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	<title>Arquivo de sem-teto - Europa | Brasil</title>
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		<title>Alemanha lança plano para reduzir população de sem-teto até 2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 15:50:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estima-se que de 375 mil a 600 mil pessoas estejam em situação de rua na Alemanha, uma realidade que o governo federal pretende transformar até 2030 com um novo plano de ação. Embora entidades vejam a iniciativa com bons olhos, consideram-na pouco ambiciosa, segundo reportagem online da emissora alemã Deutsche Welle (DW). Dirk Dymarski, que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estima-se que de 375 mil a 600 mil pessoas estejam em situação de rua na Alemanha, uma realidade que o governo federal pretende transformar até 2030 com um novo plano de ação. Embora entidades vejam a iniciativa com bons olhos, consideram-na pouco ambiciosa, segundo reportagem online da emissora alemã Deutsche Welle (DW).</p>
<p>Dirk Dymarski, que viveu como sem-teto por duas décadas, agora integra a equipe do Freistätter Online Zeitung, um jornal local escrito por moradores de rua na pequena cidade de Freistatt, na Baixa Saxônia. Dymarski também é membro da Selbstvertretung Wohnungsloser Menschen (&#8220;Organização para Pessoas Sem-teto&#8221;), que busca dar voz política aos sem-teto na Alemanha. Ele destaca que o maior obstáculo para essas pessoas é o estigma. &#8220;Quando se quer sair da rua e encontrar um lugar acessível para morar, a primeira pergunta que lhe fazem é &#8216;onde você mora atualmente?&#8217;. Se você disser que mora em um abrigo, você será rapidamente descartado.&#8221;</p>
<p>A falta de moradias acessíveis agravou-se nos últimos anos. O governo estima haver 375 mil pessoas sem-teto, enquanto o grupo de trabalho federal de assistência aos sem-teto (BAG-W) calcula cerca de 600 mil, incluindo 50 mil que vivem nas ruas. As autoridades são obrigadas a fornecer abrigos, mas muitos preferem permanecer na rua devido à falta de privacidade e segurança nesses locais.</p>
<p>Em resposta, o governo lançou em abril um plano de ação para acabar com a falta de moradia até 2030, sendo o primeiro governo federal a criar uma estratégia específica para isso. A estratégia de 31 pontos do Ministério da Habitação, Desenvolvimento Urbano e Obras inclui propostas como liberar verbas para construção de moradias populares, combater a discriminação no setor imobiliário, e melhorar o acesso a serviços de aconselhamento e planos de saúde.</p>
<blockquote><p>&#8220;Criar mais locais de residência com preços acessíveis é algo que está no centro da luta contra a falta moradia,&#8221; afirmou a ministra da Habitação, Klara Geywitz. As entidades que lidam com os sem-teto, consultadas na elaboração da estratégia, veem o plano como um primeiro passo. No entanto, Dymarski e seus colegas consideram o plano vago e incompleto.</p></blockquote>
<p>Corinna Müncho, diretora do projeto Housing First em Berlim, compartilha dessa visão crítica. Ela destaca que as autoridades estaduais e municipais ainda não sabem como implementar o plano. Müncho enfatiza a gravidade de viver nas ruas, comparando-a a estar em guerra, devido ao constante estado de alerta e à falta de privacidade.</p>
<p>Lars Schäfer, da organização de caridade Diakonie, vê o plano de ação como uma coleção de medidas já acordadas, sem grandes mudanças na lei ou investimentos significativos. Ele sugere medidas concretas, como cotas para sem-teto nas novas moradias sociais, que poderiam ser adotadas, mas foram ignoradas no plano.</p>
<p>Para Müncho, o problema não é apenas a falta de recursos, mas a eficiência na sua aplicação. Ela aponta que os custos das acomodações de emergência são extremamente altos para um padrão muito baixo, sugerindo que o dinheiro poderia ser melhor empregado.</p>
<p>Atualmente, muitas pessoas acabam vivendo nos abrigos públicos por anos, uma situação que o novo plano do governo federal pretende enfrentar. No entanto, para os ativistas, o plano ainda é insuficiente e representa pouco mais que uma intenção de mudança, conforme reportado pela DW.</p>
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