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	<title>Arquivo de Dados - Europa | Brasil</title>
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		<title>Europa redefine a defesa em uma era orientada por dados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 18:37:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Dados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A guerra na Ucrânia acelerou uma transformação que já se desenhava: a centralidade da informação e da tecnologia como vetores de poder militar. Satélites, drones e inteligência artificial não são mais recursos auxiliares, mas a espinha dorsal de uma nova arquitetura bélica. Para a Europa, o desafio não é apenas aumentar orçamentos, mas transformar intenção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A guerra na Ucrânia acelerou uma transformação que já se desenhava: a centralidade da informação e da tecnologia como vetores de poder militar. Satélites, drones e inteligência artificial não são mais recursos auxiliares, mas a espinha dorsal de uma nova arquitetura bélica. Para a Europa, o desafio não é apenas aumentar orçamentos, mas transformar intenção em capacidade real, num ambiente em que a inovação tecnológica avança em ciclos cada vez mais curtos.</p>
<p>Os números recentes revelam a dimensão dessa mudança. Em 2024, os Estados-membros da União Europeia destinaram €343 bilhões à defesa, e a projeção para 2025 é de €381 bilhões, o equivalente a cerca de 2,1% do PIB agregado do bloco, superando pela primeira vez a meta formal de 2% fixada pela OTAN. Esse crescimento não se limita ao volume total: pela primeira vez, o investimento em equipamentos militares e procurement ultrapassou €100 bilhões, com mais de 80% desse valor destinado à aquisição de novos sistemas. É uma inflexão clara: menos foco em manutenção e mais em transformação estrutural.</p>
<p>Essa inflexão também se materializa no Fundo Europeu de Defesa (EDF). Em 2024, a Comissão Europeia aprovou 62 projetos no valor de €910 milhões, voltados para drones, defesa contra armas hipersônicas e varredura autônoma de mina. Para 2025, o programa de trabalho do EDF prevê €1,065 bilhão destinado a pesquisa e desenvolvimento colaborativo em áreas como ciberdefesa, espaço e sistemas terrestres e marítimos. Trata-se de um esforço explícito para fechar lacunas críticas de capacidade e preparar o bloco para cenários de guerra altamente digitalizados.</p>
<p>A experiência ucraniana funciona como laboratório dessa revolução. Enfrentando um adversário numericamente superior, Kiev conseguiu impor perdas significativas à Frota Russa do Mar Negro, obrigando Moscou a retirar navios de Sebastopol. Essa vitória foi construída não sobre plataformas convencionais, mas a partir da integração de drones marítimos, mísseis de precisão e análise de dados em tempo real. Pela primeira vez, um país sem marinha convencional obteve supremacia relativa no mar. E fez isso explorando recursos de informação, não de tonelagem naval.</p>
<p>A Europa, contudo, enfrenta desafios estruturais para reproduzir essa agilidade. O modelo tradicional de aquisição militar, marcado por especificações rígidas e prazos de uma década, não é compatível com um ambiente em que sensores miniaturizados, satélites de baixa órbita e algoritmos de inteligência artificial se tornam obsoletos em meses. A própria OTAN já mostrou que outro caminho é possível: entre março e junho de 2024, a aliança contratou dados de satélite e ferramentas de IA de fornecedores privados para monitorar a fronteira russa, passando da concepção à operação em apenas três meses. O contraste com os processos habituais expõe a urgência de uma mudança de paradigma.</p>
<p>Parte dessa mudança virá do setor privado. Startups estão emergindo como atores-chave da defesa europeia. O caso mais emblemático é o da alemã Helsing, que em 2025 captou €600 milhões numa rodada de investimentos, alcançando avaliação de €12 bilhões e consolidando-se como um dos líderes globais em inteligência artificial aplicada à defesa. Além de software, a empresa desenvolve drones de ataque e sistemas de vigilância subaquática autônomos, mostrando como a inovação militar hoje nasce, em grande medida, do ecossistema civil. Não por acaso, o capital de risco acompanha essa tendência: só no primeiro semestre de 2025, startups europeias de tecnologia de defesa receberam cerca de €946 milhões, um aumento de 26% em relação ao ano anterior.</p>
<p>Esse dinamismo, porém, convive com vulnerabilidades. A Europa depende fortemente de cadeias externas para microchips, sensores e ligas metálicas especiais, muitas vezes controladas por potências rivais como a China, que já domina segmentos cruciais do mercado de drones comerciais. Além disso, a integração de inteligência artificial em operações bélicas levanta dilemas éticos e jurídicos sobre o uso de autonomia letal, algo especialmente sensível em sociedades que se orgulham de sua tradição regulatória. A fragmentação política também pesa: enquanto países do leste europeu priorizam dissuasão contra Moscou, nações mediterrâneas concentram-se em segurança marítima e controle de fluxos híbridos, criando um mosaico de interesses que nem sempre converge para uma estratégia unificada.</p>
<p>A pressão internacional tende a aumentar. Em 2025, a OTAN aprovou uma meta de elevar os gastos de defesa de seus membros para 5% do PIB até 2035, uma decisão que pode forçar governos europeus a acelerar modernizações e harmonizar investimentos. Esse horizonte adiciona uma camada de complexidade: ao mesmo tempo em que amplia a necessidade de recursos, exige que esses recursos sejam alocados em projetos eficazes, ágeis e tecnologicamente sustentáveis.</p>
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		<title>Europa acelera corrida por centros de dados, mas enfrenta impasse energético</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-acelera-corrida-por-centros-de-dados-mas-enfrenta-impasse-energetico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 20:41:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Dados]]></category>
		<category><![CDATA[impactos ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[infraestrutura urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Europa está prestes a alcançar um crescimento recorde na capacidade de seus centros de dados em 2025. Segundo um estudo da CBRE (Coldwell Banker Richard Ellis), empresa global de consultoria imobiliária, o continente adicionará 937 megawatts (MW) de capacidade, um aumento de 43% em relação a 2024, impulsionado principalmente pela crescente demanda por serviços [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa está prestes a alcançar um crescimento recorde na capacidade de seus centros de dados em 2025. Segundo um estudo da CBRE (Coldwell Banker Richard Ellis), empresa global de consultoria imobiliária, o continente adicionará 937 megawatts (MW) de capacidade, um aumento de 43% em relação a 2024, impulsionado principalmente pela crescente demanda por serviços de computação em nuvem e inteligência artificial (IA). O avanço reflete a digitalização acelerada de diversos setores e a busca por infraestrutura robusta para suportar o processamento de grandes volumes de dados.</p>
<p>Os principais hubs europeus—Frankfurt, Londres, Amsterdã, Paris e Dublin—continuam liderando a expansão e serão responsáveis por 57% da nova capacidade instalada. No entanto, mercados secundários como Milão, Varsóvia e Berlim estão emergindo como alternativas estratégicas para grandes empresas do setor, que buscam diversificação geográfica e regulamentações mais flexíveis. Essa descentralização reflete tanto a saturação dos grandes mercados quanto as limitações impostas por governos locais.</p>
<p>Em cidades como Amsterdã e Dublin, por exemplo, as autoridades vêm restringindo a construção de novos centros de dados devido ao alto consumo energético e impacto na infraestrutura urbana. Essas barreiras levaram empresas a explorar novas regiões, como Escandinávia e Europa Oriental, onde há maior disponibilidade de energia renovável e incentivos fiscais mais atrativos.</p>
<p>A expansão dos centros de dados está diretamente associada a um aumento significativo no consumo de eletricidade. Atualmente, essas instalações já respondem por cerca de 3% da demanda total de energia na Europa, e a expectativa é que esse percentual suba para 3,2% até 2030. A necessidade crescente de energia levanta preocupações sobre a capacidade dos países europeus de sustentar essa demanda sem comprometer seus compromissos climáticos.</p>
<p>A IA tem sido um fator determinante para esse crescimento. Grandes modelos de IA exigem processamento intensivo e servidores operando continuamente, o que eleva os custos energéticos e pressiona a rede elétrica. A crescente escassez de capacidade de fornecimento já levou algumas regiões a limitar novas implantações de data centers.</p>
<p>Para mitigar os impactos ambientais, as empresas do setor estão investindo em soluções mais sustentáveis. Tecnologias de resfriamento avançadas, reaproveitamento do calor gerado pelos servidores e a ampliação do uso de energia renovável são algumas das estratégias adotadas. A União Europeia também vem pressionando o setor a melhorar sua eficiência energética e reduzir emissões de carbono.</p>
<p>Há iniciativas para transformar centros de dados em fontes de calor para cidades. Em locais como Estocolmo, o calor residual gerado pelos servidores já está sendo canalizado para redes de aquecimento urbano, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.</p>
<h2>Impacto regulatório e futuro do setor</h2>
<p>Apesar do crescimento expressivo, o setor enfrenta desafios regulatórios que podem afetar o ritmo da expansão. A Comissão Europeia tem buscado equilibrar o avanço da infraestrutura digital com a necessidade de controle ambiental, o que pode resultar em normas mais rígidas para novos projetos.</p>
<p>O aumento da concorrência entre regiões europeias também pode impulsionar mudanças nas políticas fiscais e regulatórias, tornando alguns países mais atraentes para investimentos. Além disso, à medida que IA e cloud computing se tornam ainda mais centrais para as operações empresariais, a demanda por infraestrutura de dados deve continuar em alta, exigindo novas abordagens para garantir eficiência energética e segurança cibernética.</p>
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		<title>Desafio de espaço e energia em centros de dados europeus</title>
		<link>https://europa-brasil.com/desafio-de-espaco-e-energia-em-centros-de-dados-europeus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2024 12:49:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Big Techs]]></category>
		<category><![CDATA[Dados]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Nuvem]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os centros de dados na Europa estão enfrentando uma crise de escassez de espaço à medida que são inundados por uma demanda sem precedentes. Especialistas do setor observaram que a explosão e a crescente demanda por inteligência artificial estão exercendo uma pressão insustentável sobre a capacidade e o suporte disponíveis. A corrida pela tecnologia tem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os centros de dados na Europa estão enfrentando uma crise de escassez de espaço à medida que são inundados por uma demanda sem precedentes. Especialistas do setor observaram que a explosão e a crescente demanda por inteligência artificial estão exercendo uma pressão insustentável sobre a capacidade e o suporte disponíveis.</p>
<p>A corrida pela tecnologia tem impulsionado uma busca frenética por espaço e energia para alimentar os servidores, no entanto, a disponibilidade não está acompanhando esse ritmo vertiginoso. Grandes empresas como Amazon, Microsoft, Google, Meta, Oracle e ByteDance (proprietária do TikTok) estão expandindo suas infraestruturas com urgência, mas a escassez de espaço e a capacidade elétrica necessária para alimentar a IA estão se tornando cada vez mais evidentes.</p>
<p>Segundo a Reuters, a CBRE, uma empresa líder em pesquisa de mercado imobiliário, revelou que as taxas médias de disponibilidade de espaço nos principais mercados europeus, como Frankfurt (Alemanha), Londres (Inglaterra), Amsterdã (Holanda), Paris (França) e Dublin (Irlanda), estão atingindo um novo recorde mínimo de 8,2% este ano, comparado ao mínimo de 10,6% do ano anterior.</p>
<p>Embora isso possa parecer favorável para o mercado imobiliário europeu, Kevin Restivo, diretor de pesquisa da CBRE, adverte que há menos espaço disponível para os negócios operarem.</p>
<blockquote><p>“Até em mercados onde a capacidade ainda está se expandindo, como Berlin e Milão, a expansão tem caído e a oferta de vagas diminuído.”</p></blockquote>
<p>Por outro lado, Stijn Grove, líder da Associação Holandesa de Data Centers, argumenta que a ideia de uma &#8220;soberania&#8221; europeia na computação em nuvem e na IA é irrealista, já que as empresas europeias ainda não alcançaram o mesmo nível de poder e serviços que seus concorrentes americanos e chineses.</p>
<p>A limitada capacidade de expansão está gerando um alerta crítico para o setor. Além do pouco espaço físico para a expansão de data centers na Europa, o crescente consumo de energia elétrica também é um fator que dificulta.</p>
<p>Restivo afirma não haver um plano concreto para mitigar o problema e que existe um sentimento de “no meu quintal não” entre os governos. Concorrentes de outros países, enquanto isso, aproveitam o espaço extra para conquistar clientes gigantescos, que não se importam de pagar um adicional pelo consumo extra de energia. O aquecimento do mercado de IA tem mostrado que vale a pena tentar suprir a demanda.</p>
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