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	<title>Arquivo de protesto - Europa | Brasil</title>
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		<title>Banco Imobiliário gigante em Lisboa escancara crise habitacional que pressiona Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 May 2025 15:04:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[crise habitacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No coração de Lisboa, um tabuleiro gigante de Banco Imobiliário surgiu em plena praça do Rossio. Criado pelo artista português Bordalo II, o protesto visual foi mais do que uma instalação artística: foi um grito contra a mercantilização da habitação no país. Casas como peças de jogo, prédios à venda como propriedades fictícias e aluguéis [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No coração de Lisboa, um tabuleiro gigante de Banco Imobiliário surgiu em plena praça do Rossio. Criado pelo artista português Bordalo II, o protesto visual foi mais do que uma instalação artística: foi um grito contra a mercantilização da habitação no país. Casas como peças de jogo, prédios à venda como propriedades fictícias e aluguéis simbolizados por notas fictícias deixaram claro o recado — em Portugal, morar virou um privilégio cada vez mais inacessível.</p>
<p>A obra, que foi removida pelas autoridades após apenas algumas horas, escancarou a insatisfação popular diante de uma crise habitacional que se agrava ano após ano. A ação ganhou repercussão internacional, não apenas por sua criatividade, mas por representar com exatidão o que dados oficiais e analistas vêm alertando: o sistema habitacional português virou um jogo onde quem perde é a maioria da população.</p>
<div id="attachment_5853" style="width: 461px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5853" class="size-full wp-image-5853" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2025/05/Banco-Imobiliario.png" alt="Fonte: Instagram Bordalo II" width="451" height="532" /><p id="caption-attachment-5853" class="wp-caption-text">Fonte: Instagram Bordalo II</p></div>
<h2>A crise por trás do protesto</h2>
<p>Lisboa e Porto lideram o aumento dos preços de venda e aluguel na Europa. Desde 2015, os valores dos imóveis na capital subiram cerca de 186% e os aluguéis avançaram 94%, segundo a consultoria Confidencial Imobiliário. A disparada foi impulsionada por fatores como o aumento da demanda externa — especialmente com os programas de vistos gold e o crescimento do turismo —, além da falta de políticas públicas de habitação acessível e da especulação imobiliária.</p>
<p>Com salários que não acompanham o ritmo dos preços e uma oferta extremamente limitada, famílias de classe média foram forçadas a se afastar dos centros urbanos. Em Lisboa, alugar um apartamento de um quarto pode consumir até 70% da renda média líquida mensal de um trabalhador. O fenômeno, que tem rosto e endereço, afetou principalmente jovens, aposentados, famílias monoparentais e imigrantes.</p>
<p>A crise tornou-se tema central do debate político às vésperas das eleições legislativas marcadas para 18 de maio. Ao menos 60 propostas distintas sobre habitação foram apresentadas pelos principais partidos — um indicativo da gravidade do tema e da disputa por respostas críveis.</p>
<p>O governo português já havia anunciado, no fim de 2023, um plano de construção de 59 mil habitações até 2030 com aporte de € 4 bilhões, mas a entrega dos imóveis avança lentamente. A recente autorização para construção de casas em terrenos rurais dividiu opiniões: para alguns, é uma resposta urgente à falta de imóveis; para outros, um retrocesso ambiental.</p>
<p>Partidos de esquerda defendem congelamento de aluguéis, restrições à compra por estrangeiros e ampliação de habitação social. À direita, prevalecem propostas de incentivos fiscais e desregulamentação para atrair investidores e acelerar a oferta habitacional. A promessa do Partido Socialista de entregar 10 mil novas casas ainda em 2025 é vista como uma tentativa de resposta rápida, mas enfrenta ceticismo diante do histórico de morosidade nas políticas públicas do setor.</p>
<p>A dimensão social e simbólica da crise habitacional portuguesa transcendeu fronteiras — inspirou inclusive uma série brasileira e mobilizou organizações internacionais como a Amnistia Internacional, que denuncia o problema como uma violação do direito à moradia. Para além da Europa, Lisboa tornou-se exemplo de como políticas mal calibradas, somadas a pressões de mercado e ausência de visão de longo prazo, podem comprometer a coesão urbana e social de um país.</p>
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		<title>Geórgia interrompe negociações de adesão à União Europeia até 2028</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Dec 2024 13:03:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Georgia]]></category>
		<category><![CDATA[protesto]]></category>
		<category><![CDATA[tensões políticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recente decisão do governo da Geórgia de suspender as negociações para adesão à União Europeia (UE) até 2028 provocou uma onda de protestos e tensões políticas no país. O partido governista, Sonho Georgiano, anunciou a suspensão após alegar &#8220;chantagem e manipulação&#8221; por parte de políticos europeus. Essa medida gerou manifestações significativas em Tbilisi, onde [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A recente decisão do governo da Geórgia de suspender as negociações para adesão à União Europeia (UE) até 2028 provocou uma onda de protestos e tensões políticas no país. O partido governista, Sonho Georgiano, anunciou a suspensão após alegar &#8220;chantagem e manipulação&#8221; por parte de políticos europeus. Essa medida gerou manifestações significativas em Tbilisi, onde milhares de cidadãos pró-europeus expressaram descontentamento. A polícia respondeu com canhões de água e gás lacrimogêneo, resultando em centenas de detenções e feridos.</p>
<p>Desde a revolução das rosas, em 2003, a Geórgia projetava a adesão à UE como um objetivo estratégico, simbolizando sua busca por valores democráticos e distanciamento da influência russa. A decisão de congelar o processo foi rapidamente criticada pela presidente Salomé Zurabishvili, que descreveu a ação como inconstitucional e um “golpe” contra o povo georgiano. Zurabishvili, embora politicamente isolada, continua sendo uma voz pró-UE em um governo que parece cada vez mais inclinado a adotar políticas alinhadas a Moscou.</p>
<p>Os protestos, organizados por movimentos pró-europeus e membros da oposição, foram recebidos com repressão policial, incluindo o uso de gás lacrimogêneo e canhões de água. Mais de 200 pessoas foram presas em um cenário que reflete não apenas a polarização política, mas também uma batalha ideológica sobre o futuro da Geórgia. De um lado, há aqueles que veem a UE como uma bússola moral e política; do outro, um governo que acusa o Ocidente de impor padrões incompatíveis com as “realidades georgianas”.</p>
<p>Analistas avaliam que a suspensão do processo de adesão é sintomática de um ambiente político interno deteriorado. As eleições parlamentares de 2024, marcadas por acusações de fraude e boicote da oposição, agravaram a crise institucional. Ao mesmo tempo, a crescente influência russa — materializada em leis que limitam organizações da sociedade civil e reprimem direitos LGBTQ+ — suscita dúvidas sobre a direção estratégica do país.</p>
<p>Para Bruxelas, a decisão georgiana pode representar um revés simbólico em sua política de alargamento. A UE enfrenta desafios para manter coesão interna e credibilidade junto a países aspirantes, especialmente em um momento em que a Ucrânia e a Moldávia tentam acelerar seus processos de adesão. A suspensão da Geórgia, além de frustrar aspirações democráticas locais, também expõe o impacto das narrativas antiocidentais promovidas por Moscou, que busca enfraquecer a influência europeia na região.</p>
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