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	<title>Arquivo de Comissão Europeia - Europa | Brasil</title>
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		<title>Comissão Europeia adia por três anos regra de capital que afeta bancos do bloco</title>
		<link>https://europa-brasil.com/comissao-europeia-adia-por-tres-anos-regra-de-capital-que-afeta-bancos-do-bloco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 14:01:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia anunciou no dia 4 de junho que vai adiar por três anos a entrada em vigor de um novo arcabouço de capital para risco de mercado, decisão que busca evitar uma desvantagem competitiva dos bancos europeus diante de concorrentes dos Estados Unidos e do Reino Unido enquanto essas jurisdições definem seus próprios [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia anunciou no dia 4 de junho que vai adiar por três anos a entrada em vigor de um novo arcabouço de capital para risco de mercado, decisão que busca evitar uma desvantagem competitiva dos bancos europeus diante de concorrentes dos Estados Unidos e do Reino Unido enquanto essas jurisdições definem seus próprios cronogramas.</p>
<p>A medida atinge a chamada Revisão Fundamental da Carteira de Negociação, conhecida pela sigla em inglês FRTB, último componente das normas de Basileia III ainda pendente de aplicação na União Europeia. O conjunto de regras pretende refinar a forma como os bancos calculam o capital exigido para suas operações de negociação, aproximando essas exigências dos riscos efetivamente assumidos.</p>
<p>Pela legislação atual, as regras passariam a valer integralmente em janeiro de 2027. Com a nova decisão, e salvo veto do Parlamento Europeu ou dos governos nacionais nos próximos seis meses, o regime de transição vigorará de 2027 até o fim de 2029. O adiamento foi acordado com o Banco Central Europeu e com a Autoridade Bancária Europeia.</p>
<p>&#8220;Os bancos da Europa precisam competir em condições de igualdade com seus pares internacionais&#8221;, afirmou a comissária de Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque. Segundo ela, as medidas são específicas e têm prazo definido, preservam condições equilibradas de concorrência no mercado financeiro global e dão tempo para acompanhar os movimentos de outras jurisdições antes de fixar uma abordagem de longo prazo.</p>
<p>O argumento central é o descompasso regulatório. Nem os Estados Unidos nem o Reino Unido implementaram a etapa final de Basileia III. Londres empurrou a aplicação da abordagem padronizada da FRTB para 2027 e a dos modelos internos para 2028, enquanto o calendário americano permanece indefinido. A maior parte do pacote europeu, reunida na nova regulação de requisitos de capital, já está em vigor desde janeiro de 2025.</p>
<p>A cautela tem fundamento econômico. Estimativas do próprio setor indicam que a aplicação plena da FRTB poderia elevar em 20% a 30% o capital exigido para risco de mercado, conforme a classe de ativos. Ao escalonar o impacto, Bruxelas oferece alívio imediato às instituições, mas mantém aberta a incerteza sobre a calibragem final das regras e sobre o compromisso, reiterado pela Comissão, de cumprir integralmente os padrões de Basileia.</p>
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		<title>Europa lança sua própria fundação digital para escapar do domínio das big tech</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-lanca-sua-propria-fundacao-digital-para-escapar-do-dominio-das-big-tech/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 17:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Bluesky]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tensão entre Bruxelas e as grandes plataformas americanas de redes sociais sempre produziu muito ruído regulatório e poucas alternativas concretas. Nesta quinta-feira, um grupo de empreendedores, tecnólogos e ativistas europeus decidiu mudar isso. O lançamento oficial da Eurosky, iniciativa sediada nos Países Baixos, não entrega ao continente uma nova rede social para competir com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tensão entre Bruxelas e as grandes plataformas americanas de redes sociais sempre produziu muito ruído regulatório e poucas alternativas concretas. Nesta quinta-feira, um grupo de empreendedores, tecnólogos e ativistas europeus decidiu mudar isso.</p>
<p>O lançamento oficial da Eurosky, iniciativa sediada nos Países Baixos, não entrega ao continente uma nova rede social para competir com o Instagram ou o X. Entrega algo mais fundamental: uma identidade digital única para cada usuário, com dados hospedados em servidores europeus e sob a proteção integral da legislação da União Europeia. A aposta é que, ao controlar essa camada de infraestrutura, a Europa possa finalmente criar condições para que um ecossistema local floresça, em vez de depender indefinidamente das regras e humores de empresas californianas.</p>
<p>A Eurosky foi construída sobre um protocolo de código aberto, o mesmo que dá vida ao Bluesky, rede social que já ultrapassa 40 milhões de usuários globais e que ganhou tração justamente entre quem busca uma alternativa ao X de Elon Musk. A lógica é diferente da que governa as plataformas tradicionais: em vez de concentrar hospedagem, moderação e curadoria de conteúdo nas mãos de uma única empresa, o modelo distribui essas funções, abrindo espaço para maior competição e pluralidade. Na prática, isso significa que o usuário carrega sua identidade digital e seus dados de uma aplicação para outra, sem estar preso a nenhuma plataforma específica.</p>
<p>&#8220;A parte social foi removida cirurgicamente pela Big Tech. A verdadeira oportunidade aqui é trazer o social de volta para as redes sociais&#8221;, disse Sebastian Vogelsang, cofundador da Eurosky e CEO do Flashes, rival do Instagram construído sobre o Bluesky.</p>
<p><strong>Um mercado avaliado em 50 bilhões de euros por ano</strong></p>
<p>O argumento da Eurosky não é apenas político. É econômico. Cerca de 25 bilhões de euros anuais são drenados da Europa via receitas publicitárias em redes sociais, e outros 25 bilhões por meio de anúncios em buscadores, alimentando novos monopólios em cloud e inteligência artificial. A organização quer que, até 2030, metade desse mercado seja construído sobre tecnologia europeia.</p>
<p>O contexto regulatório dá combustível à iniciativa. Em dezembro de 2025, a Comissão Europeia multou o X em 120 milhões de euros por descumprimento da Lei de Serviços Digitais, a primeira punição aplicada sob essa legislação. A sanção foi repartida em três frentes: 45 milhões de euros pela utilização enganosa do selo de verificação azul, 35 milhões pelas falhas no repositório de anúncios e 40 milhões pela restrição ao acesso de pesquisadores aos dados da plataforma. Pouco depois, o chatbot Grok gerou imagens de nudez falsas e não consentidas, levando cerca de 50 eurodeputados a pedirem abertamente à Comissão que &#8220;construa já redes sociais europeias&#8221;. A janela política, ao que tudo indica, nunca esteve tão aberta.</p>
<p>A Eurosky não esconde que ainda tem um caminho considerável pela frente. Hoje, a iniciativa ainda depende parcialmente dos sistemas de moderação de conteúdo do próprio Bluesky, uma empresa americana. Enquanto isso não mudar, a soberania europeia que a Eurosky promete será, no mínimo, incompleta. A organização afirma ter um roteiro para a independência total, que inclui um sistema compartilhado de moderação licenciável para desenvolvedores europeus. Outra limitação do modelo atual é que toda a informação é pública. A introdução de dados privados está prevista para ainda em 2026, o que abriria espaço para comunidades locais e casos de uso ainda inviáveis hoje.</p>
<p>O financiamento vem da campanha Free Our Feeds e de contribuições de fundações. A Modal Foundation, sem fins lucrativos e com sede na Europa, abriga a iniciativa com foco em modelos que priorizem o interesse público sobre o comercial. O grupo inclui nomes como Robin Berjon, ex-estrategista de dados do New York Times. Os primeiros servidores de dados pessoais foram disponibilizados a usuários pré-registrados em fevereiro.</p>
<p>Construir uma alternativa real às plataformas que acumulam bilhões de usuários, décadas de dados comportamentais e modelos publicitários consolidados é uma tarefa de escala histórica. A Eurosky oferece, por ora, uma fundação técnica sólida e uma narrativa política convincente. Se isso será suficiente para mudar os hábitos de uma geração acostumada à conveniência das Big Tech é uma pergunta que o continente ainda está aprendendo a fazer.</p>
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		<title>Bruxelas pede redução do consumo de energia e avisa que preços não voltarão ao normal tão cedo</title>
		<link>https://europa-brasil.com/bruxelas-pede-reducao-do-consumo-de-energia-e-avisa-que-precos-nao-voltarao-ao-normal-tao-cedo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 18:11:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[consumo energético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia intensificou seus apelos aos Estados-membros para que adotem medidas imediatas de contenção do consumo energético, num sinal claro de que Bruxelas começa a tratar o choque provocado pela guerra no Irã não como um episódio transitório, mas como uma ameaça estrutural prolongada. Em carta enviada na terça-feira (31/03) aos 27 países do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia intensificou seus apelos aos Estados-membros para que adotem medidas imediatas de contenção do consumo energético, num sinal claro de que Bruxelas começa a tratar o choque provocado pela guerra no Irã não como um episódio transitório, mas como uma ameaça estrutural prolongada.</p>
<p>Em carta enviada na terça-feira (31/03) aos 27 países do bloco, o comissário europeu para Energia, Dan Jørgensen, recomendou a adoção do plano de dez pontos elaborado pela Agência Internacional de Energia (AIE), que inclui incentivos ao trabalho remoto, ao transporte público e ao carona compartilhado, além de redução dos limites de velocidade nas autoestradas. O plano foi originalmente concebido em 2022, no contexto da invasão russa da Ucrânia — e o fato de ser ressuscitado agora diz muito sobre a gravidade do momento.</p>
<p>Jørgensen foi direto ao ponto: mesmo que a paz seja declarada amanhã, os preços não voltarão ao normal &#8220;num futuro previsível&#8221;. A declaração, feita após reunião de ministros de energia da UE, marca uma virada de tom relevante em Bruxelas, de gestão de curto prazo para preparação de um cenário adverso prolongado.</p>
<p>Os números justificam o alerta. Em apenas 30 dias de conflito, a conta europeia de importação de combustíveis fósseis cresceu €14 bilhões, enquanto o preço do gás subiu 70% e o do petróleo, 60%. São cifras que já se traduzem em pressão sobre a eletricidade doméstica e sobre a competitividade industrial, e que forçam Bruxelas a avaliar instrumentos de alívio como cortes de impostos, apoio direcionado a consumidores vulneráveis e um possível imposto sobre lucros extraordinários de empresas de energia.</p>
<p>A questão que preocupa mais imediatamente, porém, não é o crude em si, mas os derivados. O maior problema identificado pela AIE é a escassez de querosene de aviação e diesel, já visível na Ásia e com chegada esperada à Europa em abril ou início de maio. O continente importa mais de 40% desses produtos do Golfo Pérsico, e a disponibilidade de fornecedores alternativos é limitada.</p>
<p>O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, foi ainda mais enfático: a perda de petróleo em abril será o dobro da registrada em março, além da perda de GNL, e o impacto chegará via inflação e queda do crescimento econômico. Birol classificou o atual choque como o maior da história, superior, em conjunto, às crises do petróleo de 1973 e 1979 e à ruptura do gás russo em 2022. As perdas globais já somam cerca de 12 milhões de barris por dia, mais do que o dobro do que foi perdido em cada uma das crises dos anos 1970.</p>
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		<item>
		<title>Berlim e Paris pressionam Bruxelas por desregulação financeira na Europa</title>
		<link>https://europa-brasil.com/berlim-e-paris-pressionam-bruxelas-por-desregulacao-financeira-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 16:01:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Euro]]></category>
		<category><![CDATA[serviços financeiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alemanha e França enviaram um sinal político claro à Comissão Europeia: a regulação financeira do bloco precisa ser repensada, não apenas remendada. Em carta datada de sexta-feira e revelada pela Reuters nesta terça-feira, os ministros das Finanças dos dois países, o alemão Lars Klingbeil e o francês Roland Lescure, pedem à comissária europeia para Serviços [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Alemanha e França enviaram um sinal político claro à Comissão Europeia: a regulação financeira do bloco precisa ser repensada, não apenas remendada. Em carta datada de sexta-feira e revelada pela Reuters nesta terça-feira, os ministros das Finanças dos dois países, o alemão Lars Klingbeil e o francês Roland Lescure, pedem à comissária europeia para Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, um pacote abrangente de simplificação regulatória.</p>
<p>A iniciativa não é trivial. Berlim e Paris representam as duas maiores economias da zona euro, e o alinhamento entre elas em torno de uma agenda comum tem, historicamente, força suficiente para pautar o calendário legislativo da UE. Desta vez, o pedido é por uma revisão sistêmica de todo o arcabouço regulatório dos mercados financeiros europeus, e não apenas por ajustes pontuais em novas legislações.</p>
<p>&#8220;Precisamos de um pacote dedicado e abrangente de simplificação dos serviços financeiros a nível europeu que reveja todo o quadro regulamentar&#8221;, afirma a carta. A mensagem é direta: retoques seletivos não bastam.</p>
<p>O apelo chega num momento em que a Europa enfrenta uma combinação incômoda de fatores: crescimento econômico fraco, mercados de capitais fragmentados e concorrentes externos cada vez mais ágeis. Nos Estados Unidos, o governo Trump avança numa agenda de desregulação financeira que pode dar ao setor bancário americano ainda mais margem de manobra. No Reino Unido, os reguladores também vêm flexibilizando algumas regras desde o Brexit.</p>
<p>A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, reconheceu perante o Parlamento Europeu que estruturas regulatórias complexas e fragmentadas estão limitando a capacidade competitiva da Europa, vinculando a agenda de simplificação a planos mais amplos para uma união de poupança e investimento.</p>
<p>A carta franco-alemã busca enquadrar a simplificação financeira nesse mesmo espírito, diferenciando-a de desregulação pura e simples. O argumento é que regras mais claras e menos redundantes não enfraquecem a estabilidade e, ao contrário, podem reforçar o mercado único e tornar as instituições europeias mais competitivas globalmente.</p>
<h2>Uma agenda em três frentes</h2>
<p>Entre as medidas concretas propostas na carta, destacam-se três frentes. A primeira é a unificação do reporte de transações: atualmente, uma mesma operação pode precisar ser notificada em múltiplos registros e sob diferentes regimes, e a proposta é que cada transação seja reportada uma única vez. A segunda envolve a revogação de poderes delegados que nunca foram utilizados na prática, uma camada de incerteza jurídica que pesa sobre as instituições sem gerar benefício supervisório claro. A terceira diz respeito à simplificação do reporte de incidentes cibernéticos, cuja burocracia atual é vista como desproporcional, especialmente para bancos menores.</p>
<p>Os dois governos argumentam ainda que as regras devem ser avaliadas pelos seus resultados reais e revisadas quando não entregam o valor prometido.</p>
<p>Apesar do peso político da iniciativa, o caminho até uma reforma concreta é longo. Qualquer pacote legislativo precisaria ser negociado entre os 27 Estados-membros e o Parlamento Europeu, reconciliando preferências divergentes sobre supervisão centralizada, o papel dos mercados de capitais frente ao crédito bancário e o grau de autonomia nacional desejável.</p>
<p>Em dezembro passado, os ministros das Finanças da UE já haviam acordado conclusões enfatizando a importância de simplificar a regulação financeira, mas mantendo pilares como resiliência prudencial, proteção ao consumidor e combate à lavagem de dinheiro, um sinal de que o consenso político existe, mas dentro de limites claros.</p>
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		<item>
		<title>UE dilui meta climática de 2040 em acordo de última hora antes da COP30</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ue-dilui-meta-climatica-de-2040-em-acordo-de-ultima-hora-antes-da-cop30/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2025 16:50:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[metas climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia aprovou na madrugada desta quarta-feira (5) uma meta de redução de emissões de 90% até 2040 em relação aos níveis de 1990, mas o compromisso foi significativamente enfraquecido por concessões de última hora, expondo as tensões entre ambição climática e preocupações econômicas no bloco às vésperas da COP30 no Brasil. Após negociações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia aprovou na madrugada desta quarta-feira (5) uma meta de redução de emissões de 90% até 2040 em relação aos níveis de 1990, mas o compromisso foi significativamente enfraquecido por concessões de última hora, expondo as tensões entre ambição climática e preocupações econômicas no bloco às vésperas da COP30 no Brasil.</p>
<p>Após negociações que se estenderam até altas horas da terça-feira, os ministros do clima dos 27 países-membros aprovaram em votação pública um acordo que permite aos países comprar créditos de carbono internacionais para cobrir até 5% da meta de 90%, efetivamente reduzindo para 85% os cortes de emissões exigidos das indústrias europeias. O bloco também concordou em considerar, no futuro, o uso de créditos internacionais para cobrir mais 5% das reduções, potencialmente diminuindo a meta doméstica para 80%.</p>
<p>A flexibilização representa um recuo em relação à proposta original da Comissão Europeia, que previa uso máximo de 3% de créditos internacionais. Países como Finlândia, Alemanha, Holanda, Portugal, Eslovênia, Espanha e Suécia estavam entre os mais ambiciosos, buscando manter o limite de 3%, enquanto França e Itália pressionavam por 5% e a Polônia defendia 10%.</p>
<blockquote><p>&#8220;Estabelecer uma meta climática não é apenas escolher um número, é uma decisão política com consequências profundas para o continente&#8221;, afirmou o ministro dinamarquês do clima, Lars Aagaard, acrescentando que o acordo busca garantir que a meta &#8220;possa ser alcançada de forma a preservar competitividade, equilíbrio social e segurança&#8221;.</p></blockquote>
<p>Além da meta para 2040, os países concordaram com um objetivo para 2035 de reduzir emissões numa faixa entre 66,25% e 72,5%, atendendo ao pedido da ONU para que todos os governos apresentem planos climáticos antes da abertura da COP30, que começa nesta quinta-feira em Belém.</p>
<p>Como parte das concessões para garantir apoio ao acordo, a UE também adiou o lançamento de um novo mercado de carbono de 2027 para 2028, uma política sensível que enfrentava resistência de países preocupados com aumentos nos custos de combustíveis.</p>
<p>O acordo foi aprovado apesar da oposição de Polônia, Eslováquia e Hungria, que consideram a meta prejudicial à competitividade de suas indústrias, já pressionadas por altos custos energéticos, importações chinesas baratas e tarifas americanas. A Polônia resumiu o dilema: &#8220;Não queremos destruir a economia. Não queremos destruir o clima. Queremos salvar ambos ao mesmo tempo&#8221;, afirmou o vice-ministro do clima polonês, Krzysztof Bolesta.</p>
<p>A decisão garante que a UE chegue à COP30 com uma posição comum, crucial para manter a liderança climática europeia num momento em que os Estados Unidos, sob Donald Trump, se retiraram do Acordo de Paris. No entanto, o compromisso marca uma inflexão na ambição verde do bloco.</p>
<p>Organizações ambientais e cientistas independentes alertam que o uso excessivo de créditos internacionais pode desviar investimentos da transição energética doméstica e enfraquecer o exemplo histórico da Europa na liderança climática global. A compra de créditos de carbono, ao invés de reduzir emissões internamente, transfere o esforço de descarbonização para países estrangeiros, geralmente nações em desenvolvimento.</p>
<p>A meta de 90% até 2040 é considerada essencial para manter a UE no caminho da neutralidade de carbono até 2050, conforme estabelecido na Lei do Clima Europeia. O bloco já se comprometeu com uma redução de pelo menos 55% até 2030 em relação aos níveis de 1990.</p>
<p>O acordo foi alcançado no mesmo dia em que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se reúne com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, em encontro bilateral que antecede a cúpula climática. A meta europeia servirá como base para a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) da UE, que será apresentada oficialmente na COP30.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Von der Leyen enfrenta duplo teste político em Bruxelas enquanto críticas se intensificam</title>
		<link>https://europa-brasil.com/von-der-leyen-enfrenta-duplo-teste-politico-em-bruxelas-enquanto-criticas-se-intensificam/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 20:29:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bruxelas]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Ursula von der Leyen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ursula von der Leyen iniciou a semana sob fogo cruzado no Parlamento Europeu. Um dia após enfrentar um debate tenso sobre duas moções de censura distintas, apresentadas simultaneamente pela extrema-direita e pela extrema-esquerda, a presidente da Comissão Europeia aguarda agora a votação marcada para quinta-feira, que deve confirmar sua permanência no cargo, mas não sem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ursula von der Leyen iniciou a semana sob fogo cruzado no Parlamento Europeu. Um dia após enfrentar um debate tenso sobre duas moções de censura distintas, apresentadas simultaneamente pela extrema-direita e pela extrema-esquerda, a presidente da Comissão Europeia aguarda agora a votação marcada para quinta-feira, que deve confirmar sua permanência no cargo, mas não sem revelar as rachaduras crescentes na coalizão que sustenta seu segundo mandato.</p>
<p>As duas moções, apresentadas pelos Patriotas pela Europa (PfE) e pelo grupo A Esquerda, têm poucas chances de sucesso, já que exigem maioria qualificada de dois terços dos votos. Mas seu peso simbólico é inegável: elas expõem o desgaste político de Von der Leyen e a erosão do consenso centrista que a reelegeu há apenas três meses.</p>
<p>Os ataques vieram de lados opostos do espectro político, mas convergiram em dois temas centrais: os acordos comerciais firmados por Von der Leyen e o estilo considerado cada vez mais centralizador de sua gestão.</p>
<p>Tanto a extrema-direita quanto a esquerda denunciam o novo acordo comercial com os Estados Unidos, que  segundo ambos impôs condições desvantajosas aos exportadores europeus. Também criticam o acordo UE-Mercosul, em fase final de adoção, por supostamente ameaçar os agricultores do continente.</p>
<p>Mas, fora essa convergência, as motivações são distintas.</p>
<p>Os Patriotas pela Europa acusam a Comissão de fracassar na gestão da migração irregular e de impor políticas ecológicas &#8220;ideológicas&#8221; que prejudicam a competitividade industrial. Já A Esquerda condena o que chama de &#8220;inércia moral&#8221; da presidente diante da guerra em Gaza e de &#8220;incapacidade estrutural&#8221; para enfrentar as crises climática e social.</p>
<p>Durante o debate de ontem, Von der Leyen buscou reposicionar o tom, defendendo sua política externa e alertando para o risco de divisões internas alimentadas por potências externas. &#8220;Não podemos cair na armadilha de Vladimir Putin&#8221;, disse, numa referência às tentativas russas de explorar fissuras dentro da União Europeia.</p>
<h2>Um Parlamento fragmentado</h2>
<p>O resultado da sessão de quinta-feira parece previsível: Von der Leyen deve sobreviver graças à maioria centrista formada pelo Partido Popular Europeu (PPE), pelos Socialistas &amp; Democratas (S&amp;D) e pelos liberais do Renew Europe &#8211; a mesma aliança que garantiu sua reeleição em julho.</p>
<p>Ainda assim, há sinais de fadiga nessa base. O Renew Europe, por meio de seu porta-voz Vincent Stuer, já alertou que não pretende &#8220;transformar moções de censura em um jogo mensal&#8221;, e os Verdes, embora divididos, devem em sua maioria manter o apoio à presidente.</p>
<p>No entanto, o simples fato de Von der Leyen enfrentar duas moções em menos de 90 dias mostra um enfraquecimento de sua autoridade política e o esgarçamento de sua coalizão de governabilidade. &#8220;É um sinal de fadiga institucional&#8221;, resumiu um eurodeputado socialista ouvido pela Euronews.</p>
<p>Von der Leyen chega a este novo teste em um contexto de pressões múltiplas. A economia europeia cresce de forma anêmica, e o projeto de rearmamento continental &#8211; o Readiness 2030, de € 800 bilhões &#8211; enfrenta resistência dos países do norte.</p>
<p>A relação com os Estados Unidos tornou-se mais tensa sob a nova administração Trump, que exige contrapartidas comerciais agressivas em setores estratégicos como energia e semicondutores. Pesquisas apontam crescente insatisfação popular com os termos do novo acordo comercial transatlântico.</p>
<p>Internamente, sua gestão é criticada por falta de transparência na elaboração do orçamento plurianual da União e por uma tendência a concentrar decisões no núcleo político da Comissão.</p>
<p>No campo geopolítico, Von der Leyen tenta equilibrar a defesa da Ucrânia com a crescente pressão para adotar uma postura mais firme em relação a Israel, depois de ter proposto no mês passado a suspensão parcial do Acordo de Associação UE-Israel, medida que ainda depende da aprovação dos Estados-membros.</p>
<p>A votação de quinta-feira dificilmente resultará em sua destituição. Mas, para muitos observadores, o verdadeiro teste não é o resultado formal, e sim o saldo político. Von der Leyen deve sobreviver, mas emerge com autoridade fragilizada e um desafio claro: reconstruir pontes entre o PPE e os socialistas, conter o flerte de seu partido com a extrema-direita e redefinir sua agenda em meio a um continente dividido entre ambição estratégica e fadiga política.</p>
<p>O segundo mandato de Ursula von der Leyen, que começou como promessa de estabilidade, transformou-se em um campo de disputa entre o pragmatismo institucional e o cansaço de um eleitorado europeu cada vez mais cético. O resultado de quinta-feira pode confirmar sua sobrevivência.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>China inunda mercados europeus enquanto Bruxelas encara dilema estratégico</title>
		<link>https://europa-brasil.com/china-inunda-mercados-europeus-enquanto-bruxelas-encara-dilema-estrategico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 15:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[concorrência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No coração da tensão comercial entre Ásia e Ocidente, um alarme soa em Bruxelas: as exportações chinesas para a Europa cresceram com intensidade suficiente para despertar preocupações entre líderes empresariais e autoridades da União Europeia. A advertência vem de Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio da UE na China, que acusa três motores principais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No coração da tensão comercial entre Ásia e Ocidente, um alarme soa em Bruxelas: as exportações chinesas para a Europa cresceram com intensidade suficiente para despertar preocupações entre líderes empresariais e autoridades da União Europeia. A advertência vem de Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio da UE na China, que acusa três motores principais por trás desse avanço: competitividade das empresas chinesas, câmbio favorável e apoio estatal robusto, e pede que Pequim retome o equilíbrio entre oferta e demanda para mitigar riscos.</p>
<p>O alerta encontra eco nos números: só no primeiro semestre de 2025, as exportações chinesas de automóveis para a União Europeia aumentaram 36,2% em volume em relação a 2023, consolidando a China como maior exportador para o bloco, enquanto as vendas de veículos europeus para o mercado chinês caíram quase pela metade no mesmo período. Esse desequilíbrio ilustra como a pressão não se limita a estatísticas agregadas, mas já impacta diretamente setores estratégicos da economia europeia.</p>
<blockquote><p>Eskelund traça uma ligação direta entre a retração das exportações chinesas para os Estados Unidos e o salto dos embarques para a Europa. “Podemos dizer que há um desvio de comércio, mas não creio que seja toda a história”, afirmou em entrevista à <em>Euronews</em>. De fato, dados confirmam que a China enfrentou uma queda em suas exportações para a América do Norte na primeira metade do ano.</p></blockquote>
<p>Esse fenômeno, entretanto, não decorre apenas de reorientações estratégicas. Eskelund também aponta para fatores internos: “em muitos setores, há concorrência muito intensa e excesso de capacidade em outros”. E alerta: se as importações chinesas entrarem na Europa com preços artificialmente baixos, os produtores locais sofrerão, sobretudo em um momento de fragilidade no mercado interno europeu.</p>
<p>A Comissão Europeia, contudo, mantém cautela. Perguntado sobre um eventual risco sistêmico, o porta-voz Olof Gill minimizou sinais de alarme: “não vemos provas de que esteja havendo um desvio massivo do comércio”. Esse contraste de interpretações reflete as tensões latentes entre os interesses da indústria &#8211; que pressiona por medidas protetivas &#8211; e a ortodoxia liberal do comércio, ainda forte nos corredores de Bruxelas.</p>
<h2>Um desequilíbrio persistente e crescente</h2>
<p>A inquietação de Eskelund é reforçada por números macroscópicos: em 2024, o déficit comercial da UE com a China atingiu € 305,8 bilhões, recorde histórico, e praticamente 3% acima do valor de 2023. A persistência desse padrão alimenta a narrativa de que a China atua não só como fornecedor, mas como concorrente estratégico de alta intensidade tecnológica.</p>
<p>Na indústria automotiva, o quadro se mostra ainda mais preocupante. Segundo a associação europeia ACEA, enquanto as vendas globais de carros cresceram 5% no primeiro semestre de 2025, puxadas pela China com +12%, o mercado europeu registrou queda de 1,9%. Também na Alemanha, o déficit comercial com a China saltou 142,8% nos primeiros oito meses de 2025 em relação ao ano anterior.</p>
<p>Pesquisas acadêmicas corroboram esse processo de dependência. Um estudo recente revela que a UE tem aumentado a dependência de fornecedores extra-bloco, especialmente chineses, em componentes críticos como baterias de íons de lítio. Essa exposição fragiliza o esforço europeu de manter uma cadeia de valor competitiva e autônoma.</p>
<p>As relações entre UE e China há muito caminham em terreno ambíguo: cooperação, concorrência e rivalidade sistêmica se alternam em discursos e políticas. Na cúpula de julho em Pequim, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu que o momento era de inflexão: exigiu reequilíbrios imediatos e criticou as restrições chinesas à exportação de sete matérias-primas críticas para a Europa.</p>
<p>Do lado chinês, a retórica manteve intenção diplomática: em encontro recente nos EUA, o primeiro-ministro Li Qiang afirmou que Pequim está comprometida com mercados abertos, apesar da escalada de tensões. Mesmo assim, o panorama segue repleto de armadilhas: atrás de discursos diplomáticos, há crescente pressão dos EUA sobre a UE para adotar postura mais dura contra a China — inclusive via sanções extraterritoriais.</p>
<p>Na retaliação, a China não fica atrás: recentemente, impôs tarifas antidumping preliminares de até 62,4% sobre importações de carne suína europeia, diretamente em resposta a medidas protecionistas ocidentais. Essa iniciativa é interpretada como um sinal de que Pequim está disposta a usar instrumentos econômicos como arma de chantagem comercial.</p>
<h2>Estratégia europeia: entre resistência, autonomia e realismo</h2>
<p>Para enfrentar essa tempestade comercial, Bruxelas se vê diante de várias frentes:</p>
<ul>
<li><strong>Política industrial e inovação estratégica</strong> – reforçar a autonomia em tecnologias críticas, como baterias e semicondutores.</li>
<li><strong>Instrumentos de regulação e defesa comercial</strong> – aplicar tarifas antidumping e subsídios seletivos, calibrando a reação para evitar represálias excessivas.</li>
<li><strong>Diversificação de cadeias e fornecedores</strong> – adotar planos B e C, buscando alternativas na Ásia, América Latina e África.</li>
<li><strong>Negociação diplomática</strong> – manter canais abertos, evitando uma escalada que não interessa a nenhum dos lados.</li>
</ul>
<p>A Europa está sendo convocada a decidir entre dois caminhos: manter-se como ator passivo, deixando-se pressionar pelas marés globais, ou agir com autonomia consistente para garantir espaço de manobra estratégico. O alerta de Eskelund não é apenas de ordem empresarial. É um aviso de que a guerra por mercados, tecnologia e poder está se deslocando para o solo europeu. A única certeza no momento é a incerteza.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Um ano após relatório de Draghi, Europa ainda patina entre discurso e prática</title>
		<link>https://europa-brasil.com/um-ano-apos-relatorio-de-draghi-europa-ainda-patina-entre-discurso-e-pratica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Sep 2025 13:23:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo UE-Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[competitividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Mario Draghi apresentou seu relatório sobre competitividade, em 2024, o recado foi claro: a União Europeia precisava correr para não ficar para trás. Um ano depois, as mais de 400 páginas redigidas pelo ex-primeiro-ministro italiano se tornaram uma espécie de bússola econômica para o bloco. Ainda assim, a UE está longe de atingir o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Mario Draghi apresentou seu relatório sobre competitividade, em 2024, o recado foi claro: a União Europeia precisava correr para não ficar para trás. Um ano depois, as mais de <span><a href="https://commission.europa.eu/topics/eu-competitiveness/draghi-report_en#paragraph_47059">400 páginas redigidas pelo ex-primeiro-ministro italiano</a></span> se tornaram uma espécie de bússola econômica para o bloco. Ainda assim, a UE está longe de atingir o ritmo necessário para conseguir repaginar a estrutura produtiva do continente.<br />
Nos pronunciamentos rotineiros em Bruxelas é comum ver a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, se escorar no documento do ex-primeiro-ministro italiano para justificar suas decisões. No duro debate a favor do acordo com o Mercosul, por exemplo, a chefe do poder executivo europeu costuma ressaltar a necessidade da UE de encontrar novos parceiros, um ponto destacado do texto de Draghi.</p>
<p>Um levantamento do Draghi Observatory, ligado ao European Policy Innovation Council, revela que um ano depois da apresentação do relatório apenas 11,2% das 383 recomendações foram plenamente implementadas. Quase metade ainda está em andamento e mais de um quinto nem foi iniciado.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6112" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2025/09/Draghi1.png" alt="" width="624" height="353" /></p>
<p>No aniversário do relatório, o canto de parabéns veio em tom de crítica: “Um ano depois, a Europa está em uma situação ainda mais difícil. Nosso modelo de crescimento está se esgotando. As vulnerabilidades estão aumentando e fomos lembrados, dolorosamente, de que a passividade ameaça não apenas nossa competitividade, mas a nossa própria soberania”, disparou Draghi em discurso em Bruxelas.</p>
<p>O descompasso também aparece por setor: transporte e matérias-primas avançaram, enquanto energia e digitalização seguem travados em disputas políticas e regulações que emperram a execução.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6113" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2025/09/Draghi2.png" alt="" width="624" height="349" /></p>
<p>Do lado da presidência da Comissão, Ursula von der Leyen reforçou o compromisso institucional com metas ambiciosas: “Esse será o ponto central do próximo orçamento europeu com uma proposta de mais de 400 bilhões de euros. O objetivo é aumentar o ritmo, acelerar os processos.” Ela destacou ainda que “só o que é medido é realizado”, afirmando que o atual mapa estratégico para o mercado único e a inovação exigirá prazos concretos e monitoramento rígido.</p>
<p>A alemã também elencou <span><a href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/api/files/attachment/881649/Factsheet%20-%20One%20year%20of%20The%20Draghi%20Report.pdf">números já alcançados</a></span> na caminhada traçada por Draghi. No último ano, o bloco mobilizou mais de um trilhão de euros em investimentos para inovação, tecnologias limpas e defesa. Ao todo, 33 projetos estratégicos já saíram do papel e a estimativa é que a economia europeia cresça 1,1% em 2025, com a criação de mais de 700 mil empregos. Von der Leyen aponta ainda resultados concretos, como a instalação de pontos de recarga para caminhões elétricos em nove países e novos interconectores para garantir energia estável.</p>
<h2>O relatório e o acordo UE-Mercosul</h2>
<p>Embora o acordo UE-Mercosul siga cercado de resistências internas, especialmente em temas ambientais e de proteção à agricultura europeia, o Relatório Draghi reforça que sem a diversificação de mercados e sem o fortalecimento das cadeias globais, a UE corre o risco de perder terreno no cenário internacional. O texto elaborado pelo ex-presidente do Banco Central Europeu insiste na necessidade de a Europa ampliar o acesso a matérias-primas estratégicas e diversificar as cadeias de fornecimento, reduzindo a dependência externa em setores como energia e indústria verde. O Mercosul, com vastas reservas de minerais críticos, potencial agrícola e possibilidades de cooperação energética, aparece como parceiro natural nesse processo.</p>
<p>Em um momento em que outras potências avançam para consolidar suas próprias zonas de influência, a Europa se vê espremida entre os Estados Unidos e a China. E pra escapar deste arrocho, os europeus tentam firmar acordos comerciais robustos não apenas com os sul-americanos, mas também com países como México, Índia e Indonésia.</p>
<p>A conexão entre o relatório e o tratado é clara: se a União Europeia quer transformar intenções em entregas, precisa superar seus impasses internos e acelerar negociações estratégicas. O Mercosul é uma dessas oportunidades de impacto imediato. O dilema, como Draghi advertiu em Bruxelas, é se a Europa continuará a produzir planos ou se terá coragem de implementá-los.</p>
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		<title>Acordo Mercosul–UE entra, finalmente, em fase decisiva de aprovação</title>
		<link>https://europa-brasil.com/acordo-mercosul-ue-entra-finalmente-em-fase-decisiva-de-aprovacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 20:57:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acordo Mercosul]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após 25 anos de negociações, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entra hoje, 3 de setembro, em sua fase decisiva. A Comissão Europeia apresentou em Bruxelas o texto final já revisado. A entrega inaugura a etapa final do processo de ratificação do acordo, que inclui sua submissão ao Conselho Europeu e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após 25 anos de negociações, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entra hoje, 3 de setembro, em sua fase decisiva. A Comissão Europeia apresentou em Bruxelas o texto final já revisado. A entrega inaugura a etapa final do processo de ratificação do acordo, que inclui sua submissão ao Conselho Europeu e ao Parlamento Europeu. É quando resistências internas e pressões externas definirão o futuro de uma das maiores parcerias comerciais do planeta, que uma vez efetivada vai integrar 780 milhões de pessoas dos dois lados do Atlântico.</p>
<p>As tratativas começaram no fim dos anos 1990 e só chegaram a um desfecho em dezembro de 2024, durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu, quando a Comissão Europeia e o Mercosul assinaram o acordo. Lá estava os líderes Luiz Inácio Lula da Silva; Luis Lacalle Pou, presidente do Uruguai; presidentes Javier Milei e Santiago Penã, de Argentina e Paraguai. Além da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Desde aquele anúncio, o documento passou por ampla revisão em relação aos aspectos técnicos e jurídicos, e foi traduzido para os 26 idiomas oficiais existentes nos dois blocos.</p>
<p>Agora, o desafio é político: para vigorar, o texto precisa do aval de pelo menos 15 dos 27 países membros no Conselho Europeu que, somados, representem pelo menos 65% da população do bloco. Essa instância é considerada a mais sensível, já que França e Polônia se manifestam contrárias ao acordo, posição semelhante a que está sendo ensaiada por Holanda e Áustria. O fiel da balança será a Itália: com seu apoio, o acordo segue em frente; sem ele, naufraga.</p>
<p>Já no Parlamento Europeu basta maioria simples entre os 751 eurodeputados para a aprovação, e aqui não são previstas maiores dificuldades.</p>
<p>A França lidera a oposição, alegando que o acordo ameaça setores agrícolas estratégicos, como carne bovina, aves, açúcar e biocombustíveis. Apesar disso, Paris não tem poder de veto isolado. Em resposta às críticas, a Comissão Europeia prometeu oferecer garantias “sólidas” para proteger o setor agrícola, por meio de salvaguardas e limites a importações.</p>
<p>Já os defensores do acordo, como a Alemanha, veem nele uma oportunidade de expandir negócios e reforçar cadeias estratégicas em meio ao recrudescimento do protecionismo global. A relevância cresceu após o “tarifaço” imposto por Donald Trump, que levou a UE a pagar 15% sobre exportações ao mercado americano e a assumir compromissos de compra de energia e investimentos bilionários nos Estados Unidos.</p>
<p>A intenção da Comissão Europeia é aprovar o acordo até o fim de 2025, enquanto o Brasil ocupa a presidência rotativa do Mercosul. Caso aprovado, o tratado</p>
<p>poderá entrar em vigor de forma bilateral: bastaria que a UE e um país do Mercosul, como o Brasil, concluíssem seus trâmites internos para que as disposições começassem a valer entre essas partes.</p>
<p>Uma longa novela, portanto, parece estar chegando ao fim.</p>
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		<title>União Europeia acelera criação de centros de retorno para ampliar deportações</title>
		<link>https://europa-brasil.com/uniao-europeia-acelera-criacao-de-centros-de-retorno-para-ampliar-deportacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Mar 2025 18:10:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Deportação]]></category>
		<category><![CDATA[migrantes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sob pressão política crescente e desafios estruturais contínuos, a União Europeia avança decididamente em seu plano de ampliar significativamente as deportações de migrantes irregulares. Em uma nova etapa revelada pela Comissão Europeia nesta semana, o bloco apresentou propostas detalhadas para a criação de &#8220;centros de retorno&#8221;, cuja função primordial é agilizar o processo de repatriação. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sob pressão política crescente e desafios estruturais contínuos, a União Europeia avança decididamente em seu plano de ampliar significativamente as deportações de migrantes irregulares. Em uma nova etapa revelada pela Comissão Europeia nesta semana, o bloco apresentou propostas detalhadas para a criação de &#8220;centros de retorno&#8221;, cuja função primordial é agilizar o processo de repatriação.</p>
<p>A iniciativa surge em resposta à dificuldade que os países membros enfrentam para deportar migrantes cujos pedidos de asilo foram negados. Dados recentes do Parlamento Europeu mostram que, em 2024, apenas 18% dos migrantes com ordens de deportação foram efetivamente retornados aos seus países de origem, um índice considerado baixo pelas autoridades europeias.</p>
<p>Em paralelo, a crise migratória permanece intensa: cerca de 996 mil pessoas solicitaram proteção internacional à União Europeia em 2024, representando um aumento de 16% em relação ao ano anterior. A maior parte dos pedidos concentrou-se em quatro países: Alemanha (30%), França (16%), Espanha (13%) e Áustria (11%). As principais nacionalidades dos requerentes foram sírios (132 mil pedidos), afegãos (95 mil), turcos (56 mil), venezuelanos (52 mil) e colombianos (51 mil).</p>
<p>A taxa média de reconhecimento de pedidos de asilo na UE em 2024 foi de aproximadamente 39%, destacando a complexidade e diversidade dos casos apresentados.</p>
<p>Os centros previstos pela nova proposta são parte de uma estratégia abrangente que busca não só aumentar o número de deportações, mas também reduzir a burocracia que retarda esses processos. &#8220;Precisamos de uma abordagem coordenada e eficiente que proteja nossas fronteiras e ao mesmo tempo garanta dignidade aos envolvidos&#8221;, afirmou Ylva Johansson, comissária europeia para Assuntos Internos, ao apresentar as diretrizes.</p>
<p>Apesar da urgência e do consenso entre os líderes europeus sobre a necessidade de reformas no sistema migratório, especialistas apontam que a implementação dos centros de retorno ainda enfrenta obstáculos significativos. Entre eles estão as negociações com países terceiros para aceitar o retorno de seus cidadãos, além de questões legais e éticas relacionadas à detenção prolongada de migrantes.</p>
<p>Grupos defensores dos direitos humanos também já se posicionaram de forma crítica em relação ao projeto. Eles argumentam que o plano pode resultar em violações de direitos básicos, destacando a necessidade de acompanhamento rigoroso e transparente das condições nesses novos centros.</p>
<p>Em contrapartida, apoiadores da medida defendem que o sistema atual, além de ser ineficaz, gera uma sobrecarga administrativa e financeira sobre os países receptores. A Comissão Europeia estima que uma maior eficiência nos retornos pode reduzir significativamente os custos e enviar uma mensagem clara sobre a política migratória do bloco.</p>
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