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	<title>Arquivo de Importações - Europa | Brasil</title>
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		<title>Fábricas francesas fecham em ritmo recorde sob pressão asiática e incerteza tarifária americana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 17:10:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[Exportações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os números divulgados no domingo pelo Ministério das Finanças da França compõem um retrato incômodo para Paris: cerca de 160 plantas industriais foram encerradas em 2025, alta de quase 30% sobre as 121 fechadas no ano anterior, enquanto as novas aberturas recuaram de 115 para 103 unidades. O saldo líquido negativo de 57 unidades representa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os números divulgados no domingo pelo Ministério das Finanças da França compõem um retrato incômodo para Paris: cerca de 160 plantas industriais foram encerradas em 2025, alta de quase 30% sobre as 121 fechadas no ano anterior, enquanto as novas aberturas recuaram de 115 para 103 unidades.</p>
<p>O saldo líquido negativo de 57 unidades representa o pior resultado dos últimos anos e consolida o que especialistas descrevem como uma desindustrialização acelerada. O ministério apontou como fatores centrais a piora do ambiente internacional, a pressão de concorrentes asiáticos e o impacto das tarifas americanas sobre produtos europeus, além dos custos de energia ainda elevados. Os setores mais afetados incluem agroalimentar, equipamentos de transporte, bens de consumo e construção civil.</p>
<p>O problema não é inteiramente novo. No segundo semestre de 2024, a França já registrava 34 fechamentos líquidos de fábricas, seguidos de outros 25 no primeiro semestre de 2025, uma situação não vista há cerca de dez anos. A indústria manufatureira francesa representa hoje cerca de 9,4% do PIB do país, queda expressiva em relação à média histórica de 15,4% entre 1960 e 2024.</p>
<p>No plano externo, o ambiente tarifário americano adicionou pressão considerável ao longo de 2025. Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de referência de 10% sobre produtos europeus, além de 25% sobre aço, alumínio e automóveis. Após uma pausa de 90 dias anunciada em abril, a tarifa sobre produtos europeus em geral foi reduzida de volta à alíquota base de 10%. Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte americana derrubou as tarifas impostas pela via do IEEPA. Horas após a decisão judicial, a administração Trump implementou uma nova tarifa global de 10% com base no artigo 122 do Trade Act de 1974, em vigor desde 24 de fevereiro de 2026, com prazo máximo de 150 dias. A incerteza sobre o que virá após esse prazo mantém os fabricantes europeus em estado de alerta para o planejamento de investimentos.</p>
<p>No setor automotivo, um dos pilares da indústria europeia, os dados de 2025 são igualmente preocupantes. As exportações de carros e peças da UE para a China caíram 34% no ano passado, para 16 bilhões de euros. Ao mesmo tempo, as importações de carros e peças chineses para a Europa cresceram 8%, chegando a 22 bilhões de euros, revertendo um superávit histórico e gerando um déficit comercial pela primeira vez. As exportações europeias de automóveis para os EUA também caíram 13% no primeiro semestre de 2025, após a entrada em vigor das tarifas americanas.</p>
<p>Diante do quadro, o ministro das Finanças francês, Eric Lombard, pediu publicamente que a Europa fortaleça suas barreiras tarifárias contra importações chinesas, argumentando que as defesas existentes nos setores de aço e automóveis são insuficientes para proteger a capacidade industrial mais ampla do bloco.</p>
<p>Em Bruxelas, a resposta ganha forma por outras vias. No início do ano, a Comissão Europeia assinou dois acordos comerciais considerados estratégicos: um com a Índia, reduzindo tarifas sobre automóveis de até 110% para 10% ao longo de cinco anos, e outro com o Mercosul, também cortando barreiras no setor automotivo. A estratégia visa diversificar mercados e reduzir a dependência do bloco diante das pressões simultâneas vindas da China e dos Estados Unidos.</p>
<p>No plano interno francês, economistas alertam que medidas emergenciais como subsídios energéticos pontuais e incentivos à requalificação de trabalhadores são necessárias, mas insuficientes. Sem reformas estruturais voltadas ao aumento de produtividade e à requalificação da força de trabalho, os fechamentos de fábricas correm o risco de se tornar um peso persistente sobre o crescimento econômico francês, e não uma anomalia passageira.</p>
<p>Para os demais governos europeus, os números franceses funcionam como sinal de alerta. A França é uma economia do G7 com mercados de capitais maduros, instituições sólidas e acesso a fundos estruturais da União Europeia e ainda assim não conseguiu isolar sua base industrial da convergência entre o protecionismo americano e o poder de escala da manufatura asiática. O que está em jogo agora é se as respostas políticas disponíveis têm velocidade e profundidade suficientes para reverter uma tendência que os dados sugerem ser estrutural.</p>
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		<title>Novo desenho do fornecimento de energia não garante autonomia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2025 13:22:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[GNL]]></category>
		<category><![CDATA[Importações]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[recessão energética]]></category>
		<category><![CDATA[Transição Energética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quase quatro anos após o início da guerra na Ucrânia, a Europa conseguiu o que parecia improvável: reduzir de forma drástica sua dependência do petróleo e do gás russos sem mergulhar em uma recessão energética. A façanha, impulsionada pelo plano REPowerEU (estratégia adotada em maio de 2022 para economizar energia, aumentar a produção renovável e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase quatro anos após o início da guerra na Ucrânia, a Europa conseguiu o que parecia improvável: reduzir de forma drástica sua dependência do petróleo e do gás russos sem mergulhar em uma recessão energética. A façanha, impulsionada pelo plano REPowerEU (estratégia adotada em maio de 2022 para economizar energia, aumentar a produção renovável e diversificar fornecedores) e sustentada por uma rede cada vez mais diversificada de fornecedores, marca uma inflexão histórica na matriz energética do continente. Mas o desafio agora é consolidar essa autonomia em meio a um cenário de tensões geopolíticas, custos elevados e desigualdade persistente entre Estados-membros.</p>
<p>De acordo com dados do Statista, entre o primeiro trimestre de 2021 e o segundo trimestre de 2025, a União Europeia reduziu em mais de 90% as importações de petróleo russo, fazendo com que a participação do país caísse de 29% para menos de 2% do total das importações extra-UE. No caso do gás natural, a queda também foi expressiva: de 39% para 13% no mesmo período. O bloco reduziu principalmente o gás transportado por gasoduto &#8211; que recuou 52% &#8211; e substituiu parte do volume por gás natural liquefeito (GNL), cuja importação total mais do que quadruplicou desde 2021.</p>
<p>O avanço europeu só foi possível graças à rápida ampliação das compras de GNL de países como Estados Unidos, Catar e Noruega. As importações americanas, em especial, tornaram-se um pilar central da segurança energética da Europa, um movimento que também reposiciona Washington como ator dominante no fornecimento global de gás e, inevitavelmente, como origem de nova vulnerabilidade estratégica.</p>
<h2>O paradoxo da transição inacabada</h2>
<p>Esse redesenho da matriz energética europeia reflete não apenas uma necessidade técnica, mas uma decisão estratégica: reduzir a vulnerabilidade a um fornecedor que utilizou o gás como instrumento político. A Rússia, que até 2021 respondia por mais de um terço das importações de gás do bloco, viu seu poder de barganha desmoronar. Ainda assim, a ruptura está longe de ser completa.</p>
<p>Dados recentes da Reuters revelam que sete países da UE &#8211; França, Holanda, Bélgica, Croácia, Romênia, Portugal e Hungria &#8211; aumentaram as importações de energia russa no início de 2025 em comparação com o ano anterior. Na França, as compras subiram 40%, para 2,2 bilhões de euros; na Holanda, o aumento foi de 72%, atingindo 498 milhões de euros. Nos primeiros oito meses de 2025, o bloco importou mais de 11 bilhões de euros em recursos energéticos russos.</p>
<p>O fenômeno expõe a fragilidade da narrativa de &#8220;descolamento&#8221;. Embora a participação percentual russa tenha caído drasticamente, o fluxo absoluto de capital para Moscou permanece robusto. A ironia é ainda mais evidente no caso do GNL: enquanto o gás russo por gasoduto foi severamente reduzido, o GNL russo continua chegando aos terminais europeus. O valor dessas importações quase triplicou desde 2021, ainda que sua participação relativa tenha diminuído devido à explosão das importações totais de GNL.</p>
<h2>A resistência do Leste e a política dos custos</h2>
<p>Nem todos os Estados-membros embarcaram com o mesmo ritmo nessa transição. Hungria e Eslováquia, altamente dependentes do petróleo russo, continuam entre os maiores compradores remanescentes. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, tem reiterado que o abandono total do fornecimento russo traria custos &#8220;inaceitáveis&#8221; à economia doméstica. Suas objeções não são apenas econômicas: Orbán mantém relações políticas próximas com o Kremlin, transformando a questão energética em um teste de coesão europeia.</p>
<p>A divergência expõe um dilema latente: enquanto parte da Europa busca acelerar a descarbonização e o investimento em renováveis, outros países ainda veem o gás russo como um mal necessário para manter energia acessível e competitividade industrial. A memória recente da crise do gás de 2022, quando os preços chegaram a multiplicar-se por dez, forçando indústrias a fechar e disparando as contas de famílias, ainda assombra governos e consumidores, especialmente em economias menores ou mais expostas a choques de preços.</p>
<p>Em resposta à persistência dessas importações, a Comissão Europeia adotou, em 17 de junho de 2025, uma proposta legislativa para eliminar gradualmente todas as importações de gás e petróleo russos até o final de 2027. A proposta, agora em tramitação no Parlamento Europeu e no Conselho da UE, marca uma tentativa de transformar a meta política em obrigação legal, mas também expõe as divisões internas que dificultam sua implementação.</p>
<h2>Autonomia energética e segurança continental</h2>
<p>A guerra evidenciou que energia é também uma questão de segurança nacional. O risco de sabotagens, ciberataques e interferências em gasodutos ou redes elétricas ampliou a percepção de vulnerabilidade. Nesse sentido, o REPowerEU tornou-se não apenas um programa de transição verde, mas uma política de defesa continental.</p>
<p>Entre agosto de 2022 e janeiro de 2025, a UE conseguiu reduzir sua demanda de gás em 17%, equivalente a 70 bilhões de metros cúbicos por ano, uma conquista notável em termos de eficiência energética e gestão de demanda. A aceleração na instalação de capacidade solar, que deve ultrapassar 320 gigawatts até o final de 2025 rumo à meta de 600 gigawatts em 2030, representa outro avanço estrutural.</p>
<p>A nova fase, porém, exigirá coordenação e solidariedade entre os Estados-membros, uma condição nem sempre presente. Países como Alemanha e Países Baixos, que conseguiram diversificar com rapidez, precisarão sustentar financeiramente e tecnicamente os vizinhos com menor capacidade de adaptação, sob pena de reabrir fissuras no projeto europeu.</p>
<h2>A encruzilhada europeia</h2>
<p>O descolamento parcial da energia russa representa uma vitória política improvisada, mas longe de ser uma solução estrutural. A nova dependência do GNL americano apenas troca uma vulnerabilidade geopolítica por outra, enquanto a transição para renováveis avança de forma fragmentada e desigual. As importações que continuam fluindo para alguns Estados-membros, inclusive com aumentos em 2025, revelam que a retórica de autonomia ainda não se traduziu em política uniforme.</p>
<p>A Europa comprou tempo, não autonomia. Se 2027 marcará a ruptura definitiva com Moscou ou apenas o início de um novo capítulo de dependência externa é uma questão que os próximos meses ajudarão a responder. No fim, o que está em jogo é mais do que o equilíbrio energético: trata-se da capacidade da Europa de afirmar sua autonomia estratégica num mundo cada vez mais fragmentado.</p>
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