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	<title>Arquivo de Zona do Euro - Europa | Brasil</title>
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		<title>Quais países conseguirão crescer apesar das incertezas na Europa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Feb 2025 13:18:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Brexit]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[Zona do Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O atual cenário econômico da Europa reflete um continente dividido entre economias que tentam manter algum dinamismo e outras que flertam com a estagnação. A Comissão Europeia revisou para baixo sua projeção de crescimento para a zona do euro, agora estimada em 1,3%, contra 1,4% anteriormente previsto. O ajuste reflete a persistência de desafios estruturais, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O atual cenário econômico da Europa reflete um continente dividido entre economias que tentam manter algum dinamismo e outras que flertam com a estagnação. A Comissão Europeia revisou para baixo sua projeção de crescimento para a zona do euro, agora estimada em 1,3%, contra 1,4% anteriormente previsto. O ajuste reflete a persistência de desafios estruturais, inflação mais baixa e um ambiente de negócios pressionado por juros elevados e incertezas políticas.</p>
<p>A situação da economia alemã é um dos principais fatores de preocupação. A maior potência industrial da Europa viu sua previsão de crescimento para 2025 cair para 0,3%, evidenciando dificuldades no setor manufatureiro, custos energéticos elevados e uma demanda interna ainda fraca. França e Itália também enfrentam um ritmo lento de expansão, com crescimentos projetados de 0,8% e 0,7%, respectivamente.</p>
<p>Apesar desse quadro desafiador, algumas economias conseguem se destacar. A Espanha mantém uma trajetória mais robusta, com previsão de crescimento de 2,6% em 2025, impulsionada pelo consumo doméstico e pelo setor de turismo. Portugal, com um crescimento estimado em 1,4%, também segue à frente de economias maiores, beneficiando-se de um setor tecnológico em ascensão e da estabilidade fiscal.</p>
<p>Enquanto isso, o Reino Unido, fora da União Europeia, enfrenta dificuldades semelhantes às do bloco, com um crescimento projetado de 1,2% para este ano. A economia britânica ainda sente os impactos do Brexit e de um ambiente global menos favorável para investimentos.</p>
<p>Além das dificuldades internas, a Europa precisa lidar com crescentes tensões geopolíticas que ameaçam sua frágil recuperação. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça impor tarifas entre 10% e 20% sobre produtos europeus, desencadeando uma possível guerra comercial que poderia arrastar a zona do euro para uma recessão. Economistas alertam que tais medidas podem comprometer ainda mais a competitividade da indústria europeia, especialmente na Alemanha e na França, aprofundando a crise econômica no bloco.</p>
<p>A recuperação econômica na Europa segue fragmentada, e a expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu ao longo do ano pode trazer algum alívio. No entanto, a disparidade entre os países mostra que o bloco precisará de mais do que políticas monetárias para retomar um crescimento mais vigoroso. A capacidade de execução de reformas estruturais e a absorção eficiente dos fundos de recuperação europeus podem definir quais economias sairão fortalecidas desse cenário incerto. Além disso, a habilidade da UE em negociar acordos comerciais que minimizem os impactos das novas políticas protecionistas dos EUA será crucial para manter a estabilidade econômica nos próximos anos.</p>
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		<title>UE encara os desafios de voltar a crescer e garantir protagonismo</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ue-encara-os-desafios-de-voltar-a-crescer-e-garantir-protagonismo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2024 13:05:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[desaceleração]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>
		<category><![CDATA[Zona do Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em novembro a atividade econômica desacelerou na zona do euro. De acordo com o “índice de compras” da S&#38;P, ele desceu para 48,3 pontos, abaixo dos 50 pontos de outubro (quando abaixo de 50 pontos, o índice significa contração da economia pelos critérios da empresa). O setor de serviços caiu pela primeira vez desde janeiro, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em novembro a atividade econômica desacelerou na zona do euro. De acordo com o “índice de compras” da S&amp;P, ele desceu para 48,3 pontos, abaixo dos 50 pontos de outubro (quando abaixo de 50 pontos, o índice significa contração da economia pelos critérios da empresa). O setor de serviços caiu pela primeira vez desde janeiro, e foi importante vetor para o resultado negativo do mês.</p>
<p>A desaceleração da atividade econômica foi identificada em três das maiores economias do bloco: Alemanha (onde os setores importantes como siderúrgico e automotivo passam por um mau momento), França e Itália.</p>
<p>Depois de um avanço tímido de 0,3% no primeiro semestre, a Comissão Europeia estima o PIB da região em 2024 como um todo crescerá 1,6%. Contribuem para esse resultado positivo, ainda que limitado, a queda da inflação e um mercado de trabalho em alta.</p>
<p>Continuam no radar as incertezas em relação aos desdobramentos da guerra na Ucrânia; os custos da energia ainda em patamares mais altos do que no início da década; gargalos pontuais em termos da <em>supply chain</em> e disputas comerciais com a China.</p>
<p>Na verdade, o crescimento europeu tem sido lento há décadas, aumentando a diferença da atividade econômica entre a região e os Estados Unidos e afetando o nível de vida dos europeus de forma geral. A renda per capita cresceu quase duas vezes mais nos Estados Unidos do que União Europeia desde 2000.</p>
<p>A questão demográfica também preocupa o bloco. A população da Europa deve diminuir nos próximos anos, limitando a disponibilidade de mão de obra. Por isso um crescimento mais vigoroso só será possível a partir de um ganho substancial de produtividade das empresas. Estudos mostram que se forem mantidos os níveis de produtividade registrados desde 2015 na região, o resultado seria apenas a manutenção do PIB, nos mesmos patamares, até 2050.</p>
<p>Em outras palavras, mantido esse cenário o continente ficaria patinando enquanto seguiriam em expansão economias como a da China, dos Estados Unidos, da India (hoje já a 5ª. maior do mundo) e mesmo as de alguns países emergentes.</p>
<p>Crescer de forma mais rápida e consistente não é uma opção para a União Europeia. O bloco pretende descarbonizar e digitalizar a sua economia, além de  aumentar a sua capacidade de defesa. Isso pressupõe um grande volume de investimentos. Além disso, o envelhecimento da população também consumirá cada vez mais recursos para garantir a manutenção do padrão atual de suporte social. De acordo com as últimas estimativas, a parcela do investimento terá de aumentar cerca de cinco pontos percentuais do PIB, em níveis observados pela última vez nas décadas de 1960 e 1970. Para efeito de comparação, os investimentos adicionais aportados pelo Plano Marshall (criado para a recuperação da Europa após a Segunda Guerra mundial) entre 1948 e 1951 se situaram entre 1% e 2% do PIB anualmente.</p>
<p>O diagnóstico feito pela UE para retomar a rota do crescimento e se manter competitiva indica a necessidade de avançar no campo da tecnologia e da inteligência artificial, bem como nos setores farmacêutico, automotivo e de defesa.</p>
<p>Esse caminho significa novas apostas em pesquisa e inovação, investimentos públicos em tecnologias disruptivas e conectividade, além de avanços em infraestrutura. Treinamentos e programas de capacitação são considerados essenciais para dar vida a aquela iniciativas.</p>
<p>Frequentemente chamada de “Velho Continente” antes da bem sucedida expansão do bloco nos anos 1980, 1990 e nas duas primeiras décadas do século 21, a Comissão Europeia liderada pela alemã Ursula van der Leyen quer a qualquer custo evitar que os atuais desafios da região possam levá-la a uma perda de prestígio e relevância no cenário global.</p>
<p>Essa preocupação já ganhou espaço no debate público e na imprensa. Segundo reportagem recente do The New York Times, “a participação da Europa na economia global está encolhendo, e existem temores de que ela não consiga mais acompanhar Estados Unidos e China”.</p>
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		<title>Inflação geral cai mas alimentos seguem caros na Europa</title>
		<link>https://europa-brasil.com/inflacao-geral-cai-mas-alimentos-seguem-caros-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Feb 2024 12:08:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[varejo]]></category>
		<category><![CDATA[Zona do Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os desarranjos de cadeias produtivas resultantes da pandemia da Covid-19 (que impactaram diversos segmentos econômicos) e a invasão da Ucrânia pela Rússia (que elevou os preços da energia) geraram nos últimos anos níveis de inflação que a Europa não via há décadas. Isso levou diversas empresas dos setores de alimentação, bebidas, moda &#38; beleza a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os desarranjos de cadeias produtivas resultantes da pandemia da Covid-19 (que impactaram diversos segmentos econômicos) e a invasão da Ucrânia pela Rússia (que elevou os preços da energia) geraram nos últimos anos níveis de inflação que a Europa não via há décadas. Isso levou diversas empresas dos setores de alimentação, bebidas, moda &amp; beleza a aproveitarem esse cenário econômico atípico para remarcar seus preços em níveis considerados exagerados por órgãos de controle do continente.</p>
<p>Esse foi o gatilho para levou autoridades regulatórias da União Europeia, do Reino Unido e da Suíça a ampliar em 2023 as ações surpresa junto a grandes players da área de consumo (ver gráfico abaixo) visando inspecioná-los e identificar os mecanismos adotados para aumentar preços de forma potencialmente abusiva.</p>
<p>O mercado global de varejo cresceu em média 10% no ano passado segundo a consultoria Bain &amp; Company. E segundo o jornal inglês Financial Times, 95% do faturamento adicional obtido por empresas de consumo na Europa naquele período foi resultado de aumento de preços.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4884" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2024/02/grafico-1-EW-1.png" alt="" width="920" height="612" /></p>
<p>A inflação na zona do euro havia atingido o pico de 10,6% anuais em outubro de 2022 e baixou para 2,9% anuais no último trimestre de 2023. Mas essa redução no índice geral de preços mascara a pressão do custo específico dos alimentos, que continua alto segundo uma conta simples: a diferença entre a inflação desses produtos menos a inflação geral na zona do euro foi de 4,6 pontos percentuais naquele final do ano. Esse cenário prejudica, evidentemente principalmente as camadas de menor renda no conjunto dos países europeus.</p>
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		<title>Saiba quais são as principais bases dos orçamentos dos países da União Europeia</title>
		<link>https://europa-brasil.com/saiba-quais-sao-as-principais-bases-dos-orcamentos-dos-paises-da-uniao-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 17:43:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[Zona do Euro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com uma realidade pós-pandemia de dívida pública em alta e a implementação de medidas para uma economia de emissões zero, a União Europeia discute um ajuste nas regras nos orçamentos nacionais dos países da zona do Euro. Além do cenário já conturbado, soma-se a isso o aumento do custo de vida impulsionado pela alta dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com uma realidade pós-pandemia de dívida pública em alta e a implementação de medidas para uma economia de emissões zero, a União Europeia discute um ajuste nas regras nos orçamentos nacionais dos países da zona do Euro. Além do cenário já conturbado, soma-se a isso o aumento do custo de vida impulsionado pela alta dos preços da energia provocados pela invasão da Ucrânia pela Rússia. </span><span style="font-weight: 400;">Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) vive momentos tensos, com a inflação de 2%, mais de quatro vezes sua meta, e em agosto fechou em 9,1%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para fazer frente a esse novo cenário, a região está revisando regras vigentes até agora. Caso do limite de orçamento, hoje, por exemplo, </span><span style="font-weight: 400;">os governos nacionais devem manter o déficit orçamentário abaixo de 3% do PIB. Caso ultrapassem esse limite, cada país tem um tempo para colocar as contas dentro dos limites da zona do Euro. Dentro dessa dinâmica, há um compromisso para manter as contas dentro dos limites do bloco sob pena de multa e até hoje nenhum dos países ultrapassou o patamar previsto em lei.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto bastante interessante diz respeito à dívida pública. Ela não deve ultrapassar 60% do PIB, caso exceda esse limite, o país tem três anos para reduzir o excedente a 1/20 dos 60% a cada ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Regras rigorosas para saldo e valor excedente das receitas, as administrações devem buscar o equilíbrio ou superávit de forma independente do orçamento que em geral não oscila com o ciclo econômico. Caso haja déficit, os países devem trabalhar para reduzir em 0,5% do PIB em termos estruturais.  Os desequilíbrios são acompanhados pela Comissão Europeia que anualmente verifica todos se as economias da região estão a desenvolver desequilíbrios perigosos, como bolhas imobiliárias, problemas no mercado de trabalho ou grandes déficits ou excedentes nas contas correntes de um país, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a União Europeia uma das premissas fundamentais é a disciplina. Caso não haja redução da dívida, ele pode ser disciplinado da mesma forma que com um déficit muito grande. E esse é um aspecto que é bastante respeitado sem nenhuma nação do bloco ter sido notificada por isso até o momento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a União Europeia é fundamental que ao determinar quanto gastar, os governos devem usar a regra de que qualquer aumento nos gastos líquidos não deve ser superior à taxa de crescimento potencial da economia. Ou seja, quando a economia cresce acima do esperado, os gastos públicos são reduzidos, quando a economia cresce menos, os governos podem gastar mais.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anualmente as propostas orçamentárias dos países devem ser apresentadas até 15 de outubro. Depois disso, a Comissão Europeia faz a verificação se as propostas de orçamento dos países estão de acordo com as regras do bloco. Se identificadas questões fora das bases do bloco, podem ser solicitadas alterações.</span></p>
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