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	<title>Arquivo de eleições - Europa | Brasil</title>
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		<title>Extrema direita francesa avança nas municipais e pressiona alianças antes de 2027</title>
		<link>https://europa-brasil.com/extrema-direita-francesa-avanca-nas-municipais-e-pressiona-aliancas-antes-de-2027/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 20:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A França realizou neste domingo (15) o primeiro turno de suas eleições municipais, e os resultados reforçam uma tendência que vem moldando a política europeia há uma década: a ascensão da extrema direita do plano nacional para o local, o terreno onde, historicamente, ela sempre encontrou mais resistência. O Rassemblement National (RN), partido fundado em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A França realizou neste domingo (15) o primeiro turno de suas eleições municipais, e os resultados reforçam uma tendência que vem moldando a política europeia há uma década: a ascensão da extrema direita do plano nacional para o local, o terreno onde, historicamente, ela sempre encontrou mais resistência.</p>
<p>O Rassemblement National (RN), partido fundado em 1972 sob o nome de Front National e rebatizado em 2018, é hoje a maior força da Assembleia Nacional francesa. De viés anti-imigração e eurocético, o partido é liderado por Marine Le Pen e tem em Jordan Bardella seu presidente e principal rosto institucional. Nas presidenciais de 2022, Le Pen chegou ao segundo turno com 41,5% dos votos, sua melhor marca histórica. As pesquisas de intenção de voto para 2027 colocam o RN em posição de, pela primeira vez, vencer uma eleição presidencial francesa.</p>
<p>As municipais deste domingo foram, portanto, mais do que uma disputa por prefeituras. Foram um termômetro.</p>
<h2>Recordes no interior, batalha aberta nas grandes cidades</h2>
<p>Mais de 500 listas ligadas à extrema direita obtiveram ao menos 10% dos votos, limiar necessário para avançar ao segundo turno, número que representa o dobro do registrado nas municipais de 2020 e supera o recorde anterior, de 2014. O RN e grupos aliados terminaram em primeiro lugar em ao menos 75 municípios, contra apenas 11 no primeiro turno de seis anos atrás.</p>
<p>A maior parte desses ganhos, porém, concentra-se em cidades com menos de 10 mil habitantes, onde o partido já vinha construindo presença há anos. A questão que domina as análises políticas é se esse avanço se converterá em vitórias nas grandes cidades no segundo turno, marcado para 22 de março.</p>
<p>A disputa mais simbólica ocorre em Marselha, segunda maior cidade do país, com 870 mil habitantes. O atual prefeito socialista Benoît Payan lidera o primeiro turno com 36,7% dos votos, à frente do candidato do RN, Franck Allisio, com 35%. Dois outros candidatos também avançam ao segundo turno, um de extrema esquerda com 11,9% e um de centro-direita com 12,4%, tornando o resultado imprevisível. A segurança é a principal prioridade dos eleitores, em linha com o discurso de lei e ordem que o RN tem cultivado numa cidade historicamente marcada por violência urbana.</p>
<p>Em Nice, quinta maior cidade da França, Éric Ciotti, líder do partido UDR e aliado do RN, terminou bem à frente do veterano prefeito Christian Estrosi. Em Perpignan, até agora a única cidade francesa com mais de 100 mil habitantes governada pelo RN, o prefeito Louis Aliot foi reeleito já no primeiro turno.</p>
<h2>Abstenção como sinal de alerta</h2>
<p>Os números de participação merecem atenção. A taxa de comparecimento ficou entre 56% e 58,5%, inferior aos 63,55% registrados nas municipais de 2014. François Kraus, do instituto de pesquisas IFOP, classificou o resultado como um mínimo histórico da Quinta República. Analistas da Ipsos BVA alertaram para uma apatia crescente que &#8220;não é boa notícia para a democracia francesa&#8221;. O dado importa porque a abstenção tende a beneficiar partidos com eleitorado mais mobilizado, e o RN tem sistematicamente demonstrado maior capacidade de levar seus simpatizantes às urnas.</p>
<h2>O xadrez das alianças</h2>
<p>O período entre os dois turnos será politicamente intenso. Os partidos têm até terça-feira às 18h para negociar alianças e apresentar listas definitivas às autoridades locais. O RN já sinalizou o tom: Bardella convocou a cooperação com o que chamou de &#8220;listas de direita sinceras&#8221; contra os candidatos de esquerda.</p>
<p>Do outro lado, a fragmentação é o principal obstáculo. A esquerda francesa está dividida entre o Partido Socialista, de perfil moderado, e o La France Insoumise (LFI), de Jean-Luc Mélenchon, plataforma de esquerda radical que rejeita alianças centristas. Em Toulouse, os socialistas anunciaram aliança com o LFI para tentar derrotar o prefeito de centro-direita. Em Paris, a candidata socialista rejeitou oferta similar, o que pode resultar em múltiplas listas de esquerda dividindo os votos no segundo turno.</p>
<p>Essa fragmentação enfraquece o chamado cordon sanitaire, a prática de décadas pela qual partidos de diferentes espectros se aliavam para impedir vitórias do RN. A eficácia desse mecanismo, já desgastada nas eleições legislativas de 2024, está novamente em teste.</p>
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		<title>Posse de Seguro em Portugal acende debate sobre os limites da onda de extrema-direita na Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2026 15:54:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tomada de posse de António José Seguro como presidente de Portugal, na segunda-feira, foi recebida em Bruxelas com atenção redobrada. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Seguro afirmando que &#8220;a voz de Portugal em defesa de nossos valores europeus comuns permanece forte.&#8221; A frase diz mais sobre o estado de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A tomada de posse de António José Seguro como presidente de Portugal, na segunda-feira, foi recebida em Bruxelas com atenção redobrada. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, parabenizou Seguro afirmando que &#8220;a voz de Portugal em defesa de nossos valores europeus comuns permanece forte.&#8221; A frase diz mais sobre o estado de ânimo do continente do que sobre o protocolo habitual de uma posse presidencial.</p>
<p>A eleição que levou Seguro ao Palácio de Belém transformou-se num termômetro político para boa parte da Europa e o resultado foi ambíguo o suficiente para alimentar leituras opostas.</p>
<p>Seguro obteve 66% dos votos no segundo turno, contra 34% de André Ventura, líder do Chega. Uma vitória expressiva. Mas o Chega superou pela primeira vez a marca de 1,5 milhão de votos, mais do que os partidos da coligação governante obtiveram nas eleições legislativas de maio passado. Ventura perdeu a presidência, mas saiu da eleição como líder incontestável da direita portuguesa.</p>
<p>É esse paradoxo que ocupa os analistas europeus. A eleição portuguesa sublinhou uma divisão crescente entre a Europa e o seu tradicional aliado americano sobre o futuro político do continente. Enquanto o eleitorado português rejeitou o candidato populista na corrida presidencial, as forças que alimentam esse populismo &#8211; crise de habitação, salários baixos, imigração em expansão &#8211; permanecem intactas.</p>
<p>O Chega cultivou conexões significativas com outros partidos de extrema-direita europeus, incluindo o Rassemblement National de Marine Le Pen, na França, o Alternative für Deutschland, na Alemanha, e o Vox, na Espanha. Ventura esteve entre os líderes da extrema-direita europeia convidados para a posse de Donald Trump, consolidando o partido como parte de uma rede transnacional que Bruxelas monitora com crescente atenção.</p>
<p>O perfil de Seguro oferece, por ora, uma garantia institucional. Ex-eurodeputado entre 1999 e 2001, o novo presidente defende abertamente o aprofundamento da integração europeia. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, o mesmo político que derrotou Seguro na disputa pela liderança do Partido Socialista em 2014, saudou a eleição dizendo que Portugal reafirmou seu papel como &#8220;pilar do humanismo europeu.&#8221;</p>
<p>A dimensão europeia da posse vai além da retórica. Seguro questionou publicamente se Portugal deveria destinar 5% do PIB à defesa, enfatizando a necessidade de &#8220;gastar melhor, não apenas mais&#8221;, uma posição que coloca Lisboa numa zona de tensão com os apelos crescentes da NATO por maior comprometimento financeiro dos membros europeus.</p>
<p>O verdadeiro teste está no interior das fronteiras portuguesas e os resultados ali terão ressonância além delas. O desafio para o novo presidente será coexistir com um governo minoritário liderado pelo PSD de Luís Montenegro, que depende de um equilíbrio delicado entre apoio da direita e da esquerda para se manter no poder.</p>
<p>Em Portugal, os principais partidos tomaram uma decisão política clara ao se unirem para impedir que Ventura chegasse à presidência, cruzando linhas tradicionais para conter o avanço da extrema-direita. Essa coalizão defensiva funcionou para a eleição presidencial. A questão que analistas em toda a Europa colocam agora é se ela resiste ao próximo ciclo eleitoral e se o modelo português de &#8220;cordão sanitário&#8221; pode ser replicado em países como a França, onde as presidenciais de 2027 se aproximam com o cenário ainda indefinido.</p>
<p>A trajetória mais provável para Portugal é a de uma estabilização turbulenta. O Chega parece consolidar um bloco parlamentar significativo, deslocando permanentemente a agenda política em direção a temas como imigração e segurança. Seguro pode contribuir para moderar os excessos institucionais, mas a eleição de fevereiro deixou claro que as causas estruturais do descontentamento permanecem sem resposta definitiva.</p>
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		<title>Portugal vota presidente em meio a tempestades e crise política inédita</title>
		<link>https://europa-brasil.com/portugal-vota-presidente-em-meio-a-tempestades-e-crise-politica-inedita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 18:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[direita]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, Portugal enfrenta um dilema inédito: autoridades eleitorais rejeitaram o pedido de adiamento geral da votação apesar da Tempestade Leonardo, sexta a atingir a Península Ibérica em 2026, ter provocado inundações mortais e milhares de evacuações. O líder da extrema direita André Ventura, que enfrenta o socialista [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, Portugal enfrenta um dilema inédito: autoridades eleitorais rejeitaram o pedido de adiamento geral da votação apesar da Tempestade Leonardo, sexta a atingir a Península Ibérica em 2026, ter provocado inundações mortais e milhares de evacuações. O líder da extrema direita André Ventura, que enfrenta o socialista António José Seguro no domingo 8 de fevereiro, solicitou o adiamento, mas apenas três municípios conseguiram remarcação para 15 de fevereiro.</p>
<p>O país de aproximadamente 11 milhões de habitantes ainda se recuperava das tempestades recentes que causaram várias mortes quando a Tempestade Leonardo deixou mais uma vítima fatal esta semana: um homem na casa dos 60 a 70 anos no Alentejo. As tempestades feriram centenas, deixaram dezenas de milhares sem energia elétrica e forçaram cerca de 3.500 evacuações. Portugal prorrogou o estado de emergência. O chefe da Proteção Civil, Mário Silvestre, classificou as inundações no rio Tejo como as piores em quase três décadas.</p>
<p>A agência meteorológica IPMA informou que janeiro foi o segundo mês mais chuvoso deste século em Portugal. Uma nova tempestade estava prevista para sábado, véspera da votação.</p>
<p><strong>Eleição histórica em meio ao caos climático</strong></p>
<p>Esta é apenas a segunda vez em cinco décadas de democracia portuguesa que uma eleição presidencial exige segundo turno, a primeira foi em 1986. Sondagens recentes indicam vitória confortável de Seguro sobre Ventura. A alta participação do primeiro turno pode cair com as adversidades climáticas.</p>
<p>No primeiro turno, realizado em 18 de janeiro, Seguro obteve 31,1% dos votos contra 23,5% de Ventura. A participação foi a segunda maior em uma primeira rodada presidencial na história portuguesa.</p>
<p>Nos últimos dias, ambos os candidatos reescreveram drasticamente suas agendas eleitorais para visitar cidades e vilas mais atingidas pelas inundações. Seguro criticou a resposta governamental, dizendo estar &#8220;chocado&#8221; com os esforços do Estado. Ventura atacou diretamente o governo de centro-direita de Luís Montenegro, cujo partido não apoiou publicamente nenhum candidato no segundo turno.</p>
<p>Embora o presidente português não governe diretamente, isso cabe ao primeiro-ministro, ele exerce papel de árbitro político com poderes para vetar leis, dissolver o parlamento e demitir governos.</p>
<p><strong>Terceira eleição nacional em menos de dois anos</strong></p>
<p>A eleição presidencial ocorre em um momento de turbulência política sem precedentes recentes. Esta é a terceira eleição nacional desde março de 2024, o maior nível de instabilidade governamental desde a primeira década de democracia após a Revolução dos Cravos de 1974.</p>
<p>A espiral começou em novembro de 2023, quando o primeiro-ministro socialista António Costa renunciou após investigações de corrupção envolvendo projetos de lítio e hidrogênio. Eleições legislativas em março de 2024 levaram ao poder o governo de centro-direita de Montenegro, mas este caiu em março de 2025 após perder voto de confiança relacionado a potenciais conflitos de interesse com uma consultoria de sua família.</p>
<p>Novas eleições legislativas realizadas em maio de 2025 consolidaram o Chega como segunda maior força parlamentar, com 60 assentos, um salto meteórico para um partido fundado há apenas seis anos. Em 2019, o Chega obteve apenas 1,3% dos votos e um único assento.</p>
<p><strong>A crise da habitação alimenta o radicalismo</strong></p>
<p>Por trás da ascensão da extrema direita está uma crise habitacional de proporções históricas. Portugal enfrenta o pior acesso à habitação entre os 30 países analisados pela OCDE. No terceiro trimestre de 2024, o índice de acessibilidade habitacional atingiu 157,7 pontos, o valor mais alto já registrado desde 1995.</p>
<p>A situação do país é 36% pior que a média da OCDE e 50% acima da média da zona euro. Desde 2014, os preços das casas mais que dobraram, aumentando 135,2%, enquanto as rendas médias cresceram apenas 33%.</p>
<p>O Chega canalizou a frustração popular com a crise habitacional e escândalos recorrentes de corrupção em uma mensagem anti-imigração. Durante a campanha, Ventura colocou outdoors pelo país com frases como &#8220;Isto não é Bangladesh&#8221; e &#8220;Imigrantes não devem poder viver de assistência social&#8221;. As mensagens provocaram denúncias por discriminação junto à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial e à embaixada de Bangladesh em Lisboa.</p>
<p>Ventura alertou que seria &#8220;um presidente intervencionista&#8221;, prometendo combater décadas de corrupção dos partidos tradicionais e promover uma agenda anti-imigração. Ele enfrenta críticas por declarações vistas como racistas contra a comunidade cigana e imigrantes do sul da Ásia.</p>
<p><strong>O &#8220;cordão sanitário&#8221; e o futuro da democracia portuguesa</strong></p>
<p>Para o segundo turno, Seguro conseguiu formar o que analistas chamam de &#8220;cordão sanitário&#8221;, recebendo apoio de figuras políticas da extrema esquerda até a direita tradicional. Seguro afirmou que seria um presidente moderador e unificador, independente de política partidária, recusando agir como &#8220;primeiro-ministro das sombras&#8221;.</p>
<p>Apesar da quase certa derrota de Ventura, analistas políticos estarão observando atentamente sua pontuação final no domingo para ver se seu apoio está &#8220;estagnando&#8221; ou se ele está &#8220;conquistando um novo público&#8221;, segundo João Cancela, professor de ciência política da Universidade Nova de Lisboa.</p>
<p>Críticos de Ventura dizem que ele está apenas usando a eleição presidencial para fortalecer e expandir a presença de seu partido no país. Mas independentemente do resultado de domingo, o Chega já transformou irreversivelmente a paisagem política portuguesa.</p>
<p>O primeiro-ministro Montenegro descreveu as tempestades como uma &#8220;crise devastadora&#8221;, mas insistiu que as ameaças à votação podem ser superadas. A lei eleitoral permite adiamento apenas em localidades individuais. Resta saber se a meteorologia terá a palavra final em uma eleição que já marca um ponto de inflexão na democracia portuguesa.</p>
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		<title>Em Portugal, eleições trazem visões opostas sobre imigração e economia</title>
		<link>https://europa-brasil.com/em-portugal-eleicoes-trazem-visoes-opostas-sobre-imigracao-e-economia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 13:15:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Portugal se prepara para o segundo turno das eleições presidenciais em 8 de fevereiro, após o primeiro turno realizado no último domingo (18) confirmar o confronto entre António José Seguro (Partido Socialista) e André Ventura (Chega). A disputa representa uma polarização sem precedentes no país, opondo visões sobre imigração, economia e o papel de Portugal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal se prepara para o segundo turno das eleições presidenciais em 8 de fevereiro, após o primeiro turno realizado no último domingo (18) confirmar o confronto entre António José Seguro (Partido Socialista) e André Ventura (Chega). A disputa representa uma polarização sem precedentes no país, opondo visões sobre imigração, economia e o papel de Portugal no cenário internacional.</p>
<p>Embora a presidência portuguesa seja largamente cerimonial, o cargo detém peso político significativo: o presidente pode dissolver o Parlamento, destituir o governo, convocar eleições antecipadas e vetar legislações.</p>
<p>Seguro defende que é preciso controlar a imigração e integrar melhor estrangeiros, embora evidencie que já haja uma boa e igualitária contribuição de imigrantes ao país. Do ponto de vista de negócios, o socialista considera que o Estado português se tornou menos amigo da economia e de quem quer empreender, sublinhando que exige muito a quem investe.</p>
<p>Com experiência no Parlamento Europeu, Seguro valoriza a estabilidade democrática, o papel de Portugal na União Europeia e uma política externa baseada no respeito pelo direito internacional. Deste modo, criticou a operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, considerando-a uma violação à Carta das Nações Unidas.</p>
<p>Ventura, o líder populista, tentou transformar a imigração num tema de campanha, apostando no discurso de ruptura, com propostas bem restritivas. O Chega incluiu no programa eleitoral acabar com os títulos de residência, medida que afetaria diretamente a comunidade brasileira, que representa 31,4% dos estrangeiros em Portugal.</p>
<p>Durante a campanha, utilizou cartazes como &#8220;Isto não é Bangladesh&#8221; e &#8220;Os imigrantes não devem poder viver da assistência social&#8221;, posteriormente considerados discriminatórios pela justiça. Embora seu discurso anti-imigração seja forte, Ventura tem poupado brasileiros de críticas diretas, focando-se em outras comunidades.</p>
<p>Ventura defende uma revisão constitucional que permita um presidente mais interventivo. No debate sobre política externa, foi o único candidato que não condenou a operação dos EUA contra a Venezuela, afirmando que quer &#8220;que os ditadores acabem na cadeia&#8221;. Sua postura em relação à União Europeia é de manutenção dos compromissos, embora com críticas ocasionais.</p>
<p>A imigração, especialmente o crescimento expressivo do número de estrangeiros residentes em Portugal nos últimos anos, é um tema recorrente na corrida presidencial, mas os portugueses parecem estar mais preocupados com a crise imobiliária, o envelhecimento da população, o futuro dos jovens e o elevado custo de vida.</p>
<p>Porém, como outros países do bloco, o país necessita de mão de obra estrangeira para sustentar seu crescimento econômico e sistema de segurança social, criando uma tensão entre necessidades econômicas e discursos restritivos sobre imigração.</p>
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		<title>Polônia resgata protagonismo europeu em meio a dilemas geopolíticos e internos</title>
		<link>https://europa-brasil.com/varsovia-resgata-protagonismo-europeu-em-meio-a-dilemas-geopoliticos-e-internos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2025 16:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Polônia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Polônia se reposiciona com velocidade no tabuleiro europeu. Após anos de tensão com Bruxelas sob o comando do partido conservador Lei e Justiça (PiS), o país agora busca restaurar seu papel como um dos motores políticos e econômicos da União Europeia. A vitória da coalizão liberal liderada por Donald Tusk nas eleições parlamentares de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polônia se reposiciona com velocidade no tabuleiro europeu. Após anos de tensão com Bruxelas sob o comando do partido conservador Lei e Justiça (PiS), o país agora busca restaurar seu papel como um dos motores políticos e econômicos da União Europeia. A vitória da coalizão liberal liderada por Donald Tusk nas eleições parlamentares de 2023, seguida de bons desempenhos nas eleições locais e no primeiro turno do pleito presidencial de 2025, sinaliza uma guinada clara: Varsóvia quer voltar a ser confiável, previsível — e influente.</p>
<p>Esse realinhamento ocorre em um momento estratégico. A guerra na Ucrânia transformou o Leste Europeu em uma zona de atenção prioritária para a segurança continental, e a Polônia, com sua posição geográfica crítica e histórico anti-russo, tornou-se um pivô indispensável. Ao mesmo tempo, o país enfrenta pressões internas: desaceleração econômica, tensões sobre o Estado de Direito e uma sociedade profundamente polarizada.</p>
<p>Com mais de 38 milhões de habitantes e uma economia que representa quase 4% do PIB da União Europeia, a Polônia tem musculatura para aspirar a um papel maior. Desde sua entrada no bloco, em 2004, o país se beneficiou enormemente de fundos estruturais — mais de €150 bilhões em transferências diretas — que financiaram infraestrutura, educação e inovação. Agora, o desafio é outro: passar de beneficiária a influenciadora.</p>
<p>O governo Tusk tenta exatamente isso. Em Bruxelas, Varsóvia voltou a participar das discussões centrais — do pacto verde europeu à política industrial. Em Berlim e Paris, há expectativa, mas também cautela. A Alemanha, em particular, ainda observa com reservas a retórica nacionalista que não desapareceu totalmente da política polonesa.</p>
<h2>Integração política x autonomia estratégica</h2>
<p>Um dos dilemas centrais da nova liderança polonesa é equilibrar o entusiasmo pró-União Europeia com a tradicional defesa da soberania nacional. Isso se expressa em temas como política migratória, reforma judicial e o futuro do euro. A Polônia ainda não aderiu à moeda única e, mesmo com um governo mais moderado, há pouca disposição para acelerar esse processo, principalmente em meio à volatilidade geoeconômica atual.</p>
<p>No entanto, a disposição para reconstruir laços institucionais é visível. A devolução parcial dos fundos congelados pela Comissão Europeia — anteriormente retidos por preocupações com a independência judicial — foi um gesto simbólico e pragmático. Indica que Bruxelas aposta na estabilidade e no retorno da Polônia como parceiro confiável.</p>
<p>A relação com a Ucrânia é outro eixo decisivo para o papel regional da Polônia. Se, por um lado, o país foi um dos mais ativos no apoio militar e humanitário a Kiev, por outro, disputas comerciais e a pressão sobre o sistema de saúde e educação devido ao fluxo migratório testam os limites da solidariedade. A questão agrária, em especial, tem gerado atritos — agricultores poloneses acusam produtos ucranianos de desestabilizar preços locais, reacendendo tensões populistas.</p>
<p>A postura de Varsóvia será determinante para os rumos da ampliação da UE. Tusk já sinalizou apoio à adesão plena da Ucrânia, mas sabe que essa decisão exige reformas internas robustas em Kiev e um pacto político delicado em Bruxelas.</p>
<h2>Crescimento sob tensão</h2>
<p>Apesar do alinhamento político mais pró-europeu, a economia polonesa enfrenta um momento ambíguo. Após anos de crescimento robusto — com média de 4% ao ano na última década —, a inflação e a perda de competitividade industrial acenderam alertas. A necessidade de transição energética, aliada a uma dependência ainda significativa de carvão, impõe desafios adicionais ao modelo de desenvolvimento polonês.</p>
<p>O país também se vê pressionado a atualizar sua base industrial e tecnológica. A aposta do novo governo passa por inovação, digitalização e educação — setores que requerem investimentos vultosos e estabilidade institucional. O apoio europeu será crucial, mas a execução caberá à administração local.</p>
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		<title>Europa em alerta com retorno de Trump e mudança na presidência da UE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 14:01:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A reeleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos gerou incertezas geopolíticas que colocam a Europa em estado de alerta. Em meio a tensões globais, a Polônia, ao assumir a presidência rotativa da União Europeia, destacou a necessidade urgente do bloco reforçar sua segurança e autonomia estratégica. “Os próximos meses serão extremamente desafiadores. É [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A reeleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos gerou incertezas geopolíticas que colocam a Europa em estado de alerta. Em meio a tensões globais, a Polônia, ao assumir a presidência rotativa da União Europeia, destacou a necessidade urgente do bloco reforçar sua segurança e autonomia estratégica.</p>
<p>“Os próximos meses serão extremamente desafiadores. É hora de assumirmos a responsabilidade pelo nosso futuro e nossa segurança”, afirmou Adam Szłapka, ministro polonês para Assuntos Europeus, em entrevista ao <em>The Guardian</em>.</p>
<p>O discurso reflete preocupações sobre as promessas de Trump, como negociar o fim da guerra na Ucrânia e sua polêmica ameaça de usar força militar para tomar territórios como a Groenlândia. Essas ações, além de desestabilizarem normas internacionais, impactam diretamente a segurança e a economia global.</p>
<h2>Segurança além das fronteiras</h2>
<p>Szłapka reforçou que a segurança europeia vai além do aspecto militar, englobando energia, economia e estabilidade interna.</p>
<blockquote><p>Não é só sobre defesa. Precisamos de soluções abrangentes para garantir a segurança em todas as frentes.</p></blockquote>
<p>A Polônia, tradicional defensora de uma postura mais rígida contra a Rússia, ampliou as críticas após a invasão da Ucrânia e ganhou novos aliados &#8211; já que a guerra mudou a percepção de outras nações europeias sobre o país.</p>
<h2>Mudança de tom no bloco europeu</h2>
<p>A transição da presidência da Hungria para a Polônia trouxe uma mudança significativa na abordagem do bloco. Sob Viktor Orbán, a Hungria adotava uma postura pró-Rússia e frequentemente entrava em conflito com Bruxelas. A Polônia, por sua vez, busca alinhar os interesses da UE e reforçar a coesão interna.</p>
<p>No entanto, tensões persistem entre os dois países. Um recente episódio envolvendo a concessão de asilo pela Hungria a um ex-ministro polonês acusado de crimes gerou atritos, levando a Polônia a excluir o embaixador húngaro de um evento oficial.</p>
<h2>Rumo à proteção do bloco</h2>
<p>Especialistas destacam que, para fortalecer a União Europeia, o bloco deve aumentar os gastos com defesa e formar coalizões internas que minimizem vetos individuais, como os frequentemente usados pela Hungria. Além disso, a união em torno de valores como o Estado de Direito e a cooperação internacional será essencial para enfrentar os desafios impostos por Trump.</p>
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		<title>Macron confronta crise política ao formar governo com alianças à direita</title>
		<link>https://europa-brasil.com/macron-confronta-crise-politica-ao-formar-governo-com-aliancas-a-direita/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 12:37:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Macrom]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Emmanuel Macron, presidente da França, surpreendeu ao formar um novo governo dominado por membros da direita, liderado pelo conservador Michel Barnier, apesar da vitória da esquerda na última eleição geral antecipada. A escolha de Barnier, veterano negociador da saída do Reino Unido da União Europeia, reflete um momento de divisões políticas na França e no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Emmanuel Macron, presidente da França, surpreendeu ao formar um novo governo dominado por membros da direita, liderado pelo conservador Michel Barnier, apesar da vitória da esquerda na última eleição geral antecipada. A escolha de Barnier, veterano negociador da saída do Reino Unido da União Europeia, reflete um momento de divisões políticas na França e no cenário europeu mais amplo.</p>
<p>A composição do novo governo, que inclui dez membros do Partido Republicano, marca uma aliança estratégica entre o partido centrista de Macron e os conservadores, em um parlamento fragmentado que terá dificuldades para aprovar novas leis sem o apoio de outras forças políticas. Um dos destaques é Bruno Retailleau, nomeado ministro do Interior, com a desafiadora tarefa de lidar com questões migratórias em um momento de crescente tensão social.</p>
<p>O cenário econômico não ajuda Macron. A União Europeia recentemente alertou a França sobre o crescente déficit público, que já ultrapassa os limites permitidos pelo bloco. O novo ministro das Finanças, Antoine Armand, tem a difícil missão de elaborar um orçamento que possa acalmar as preocupações de Bruxelas, enquanto tenta lidar com o déficit projetado para 2025, que deve ultrapassar 6% do PIB.</p>
<p>O presidente enfrenta uma oposição de diferentes frentes. A esquerda, liderada por Jean-Luc Mélenchon, já ameaça uma moção de desconfiança, e manifestações de milhares de pessoas em Paris expressam o sentimento de que a vitória da Nova Frente Popular (NFP) nas eleições não foi respeitada. Além disso, Marine Le Pen, da extrema-direita, que também ganhou força no parlamento, mantém uma posição ambígua, sem garantir apoio automático, o que pode tornar as negociações ainda mais complexas.</p>
<p>Macron aposta em Barnier como uma figura capaz de dialogar com diferentes facções do espectro político, mas a escolha de um governo de direita em um momento em que o país caminha para a esquerda pode inflamar ainda mais as tensões. As primeiras manifestações massivas, com mais de 100 mil pessoas nas ruas, indicam que o caminho será árduo. Mélenchon já declarou que o governo de Barnier deve ser &#8220;eliminado&#8221; o mais rápido possível, levantando dúvidas sobre a viabilidade dessa coalizão temporária.</p>
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		<title>“Biden pode ser o último presidente norte-americano a priorizar relações com a Europa”, diz Caio Blinder no European Day</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 16:08:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Biden]]></category>
		<category><![CDATA[Caio Blinder]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o painel ‘Eleições americanas, o futuro das relações Estados Unidos-Europa e o impacto desse cenário para o Brasil’, o jornalista Caio Blinder informou que vê tanto pelo candidato republicano, Donald Trump, quanto pela democrata Kamala Harris um “certo abandono nas relações com o continente europeu”. “Biden pode ser o último presidente norte-americano a priorizar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o painel <em>‘Eleições americanas, o futuro das relações Estados Unidos-Europa e o impacto desse cenário para o Brasil’</em>, o jornalista Caio Blinder informou que vê tanto pelo candidato republicano, Donald Trump, quanto pela democrata Kamala Harris um “certo abandono nas relações com o continente europeu”.</p>
<p>“Biden pode ser o último presidente norte-americano a priorizar relações com a Europa. Acredito que até pela idade e trajetória ele é bastante empenhado em manter essa aproximação, mas desde o governo Obama o que vemos é afastamento. O foco agora é a Ásia”, ressalta o jornalista.</p>
<p>Pesquisa realizada pelo NY Times e divulgada nesta quinta-feira (19) sobre as eleições norte-americanas informa que ambos os candidatos estão empatados com 47% das intenções de votos.</p>
<p>“Fazendo um paralelo com o jogo de tênis, são duas duplas de cada lado disputando ponto por ponto. Do lado dos democratas estão a defesa pela democracia e o direito pelo aborto, e do lado de Trump está o fortalecimento da economia e a imigração”, destaca Blinder. “Existe uma percepção que os democratas têm maior frouxidão com o tema imigração, por isso a própria Kamala tem adotado um discurso mais rígido. O mesmo que está acontecendo na Europa nesse momento, a própria Alemanha informou recentemente que irá fechar fronteiras”.</p>
<p>Segundo o jornalista, os países europeus preferem que Kamala ganhe as eleições, mas estão se preparando para uma possível vitória do republicano. “O Trump não segue a tradicional política externa americana e os EUA tem sido mais protecionista do que nunca, o que afeta a Europa, mas também o Brasil”.</p>
<p>O European Day aconteceu nesta quinta-feira (19) no Hotel Renaissance em São Paulo e reuniu, além do jornalista Caio Blinder, o embaixador José Estanislau do Amaral Souza Neto, o professor de Relações Internacionais da FGV Oliver Stuenkel, a economista Lucila Ribeiro, o professor do Insper Roberto Dumas, a cientista e empreendedora Danielle Moraes, o diretor da Câmara de Comércio Suécia-Brasil Jonas Lindstrom, o diretor da BMJ Consultoria José Luiz Pimenta e o cônsul adjunto da França em São Paulo Ian Balat.</p>
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		<title>Montar o governo será o terceiro tempo das eleições francesas</title>
		<link>https://europa-brasil.com/montar-o-governo-sera-o-terceiro-tempo-das-eleicoes-francesas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 18:01:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paris, que tem vivido um clima de expectativa crescente devido a contagem regressiva para o início dos Jogos Olímpicos, acaba de ganhar um desafio adicional, agora no campo político: organizar um novo governo para o país, cujos eleitores viraram o jogo na segunda etapa das eleições para a Assembleia Nacional de forma surpreendente. O primeiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Paris, que tem vivido um clima de expectativa crescente devido a contagem regressiva para o início dos Jogos Olímpicos, acaba de ganhar um desafio adicional, agora no campo político: organizar um novo governo para o país, cujos eleitores viraram o jogo na segunda etapa das eleições para a Assembleia Nacional de forma surpreendente.</p>
<p>O primeiro turno havia apontado o partido Reunião Nacional (RN) de extrema-direita como vencedor, mas esse resultado preencheu apenas um número limitado de cadeiras. No segundo turno, realizado do domingo (7), estava em jogo a maioria das posições do legislativo. O que se viu foi o maior comparecimento às urnas desde 1981 (66,7% dos eleitores; o voto não é obrigatório) como também o sucesso da estratégia de partidos de esquerda reunidos em torno da Nova Frente Popular (NFP) e da leganda Juntos! (direita e centro-direita) do presidente Emmanuel Macron. As duas forças políticas decidiram ao longo da última semana concentrar votos em determinados candidatos e assim impedir que a extrema-direita de Marine Le Pen obtivesse a maioria absoluta dos assentos na Assembleia Nacional.</p>
<p>Em resultado surpreendente a coalizão NFP emergiu como a maior força na Assembleia Nacional, com 182 dos 577 deputados, superando a coligação Juntos! do presidente (chefe de Estado) Emmanuel Macron, que obteve 168 assentos. E acima também do partido de direita radical Reunião Nacional (RN) de Marine Le Pen, que alcançou 143 assentos e assim ficou longe de confirmar um possível favoritismo e a possibilidade de indicar o novo primeiro-ministro (chefe de governo) para comandar o país.</p>
<p>Apesar da vitória, a esquerda também não conseguiu a maioria absoluta necessária para governar sozinha, deixando a França diante de um impasse político. A maioria absoluta na Assembleia Nacional requer 289 assentos. Esse cenário força a NFP a buscar alianças para garantir a governabilidade do país.</p>
<p>O desafio francês daqui para a frente é quase tão grande quanto bater um recorde olímpico. Afinal, combinar as visões de centro e de esquerda para garantir governabilidade não será fácil, ainda mais que estão sobre a mesa temas sensíveis como a reforma da Previdência, repudiada pelos partidos de esquerda, mas que Emmanuel Macron conseguiu aprovar com dificuldade em 2022. A reforma entrou em vigor de forma gradual, no início de 2023, e depois de diferentes etapas, estará concluída em 2030.</p>
<p>Jean-Luc Mélenchon, uma das figuras principais da esquerda francesa, afirmou que Macron deve reconhecer a derrota e buscar uma relação com a NFP para formar um governo funcional. Essa afirmação aponta para um período de intensas negociações à frente, enquanto a França se prepara para um Parlamento potencialmente paralisado e um cenário político incerto.</p>
<p>O primeiro-ministro Gabriel Attal, membro do Juntos!, anunciou sua renúncia na manhã de segunda-feira (8), após o resultado das eleições. No entanto, o presidente Macron solicitou que Attal permaneça no cargo para garantir a estabilidade do país até que uma solução definitiva seja encontrada.</p>
<p>Essas eleições foram descritas como as mais polarizadas da história recente da França. Para tentar conter o avanço da extrema direita de Marien Le Pen, a coligação de Macron e a esquerda aceitaram retirar mais de 200 candidaturas próprias, para concentrar os votos em nomes de ambos os lados que apresentavam mais chances de vitória.</p>
<p>Esse esforço conjunto resultou em uma Assembleia Nacional diversificada, mas sem uma maioria clara, refletindo a complexidade e a divisão da política francesa contemporânea.</p>
<div id="attachment_5203" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5203" class=" wp-image-5203" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2024/07/2-1.png" alt="" width="602" height="574" /><p id="caption-attachment-5203" class="wp-caption-text">Fonte: G1</p></div>
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		<title>Partido trabalhista conquista vitória histórica no Reino Unido</title>
		<link>https://europa-brasil.com/partido-trabalhista-conquista-vitoria-historica-no-reino-unido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jul 2024 15:38:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[conservadores]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Extrema direita]]></category>
		<category><![CDATA[partido trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após 14 anos de domínio conservador, o Partido Trabalhista retorna ao poder no Reino Unido com uma vitória esmagadora nas eleições nacionais realizadas na quinta-feira (4/7). Os resultados oficiais indicam que os trabalhistas conquistaram ao menos 410 dos 650 assentos do Parlamento, enquanto o Partido Conservador do atual premiê Rishi Sunak elegeu apenas cerca de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Após 14 anos de domínio conservador, o Partido Trabalhista retorna ao poder no Reino Unido com uma vitória esmagadora nas eleições nacionais realizadas na quinta-feira (4/7). Os resultados oficiais indicam que os trabalhistas conquistaram ao menos 410 dos 650 assentos do Parlamento, enquanto o Partido Conservador do atual premiê Rishi Sunak elegeu apenas cerca de 120 deputados.</p>
<p>Mas apesar da grande vitória dos trabalhistas por goleada contra os conservadores, houve um avanço da extrema-direita no país. Seu partido, o recém-criado Reform UK, não passará de 4 representantes no parlamento, mas como a votação é feita por distritos, seu expressivo número de votos (principalmente nas grandes cidades) não ganhou destaque na cobertura eleitoral.</p>
<p>Ocorre que o Reform UK teve 4,1 milhões de votos, (14,3%) ou seja, ficando em terceiro lugar nesse critério. Trabalhistas tiveram 9,7 milhões de votos (33,7% do total) e conservadores, 6,8 milhões (23,7%).</p>
<h2><strong>A ascensão de Keir Starmer</strong></h2>
<p>Keir Starmer, de 61 anos, será o novo primeiro-ministro, o primeiro trabalhista a ocupar o cargo desde Gordon Brown (2007-2010).</p>
<p>Assumindo a liderança dos trabalhistas após a derrota nas eleições de 2019, Starmer consolidou sua posição como um líder capaz de unificar e moderar o partido, aproximando-se do centro político e atraindo um eleitorado mais amplo. &#8220;Esta eleição é sobre uma oportunidade de mudança&#8221;, declarou Starmer. &#8220;Ao longo dos últimos quatro anos, mudamos o Partido Trabalhista, retornando-o ao serviço do povo trabalhador.&#8221;</p>
<h2><strong>Causas da derrota conservadora</strong></h2>
<p>A derrota dos conservadores pode ser atribuída a uma série de crises e escândalos que enfraqueceram o partido ao longo dos anos. O Brexit, implementado em 2020, gerou divisões internas e a renúncia da primeira-ministra Theresa May. O escândalo do Partygate, durante a pandemia de covid-19, minou a credibilidade do governo de Boris Johnson. Mais recentemente, o plano econômico mal-sucedido de Liz Truss causou alvoroço no mercado financeiro e alimentou a inflação, levando à sua renúncia após apenas 45 dias no cargo.</p>
<p>Rishi Sunak, que assumiu como premiê em outubro de 2022, enfrentou desafios econômicos significativos. A inflação alta, o custo de vida elevado e as ondas de greves em vários setores marcaram seu breve mandato. Embora tenha conseguido alguns avanços econômicos, como o crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2024, isso não foi suficiente para recuperar a confiança dos eleitores.</p>
<p>A economia foi o maior problema enfrentado pelo Reino Unido nos últimos anos. Uma pesquisa da consultoria YouGov revelou que 52% dos britânicos consideram a economia a principal preocupação, superando temas como saúde pública e segurança. A pandemia de covid-19, a guerra na Ucrânia e as consequências do Brexit contribuíram para a crise econômica, aumentando o custo de vida e a pobreza.</p>
<p>Os conservadores também enfrentaram críticas por suas políticas de imigração, especialmente o plano de enviar imigrantes irregulares para Ruanda. Considerada inconstitucional pela Suprema Corte britânica, a medida foi duramente criticada por desrespeitar direitos humanos básicos.</p>
<p>Na Escócia, os trabalhistas ganharam 37 dos 57 assentos no Parlamento britânico, um desempenho significativo em comparação com os 48 assentos do Partido Nacional Escocês (SNP) em 2019. A instabilidade recente do SNP também contribuiu para o avanço trabalhista na região.</p>
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