
Fundada em 1919 a holandesa KLM é a mais antiga companhia aérea do mundo operando sob o mesmo nome. A empresa alcança 170 cidades em 66 países, com uma frota de 122 aviões. No ano passado, considerados todos os destinos, ela transportou 34 milhões de passageiros.
E agora está celebrando 80 anos de Brasil. Nas rotas São Paulo-Amsterdã e Rio de Janeiro-Amsterdã são atualmente 14 voos semanais.
A KLM é comandada desde 2022 por uma mulher, a presidente e CEO Marjan Rintel, que surpreende muita gente ao dizer que as pessoas deveriam viajar mais de trem, em rotas europeias curtas, em vez de embarcarem em um avião. E acrescenta: o setor aéreo não deveria ver o transporte ferroviário como concorrente. Na realidade, a troca dos ares pelos trilhos está se tornando uma tendência no continente, e não apenas por uma questão de consciência ambiental (o trem emite volumes de poluentes até 90% inferiores em comparação aos aviões na relação passageiro/quilômetro). O próprio direcionamento das autoridades caminha no mesmo sentido.
O governo francês, por exemplo, já proibiu rotas aéreas com menos de 2,5 horas de duração caso a mesma viagem esteja disponível por meio de ferrovias. Esse regulamento já foi validado pela própria União Europeia.
“Se você leva a sério o alcance de suas metas de sustentabilidade, o trem não é um concorrente. Temos que trabalhar juntos”, disse a CEO da KLM em entrevista ao Financial Times. Ela acrescentou ainda que entre Amsterdam (sede da KLM) e Paris (sede da Air France) ela viaja exclusivamente de trem. Rintel, a propósito, se deixa fotografar tranquilamente nas gares das duas cidades antes de entrar nos vagões. Desde 2004, vale lembrar, as duas companhias se fundiram para criar o Air France-KLM Group.
A visão da executiva passa pela eficiência da operação, pela questão ambiental e alcança também o tema da diversidade. Ela mesma uma das raras mulheres em posição de comando de uma companhia área, Rintel é bastante clara sobre isso. “Falamos todos os dias sobre mais diversidade, não apenas de gênero, mas de diversidade em geral. Está no topo da minha lista de prioridades.”




