
Os resultados finais das eleições parlamentares do último domingo que indicarão o nome do chefe de governo da Suécia para os próximos quatro anos devem ser anunciados apenas na 4ª. feira, dia 16 de setembro. Mas nesta 2ª. feira, 14 de setembro, com mais de 95% dos votos apurados, a centro-esquerda já se considera vencedora. Esse bloco, liderado pelos sociais-democratas, deve indicar Magdalena Andersson como primeira-ministra, em substituição a Ulf Kristersson, do partido Moderados.
Ao longo da campanha Kristersson fez acenos para o partido Democratas Suecos, de extrema-direita (que teve origem em simpatizantes neonazistas) para a formação de um governo de coalizão caso suas agremiações obtivessem, somadas, maioria de cadeiras no Parlamento.
Apesar da virtual mudança no controle político do país não se esperam grandes guinadas na Suécia em relação a temas que preocupam a população de forma geral, e para os quais o atual governo tem dedicado bastante atenção nos últimos anos. Dois casos exemplares são o aumento do controle sobre a imigração e os avanços no combate à criminalidade.
Parece haver, isso sim, um desejo generalizado por uma estabilidade política em um momento de grandes tensões geopolíticas na Europa. “Temos que olhar para a big picture”, disse Hannes Hervieu, secretário do Partido do Centro e aliado dos sociais-democratas para a formação do próximo governo. Segundo ele, o resultado projetado das urnas “mostra que os eleitores não querem uma guinada à esquerda na economia nem um papel importante para os Democratas Suecos, de extrema-direita, na política nacional”.
Os sociais-democratas, tradicionalmente, dedicam foco especial a temas como educação e saúde em seu ideário. Mas durante a campanha sua líder Magdalena Andersson também enfatizou a questão econômica. “O foco é vencer e definir um novo rumo para a Suécia. Nós nos tornamos uma sociedade mais dura, mais silenciosa, mas também uma sociedade mais pobre, pois tivemos um crescimento muito abaixo do nosso potencial e as famílias veem seus salários comprarem cada vez menos”, declarou à agência Reuters.




