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	<title>Arquivo de fundo especial - Europa | Brasil</title>
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		<title>Alemanha escolhe pior palavra do ano e é sobre dinheiro público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 14:06:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Linguistas alemães elegeram &#8220;Sondervermögen&#8221; como a &#8220;despalavra&#8221; de 2025, destacando tensões sobre como comunicar mudanças radicais na política fiscal do país. O termo, que significa literalmente &#8220;fundo especial&#8221;, está no centro de um pacote histórico de €500 bilhões aprovado em março pelo Parlamento alemão para investimentos em infraestrutura e defesa. A iniciativa Unwort des Jahres [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Linguistas alemães elegeram &#8220;Sondervermögen&#8221; como a &#8220;despalavra&#8221; de 2025, destacando tensões sobre como comunicar mudanças radicais na política fiscal do país. O termo, que significa literalmente &#8220;fundo especial&#8221;, está no centro de um pacote histórico de €500 bilhões aprovado em março pelo Parlamento alemão para investimentos em infraestrutura e defesa.</p>
<p>A iniciativa Unwort des Jahres (Despalavra do Ano), conduzida pela Universidade de Marburg desde 1991, criticou o uso do termo por considerar que ele obscurece debates democráticos sobre endividamento público. &#8220;Criticamos o uso linguístico eufemístico, dissimulador e enganoso porque ele mina debates democráticos&#8221;, declarou Constanze Spieß, linguista responsável pela campanha.</p>
<p>O júri argumenta que, na linguagem cotidiana, Sondervermögen sugere patrimônio separado existente. No contexto das finanças públicas alemãs, porém, o termo designa autorizações para gastos extras financiados por empréstimos, não recursos já disponíveis. Para muitos cidadãos não familiarizados com jargão fiscal, isso pode criar impressão equivocada sobre a natureza do financiamento.</p>
<h2>O contexto por trás da decisão</h2>
<p>Em março, o Parlamento alemão aprovou o pacote de €500 bilhões com votação de 513 a 207, marcando uma virada na política fiscal alemã. A economia do país está estagnada há vários anos, enquanto o déficit de investimento em setores essenciais alcança várias centenas de bilhões de euros.</p>
<p>Estimativas do banco estatal KfW apontam que municípios alemães enfrentam atraso de investimentos de cerca de €165 bilhões, especialmente em escolas, estradas e redes digitais. O instituto IW Köln calcula necessidades de investimento público em infraestrutura e transformação em cerca de €600 bilhões na próxima década.</p>
<p>Do pacote aprovado, €300 bilhões destinam-se a investimentos federais em transporte, energia e digitalização. Outros €100 bilhões vão para os estados regionais, e €100 bilhões para o Fundo de Clima e Transformação. Para garantir aprovação, o chanceler Merz precisou do apoio dos Verdes, que exigiram que a meta de neutralidade climática até 2045 fosse inscrita na Constituição.</p>
<p>A reforma também permite que gastos militares acima de 1% do PIB fiquem isentos das regras de endividamento, respondendo a pressões da OTAN por maior investimento em defesa após a invasão russa da Ucrânia.</p>
<h2>Por que &#8220;Sondervermögen&#8221;?</h2>
<p>O governo alemão não criou o termo recentemente. Ele é usado há décadas nas finanças públicas alemãs como ferramenta técnica para separar certos gastos do orçamento regular, permitindo financiamento extraordinário para necessidades específicas sem violar formalmente o &#8220;freio da dívida&#8221; constitucional que limita déficits a 0,35% do PIB.</p>
<p>Defensores argumentam que investimentos em defesa podem ser isentos do freio constitucional e totalizar até 1% do PIB, enquanto gastos acima disso requerem créditos em fundos especiais. Enquanto despesas no orçamento dependem de receitas tributárias, gastos discricionários ficam livres dessas restrições.</p>
<p>Simulações da Comissão Europeia sugerem que, se totalmente destinado a projetos produtivos, o fundo pode elevar o PIB alemão em cerca de 1,25% até 2029 e 2,5% até 2035, refletindo expansão duradoura impulsionada por aumento de capital e produtividade.</p>
<p>Há, contudo, ressalvas. Pesquisadores do instituto ifo, um dos maiores e mais influentes think tanks econômicos da Alemanha, sediado em Munique, descobriram que o governo planejava violar o princípio de &#8220;adicionalidade&#8221;, garantia de que novo dinheiro seria investimento extra, não substituição de gastos já planejados. Isso alimentou críticas de que parte do &#8220;fundo especial&#8221; simplesmente cobre buracos orçamentários.</p>
<p>Em segundo lugar na lista de &#8220;despalavras&#8221; ficou Zustrombegrenzungsgesetz, que pode ser traduzido como &#8220;lei de limitação de afluxo&#8221; e refere-se à política migratória. Os linguistas criticaram a metáfora hídrica, argumentando que apresentar migração como &#8220;afluxo&#8221; ou &#8220;onda&#8221; cria imagem de inundação descontrolada e desumaniza refugiados.</p>
<p>O próprio chanceler Merz gerou polêmica ao usar o termo Stadtbild (paisagem urbana) para descrever problemas de imigração como &#8220;visíveis na paisagem urbana&#8221;, comentário que provocou protestos. Depois, na COP30 em Belém, voltou a usar a expressão ao comparar Brasil e Alemanha.</p>
<p>Stadtbild não entrou na lista final.</p>
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