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	<title>Arquivo de Desinformação - Europa | Brasil</title>
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		<title>Europa enfrenta aumento na percepção de exposição à desinformação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 20:33:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A percepção de exposição a notícias falsas e desinformação entre europeus cresceu oito pontos percentuais desde 2022, atingindo 36% da população, segundo pesquisa Eurobarometer divulgada em fevereiro. O dado acende alerta em um continente que considera a desinformação uma das principais ameaças à segurança, ao lado de conflitos armados e terrorismo. A geografia da desinformação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A percepção de exposição a notícias falsas e desinformação entre europeus cresceu oito pontos percentuais desde 2022, atingindo 36% da população, segundo pesquisa Eurobarometer divulgada em fevereiro. O dado acende alerta em um continente que considera a desinformação uma das principais ameaças à segurança, ao lado de conflitos armados e terrorismo.</p>
<p>A geografia da desinformação no continente revela um mapa de vulnerabilidades institucionais e sociais. Hungria lidera o ranking com 57% dos entrevistados relatando exposição frequente ou muito frequente a conteúdo falso, seguida por Romênia (55%) e Espanha (52%). No extremo oposto, Finlândia e Alemanha registram os menores índices, com apenas 26%.​</p>
<p>A variação não segue um padrão geográfico rígido. Luxemburgo e Irlanda, economias estáveis da Europa Ocidental, apresentam índices acima de 40%, enquanto República Tcheca, Itália e Portugal ficam abaixo das médias regionais. A contradição sugere que o fenômeno transcende divisões entre leste-oeste ou norte-sul, apontando para fatores locais mais complexos.​</p>
<p>Apenas 12% dos europeus dizem se sentir muito confiantes em reconhecer desinformação quando a encontram. Quando somados aos &#8220;um pouco confiantes&#8221;, o índice chega a 62%, mas representa uma queda de dois pontos percentuais em relação a 2022.​</p>
<p>Malta destaca-se com 84% de confiança no reconhecimento de conteúdo falso, enquanto a Polônia registra apenas 49%. A assimetria entre percepção de exposição e capacidade de identificação evidencia uma lacuna crítica: dois terços dos europeus acreditam ter contato com desinformação &#8220;pelo menos às vezes&#8221;, mas menos de um em cada oito se sente muito preparado para distingui-la.</p>
<p><strong>Saltos bruscos em países desenvolvidos</strong></p>
<p>A evolução temporal adiciona camadas ao problema. Dinamarca e Holanda, conhecidas por seus sistemas educacionais robustos e alto índice de desenvolvimento humano, registraram os maiores aumentos: 19 pontos percentuais cada. Luxemburgo cresceu 18 pontos, Malta 17, Suécia 14 e Espanha 13.​</p>
<p>Das 27 nações da UE, 22 viram crescimento na percepção de exposição à desinformação desde 2022. A aceleração coincide com mudanças no ecossistema das redes sociais, incluindo a aquisição do Twitter por Elon Musk no final de 2022 e sua posterior transformação em X.​</p>
<p><strong>Infraestrutura de resiliência faz a diferença</strong></p>
<p>Konrad Bleyer-Simon, pesquisador do Centro para Pluralismo e Liberdade de Mídia, aponta que a resiliência à desinformação depende de fatores estruturais. &#8220;Países terminam sendo mais resilientes se têm emissoras públicas fortes e independentes, autorregulação efetiva para meios privados, alta confiança nas notícias e uma população mais inclinada a obter informação de veículos jornalísticos do que de redes sociais&#8221;, afirmou.​</p>
<p>O impacto é amplificado em sociedades com alto grau de polarização, desigualdades econômicas, baixo desempenho educacional e baixa confiança em instituições. A ausência de letramento midiático e de atividades estruturadas de checagem de fatos agrava o cenário, segundo o pesquisador.​</p>
<p>A União Europeia tem buscado ampliar pressão sobre plataformas digitais e influenciadores para combater ameaças híbridas e promover a democracia. Apenas três países do bloco, no entanto, realizaram avaliações sistemáticas do nível de letramento midiático de toda a população.</p>
<p>A lacuna entre percepção crescente do problema e capacidade limitada de resposta individual ou institucional sugere que a desinformação deixou de ser ruído de fundo para se tornar, como alertam autoridades alemãs, potencial prelúdio de conflitos armados.​</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>UE cria “Procon” para mediar disputas entre cidadãos e plataformas digitais</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ue-cria-procon-para-mediar-disputas-entre-cidadaos-e-plataformas-digitais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Oct 2024 11:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[legislação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia anunciou ontem (08) a criação de um órgão independente para mediar a resolução de disputas entre cidadãos do bloco e plataformas digitais. O órgão, batizado de “Appeals Centre Europe” será baseado em Dublin – cidade que agrega os escritórios regionais de grandes empresas de tecnologia na Europa – e vai começar o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia anunciou ontem (08) a criação de um órgão independente para mediar a resolução de disputas entre cidadãos do bloco e plataformas digitais. O órgão, batizado de “Appeals Centre Europe” será baseado em Dublin – cidade que agrega os escritórios regionais de grandes empresas de tecnologia na Europa – e vai começar o atendimento à população ainda este ano. Em um primeiro momento, o órgão vai resolver disputas relacionadas ao Facebook, TikTok e YouTube, expandindo para outras plataformas digitais no futuro.</p>
<p>O novo órgão funciona de forma semelhante à Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor – o nosso Procon. Ou seja, não tem poder jurídico ou de polícia, e buscará mediar disputas antes que elas cheguem ao sistema judiciário. Europeus poderão acionar o comitê para resolver rapidamente questões como discurso de ódio, desinformação, censura e outros assuntos relacionados a conteúdo nas plataformas.</p>
<p>O órgão será presidido por Thomas Hughes, que até então presidia o comitê de supervisão independente da Meta (dona do Facebook, Instagram e Threads). O Comitê da Meta realizou uma doação para custear a instalação da nova instituição. O órgão, porém, terá financiamento independente – consumidores que quiserem registrar uma reclamação pagarão uma taxa nominal de €5, que será reembolsada caso eles vençam a apelação. As empresas deverão ressarcir a instituição em €100 para cada caso resolvido pelo comitê.</p>
<p>A criação do Appeals Centre Europe vem na esteira de duras críticas por parte de ativistas, juristas, acadêmicos e ONGs sobre a morosidade da resolução de casos relacionados com a General Data Protection Law (GDPR). Em efeito desde 2018, a legislação estabeleceu diversos direitos dos cidadãos nos meios digitais, e serviu de base para a criação da LGPD no Brasil. A falta de mecanismos de fiscalização e resolução de conflitos dificulta a correta aplicação da lei e a cobrança de multas. De acordo com o <a href="https://www.enforcementtracker.com/">GDPR Enforcement Tracker</a>, a UE aplicou, até setembro de 2024, 2185 multas totalizando €4,9 bilhões.</p>
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		<title>Guerra da Ucrânia: a geopolítica da Europa volta ao “normal”</title>
		<link>https://europa-brasil.com/guerra-da-ucrania-a-geopolitica-da-europa-volta-ao-normal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 19:58:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[anti-globalização]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[continente europeu]]></category>
		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Europa não tem visto muitos conflitos armados entre nações do bloco nas últimas décadas. Tirando guerras civis e movimentos separatistas que volta meia explodem na Georgia ou em Kosovo, o último grande embate entre países foi a Guerra da Bósnia, que terminou em 1995. Isso mudou com a invasão da Ucrânia pela Russia, processo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa não tem visto muitos conflitos armados entre nações do bloco nas últimas décadas. Tirando guerras civis e movimentos separatistas que volta meia explodem na Georgia ou em Kosovo, o último grande embate entre países foi a Guerra da Bósnia, que terminou em 1995. Isso mudou com a invasão da Ucrânia pela Russia, processo que se iniciou em 2014, com a anexação da Criméia, e que segue em curso até hoje.</p>
<p>A volta do conflito armado entre potências é um retorno ao “normal” da geopolítica europeia, de acordo com o professor da FGV e pesquisador visitante da Universidade de Harvard, Oliver Stuenkel. “A Europa teve muita sorte, ao longo dos últimos 80 anos, de obter uma garantia de segurança dos EUA após o fim da 2ª guerra. O normal na geopolítica da Europa era a tensão constante entre potências. A geração do pós-guerra é a primeira a não viver sob a sombra constante da guerra”, explicou o professor durante o European Day.</p>
<p>Para Stuenkel, a ausência de conflitos armados entre nações dentro do continente europeu é uma exceção, e não uma regra. O inusitado século de paz na Europa foi ao mesmo tempo causa e consequência da multiplicação de organismos multilaterais de resolução de conflitos e integração, com a União Europeia sendo o maior exemplo. Mas agora, movimentos anti-globalização que florescem tanto à direita quanto a esquerda, empurram a geopolítica europeia para sua normalidade histórica. Para o professor, o sentimento antiglobalista é alimentado pela perda de relevância econômica do bloco frente a potências como EUA e China, que não foi acompanhada por uma diminuição do estado de bem-estar social. O resultado foi uma Europa estagnada economicamente, e uma população cada vez mais preocupada com a capacidade de seus governos de tomarem conta dos cidadãos.</p>
<p>“O  perfil demográfico da Europa indica que, para manter sua força de trabalho e capacidade produtiva, o continente depende de um fluxo constante de imigrantes que, embora consigam se integrar economicamente à população, não se integram culturalmente com a mesma facilidade”, explicou Stuenkel. “Diferente dos Estados Unidos, não existe o mito do imigrante na cultura Europeia. Então essa integração não é simples.”</p>
<p>O ressentimento contra imigrantes tem feito ressurgir ideais nacionalistas, isolacionistas e xenofóbicos que estiveram dormentes desde a derrocada do nazismo, sentimentos que tem sido explorados pelos inimigos geopolíticos do bloco Europeu, via campanhas de desinformação, para minar o sistema democrático em cima do qual a União Europeia se equilibra. Ainda assim, a Europa ocidental tem se mostrado bastante resiliente em seus fundamentos democráticos. “Apesar de tudo,   a União Europeia está bem-preparada para lidar com as tensões, mesmo com o crescimento de grupos autoritários. A  democracia na Europa continua pujante”, concluiu o professor.</p>
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		<title>Google lança na UE campanha contra desinformação antes das eleições parlamentares</title>
		<link>https://europa-brasil.com/google-lanca-na-ue-campanha-contra-desinformacao-antes-das-eleicoes-parlamentares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2024 10:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Google está se preparando para lançar uma campanha contra a desinformação em 5 países da UE (União Europeia): Bélgica, França, Alemanha, Itália e Polônia. Esta iniciativa surge como preparativo para as próximas eleições parlamentares do bloco e em resposta à implementação de regras mais rígidas para o conteúdo online. A campanha será conduzida pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Google está se preparando para lançar uma campanha contra a desinformação em 5 países da UE (União Europeia): Bélgica, França, Alemanha, Itália e Polônia. Esta iniciativa surge como preparativo para as próximas eleições parlamentares do bloco e em resposta à implementação de regras mais rígidas para o conteúdo online.</p>
<p>A campanha será conduzida pela Jigsaw, uma unidade interna do Google, e está programada para ocorrer entre os meses de março e junho. Anúncios animados serão veiculados em plataformas populares como TikTok e YouTube, atingindo cidadãos na Bélgica, França, Alemanha, Itália e Polônia.</p>
<p>Utilizando técnicas inovadoras de &#8220;prebunking&#8221; em parceria com universidades renomadas, como as Universidades de Cambridge e Bristol, a campanha tem como objetivo educar os espectadores sobre como identificar conteúdos manipuladores. Os anúncios serão interativos, buscando engajar o público de forma dinâmica.</p>
<p>Esta não é a primeira vez que a Jigsaw realiza campanhas desse tipo. Com base em experiências anteriores na Alemanha e na Europa Central, a empresa vê nesta iniciativa uma oportunidade de alcançar os cidadãos em países com alguns dos maiores números de eleitores da UE, aproveitando sua expertise local.</p>
<p>Os anúncios serão traduzidos para os 24 idiomas oficiais da UE, garantindo um alcance amplo e inclusivo. A campanha está prevista para durar pelo menos um mês, podendo ser estendida com base nos resultados obtidos. O Google planeja compartilhar os resultados da campanha, incluindo feedback das pesquisas realizadas e o número de pessoas impactadas, durante o segundo semestre deste ano.</p>
<p>Com as eleições parlamentares da UE agendadas para junho e a recente entrada em vigor da Lei de Serviços Digitais da Europa, que exige que grandes plataformas online e motores de busca enfrentem conteúdos ilegais e ameaças à segurança pública, a campanha do Google assume um papel crucial na promoção da transparência e na proteção da integridade das eleições e do espaço digital na região.</p>
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		<title>União Europeia intensifica ação de combate à desinformação online</title>
		<link>https://europa-brasil.com/uniao-europeia-recebe-primeiros-relatorios-de-plataformas-e-intensifica-acao-de-combate-a-desinformacao-online/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Feb 2023 16:16:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Combate]]></category>
		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[Fake News]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os signatários do Código de Prática sobre Desinformação de 2022, incluindo todas as principais plataformas online (Google, Meta, Microsoft, TikTok, Twitter), lançaram o novo Centro de Transparência e publicaram pela primeira vez os relatórios básicos sobre como eles transformam os compromissos do Código em prática. O novo Centro de Transparência garantirá a visibilidade e a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span>Os signatários do Código de Prática sobre Desinformação de 2022, incluindo todas as principais plataformas online (Google, Meta, Microsoft, TikTok, Twitter), lançaram o novo Centro de Transparência e publicaram pela primeira vez os relatórios básicos sobre como eles transformam os compromissos do Código em prática. O novo Centro de Transparência garantirá a visibilidade e a responsabilização dos esforços dos integrantes deste grupo para combater a desinformação e a implementação dos compromissos assumidos a partir deste código. O espaço servirá para que cidadãos da União Europeia, pesquisadores e ONGs possam acessar online todos os dados disponibilizados pelas empresas. </span></p>
<p><span>A partir de agora, além de dados básicos, as plataformas passarão a mostrar dados mais completos como qual o volume de receita de publicidade fluindo para agentes de desinformação foi bloqueado; número ou valor de anúncios políticos aceitos e rotulados ou rejeitados;  comportamentos manipulativos detectados (ou seja, criação e uso de contas falsas); e informações sobre o impacto da checagem de fatos. Informações a partir dos países integrantes do bloco econômico europeu.</span></p>
<p><span>Věra Jourová, vice-presidente de Valores e Transparência da Comissão Europeia, destaca a importância da publicação dos primeiros relatórios da ação de combate à desinformação.</span></p>
<blockquote><p><span>“A publicação dos primeiros relatórios do Código de Combate à Desinformação reformulado é um marco importante na luta contra a desinformação e estou satisfeita em ver como a maioria dos signatários, grandes e pequenos, estão envolvidos. Fico feliz em ver, pela primeira vez, relatórios em nível de país”, disse Věra.</span></p></blockquote>
<p><span>Mas ela alerta que ainda é necessário mais trabalho no que diz respeito ao acesso a dados. Věra defende maior transparência e a redução da dependência apenas das plataformas online para a qualidade da informação. </span></p>
<p><span>“Eles precisam ser verificados independentemente. Estou desapontada ao ver que o relatório do Twitter fica atrás de outros e espero um compromisso mais sério com suas obrigações decorrentes do Código. A Rússia também está envolvida em uma guerra de desinformação total e as plataformas precisam cumprir suas responsabilidades”, afirmou Věra.</span></p>
<p><span>Para Thierry Breton, Comissário para o Mercado Interno da Comissão Europeia, os primeiros relatórios relacionados ao tráfego online e de combate à desinformação marcam um passo importante nesta batalha. Breton lembra que a qualidade das informações varia de acordo com  os recursos que as empresas destinam a esse projeto. </span></p>
<p><span>“É do interesse de todos os signatários cumprir seu compromisso de implementar totalmente o Código de prática contra a desinformação, em antecipação às obrigações decorrentes da Lei de Serviços Digitais. Ao fornecer acesso total aos relatórios de hoje, o Centro de Transparência dá a oportunidade a todos – incluindo pesquisadores e ONGs – de se aprofundar nos dados disponíveis e pressionar por melhoria contínua e responsabilidade”, disse Breton.</span></p>
<p><span>Todos os signatários enviaram seus relatórios dentro do prazo, usando um modelo padrão pré-definido com o objetivo de abordar todos os compromissos e medidas que assinaram. No entanto, este não é totalmente o caso do Twitter, cujo material apresentado é escasso em dados, sem informações sobre compromissos para capacitar a comunidade de checagem de fatos. O próximo conjunto de relatórios dos principais signatários da plataforma online está previsto para julho, fornecendo mais informações sobre a implementação do Código e dados mais estáveis cobrindo seis meses.</span></p>
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		<title>Suécia retoma táticas da Guerra Fria para combater fake news</title>
		<link>https://europa-brasil.com/suecia-retoma-taticas-da-guerra-fria-para-combater-fake-news/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2022 15:19:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[combate à fake news]]></category>
		<category><![CDATA[Desinformação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Fake News]]></category>
		<category><![CDATA[suécia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A luta de informações e contrainformações, comuns em filmes de espionagem que retratam a época da Guerra Fria, voltou a funcionar na Suécia. Mas, desta vez, o inimigo não é externo ou uma ideologia, mas sim as fake news. O país nórdico restabeleceu em janeiro a Agência de Defesa Psicológica, focada agora agora na desinformação. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A luta de informações e contrainformações, comuns em filmes de espionagem que retratam a época da Guerra Fria, voltou a funcionar na Suécia. Mas, desta vez, o inimigo não é externo ou uma ideologia, mas sim as fake news. O país nórdico restabeleceu em janeiro a Agência de Defesa Psicológica, focada agora agora na desinformação.</p>
<p>Em entrevista ao jornal inglês “Guardian”, Magnus Hjort, vice-diretor da agência, afirma que o foco inicial é combater a desinformação estrangeira, que cresceu com o temor de uma guerra na Europa, caso a Rússia invada a Ucrânia, possibilidade alegada por países como os Estados Unidos. &#8220;Através da mídia social, você tem melhores oportunidades de influenciar as pessoas&#8221;, disse ele</p>
<p>Mas a defesa da democracia será fundamental, ainda mais devido ao fato de que o país terá eleições em setembro. A missão da agência sueca de defesa psicológica, que tem cerca de 45 funcionários e deve crescer, é &#8220;salvaguardar nossa sociedade aberta e democrática, a livre formação de opinião e a liberdade e independência da Suécia&#8221;.</p>
<p>Ele lembra do que ocorreu nas eleições americanas de 2016 e as tentativas de interferir nas eleições de 2017 na França – que no ano passado criou uma agência semelhante para combater a desinformação estrangeira e as notícias falsas – como exemplos. “Estados autoritários tentam há anos influenciar as eleições. A diferença hoje é que através das redes sociais você tem melhores oportunidades de influenciar as pessoas. É por isso que precisamos ter a capacidade de monitorar uma interferência em nossa democracia&#8221;, afirmou Hjort.</p>
<p>Mas embora a eleição seja uma de suas tarefas mais importantes este ano, a agência pretende mostrar um compromisso de longo prazo para “fortalecer a resiliência dentro da população”, incluindo agências governamentais e municípios para identificar a interferência de estados estrangeiros na liberdade de opinião e expressão. &#8220;O conflito entre os estados estará lá depois deste ano também&#8221;, disse ele. Mas ele acrescentou: “Este ano pode se tornar particularmente desagradável e difícil”.</p>
<p>A mídia social, disse Hjort, mudou drasticamente a natureza da defesa psicológica, tornando a Suécia “mais vulnerável”. Embora ele tenha dito que as empresas de mídia social podem “sempre fazer mais” para se proteger da intervenção estrangeira, a defesa psicológica também está em cidadãos individuais estarem cientes de que podem ser expostos à influência de potências estrangeiras.</p>
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