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	<title>Arquivo de consumo de álcool - Europa | Brasil</title>
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		<title>Alemanha enfrenta dilemas em relação ao álcool</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 20:04:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cultura alemã tem a cerveja e o vinho, dois produtos largamente produzidos e consumidos no país, como elementos da vida cotidiana. No entanto, o país enfrenta um desafio crescente: levantamentos apontam que 1,6 milhão de pessoas fazem uso abusivo ou são dependentes de bebidas alcoólicas. Entre a população adulta 84,7% se dizem adeptos em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cultura alemã tem a cerveja e o vinho, dois produtos largamente produzidos e consumidos no país, como elementos da vida cotidiana. No entanto, o país enfrenta um desafio crescente: levantamentos apontam que 1,6 milhão de pessoas fazem uso abusivo ou são dependentes de bebidas alcoólicas.</p>
<p>Entre a população adulta 84,7% se dizem adeptos em alguma medida de fermentados ou destilados.<br />
Conhecida influenciadora nas redes sociais do país, Toyah Diebel têm chamado a atenção para os perigos do consumo precoce, defendendo mudanças nas normas sociais e legais. Ela acha que o cenário atual precisa mudar isso precisa mudar, e então ela começou mudando a si mesma. Em novembro de 2018, ela abandonou o álcool e enviou uma mensagem para seus mais de centenas de milhares de seguidores: &#8220;Álcool simplesmente não é uma coisa boa! O álcool é uma droga. Pode ser legal, mas isso não o torna menos perigoso&#8221;, disse ela à TV pública alemã Deutsche Welle.</p>
<div id="attachment_5257" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5257" class="size-full wp-image-5257" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2024/07/Imagem1-2.png" alt="" width="300" height="300" /><p id="caption-attachment-5257" class="wp-caption-text">Influenciadora Toyah Diebel</p></div>
<p>Atualmente, jovens de 18 anos podem comprar qualquer bebida alcoólica, enquanto aqueles entre 16 e 17 anos podem consumir cerveja e vinho. Jovens a partir de 14 anos podem beber cerveja se acompanhados pelos pais. No entanto, o Ministro da Saúde, Karl Lauterbach, propõe a proibição desse consumo acompanhado, citando riscos à saúde dos adolescentes.</p>
<p>A proposta de Lauterbach encontra resistência, especialmente da União Democrata Cristã (CDU), que acredita que o consumo acompanhado ajuda os jovens a lidar com o álcool de forma responsável. O Comissário do Governo para Questões de Dependência e Drogas, Burkhard Blienert, argumenta que é hora de abolir essa prática, considerando-a negligente e ultrapassada.</p>
<p>Estima-se que os custos diretos e indiretos de doenças geradas pelo consumo de álcool na Alemanha cheguem, a cada ano, a 40 bilhões de euros por ano e que as mortes relacionadas ao problema superem 60.000.</p>
<p>Estudos liderados por Rainer Thomasius, do Hospital Universitário Hamburg-Eppendorf, mostram que uma em cada nove pessoas entre 12 e 17 anos apresentam um consumo excessivo. Thomasius alerta para os riscos de começar a beber cedo, que incluem maiores chances de vício e problemas de saúde mental.</p>
<div id="attachment_5258" style="width: 449px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5258" class=" wp-image-5258" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2024/07/Imagem2.png" alt="" width="439" height="292" /><p id="caption-attachment-5258" class="wp-caption-text">Jovens alemãs na Oktoberfest</p></div>
<blockquote><p>&#8220;É sabido e bem documentado há muitos anos que o início precoce do uso de álcool na adolescência é um fator de risco muito alto, induzindo a um consumo regular de bebidas mais tarde, na idade adulta&#8221;, destaca Thomasius. &#8220;Aqueles que começam a beber desde cedo têm uma probabilidade significativamente maior de se tornarem dependentes com o passar do tempo.&#8221;</p></blockquote>
<p>Em torno de 1,5 milhão de pessoas na Alemanha precisaram de atendimento médico em razão do abuso de álcool em 2022. Segundo um levantamento do Instituto de Pesquisas sobre o Sistema de Saúde da companhia de seguros Barmer, 1,058 milhão de homens e 467 mil mulheres foram atendidos em hospitais ou em ambulâncias por motivos associados ao consumo excessivo de bebidas.</p>
<p>Rainer Thomasius sugere aumentar a idade mínima para consumo de álcool e aplicar impostos mais altos às bebidas alcoólicas para desincentivar o consumo. A influenciadora Toyah Diebel defende a proibição da publicidade desses produtos e uma maior regulamentação para combater o que considera lobby poderoso da indústria do setor.</p>
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