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	<title>Arquivo de Bundestag - Europa | Brasil</title>
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		<title>Alemanha aprova pacote de reformas após maratona de negociações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 12:26:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal">Enquanto a seleção alemã ainda lidava com a eliminação diante do Paraguai, resultado descrito como um dos maiores choques da história recente das Copas do Mundo, a coalizão governista em Berlim enfrentava seu próprio teste de resistência. No dia 2 de julho, o chanceler Friedrich Merz anunciou que a coalizão chegou a um acordo sobre reformas tributárias, trabalhistas e previdenciárias, voltado a reanimar a economia e conter o avanço da extrema direita nas pesquisas. O acordo veio após sete horas de negociação entre o bloco de centro direita, formado por CDU e CSU, e o parceiro de centro esquerda, o SPD.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal">O pacote, batizado de Programa para Retomada e Emprego, reúne 34 medidas e prevê um alívio de aproximadamente dez bilhões de euros ao ano no imposto de renda para trabalhadores de baixa e média renda, com vigência a partir de janeiro de 2027. A alíquota máxima de 42% será mantida, mas passará a incidir apenas sobre rendas acima do atual patamar de 70 mil euros, com um sistema escalonado que chega a 47% para quem ganha mais de 280 mil euros ao ano.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal">No campo previdenciário, o governo se comprometeu a implementar as recomendações de uma comissão de especialistas, com legislação a ser concluída até o fim do ano, incluindo o aumento gradual da idade de aposentadoria conforme a expectativa de vida. Nas regras trabalhistas, o pacote dobra para 48 meses a duração máxima de contratos temporários sem justificativa e exige atestado médico a partir do primeiro dia de afastamento, encerrando a possibilidade de licença por telefone herdada da pandemia.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal">A reação dividiu opiniões. Entidades empresariais e a Associação Alemã de Seguradoras defenderam a aprovação rápida das propostas, enquanto sindicatos como IG Metall e Verdi criticaram a flexibilização trabalhista. Merz citou pressões externas, como a disputa tarifária com os Estados Unidos e a concorrência chinesa, entre os fatores que atrasaram a retomada da maior economia da Europa.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal">As medidas ainda precisam ser aprovadas pelo Bundestag antes de entrarem em vigor a partir de janeiro de 2027.</p>
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		<title>Novo Bundestag toma posse com extrema direita fortalecida e parlamento menos diverso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 21:47:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanhã]]></category>
		<category><![CDATA[Bundestag]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a posse do novo Bundestag nesta terça-feira (25), a Alemanha inaugura uma legislatura que, embora mantenha o formato parlamentarista que marca sua estabilidade institucional, carrega sinais nítidos de mudança. Pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) assume o posto de principal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a posse do novo Bundestag nesta terça-feira (25), a Alemanha inaugura uma legislatura que, embora mantenha o formato parlamentarista que marca sua estabilidade institucional, carrega sinais nítidos de mudança. Pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) assume o posto de principal força de oposição no parlamento federal, com 78 cadeiras — o maior número já conquistado pela legenda desde sua fundação, em 2013.</p>
<p>A nova composição do parlamento alemão reflete transformações demográficas e políticas mais amplas que vêm se consolidando nos últimos anos. O novo Bundestag, formado por 630 parlamentares, é mais velho e menos diverso: a idade média dos deputados subiu para 47,3 anos, e apenas 12,5% dos eleitos têm origem migrante — uma queda relevante em comparação à legislatura anterior. Os números destoam de uma sociedade na qual cerca de um em cada quatro habitantes possui histórico migratório.</p>
<p>Esse descompasso entre representatividade e realidade populacional amplia o terreno político onde a AfD vem se fortalecendo. A sigla, que durante anos foi tratada como uma força periférica, consolidou-se como voz ativa do descontentamento em regiões da antiga Alemanha Oriental, onde chega a liderar intenções de voto para eleições estaduais. Seu discurso nacionalista, anti-imigração e eurocético passou de exceção a componente estável do debate público.</p>
<p>Apesar do avanço eleitoral, a AfD continua isolada no parlamento federal. Nenhum outro partido aceita formar coalizões com a legenda, e, na sessão inaugural desta legislatura, a candidatura do deputado Gerald Otten a uma das vice-presidências da Câmara foi rejeitada pela terceira vez consecutiva, reforçando a estratégia de contenção que busca impedir o acesso do partido a cargos estratégicos. Como destacou o <em>The Guardian</em>, a nova posição da AfD “testa os limites da democracia parlamentar”, forçando os partidos tradicionais a encontrar um delicado equilíbrio entre convivência institucional e resistência normativa.</p>
<p>O novo cenário representa um desafio para o sistema partidário alemão, tradicionalmente orientado por consensos moderados. A ascensão da AfD também contribui para o desgaste dos partidos do governo — o SPD, dos social-democratas de Olaf Scholz, e os Verdes, em especial — que enfrentam baixa popularidade e dificuldades para articular respostas convincentes à ansiedade econômica e à percepção de insegurança cultural.</p>
<h2>Parlamento espelha dilemas contemporâneos</h2>
<p>A nova legislatura do Bundestag é, em muitos aspectos, um espelho das contradições contemporâneas da política alemã: envelhecida, mais homogênea e tensionada pela presença de uma extrema direita institucionalizada. A participação feminina, que já havia regredido em eleições anteriores, permanece estagnada — com cerca de 35% de mulheres eleitas. Em meio a isso, apenas uma parlamentar transgênero tomou posse, num parlamento cada vez menos refletido nos corpos e histórias da sociedade que representa.</p>
<p>Enquanto isso, o avanço da AfD reacende uma questão recorrente: como os sistemas democráticos lidam com atores que usam as regras da democracia para enfraquecê-la por dentro? A chamada “cortina sanitária” pode, por ora, conter o avanço institucional do partido, mas é uma estratégia que se desgasta com o tempo se não for acompanhada de respostas substantivas às demandas que alimentam o voto radical.</p>
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