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	<title>Arquivo de Esquerda - Europa | Brasil</title>
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		<title>Montar o governo será o terceiro tempo das eleições francesas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2024 18:01:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paris, que tem vivido um clima de expectativa crescente devido a contagem regressiva para o início dos Jogos Olímpicos, acaba de ganhar um desafio adicional, agora no campo político: organizar um novo governo para o país, cujos eleitores viraram o jogo na segunda etapa das eleições para a Assembleia Nacional de forma surpreendente. O primeiro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Paris, que tem vivido um clima de expectativa crescente devido a contagem regressiva para o início dos Jogos Olímpicos, acaba de ganhar um desafio adicional, agora no campo político: organizar um novo governo para o país, cujos eleitores viraram o jogo na segunda etapa das eleições para a Assembleia Nacional de forma surpreendente.</p>
<p>O primeiro turno havia apontado o partido Reunião Nacional (RN) de extrema-direita como vencedor, mas esse resultado preencheu apenas um número limitado de cadeiras. No segundo turno, realizado do domingo (7), estava em jogo a maioria das posições do legislativo. O que se viu foi o maior comparecimento às urnas desde 1981 (66,7% dos eleitores; o voto não é obrigatório) como também o sucesso da estratégia de partidos de esquerda reunidos em torno da Nova Frente Popular (NFP) e da leganda Juntos! (direita e centro-direita) do presidente Emmanuel Macron. As duas forças políticas decidiram ao longo da última semana concentrar votos em determinados candidatos e assim impedir que a extrema-direita de Marine Le Pen obtivesse a maioria absoluta dos assentos na Assembleia Nacional.</p>
<p>Em resultado surpreendente a coalizão NFP emergiu como a maior força na Assembleia Nacional, com 182 dos 577 deputados, superando a coligação Juntos! do presidente (chefe de Estado) Emmanuel Macron, que obteve 168 assentos. E acima também do partido de direita radical Reunião Nacional (RN) de Marine Le Pen, que alcançou 143 assentos e assim ficou longe de confirmar um possível favoritismo e a possibilidade de indicar o novo primeiro-ministro (chefe de governo) para comandar o país.</p>
<p>Apesar da vitória, a esquerda também não conseguiu a maioria absoluta necessária para governar sozinha, deixando a França diante de um impasse político. A maioria absoluta na Assembleia Nacional requer 289 assentos. Esse cenário força a NFP a buscar alianças para garantir a governabilidade do país.</p>
<p>O desafio francês daqui para a frente é quase tão grande quanto bater um recorde olímpico. Afinal, combinar as visões de centro e de esquerda para garantir governabilidade não será fácil, ainda mais que estão sobre a mesa temas sensíveis como a reforma da Previdência, repudiada pelos partidos de esquerda, mas que Emmanuel Macron conseguiu aprovar com dificuldade em 2022. A reforma entrou em vigor de forma gradual, no início de 2023, e depois de diferentes etapas, estará concluída em 2030.</p>
<p>Jean-Luc Mélenchon, uma das figuras principais da esquerda francesa, afirmou que Macron deve reconhecer a derrota e buscar uma relação com a NFP para formar um governo funcional. Essa afirmação aponta para um período de intensas negociações à frente, enquanto a França se prepara para um Parlamento potencialmente paralisado e um cenário político incerto.</p>
<p>O primeiro-ministro Gabriel Attal, membro do Juntos!, anunciou sua renúncia na manhã de segunda-feira (8), após o resultado das eleições. No entanto, o presidente Macron solicitou que Attal permaneça no cargo para garantir a estabilidade do país até que uma solução definitiva seja encontrada.</p>
<p>Essas eleições foram descritas como as mais polarizadas da história recente da França. Para tentar conter o avanço da extrema direita de Marien Le Pen, a coligação de Macron e a esquerda aceitaram retirar mais de 200 candidaturas próprias, para concentrar os votos em nomes de ambos os lados que apresentavam mais chances de vitória.</p>
<p>Esse esforço conjunto resultou em uma Assembleia Nacional diversificada, mas sem uma maioria clara, refletindo a complexidade e a divisão da política francesa contemporânea.</p>
<div id="attachment_5203" style="width: 612px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5203" class=" wp-image-5203" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2024/07/2-1.png" alt="" width="602" height="574" /><p id="caption-attachment-5203" class="wp-caption-text">Fonte: G1</p></div>
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