. Um ano depois, as mais de <span><a href="https://commission.europa.eu/topics/eu-competitiveness/draghi-report_en#paragraph_47059">400 páginas redigidas pelo ex-primeiro-ministro italiano</a></span> se tornaram uma espécie de bússola econômica para o bloco. Ainda assim, a UE está longe de atingir o ritmo necessário para conseguir repaginar a estrutura produtiva do continente.<br />
Nos pronunciamentos rotineiros em Bruxelas é comum ver a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, se escorar no documento do ex-primeiro-ministro italiano para justificar suas decisões. No duro debate a favor do acordo com o Mercosul, por exemplo, a chefe do poder executivo europeu costuma ressaltar a necessidade da UE de encontrar novos parceiros, um ponto destacado do texto de Draghi.</p>
<p>Um levantamento do Draghi Observatory, ligado ao European Policy Innovation Council, revela que um ano depois da apresentação do relatório apenas 11,2% das 383 recomendações foram plenamente implementadas. Quase metade ainda está em andamento e mais de um quinto nem foi iniciado.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6112" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2025/09/Draghi1.png" alt="" width="624" height="353" /></p>
<p>No aniversário do relatório, o canto de parabéns veio em tom de crítica: “Um ano depois, a Europa está em uma situação ainda mais difícil. Nosso modelo de crescimento está se esgotando. As vulnerabilidades estão aumentando e fomos lembrados, dolorosamente, de que a passividade ameaça não apenas nossa competitividade, mas a nossa própria soberania”, disparou Draghi em discurso em Bruxelas.</p>
<p>O descompasso também aparece por setor: transporte e matérias-primas avançaram, enquanto energia e digitalização seguem travados em disputas políticas e regulações que emperram a execução.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6113" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2025/09/Draghi2.png" alt="" width="624" height="349" /></p>
<p>Do lado da presidência da Comissão, Ursula von der Leyen reforçou o compromisso institucional com metas ambiciosas: “Esse será o ponto central do próximo orçamento europeu com uma proposta de mais de 400 bilhões de euros. O objetivo é aumentar o ritmo, acelerar os processos.” Ela destacou ainda que “só o que é medido é realizado”, afirmando que o atual mapa estratégico para o mercado único e a inovação exigirá prazos concretos e monitoramento rígido.</p>
<p>A alemã também elencou <span><a href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/api/files/attachment/881649/Factsheet%20-%20One%20year%20of%20The%20Draghi%20Report.pdf">números já alcançados</a></span> na caminhada traçada por Draghi. No último ano, o bloco mobilizou mais de um trilhão de euros em investimentos para inovação, tecnologias limpas e defesa. Ao todo, 33 projetos estratégicos já saíram do papel e a estimativa é que a economia europeia cresça 1,1% em 2025, com a criação de mais de 700 mil empregos. Von der Leyen aponta ainda resultados concretos, como a instalação de pontos de recarga para caminhões elétricos em nove países e novos interconectores para garantir energia estável.</p>
<h2>O relatório e o acordo UE-Mercosul</h2>
<p>Embora o acordo UE-Mercosul siga cercado de resistências internas, especialmente em temas ambientais e de proteção à agricultura europeia, o Relatório Draghi reforça que sem a diversificação de mercados e sem o fortalecimento das cadeias globais, a UE corre o risco de perder terreno no cenário internacional. O texto elaborado pelo ex-presidente do Banco Central Europeu insiste na necessidade de a Europa ampliar o acesso a matérias-primas estratégicas e diversificar as cadeias de fornecimento, reduzindo a dependência externa em setores como energia e indústria verde. O Mercosul, com vastas reservas de minerais críticos, potencial agrícola e possibilidades de cooperação energética, aparece como parceiro natural nesse processo.</p>
<p>Em um momento em que outras potências avançam para consolidar suas próprias zonas de influência, a Europa se vê espremida entre os Estados Unidos e a China. E pra escapar deste arrocho, os europeus tentam firmar acordos comerciais robustos não apenas com os sul-americanos, mas também com países como México, Índia e Indonésia.</p>
<p>A conexão entre o relatório e o tratado é clara: se a União Europeia quer transformar intenções em entregas, precisa superar seus impasses internos e acelerar negociações estratégicas. O Mercosul é uma dessas oportunidades de impacto imediato. O dilema, como Draghi advertiu em Bruxelas, é se a Europa continuará a produzir planos ou se terá coragem de implementá-los.</p>
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		<title>Brasil e Alemanha fecham parcerias e líderes das nações se comprometem a trabalhar pelo Acordo entre UE e Mercosul</title>
		<link>https://europa-brasil.com/brasil-e-alemanha-fecham-parcerias-e-lideres-das-nacoes-se-comprometem-a-trabalhar-pelo-acordo-entre-ue-e-mercosul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2023 11:08:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo UE-Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanhã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao completar um mês na Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado sua agenda por uma política externa mais efetiva e de reestruturação de pactos com parceiros importantes. Esse é o caso da Alemanha, a principal economia da União Europeia e uma potencial global que em apenas 30 dias enviou a Brasília seu presidente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ao completar um mês na Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado sua agenda por uma política externa mais efetiva e de reestruturação de pactos com parceiros importantes. Esse é o caso da Alemanha, a principal economia da União Europeia e uma potencial global que em apenas 30 dias enviou a Brasília seu presidente e seu chanceler. E, mais que discursos, as reuniões resultaram em medidas práticas entre as duas nações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a defesa da democracia, do meio ambiente e a intenção de celebrar ainda no primeiro semestre o acordo entre União Europeia e Mercosul tenham ganhado as manchetes, a visita de Olaf Scholz gerou parcerias importantes. Uma medida prática foi a doação de mais 200 milhões de euros ao Fundo Amazônia pelo país europeu, apoio tecnológico a micro e pequenos empreendedores verdes, financiamento com juros subsidiados para ações de reflorestamento e suporte técnico para que governos locais, sobretudo da Amazônia, desenvolvam frentes de preservação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reunião celebrou, inclusive, um alinhamento de prioridades. Se os alemães se comprometeram com a redução da desigualdade e da pobreza no Brasil, os brasileiros, pela primeira vez, seguiram os europeus em uma condenação enfática da invasão russa à Ucrânia. Lula propôs, ao lado de Scholz, a criação de uma nova frente de negociação para buscar a paz no leste europeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No encontro entre os presidente Lula e o Chanceler Scholz foi feito o relançamento  da parceria estratégica entre Brasil e Alemanha, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre as nações no enfrentamento dos desafios globais. Temas relacionados aos conflitos mundiais, questões como a expansão das energias renováveis, o combate às alterações climáticas e o combate à pobreza entraram na agenda entre os líderes brasileiro e alemão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os líderes valorizam as intensas relações econômicas bilaterais entre Brasil e Alemanha. Ressaltaram a importância do aprofundamento das relações comerciais e destacaram a intenção de acelerar a conclusão das negociações de um acordo equilibrado entre o Mercosul e a União Europeia”, destaca o comunicado conjunto divulgado pelos países.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A liberação dos recursos para o Fundo Amazônia foi tratada diretamente pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com a ministra da Cooperação  Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do encontro, no qual Schulze anunciou a doação de 200 milhões de euros – mais de R$ 1 bilhão –, para projetos de conservação de florestas e demais questões de clima nos 100 primeiros dias da gestão Lula, Marina Silva disse que os valores poderão inclusive ajudar o povo Yanomami, que passa por uma situação de emergência com grande parte da população da etnia em situação precária de desnutrição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Os recursos do Fundo Amazônia serão deslocados para ações emergenciais. Essas ações estão sendo tratadas em vários níveis, que envolvem: a questão da saúde; o tratamento ao problema da grave situação de fome, que está assolando as comunidades; a parte de segurança, para que essas pessoas possam ficar em suas comunidades&#8221;, declarou a ministra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na agenda de negócios, foi realizada uma reunião paralela entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e a ministra alemã da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, Svenja Schulze, além de empresários alemães e brasileiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além das pautas climática e de negócios, Lula e Scholz reafirmaram o compromisso “inabalável do Brasil e da Alemanha com a democracia, os direitos humanos e a inclusão social”. Também enfatizaram seu compromisso com o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e a resolução pacífica de conflitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O presidente Lula deve ter outros encontros com líderes mundiais ainda no primeiro semestre de 2023, sendo o próximo com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em fevereiro, quando o presidente brasileiro irá até Washington.</span></p>
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