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	<title>Arquivo de fast fashion - Europa | Brasil</title>
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		<title>Indústria da moda começa a arcar com a conta ambiental de suas coleções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 18:58:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[fast fashion]]></category>
		<category><![CDATA[reciclagem]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos têxteis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia aprovou um pacote regulatório que promete mudar o rumo da indústria da moda. Pela primeira vez, marcas de vestuário, incluindo gigantes do fast fashion, serão obrigadas a pagar pelo descarte das roupas que colocam no mercado. A medida faz parte da revisão da Waste Framework Directive, que estabelece a Responsabilidade Estendida do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia aprovou um pacote regulatório que promete mudar o rumo da indústria da moda. Pela primeira vez, marcas de vestuário, incluindo gigantes do fast fashion, serão obrigadas a pagar pelo descarte das roupas que colocam no mercado. A medida faz parte da revisão da Waste Framework Directive, que estabelece a Responsabilidade Estendida do Produtor (EPR) para o setor têxtil.</p>
<p>A coleta separada de têxteis para reutilização e reciclagem já é obrigatória nos países-membros da União Europeia desde 1º de janeiro de 2025. A nova diretiva, aprovada em setembro, acrescenta agora a exigência de que os Estados-membros implementem esquemas de EPR no prazo de até 30 meses após sua entrada em vigor, com um ano adicional para microempresas.</p>
<p>As mudanças atingem fabricantes, lojistas e consumidores. As marcas passarão a pagar taxas proporcionais ao impacto ambiental de seus produtos. Peças duráveis, fáceis de reparar e recicláveis terão custos menores. Para as empresas de fast fashion, o modelo tende a gerar custos maiores, já que muitas de suas coleções são produzidas com peças de curta durabilidade e baixo potencial de reaproveitamento. Além disso, práticas como a destruição de itens devolvidos ou não vendidos passarão a ser mais reguladas e acompanhadas de perto pelas autoridades.</p>
<h2>A dimensão do problema</h2>
<p>A Europa gera cerca de 7 a 7,5 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano, o que corresponde a pouco mais de 15 quilos por pessoa. Cada cidadão consome em média 19 quilos de roupas anualmente e descarta 12 quilos. Apenas 1% de todo esse volume é reciclado fibra a fibra, e entre 4% e 9% de todos os têxteis produzidos na região são destruídos antes mesmo de chegar aos consumidores, o que representa de 264 mil a quase 600 mil toneladas anuais de peças inutilizadas.</p>
<p>O setor de moda e têxteis é estratégico para a Europa. Ele emprega cerca de 5 milhões de pessoas diretamente apenas na cadeia de moda e artigos de luxo, movimenta cerca de 331,8 bilhões de euros por ano e representa aproximadamente 2% do PIB do bloco. Estima-se que existam perto de 200 mil empresas ligadas ao setor, com forte presença de pequenas e médias companhias. O mercado europeu de importações de vestuário alcançou 176,9 bilhões de euros em 2023, com grande dependência de fornecedores em países em desenvolvimento.</p>
<p>Esse peso econômico reforça o impacto potencial da nova legislação, que busca reorientar um setor altamente globalizado e dependente de modelos de consumo acelerado.</p>
<h2>Iniciativas globais e metas climáticas</h2>
<p>A UE se posiciona como pioneira. O Reino Unido discute propostas semelhantes, mas em estágio menos avançado. Nos Estados Unidos, iniciativas de responsabilidade estendida do produtor existem de forma fragmentada em nível estadual ou municipal, sem coordenação federal. A China avança em programas de economia circular, mas ainda sem um esquema nacional de EPR específico para têxteis.</p>
<p>O novo pacote europeu integra a estratégia do Green Deal e do Plano de Economia Circular, que visam reduzir emissões e tornar o bloco neutro em carbono até 2050. Ao exigir que marcas internalizem o custo ambiental de suas coleções, a UE conecta a regulação do setor de moda às metas climáticas de longo prazo, reforçando a transição para padrões de produção e consumo mais sustentáveis.</p>
<p>Especialistas destacam que a medida é um divisor de águas. De um lado, força as grandes varejistas a reverem seu modelo baseado em coleções rápidas e preços baixos. De outro, pode abrir espaço para inovação em design sustentável, aumento da transparência e estímulo a novos negócios circulares, como aluguel, revenda e serviços de reparo. Para o consumidor, a lei promete acelerar a transição para um guarda-roupa mais consciente e durável.</p>
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		<title>UE impõe regras rigorosas para reduzir desperdício de alimentos e têxteis</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ue-impoe-regras-rigorosas-para-reduzir-desperdicio-de-alimentos-e-texteis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Feb 2025 21:06:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cadeias produtivas]]></category>
		<category><![CDATA[fast fashion]]></category>
		<category><![CDATA[produtor]]></category>
		<category><![CDATA[responsabilidade social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia avança na regulação de resíduos com a implementação de novas diretrizes juridicamente vinculativas para reduzir o desperdício de alimentos e têxteis, duas das cadeias produtivas mais poluentes do bloco. O acordo provisório, que aguarda aprovação formal pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, estabelece metas ambiciosas e transfere maior responsabilidade para produtores, varejistas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia avança na regulação de resíduos com a implementação de novas diretrizes juridicamente vinculativas para reduzir o desperdício de alimentos e têxteis, duas das cadeias produtivas mais poluentes do bloco. O acordo provisório, que aguarda aprovação formal pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, estabelece metas ambiciosas e transfere maior responsabilidade para produtores, varejistas e plataformas de comércio eletrônico.</p>
<p>O pacote regulatório se insere no escopo do Acordo Verde Europeu, estratégia de longo prazo para tornar a economia do bloco mais sustentável e menos dependente de recursos naturais em larga escala. Com apoio político significativo, a proposta busca equilibrar a necessidade de crescimento econômico com a urgência de mitigar impactos ambientais.</p>
<p>A indústria alimentícia da UE descarta cerca de 60 milhões de toneladas de alimentos por ano, gerando perdas econômicas superiores a €132 bilhões. Para mitigar esses impactos, os Estados-membros deverão cumprir metas progressivas até 2030, tomando como referência a média de desperdício entre 2021 e 2023.</p>
<p>As novas regras estabelecem uma redução obrigatória de 10% no desperdício da fabricação e processamento de alimentos, além de uma queda de 30% per capita no varejo, restaurantes, serviços de alimentação e domicílios. As empresas do setor também serão obrigadas a facilitar a doação de alimentos próprios para consumo que, de outra forma, seriam descartados.</p>
<p>A proposta não apenas impõe desafios logísticos para as empresas do setor, como também reforça a responsabilidade social corporativa, incentivando uma mudança de mentalidade no manejo de produtos alimentícios em larga escala.</p>
<p>A indústria da moda é um dos setores mais poluentes do mundo, e a UE mira marcas de fast fashion e varejistas online com novas exigências para enfrentar a crise global de resíduos têxteis. Estima-se que 12,6 milhões de toneladas de resíduos têxteis sejam geradas anualmente dentro do bloco, impulsionadas por um modelo de consumo baseado em produção acelerada e descartabilidade.</p>
<p>A proposta da UE impõe a criação de um sistema de responsabilidade estendida do produtor (EPR), obrigando as empresas a financiar a coleta, triagem e reciclagem de roupas descartadas. Essa medida visa responsabilizar diretamente as marcas que operam com alta rotatividade de coleções e estimular um modelo produtivo mais circular.</p>
<p>Se aprovada, a regulação também impactará plataformas de e-commerce, que terão que se adequar às mesmas regras impostas a varejistas tradicionais, independentemente do país de origem da empresa. A medida fortalece o princípio de que quem vende para consumidores europeus deve se submeter às diretrizes ambientais do bloco.</p>
<h2>O impacto da regulação e os próximos passos</h2>
<p>O acordo representa uma das mais ambiciosas iniciativas da União Europeia na luta contra o desperdício e a poluição industrial. O impacto para as empresas será significativo: setores que operam com baixos custos e alto volume de produção serão forçados a adotar práticas mais sustentáveis e a repensar suas cadeias logísticas.</p>
<p>Embora o projeto ainda precise da aprovação final das instâncias legislativas, o amplo suporte político e a crescente pressão ambiental e social indicam que sua implementação é altamente provável. A UE sinaliza, mais uma vez, que não há espaço para modelos produtivos que não internalizem os custos ambientais de suas operações.</p>
<p>Se a regulamentação for bem-sucedida, poderá se tornar um novo modelo global de gestão de resíduos industriais e de consumo, estabelecendo um padrão mais rigoroso para a transição de grandes cadeias produtivas rumo à economia circular.</p>
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		<title>H&#038;M encarna os desafios de um varejo em transformação</title>
		<link>https://europa-brasil.com/hm-encarna-os-desafios-de-um-varejo-em-transformacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Feb 2024 12:04:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[fast fashion]]></category>
		<category><![CDATA[h&m]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é novidade que o varejo representa um negócio de permanentes desafios. Empresas do setor trabalham em geral com margens limitadas que exigem grande volume de vendas para gerar resultados financeiros satisfatórios. Quando se trata de um player global a complexidade aumenta: torna-se essencial ser flexível e saber se adaptar às condições de mercados muito [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p id="ember794" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Não é novidade que o varejo representa um negócio de permanentes desafios. Empresas do setor trabalham em geral com margens limitadas que exigem grande volume de vendas para gerar resultados financeiros satisfatórios. Quando se trata de um player global a complexidade aumenta: torna-se essencial ser flexível e saber se adaptar às condições de mercados muito distintos entre si.</p>
<p id="ember795" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">O grupo familiar sueco H&amp;M, fundado em 1947 e focado no segmento de fast fashion por meio de diferentes marcas, dispõe de números expressivos: emprega 150 mil pessoas; fatura anualmente mais de US$ 22 bilhões; chegou ao final de 2023 com 4.369 lojas em 70 países, além de atuar com vendas online em 60 mercados.</p>
<p id="ember796" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">O fundador Erling Persson dirigiu os negócios até 1982, quando passou o comando ao filho Erling, que fez o mesmo em 2008 indicando o filho Karl-Johan em 2008 para o cargo de CEO. Este último substituiu o pai em 2020 na posição de Chairman of the Board, quando então a executiva Helena Helmersson foi indicada CEO, posição que desde a semana passada passou a ser ocupada por outro veterano da organização, Daniel Ervér.</p>
<p id="ember797" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Pressionado por uma concorrência cada vez mais aguerrida o grupo H&amp;M perdeu a condição de maior varejista mundial da moda para a espanhola Inditex (dona da marca Zara), além de sofrer com um declínio nas margens de lucro. E se o número atual de pontos físicos de venda é invejável, vale lembrar que mais de 600 deles foram fechados mundo afora depois do pico de 5.076 lojas existentes antes da pandemia de Covid-19, em 2019.</p>
<p id="ember798" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">A margem de lucro operacional da H&amp;M, que chegou a 20% em 2010, caiu para 3,2% em 2022 e reagiu parcialmente em 2023 para chegar aos 6,2%. A meta para 2024 é alcançar 10%.</p>
<p id="ember799" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Não coincidentemente o grupo achou que era hora de mudar.</p>
<p id="ember800" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">O agora CEO Daniel Ervér pretende aproveitar a melhoria na rentabilidade obtida no ano passado (quando a prioridade passou a ser resultados financeiros, obtidos via aumento de preços) para melhorar a conexão com os clientes. Para ele, é necessário “chegar mais rápido ao mercado”, segundo afirmou em entrevista ao jornal inglês Financial Times.</p>
<p id="ember801" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Além da digitalização de processos, a adoção de alternativas baseadas em nearshoring permitirão reagir mais rapidamente às mudanças das tendências de consumo. A competidora Inditex, por exemplo, conta com muitas fábricas e fornecedores mais próximos dos seus mercados europeus mais importantes. Administrar melhor a cadeia de suprimentos é declaradamente uma meta da nova gestão do grupo sueco, que hoje depende bastante da produção industrial vinda da Ásia.</p>
<p id="ember802" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Os suecos também têm sido prejudicados pela rápida ascensão de varejistas asiáticos de preços mais baixos como a chinesa Shein, um sucesso nos mercado americano e opção muito conhecida do consumidor brasileiro.</p>
<p id="ember803" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">Ervér afirma que depois de vários anos fechando mais do que abrindo lojas, a H&amp;M prevê “grandes oportunidades” em 2025 e 2026 para inverter esse processo e garantir nova etapa de expansão física.</p>
<p id="ember804" class="ember-view reader-content-blocks__paragraph">O Brasil, a propósito, já foi escolhido como um novo mercado, onde a organização chegará em 2025.</p>
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