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	<title>Arquivo de clima - Europa | Brasil</title>
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	<lastBuildDate>Thu, 13 Nov 2025 17:28:29 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Europa reduz presença na COP30 em meio à crise de custos e mudanças geopolíticas</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-reduz-presenca-na-cop30-em-meio-a-crise-de-custos-e-mudancas-geopoliticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2025 17:28:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial COP30]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[delegações]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia e a China reduziram drasticamente suas delegações oficiais para a COP30 em Belém, refletindo uma combinação de pressões orçamentárias, desafios logísticos e possível recalibração das estratégias climáticas internacionais. Os dados preliminares apontam para uma conferência significativamente menor que sua antecessora em Baku. A delegação chinesa registrou 114 participantes para a conferência brasileira, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia e a China reduziram drasticamente suas delegações oficiais para a COP30 em Belém, refletindo uma combinação de pressões orçamentárias, desafios logísticos e possível recalibração das estratégias climáticas internacionais. Os dados preliminares apontam para uma conferência significativamente menor que sua antecessora em Baku.</p>
<p>A delegação chinesa registrou 114 participantes para a conferência brasileira, uma queda de 40% em relação aos 190 membros enviados ao Azerbaijão em 2024, segundo levantamento da Folha de S.Paulo que comparou as listas provisórias divulgadas pela ONU. A redução havia sido sinalizada em agosto pelas autoridades chinesas, mas sem explicações oficiais. Quando procurada pela Folha, a embaixada da China no Brasil não respondeu aos questionamentos sobre os motivos da diminuição.</p>
<p>Os 27 países da União Europeia cortaram suas comitivas de forma ainda mais acentuada. Somados, os Estados-membros inscreveram 790 representantes, uma redução de 46% em comparação aos 1.456 delegados da COP29. A Alemanha liderou os cortes em termos absolutos, reduzindo sua presença pela metade: de 177 para 87 participantes. A Folha procurou a chefia da delegação europeia no Brasil, mas não obteve retorno.</p>
<p>A Itália cortou 54% de sua delegação, enquanto a Bulgária apresentou a redução mais dramática, passando de 68 para apenas 4 representantes. A Polônia também encolheu significativamente sua comitiva, de 49 para 14 membros. Apenas a França aumentou sua presença, de 63 para 80 delegados.</p>
<p>O fator mais imediatamente tangível para essas reduções parece ser a crise de acomodações em Belém. O custo das diárias em hotéis na capital paraense tornou-se um impasse diplomático, levando alguns países a questionar a viabilidade de sediar o evento na cidade amazônica. A ONU aumentou os subsídios para países insulares e nações menos desenvolvidas, elevando o valor diário de US$ 144 para US$ 197, mas isso não resolveu completamente o problema.</p>
<p>Segundo dados do governo brasileiro, até 7 de novembro, 27 países ainda negociavam hospedagem para o evento, enquanto 160 haviam confirmado reservas. O governo federal montou uma força-tarefa em agosto e contratou dois navios de cruzeiro para acomodar parte das delegações.</p>
<p>A ausência total dos Estados Unidos, que não enviaram representação oficial após o presidente Donald Trump fechar o escritório de diplomacia climática, representa outro fator de contexto. Na COP29, a delegação americana somava 247 membros. Embora existam participantes americanos não oficiais, incluindo ex-funcionários da administração Obama e governadores estaduais, a presença formal de Washington está zerada.</p>
<p>No total, a COP30 registrou 56,1 mil inscrições, uma redução de mais de 10 mil participantes em relação aos 66,7 mil registrados em Baku. As delegações oficiais dos países representam 20,5% desse total, com 11,5 mil pessoas, queda de 34,8% em comparação às 17,6 mil da conferência anterior.</p>
<p>Os pequenos Estados insulares, grupo de 39 nações ameaçadas pelo aumento do nível do mar, reduziram suas equipes em 21%, de 1.211 para 957 participantes. As nações menos desenvolvidas cortaram 4% de suas comitivas, e o grupo africano, com 54 países, diminuiu sua presença em 6%.</p>
<p>A presidência da COP30 evitou comentar as comparações com edições anteriores, afirmando que cada conferência opera sob &#8220;circunstâncias logísticas distintas&#8221;. A postura reflete a sensibilidade do tema, uma vez que números menores podem ser interpretados como perda de ímpeto político na agenda climática, justamente quando a comunidade científica alerta para a urgência de medidas mais ambiciosas.</p>
<p>A conferência, que ocorre até 21 de novembro no Hangar Centro de Convenções, tem como principal objetivo estabelecer um roteiro de ação para a próxima década e finalizar a implementação dos compromissos do Acordo de Paris. O Brasil propõe o lançamento do Tropical Forests Forever Facility, um fundo de US$ 125 bilhões para conservação florestal em países tropicais.</p>
<p>Os números preliminares, embora sujeitos a mudanças até o fim da conferência, sugerem que a combinação de custos proibitivos, recalibração orçamentária pós-pandemia e mudanças no cenário geopolítico estão moldando uma COP com características distintas de suas antecessoras mais recentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Questão climática causa divergências entre ExxonMobil e União Europeia</title>
		<link>https://europa-brasil.com/questao-climatica-causa-divergencias-entre-exxonmobil-e-uniao-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2024 12:52:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Clima e Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[Energia. Petroleo]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De um lado, o gigante americano do petróleo ExxonMobil (vendas anuais de US$ 347 bilhões), um dos maiores produtores da Europa e  a principal empresa de refino no continente. Do outro lado, a União Europeia representando 27 países (e dona de 14% de todo o comércio mundial). O gongo parece pronto para dar início a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De um lado, o gigante americano do petróleo ExxonMobil (vendas anuais de US$ 347 bilhões), um dos maiores produtores da Europa e  a principal empresa de refino no continente. Do outro lado, a União Europeia representando 27 países (e dona de 14% de todo o comércio mundial).</p>
<p>O gongo parece pronto para dar início a mais um round da batalha que já acumula episódios.</p>
<p>Em dezembro de 2022 a ExxonMobil decidiu processar a UE num esforço de forçá-la a eliminar um novo imposto do bloco sobre os grupos do setor de petróleo. O argumento: Bruxelas teria extrapolado sua autoridade legal ao impor a sobretaxa, a qual seria capaz de gerar recursos de 25 bilhões de euros que a Comissão Europeia imaginou usar para neutralizar parte dos aumentos de preços da energia decorrentes da guerra na Ucrânia, reduzindo assim os valores subitamente altos cobrados dos consumidores finais.</p>
<p>Em março de 2023 a ExxonMobil anunciou que poderia rever sua estratégia de atuação na Europa, redirecionando investimentos. Desde então, passou de fato a privilegiar o território americano no planejamento de novos aportes destinados ao seu sistema produtivo.</p>
<p>Esta semana um novo anúncio: a ExxonMobil alertou que está disposta a reter bilhões de dólares em investimentos relacionados a questão climática na Europa, a menos que Bruxelas reduza a burocracia ambiental que segundo a empresa estaria sendo responsável pela “desindustrialização da economia europeia”.</p>
<p>A ExxonMobil investiu mais de 20 bilhões de euros na Europa nos últimos dez anos e sua contrariedade em relação a política climática adotada pelo bloco fica cada vez mais clara. A empresa se juntou há poucos dias a um grupo de dezenas de executivos da indústria do petróleo em reunião realizada na Bélgica com o objetivo de pressionar a UE a rever sua política industrial baseada em tecnologias mais verdes. Batizada de Green Deal, essa abordagem é parte essencial da meta de emissões zero de gases de efeito estufa no continente até 2050.</p>
<p>Líderes políticos da Europa já se mostraram preocupados com a possibilidade de uma regulamentação ambiental mais rígida assustar os investidores e levar empresas a preferir os Estados Unidos ou mesmo a China para sediar novos projetos industriais, deixando de lado a Europa.</p>
<p>A Comissão Europeia, cuja presidente Ursula von der Leyen procura um segundo mandato este ano, tem lutado para implementar o Green Deal e o vê como pilar importante para ampliar a competitividade dos países membros.</p>
<p>Uma crítica recebida nos últimos dias pela ExxonMobil veio de um player inusitado: o fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, com recursos de US$ 1,5 trilhão obtidos exatamente do petróleo que o país extrai do Mar do Norte. A direção do fundo se opõe a iniciativa do gigante americano de processar dois grupos de ativistas com participação acionária muito pequena na companhia e que apresentaram uma proposta para que ela estabelecesse metas mais ousadas de redução de emissões e impacto ambiental.</p>
<p>Nicolai Tangen, executivo-chefe do fundo norueguês disse ao jornal Financial Times que estava preocupado com a ação da ExxonMobil contra os grupos minoritários Follow This e a Arjuna Capital e comentou: “É um movimento preocupante. Achamos que é demasiado agressivo e estamos preocupados com as implicações para os direitos dos acionistas.”</p>
<p>Sua intervenção é significativa. Afinal, além de ser cada vez mais ativo nas questões climáticas, o fundo soberano é um dos dez maiores acionistas da própria ExxonMobil.</p>
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		<item>
		<title>Geração de energia solar e éolica supera geração a gás na Europa pela primeira vez na história</title>
		<link>https://europa-brasil.com/energia-solar-e-eolica-supera-geracao-a-gas-na-europa-pela-primeira-vez-na-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2023 12:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[Ember]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A geração eólica e solar respondeu por 22,3% do toda a energia gerada na União Europeia em 2022. E, de acordo com dados do relatório divulgados na terça-feira pela Ember – think tank independente –, pela primeira vez na história a geração de energia por meio destas fontes renováveis superou o total obtido a partir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A geração eólica e solar respondeu por 22,3% do toda a energia gerada na União Europeia em 2022. E, de acordo com dados do relatório divulgados na terça-feira pela Ember – think tank independente –, pela primeira vez na história a geração de energia por meio destas fontes renováveis superou o total obtido a partir do gás, que representou 19,9% do total energético do bloco.</p>
<p>A União Europeia tem intensificado seus esforços para a geração de energia a partir de fontes de energia limpa e sustentáveis, buscando reduzir a dependência de fontes como gás e carvão, responsáveis por 15,5% de toda a energia gerada no bloco econômico em 2022.</p>
<p>Os esforços para limpar a matriz energética que antes se concentravam no objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e diminuir os impactos climáticos, ganharam um impulso a partir dos cortes de petróleo e gás da Rússia e fez os preços disparassem e levaram os países europeus a buscar alternativas.</p>
<p>&#8220;Os países europeus não apenas estão comprometidos com a eliminação gradual do carvão, mas também estão se esforçando para eliminar gradualmente o gás. A mudança está chegando rapidamente e todos precisam estar prontos para isso”, disse Dave Jones, chefe de insights de dados da Ember, o think tank climático responsável pelo relatório.</p>
<p>Vários fatores, no entanto, contribuíram para retardar a transição para fontes de energia mais limpas em 2022, destaca o relatório, incluindo uma queda de 83% na quantidade de eletricidade gerada pela matriz hidrelétrica na União Europeia em 2022, devido a uma seca generalizada no continente.</p>
<p>Além disso, alguns países europeus continuaram a eliminar gradualmente a dependência da energia nuclear, e outros países viram um ligeiro aumento no uso de carvão, o mais sujo de todos os combustíveis fósseis, para compensar os cortes de gás russos.<br />
Ainda assim, espera-se que neste ano as mudanças no modo de produção de energia pelos países da União Europeia sejam ainda intensas.</p>
<p>“A Ember estima que a geração de energia de fontes fósseis pode cair 20% em 2023, uma redução que representa o dobro do patamar do recorde anterior, de 2020”, afirma o relatório. &#8220;A geração a carvão cairá, mas a geração a gás cairá mais rapidamente, já que se espera que permaneça mais cara que o carvão até pelo menos 2025 com base nos preços futuros atuais.&#8221;</p>
<p>A energia solar na União Europeia aumentou em um ritmo recorde de 24% no ano passado, disse o relatório, indicando que países como Espanha, Alemanha e Holanda estabelecendo novos patamares para a quantidade de energia gerada a partir do sol.<br />
Na segunda-feira (30/01), em sua projeção anual de energia, a gigante do petróleo BP previu que os combustíveis fósseis, que representaram 80% do uso de energia em 2019, devem cair para apenas 20% até 2050.</p>
<p>A Europa é responsável por 11% das emissões globais do setor de energia, abaixo dos 23% de duas décadas atrás, com os maiores poluidores Rússia, Alemanha, Polônia, Itália e Reino Unido responsáveis ​​por dois terços disso.</p>
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		<item>
		<title>União Europeia deve pressionar nações ricas a ter ações climáticas mais efetivas</title>
		<link>https://europa-brasil.com/uniao-europeia-deve-pressionar-nacoes-ricas-a-ter-acoes-climaticas-mais-efetivas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2022 17:51:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[European Way]]></category>
		<category><![CDATA[redução de emissões]]></category>
		<category><![CDATA[seca]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a Europa diante de uma das maiores temporadas de seca da sua história, com rios secando e já com prejuízos à navegação, além dos incêndios florestais que se alastram por Portugal e Espanha, cresce a necessidade de um plano para buscar maior equilíbrio climático. Segundo o relatório de agosto do Observatório Europeu da Seca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com a Europa diante de uma das maiores temporadas de seca da sua história, com rios secando e já com prejuízos à navegação, além dos incêndios florestais que se alastram por Portugal e Espanha, cresce a necessidade de um plano para buscar maior equilíbrio climático. Segundo o relatório de agosto do Observatório Europeu da Seca (EDO), da Comissão Europeia, 47% da Europa está em condições de alerta, na medida em que a umidade do solo é baixa e 17% da região de alerta é afetada pela vegetação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o problema permanece e a seca atual promete mesmo ser a pior dos últimos 500 anos, até porque os dados finais confirmam a avaliação preliminar, como mencionou a Comissão. As colheitas típicas de verão sofreram forte impacto, com as de milho 16% abaixo da média dos cinco anos anteriores e as de soja e girassol: quedas de 15% e 12%, respetivamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, justamente diante dessa crise climática no continente, a União Europeia se articula para pressionar as principais economias a ampliar suas ambições climáticas. A informação foi divulgada pela Reuters. O pedido por uma ação mais forte para o clima chega antes da cúpula da COP27, em Sharm El Sheikh, no Egito, que acontecerá em novembro. De acordo com o rascunho do documento da União Europeia, &#8220;a ação climática global continua insuficiente&#8221;. Na avaliação do bloco, as principais economias que ainda não fizeram planos para reduzir as emissões de gases precisam ampliar as suas metas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Agência Ambiental Europeia, em informações divulgadas em maio deste ano, a redução geral da União Europeia nas emissões de gases de efeito estufa em 2020 foi de 34% em comparação com o ano base de 1990. Apesar da queda nas emissões, a agência observou que mais precisa ser feito para cumprir a meta do bloco econômico e para alcançar uma redução líquida de 55% nas emissões de gases de efeito estufa até 2030.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O alerta vem quando a UE enfrenta sua pior seca em cerca de 500 anos, em meio a ondas de calor e incêndios florestais que deixaram grandes áreas de território ressecados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fatos que se somam ao aumento dos preços da energia em grande parte dos países pertencentes ao bloco, à medida que os estados membros buscam alternativas para o gás russo, após a invasão da Ucrânia por Moscou no final de fevereiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Alemanha, por exemplo, que vinha liderando iniciativas para limpar a sua matriz energética, está acionando usinas a carvão sujas para ajudar a lidar com o déficit. Com o Nord Stream 1 da Gazprom funcionando com apenas 20% da capacidade, o gás natural agora custa cerca de dez vezes mais do que no ano passado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na França, o custo já chega a € 900 por megawatt-hora. E os preços da energia para o próximo ano na Alemanha também aumentaram 23%, para um recorde histórico de € 792 por megawatt-hora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, cerca de 10 milhões de euros de gás que provavelmente teriam ido para a Alemanha estão sendo queimados pela Rússia todos os dias.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Estocolmo recebe Cúpula do Clima 50 anos depois da primeira edição</title>
		<link>https://europa-brasil.com/estocolmo-recebe-cupula-do-clima-50-anos-depois-da-primeira-edicao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2022 14:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[CO2]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio à tríplice crise planetária de mudanças climáticas, perda de natureza e biodiversidade, poluição e resíduos, Estocolmo realiza a Cúpula Ambiental que marca os 50 anos de tratado na Organização das Nações Unidas (ONU) nesta área. A conferência na capital da Suécia é um marco dos esforços que têm sido feitos para reduzir os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à tríplice crise planetária de mudanças climáticas, perda de natureza e biodiversidade, poluição e resíduos, Estocolmo realiza a Cúpula Ambiental que marca os 50 anos de tratado na Organização das Nações Unidas (ONU) nesta área. A conferência na capital da Suécia é um marco dos esforços que têm sido feitos para reduzir os impactos no clima ao longo de décadas e que reúne líderes globais para tratar do assunto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizada em 1972, a Cúpula de Estocolmo deu início a um processo de negociações diplomáticas em busca de melhorias para a gestão do clima do mundo. De lá pra cá muitos alertas, mas poucos progressos, mas o consenso entre cientistas é de que o tempo quase se esgotou para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e evitar um aquecimento desastroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e o enviado especial dos Estados Unidos para o clima, John Kerry, ambos presidentes no encontro na Suécia, a invasão da Ucrânia pela Rússia representa o risco de desacelerar o ímpeto da crise climática. Em coletiva de imprensa, Guterres lembrou que apesar do atraso que o conflito pode representar para o tema, também mostrou o quanto o mundo é frágil frente à dependência de combustíveis fósseis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma situação de conflito que, segundo o secretário-geral da ONU, põe em teste a capacidade de união global para enfrentamento de questões globais, como as mudanças climáticas e perda da biodiversidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o The Local, Inger Andersen, diretora do PNUMA, todos precisam estar juntos nessa luta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Precisamos de todos debaixo da tenda. Temos que evitar a fragmentação”, disse Andersen, em um comunicado, pedindo “ações ousadas” na reunião.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais temas que a conferência abordará são ações para reduzir as emissões, a recuperação da pandemia de Covid-19 e como acelerar a proteção ambiental na política de desenvolvimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ministro sueco da União Europeia, Hans Dahlgren, participou da conferência em 1972 como repórter e desta vez terá uma função ainda mais crucial: a declaração da Suécia na conferência, chamando a atenção para o fato de que a questão climática é urgente e precisa de soluções agora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Tornou-se o ponto de partida para a colaboração internacional que, entre outras coisas, levou ao Acordo de Paris em 2015”, explicou Dahlgren.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele observou que a principal diferença agora, meio século depois, era o senso de “urgência” e que existem estruturas para lidar com a questão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos avanços nos diálogos desde a primeira edição em 1972, a conferência cercada de simbolismos, não agrada a todos. Ativistas climáticos, liderados sueca Greta Thunberg, ficaram frustrados com o que consideram uma inação generalizada dos líderes mundiais. Para eles, “a crise climática ainda está aqui, piorou nos últimos anos e muita ação política foi para piorar de diferentes maneiras”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encontro conta com a participação de ao menos dez chefes de. O Brasil será representado pelo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e a secretária de Amazônia e Serviços Ambientais, Marta Lisli Giannichi.</span></p>
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