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	<title>Arquivo de Acordos - Europa | Brasil</title>
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		<title>Índia e UE aceleram negociações comerciais em meio a pressões externas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 14:10:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordos]]></category>
		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Índia e a União Europeia realizam nesta semana, em Nova Délhi, uma rodada potencialmente decisiva de negociações comerciais, com o objetivo de fechar lacunas em temas sensíveis como agricultura, laticínios e barreiras não tarifárias. O prazo final para um acordo é o fim do ano, e ambos os lados tentam superar as divergências em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Índia e a União Europeia realizam nesta semana, em Nova Délhi, uma rodada potencialmente decisiva de negociações comerciais, com o objetivo de fechar lacunas em temas sensíveis como agricultura, laticínios e barreiras não tarifárias. O prazo final para um acordo é o fim do ano, e ambos os lados tentam superar as divergências em ritmo acelerado.</p>
<p>O impulso para avançar nas tratativas ganhou força após a reeleição de Donald Trump e a decisão de Washington, no mês passado, de dobrar para 50% as tarifas sobre produtos indianos, em retaliação às compras de petróleo russo por Nova Délhi. O aumento afetou setores como têxteis, couro e produtos químicos, elevando a urgência de a Índia diversificar suas parcerias comerciais.</p>
<p>Desde que foram retomadas em 2022, as negociações já resultaram na conclusão de 11 dos 23 capítulos, incluindo alfândega, comércio digital, propriedade intelectual, concorrência, subsídios, solução de controvérsias e medidas antifraude. Ainda assim, impasses persistem.</p>
<p>A Índia resiste a renunciar a subsídios agrícolas e a ceder no setor de laticínios, alegando a proteção da subsistência de milhões de agricultores. A UE, por sua vez, pressiona por maior acesso ao mercado indiano para automóveis e bebidas alcoólicas.</p>
<p>Além das questões de mercado, permanecem diferenças em temas regulatórios, como regras de origem, padrões de segurança alimentar, obrigações trabalhistas e ambientais. Bruxelas também critica as ordens indianas de controle de qualidade, que considera barreiras não tarifárias.</p>
<h2><strong>Pressão política</strong></h2>
<p>As negociações contam com apoio político de alto nível: na semana passada, o primeiro-ministro Narendra Modi e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, conversaram por telefone e se comprometeram a concluir o acordo ainda este ano.</p>
<p>Apesar dos avanços, diplomatas de ambos os lados reconhecem que os obstáculos são significativos e que a janela para um entendimento está cada vez mais estreita.</p>
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		<title>União Europeia e China alinham cooperação para garantir sucesso da COP30 em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 19:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Acordos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A COP30, que será realizada em Belém em 2025, ganha cada vez mais centralidade nas negociações climáticas globais. A recente reunião entre Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, evidencia esse novo cenário. O encontro, que marcou os 50 anos de relações diplomáticas entre a União [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A COP30, que será realizada em Belém em 2025, ganha cada vez mais centralidade nas negociações climáticas globais. A recente reunião entre Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, evidencia esse novo cenário. O encontro, que marcou os 50 anos de relações diplomáticas entre a União Europeia e a China, abordou temas cruciais para o futuro do planeta, incluindo compromissos com a economia circular, o comércio de emissões e a transição verde. Apesar de tensões comerciais e geopolíticas persistentes, os dois líderes sinalizaram que, ao menos na agenda climática, há espaço para convergência e a COP30 pode ser o território simbólico desse esforço conjunto.</p>
<p>O diálogo entre as duas maiores potências comerciais do mundo é estratégico. China e União Europeia juntas respondem por uma parcela significativa das emissões globais de carbono e, ao mesmo tempo, investem em tecnologias de baixo carbono, fontes renováveis e inovação ambiental. A fala de Von der Leyen de que “o mundo precisa de liderança climática” ecoa a urgência por respostas concretas diante do colapso climático em curso. Mais do que uma visita protocolar, o encontro sugere que Belém poderá ser o palco onde consensos serão construídos, mesmo entre atores historicamente divergentes. A reunião, apesar da tensão em outras áreas, resultou em uma declaração conjunta reforçando a obrigação de ambos os blocos com o Acordo de Paris e com a ambição de promoção de resultados concretos na conferência. No encontro, foi explicitado o compromisso de colaboração em temas-chave como: Economia circular, com compartilhamento de soluções sustentáveis para indústria e consumo; Mercados de emissões (carbon trading) com objetivo de promover transparência e interoperabilidade entre sistemas regulatórios; Transição energética verde, incluindo apoio mútuo no acesso e difusão de tecnologias limpas, e redução rápida de metano e outras emissões.</p>
<p>Para China e União Europeia, a agenda climática é hoje o principal eixo de cooperação, acima de tensões comerciais e geopolíticas.</p>
<p><strong>Expectativas para a COP30 e o protagonismo do Brasil</strong></p>
<p>O Governo Europeu e chinês expressaram apoio mútuo ao Brasil como anfitrião da COP30, comprometeram-se a submeter novas contribuições nacionais (NDCs) até setembro de 2025 e enfatizaram que o desempenho da conferência dependerá da capacidade de gerar resultados inclusivos e ambiciosos.</p>
<p>A cooperação Europa‑China contribui diretamente para o protagonismo do Brasil no debate climático internacional, sinalizando que, mesmo em meio à concorrência global, há espaço para convergência e liderança compartilhada na luta contra as mudanças climáticas.</p>
<p>O Brasil, anfitrião da COP30, também ganha com esse movimento. A disposição da UE e da China em colaborar envia um sinal claro: há expectativas de que o país exerça um papel de mediação, costurando pontes entre o Norte e o Sul globais. Com a floresta amazônica no centro do debate, e um histórico recente de reconstrução da política ambiental brasileira, o momento é propício para que o Brasil lidere uma nova diplomacia climática, baseada em justiça ambiental, transição energética e cooperação internacional.</p>
<p>Mais do que negociações técnicas, a COP30 se desenha como um espaço de disputa narrativa e de reequilíbrio político. O alinhamento entre China e Europa, com ênfase em soluções sustentáveis e mecanismos de mercado de carbono, pressiona outros países a se posicionarem. Belém, por sua vez, deixa de ser apenas o cenário do evento e passa a representar um símbolo do que o mundo pode e precisa ser: um território onde os opostos dialogam em nome do bem comum</p>
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