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	<title>Arquivo de aquecimento global - Europa | Brasil</title>
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		<title>O gelo derrete e redesenha as rotas globais entre China e Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 21:58:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que antes era uma barreira intransponível agora virou corredor comercial. Pela primeira vez, um navio cargueiro chinês cruzou o Ártico até a Europa em uma viagem comercial, reduzindo pela metade o tempo de entrega entre a Ásia e o continente europeu. O Istanbul Bridge, operado pela Sea Legend Line, deixou o complexo portuário de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O que antes era uma barreira intransponível agora virou corredor comercial. Pela primeira vez, um navio cargueiro chinês cruzou o Ártico até a Europa em uma viagem comercial, reduzindo pela metade o tempo de entrega entre a Ásia e o continente europeu. O Istanbul Bridge, operado pela Sea Legend Line, deixou o complexo portuário de Ningbo-Zhoushan, na China, e chegou ao porto britânico de Felixstowe em apenas 20 dias, um trajeto que tradicionalmente levaria entre 40 e 50 dias via Canal de Suez. A bordo, estavam aproximadamente 4 mil contêineres com veículos elétricos, painéis solares e baterias de lítio destinados a mercados como Alemanha, Polônia e Países Baixos.</p>
<p>A façanha náutica é mais do que um feito logístico. É o retrato de um planeta em transformação e de um novo tabuleiro geopolítico em que o derretimento do gelo se converte em oportunidade econômica.</p>
<p>A rota utilizada, conhecida como Northern Sea Route (Rota do Norte), passa inteiramente por águas dentro da zona econômica exclusiva da Rússia. O que até recentemente era um corredor congelado durante boa parte do ano tornou-se navegável por conta do aquecimento global: segundo a Organização Meteorológica Mundial, o Ártico aquece quatro vezes mais rápido do que a média do planeta.</p>
<p>Pequim há tempos se prepara para esse cenário. Desde 2013, a China coopera com Moscou para consolidar o corredor ártico como alternativa às rotas tradicionais, reduzindo sua dependência do Estreito de Malaca e do Canal de Suez &#8211; gargalos que a tornam vulnerável em tempos de tensão com os Estados Unidos. Agora, com a queda nas exportações para o mercado americano e um aumento de 14% nas vendas para a Europa em setembro, o país aposta na nova via polar como símbolo de uma reconfiguração global do comércio.</p>
<p>A Sea Legend Line, que opera o Istanbul Bridge, afirma que a rota reduz custos, tempo e emissões de CO₂, ao encurtar quase pela metade o percurso marítimo convencional. Mas a promessa de eficiência vem acompanhada de riscos. A Northern Sea Route carece de infraestrutura portuária, monitoramento climático e sistemas de emergência comparáveis aos das rotas consolidadas. Além disso, sua utilização depende fortemente da frota de quebra-gelos russa, operada pela estatal Rosatom, o que torna a Europa dependente de um eixo logístico sino-russo em um momento de tensões crescentes com Moscou.</p>
<p>Washington, por sua vez, já reagiu: os Estados Unidos e a Finlândia assinaram recentemente um acordo para construir novos quebra-gelos e reforçar a presença no Ártico, um movimento interpretado como resposta direta ao avanço da China e da Rússia na região.</p>
<p>Para a Europa, a rota ártica é uma faca de dois gumes. Se por um lado acelera a chegada de produtos estratégicos e reduz custos logísticos, por outro aprofunda a dependência de um eixo sino-russo em momento delicado: Bruxelas enrijece o controle sobre veículos elétricos chineses subsidiados enquanto busca reduzir vínculos energéticos com Moscou. O gelo que encurta distâncias também estreita margens de manobra.</p>
<p>A chegada do Istanbul Bridge ao Reino Unido, portanto, representa mais do que uma entrega rápida. É um prenúncio de como a crise climática e as rivalidades econômicas estão reescrevendo os mapas marítimos e estratégicos do século XXI. O gelo que antes separava continentes agora aproxima economias e expõe as contradições de um mundo em que o progresso logístico nasce, paradoxalmente, do aquecimento do planeta.</p>
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		<title>Aquecimento global eleva mortalidade por calor na Europa</title>
		<link>https://europa-brasil.com/aquecimento-global-eleva-mortalidade-por-calor-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2024 15:41:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[ESG]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As mudanças climáticas ameaçam anular décadas de progresso na saúde pública na Europa, segundo o relatório &#8220;The Lancet Countdown in Europe 2024&#8221;, divulgado nesta segunda-feira (13). O estudo destaca um aumento alarmante de 9% nas mortes relacionadas ao calor entre 1990 e 2022. Em regiões do sul do continente, como a Itália, esse crescimento pode [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As mudanças climáticas ameaçam anular décadas de progresso na saúde pública na Europa, segundo o relatório &#8220;The Lancet Countdown in Europe 2024&#8221;, divulgado nesta segunda-feira (13). O estudo destaca um aumento alarmante de 9% nas mortes relacionadas ao calor entre 1990 e 2022. Em regiões do sul do continente, como a Itália, esse crescimento pode chegar a 11%, com um aumento impressionante de 41% no número de dias de calor extremo.</p>
<p>A pesquisa da revista científica The Lancet, que monitora a saúde e as mudanças climáticas no continente, também revelou que cerca de 60 milhões de europeus enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave. Para 11,9 milhões dessas pessoas, a causa está diretamente ligada ao aumento dos dias de calor e de seca.</p>
<p>Além das preocupações com a saúde, as perdas econômicas devido a eventos climáticos extremos foram significativas, estimadas em 18,7 bilhões de euros, o que representa 0,08% do PIB europeu. A revista alerta ainda para o aumento de doenças sensíveis ao clima, como dengue, chikungunya, leishmaniose e malária, destacando a necessidade urgente de políticas de saúde pública e medidas ambientais mais robustas.</p>
<p>&#8220;As mudanças climáticas estão aqui, na Europa, e matam. No entanto, levando em conta os dados que surgiram, as políticas para sistemas energéticos com emissões zero permanecem tristemente inadequadas e a tendência atual estima que este objetivo na Europa só será alcançado até 2100. São necessárias ações urgentes para proteger a saúde das alterações climáticas&#8221;, afirmaram os pesquisadores.</p>
<p>Em 2021, o uso de carvão na Europa subiu para 13% do fornecimento total de energia, comparado a 12% em 2020. Além disso, 29 dos 53 países da região europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda subsidiam combustíveis fósseis, exacerbando os problemas climáticos.</p>
<blockquote><p>&#8220;As mudanças já estão causando danos à vida e à saúde das pessoas em toda a Europa. O nosso relatório fornece provas da situação alarmante do aumento dos impactos na saúde relacionados ao clima no continente, incluindo a mortalidade relacionada ao calor, doenças infecciosas emergentes e insegurança alimentar e hídrica&#8221;, disse Rachel Lowe, diretora do Lancet Countdown.</p></blockquote>
<p>A Europa, o continente que mais rapidamente se aquece, sofre um aumento de temperatura aproximadamente duas vezes mais rápido que a média global. Isso se deve, em parte, à melhora da qualidade do ar, resultando em menos partículas na atmosfera que refletem a luz solar, contribuindo assim para o aquecimento. Em contrapartida, o uso de fontes de energia renovável na Europa atingiu níveis recordes em 2023, representando 43% da geração de eletricidade, impulsionada por tempestades sazonais que favoreceram a produção eólica e hidrelétrica.</p>
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		<title>Aquecimento global pode ameaçar culinária europeia</title>
		<link>https://europa-brasil.com/aquecimento-global-pode-ameacar-culinaria-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 12:27:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tradicionais práticas culinárias de diferentes países europeus estão sob ameaça devido ao aquecimento global. Exagero? Não, segundo relatório científico conjunto do Institute for  European Environment Policy (IEEP) e pela France Nature Environnement (FNE) que acaba de ser divulgado e que defende medidas de emergência para inverter a atual trajetória. Seus autores mostram que o aumento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tradicionais práticas culinárias de diferentes países europeus estão sob ameaça devido ao aquecimento global.</p>
<p>Exagero? Não, segundo relatório científico conjunto do Institute for  European Environment Policy (IEEP) e pela France Nature Environnement (FNE) que acaba de ser divulgado e que defende medidas de emergência para inverter a atual trajetória.</p>
<p>Seus autores mostram que o aumento das temperaturas, as secas, fortes chuvas e incêndios florestais que vêm atingindo o continente, além de práticas agrícolas não-sustentáveis, já estão levando ao declínio na produção das principais culturas que permitem aos franceses e italianos, por exemplo, consumirem suas baguetes e espaguetes sem preocupação.</p>
<p>“Nos últimos anos, a produção da UE de muitos itens agrícolas importantes caiu drasticamente devido a secas generalizadas e outras condições meteorológicas adversas. Sem medidas para mitigar e se adaptar aos impactos climáticos, os agricultores poderão ser forçados a mudar para culturas alternativas”, aponta o relatório. “A longo prazo, isto poderá não só mudar o que e como cultivamos em algumas regiões da Europa, mas também remodelar as nossas cozinhas nacionais”, acrescenta.</p>
<p>A Política Agrícola Comum (PAC) da União Europeia exige (e oferece compensações por isso) a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis por meio de normas como a Good Agricultural and Environmental Conditions (BCAA), que sugere, por exemplo, a rotatividade de culturas nas áreas de plantio visando poupar o uso do solo.</p>
<p>A guerra na Ucrânia, no entanto, fez o países membros da EU flexibilizarem aqueles requisitos em nome de garantir a  segurança alimentar na região. Desde o início de 2023, uma grande onda de protestos por parte de organizações agrícolas de vários países, como França e Bélgica, levou a Comissão Europeia a repensar algumas normas visando diminuir a pressão de produtores. Estes afirmam que as exigências ambientais se tornaram um fardo pesado demais, principalmente devido a um fenômeno que a região há muito não via: a inflação.</p>
<p>O aumento de preços chegou a superar os 11% na zona do euro no final de 2022, e embora venha caindo gradativamente ainda incomoda. E a taxa de juros continua em 4,5% patamar alto se considerado o histórico dos últimos 10 anos.</p>
<p>Os autores do estudo realizado pelo IEEP e pela FNE estavam particularmente interessados ​​na produção de azeitonas, batatas e trigo em França, na Polônia, Espanha, Itália e Alemanha. Eles salientam que as práticas agrícolas convencionais “tornam-nas mais vulneráveis” porque “enfraquecem aspectos do ecossistema que de outra forma poderiam servir de amortecedor contra estes riscos”.</p>
<p>Baseado em dados de 144 estudos diferentes, o relatório mostra que as condições de seca levam a um declínio de 20,6% na produção de trigo. Na França, por exemplo, em um 2016 marcado por más condições meteorológicas, a colheita foi 27% menor e levou a uma perda de mais de 2 bilhões de euros na balança comercial do país.</p>
<p>Em 2022, outro ano de seca histórica, a colheita de azeitona nos países da UE foi a mais fraca desde o ano 2000, relata o documento: houve uma quebra na produção de 4,6 milhões de toneladas em comparação com 2021. Outro exemplo destaca que, embora o aumento do CO2 na atmosfera possa impulsionar o crescimento da batata, as altas temperaturas poderão levar a perdas de produtividade entre 18% e 32% nos próximos 45 anos.</p>
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		<title>Glaciares austríacos em perigo de extinção</title>
		<link>https://europa-brasil.com/glaciares-austriacos-em-perigo-de-extincao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Apr 2024 17:50:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[degelo]]></category>
		<category><![CDATA[geleiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um relatório recente emitido pelo Clube Alpino Austríaco (OeAV) traz uma notícia alarmante: nos últimos dois anos, os 93 glaciares localizados na Áustria têm testemunhado um dramático e preocupante degelo. Esta tendência preocupante aponta para um futuro sombrio, com previsões sugerindo que essas geleiras podem desaparecer completamente nos próximos 45 anos. Os dados revelam que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um relatório recente emitido pelo Clube Alpino Austríaco (OeAV) traz uma notícia alarmante: nos últimos dois anos, os 93 glaciares localizados na Áustria têm testemunhado um dramático e preocupante degelo. Esta tendência preocupante aponta para um futuro sombrio, com previsões sugerindo que essas geleiras podem desaparecer completamente nos próximos 45 anos.</p>
<p>Os dados revelam que o glaciar de Pasterze é o mais afetado, recuando incríveis 203 metros, seguido pelo Rettenbachferner, em Tirol, que perdeu 127 metros de gelo. Surpreendentemente, apenas um dos 93 glaciares estudados permaneceu inalterado.</p>
<p>Em uma coletiva de imprensa realizada em Salzburgo, Andreas Kellerer-Pirklbauer, chefe do serviço de medição de gelo, declarou que &#8220;o tempo está se esgotando&#8221; para os glaciares austríacos. Se nada for feito, a Áustria pode perder sua paisagem glacial em menos de meio século.</p>
<p>Gerhard Lieb, representante do Clube Alpino Austríaco, reforçou essa preocupação, afirmando que &#8220;já não se podem salvar os glaciares austríacos, porque os sistemas de recuperação estão muito lentos&#8221;. Ele enfatizou que a única esperança de manter o tamanho atual dos glaciares é se a neve e o gelo começarem a se formar novamente em ritmo acelerado.</p>
<p>Essa tendência não é exclusiva da Áustria. Os Alpes italianos e suíços também têm testemunhado o mesmo destino. Os especialistas atribuem o declínio dos glaciares ao aquecimento global causado pela atividade humana. O degelo é considerado um dos sinais mais alarmantes das mudanças climáticas em curso.</p>
<p>Os glaciares, que são massas de gelo formadas por séculos de compactação de neve e gelo, estão desaparecendo em um ritmo alarmante em todo o mundo. Este evento não apenas altera a paisagem física, mas também tem implicações profundas para o ecossistema, o abastecimento de água e até mesmo para a economia local.</p>
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