
A Europa é um importante mercado para a brasileira Embraer e pelo menos quinze companhias aéreas do continente voam com suas aeronaves.
Vendas mais recentes na região de seus jatos comerciais da família E2 incluem clientes de peso como a holandesa KLM (25 unidades e mais dez opções de compra); a finlandesa Finnair (18 pedidos firmes, além 28 opções de compra e direitos de aquisição futura); a escandinava SAS (45 unidades e 10 opções adicionais).
A Embraer tem posição de liderança em nível global no segmento da aviação comercial de modelos de até 150 assentos, que operam rotas de curta e média distância, e vê ótimas perspectivas para expansão nas próximas décadas.
Recentemente a empresa divulgou suas perspectivas de longo prazo para novos aviões comerciais em seu segmento, mirando os próximos 20 anos.
O Market Outlook 2026 da companhia prevê que haverá demanda para 8.500 pedidos de novos jatos comerciais até 2045, representado negócios de aproximadamente US$ 650 bilhões.
Arjan Meijer, presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer, destaca no documento que mudanças na forma como pessoas, capital e mercadorias se movimentam globalmente irão impactar os fluxos futuros de passageiros aéreos.
“A expansão de polos avançados de manufatura e de cadeias de valor regionais está gerando uma demanda sustentada por rotas eficientes e de alta frequência entre centros econômicos emergentes,” segundo o executivo.
Mudanças nas preferências dos consumidores, especialmente em rotas turísticas, também estão impulsionando a demanda por maior conectividade das malhas aéreas em mercados de menor porte, diz Meijer. Isso tende a favorecer a demanda das operadoras por aeronaves com capacidade de até 150 assentos.
A Embraer entregou 244 aviões em 2025, crescimento de 18,4% em relação às 206 unidades de 2024. A aviação executiva foi o principal destaque do ano, com 155 jatos entregues. Os aviões de uso comercial responderam por 78 unidades. A Embraer produz ainda modelos para uso militar e agrícola.




