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	<title>Arquivo de solidariedade - Europa | Brasil</title>
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		<title>Europa Oriental desafia Bruxelas sobre redistribuição de migrantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 19:41:47 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia anunciou ontem (11), o primeiro relatório anual sobre migração e asilo, identificando Espanha, Itália, Grécia e Chipre como países sob pressão migratória e elegíveis para receberem apoio através de um novo mecanismo de solidariedade que entrará em vigor em meados de 2026. A decisão marca um passo decisivo na implementação do Pacto sobre Migração e Asilo, mas já enfrenta forte resistência de países da Europa Central e Oriental.</p>
<p>Polônia, Hungria e Eslováquia declararam que não participarão do sistema de cotas e não farão contribuições financeiras, em uma confrontação que expõe as divisões persistentes no bloco sobre como dividir o fardo da migração irregular. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, foi categórico ao afirmar que seu país &#8220;não aceitará migrantes nem pagará por eles&#8221;. Viktor Orbán, da Hungria, adotou linha semelhante, prometendo não aplicar o pacto.</p>
<p>Segundo o pacto, todos os países da UE devem contribuir proporcionalmente à sua população e PIB para aliviar os encargos dos países considerados sob pressão migratória. Os Estados-membros podem escolher entre três opções: realocar um determinado número de requerentes de asilo, pagar 20 mil euros por cada pessoa que não concordem em realocar, ou financiar apoio operacional nos países do sul da Europa.</p>
<p>A lei estabelece um mínimo de 30 mil realocações e 600 milhões de euros em contribuições financeiras, com os valores finais a serem decididos pelos 27 Estados-membros até o final do ano através de votação por maioria qualificada.</p>
<h2>Exceções alimentam controvérsia</h2>
<p>A situação é complicada pelo fato de Polônia, República Tcheca, Bulgária, Estônia, Croácia e Áustria poderem solicitar isenção das cotas por também enfrentarem &#8220;situação migratória significativa&#8221;. A Polônia, que acolhe quase um milhão de refugiados ucranianos, deverá pedir a isenção imediatamente, segundo fontes em Bruxelas.</p>
<p>Qualquer isenção concedida não redistribui a cota do país beneficiado aos demais Estados-membros, o que significa menos ajuda efetiva para os países sob pressão. Essa dinâmica pode gerar reações negativas no Conselho Europeu, onde os líderes dos 27 terão de equilibrar solidariedade e responsabilidade nacional.</p>
<p>Diplomatas europeus admitem que a implementação será difícil. &#8220;A maioria dos Estados-membros prefere evitar as realocações por causa da reação negativa que podem enfrentar internamente&#8221;, disse uma fonte à imprensa europeia. O relatório da Comissão indica que as travessias ilegais de fronteiras caíram 35% no período entre julho de 2024 e junho de 2025, mas desafios persistem, incluindo movimentos não autorizados dentro da UE e a instrumentalização da migração pela Rússia e Belarus.</p>
<h2>Calendário político complicado</h2>
<p>A questão ganha contornos políticos sensíveis com Orbán fazendo da política &#8220;zero migrantes&#8221; tema central da campanha eleitoral húngara de abril. Na Polônia, Tusk enfrenta pressão da oposição conservadora para adotar linha dura. O novo primeiro-ministro tcheco, Andrej Babiš, também já manifestou rejeição ao sistema de cotas por &#8220;razões de segurança nacional&#8221;.</p>
<p>A Comissão anunciou ainda um fundo de 250 milhões de euros para ajudar Estados-membros a adquirirem drones e sistemas anti-drones para combater ameaças híbridas e reforçar a vigilância nas fronteiras orientais da UE.</p>
<p>Com pouco tempo até o final do ano e resistência significativa de vários governos, o assunto deverá dominar as discussões no último Conselho Europeu de 2025, marcado para 18 e 19 de dezembro.</p>
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