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	<title>Arquivo de brasil - Europa | Brasil</title>
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		<title>Brasil promulga acordo Mercosul-UE com aplicação provisória prevista para maio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 20:13:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acordo Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[acordo bilateral]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo Mercosul UE]]></category>
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		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17/3) o decreto legislativo que incorpora o acordo entre o Mercosul e a União Europeia ao ordenamento jurídico brasileiro. O ato ocorre num momento em que a aplicação provisória da parte comercial do texto se aproxima, ainda que a arquitetura jurídica europeia permaneça incompleta. Do lado sul-americano, o avanço [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17/3) o decreto legislativo que incorpora o acordo entre o Mercosul e a União Europeia ao ordenamento jurídico brasileiro. O ato ocorre num momento em que a aplicação provisória da parte comercial do texto se aproxima, ainda que a arquitetura jurídica europeia permaneça incompleta.</p>
<p>Do lado sul-americano, o avanço é consistente. Argentina e Uruguai completaram seus procedimentos de ratificação em 26 de fevereiro, seguidos pelo Brasil, cujo Senado aprovou o texto por unanimidade em 4 de março. O Paraguai, único membro fundador do Mercosul ainda pendente, deve concluir sua tramitação nas próximas semanas.</p>
<p>Na Europa, a Comissão decidiu não esperar. Em 27 de fevereiro, Ursula von der Leyen anunciou que o bloco seguirá adiante com a aplicação provisória do Acordo Comercial Interino (iTA), a despeito da solicitação do Parlamento Europeu de um parecer prévio do Tribunal de Justiça da UE sobre a compatibilidade do texto com o direito comunitário. Com as ratificações de Argentina e Uruguai, a aplicação provisória pode começar já em maio de 2026.</p>
<p>O acordo foi estruturado em dois instrumentos paralelos. O iTA concentra os compromissos comerciais e é de competência exclusiva da UE, dispensando ratificação pelos parlamentos nacionais dos Estados-membros. Já o Acordo de Parceria pleno, que cobre diálogo político, clima e cooperação institucional, precisará passar por todos os parlamentos europeus, num processo que pode levar anos.</p>
<p>As disposições do iTA permanecem sujeitas ao desfecho no Tribunal de Justiça da UE e ao voto de consentimento do Parlamento Europeu, necessário para que o acordo entre definitivamente em vigor. Para acomodar os países mais céticos, o Conselho adotou em 5 de março um regulamento que permite à UE suspender temporariamente preferências tarifárias sobre importações agrícolas do Mercosul caso prejudiquem produtores europeus.</p>
<p>O roteiro imediato aponta para a publicação, pela Comissão Europeia, da data oficial de início da aplicação provisória no Diário Oficial da UE. Do lado europeu, os maiores beneficiários são os setores de autopeças, maquinário, produtos químicos e farmacêuticos, que hoje enfrentam tarifas de até 35% no Mercosul. A redução dessas barreiras deve gerar uma economia de mais de 4 bilhões de euros anuais em direitos aduaneiros para exportadores europeus. Produtos agrícolas como vinho, destilados, chocolate e azeite também ganham acesso preferencial, com exportações agropecuárias europeias projetadas para crescer quase 50%. No setor de serviços, o acordo reduz barreiras em telecomunicações, finanças e transporte, e abre mercados de compras públicas para empresas dos dois blocos. Do lado sul-americano, os ganhos se concentram em agropecuária, com acesso ampliado para carne, frango, açúcar, etanol e soja, além de setores industriais como calçados e papel. O acordo também abre espaço para o Mercosul expandir exportações em minerais críticos, energia renovável, biocombustíveis e hidrogênio verde. A promulgação brasileira fecha o ciclo legislativo do maior país do bloco. O acordo começa a valer antes de estar plenamente ratificado.</p>
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		<title>Senado brasileiro ratifica acordo Mercosul-UE</title>
		<link>https://europa-brasil.com/senado-brasileiro-ratifica-acordo-mercosul-ue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 15:29:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Acordo Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo Mercosul UE]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Senado Federal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com a aprovação unânime do Senado brasileiro na quarta-feira (04), o Mercosul concluiu seu processo legislativo interno no seu maior país membro. O Brasil completou sua ratificação após o Senado aprovar o tratado, seguindo a Câmara dos Deputados, que havia feito o mesmo na semana anterior. Dos quatro países fundadores do bloco sul-americano, apenas o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com a aprovação unânime do Senado brasileiro na quarta-feira (04), o Mercosul concluiu seu processo legislativo interno no seu maior país membro. O Brasil completou sua ratificação após o Senado aprovar o tratado, seguindo a Câmara dos Deputados, que havia feito o mesmo na semana anterior. Dos quatro países fundadores do bloco sul-americano, apenas o Paraguai ainda não ratificou o acordo.</p>
<p>O avanço no lado do Mercosul, porém, contrasta com a turbulência do lado europeu. A Comissão Europeia anunciou na semana passada que aplicará o acordo de forma provisória, após Argentina e Uruguai terem concluído seus processos de ratificação. A decisão foi tomada em meio a um impasse jurídico em Bruxelas: em janeiro, o Parlamento Europeu votou para encaminhar o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia para verificar se ele está em conformidade com os tratados europeus, um processo que pode levar até dois anos.</p>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, optou por não esperar. Ela decidiu avançar com a aplicação provisória mesmo contrariando a revisão judicial solicitada pelos parlamentares europeus, que havia suspendido o processo de ratificação formal. A reação francesa foi imediata. O presidente Emmanuel Macron criticou a decisão, chamando-a de surpresa desagradável e uma falta de respeito ao processo institucional.</p>
<p>A lógica da Comissão é claramente geopolítica. O acordo ganhou novo impulso diante das tarifas e ameaças comerciais do governo Trump, que levou países ao redor do mundo a buscar novas parcerias. Von der Leyen descreveu o tratado como &#8220;um dos acordos mais importantes da primeira metade deste século&#8221;.</p>
<p><strong>O que falta e quais são os próximos passos</strong></p>
<p>A aplicação provisória não significa que o acordo já está em pleno funcionamento. A redução completa das tarifas ainda depende de decretos legislativos e presidenciais em cada país do Mercosul. O Paraguai, único dos quatro países fundadores que ainda não ratificou o texto, já enviou o tratado ao seu Congresso para aprovação.</p>
<p>Do lado europeu, o caminho é mais longo e incerto. O acordo só poderá ser concluído de forma definitiva após o Parlamento Europeu votar sua aprovação, o que só poderá acontecer depois que o Tribunal de Justiça da UE emitir seu parecer jurídico.</p>
<p>Para os agricultores europeus, a resistência ao acordo não diminuiu. Produtores rurais foram às ruas em Paris, Bruxelas e Varsóvia com tratores, com medo de perder espaço para produtos mais baratos vindos da América do Sul, produzidos sob regras ambientais e sanitárias menos rígidas.</p>
<p>Do lado brasileiro, as expectativas são mais cautelosas do que comemorativas. O IPEA estima que o acordo aumentará as exportações agrícolas brasileiras para a UE em 6,2 bilhões de dólares de forma acumulada até 2040, quando todos os termos estiverem plenamente em vigor. O horizonte é de décadas, não de meses.</p>
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		<title>Incertezas afetam indústrias do Brasil e da Alemanha</title>
		<link>https://europa-brasil.com/incertezas-afetam-industrias-do-brasil-e-da-alemanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 18:40:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanhã]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[indústria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Foi divulgada nesta quarta-feira (21) pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) a edição de janeiro do índice que mede a confiança do empresário industrial na economia brasileira. No primeiro mês do ano, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou alta de 0,5 ponto, alcançando 48,5 pontos. Apesar do avanço discreto, o índice permaneceu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi divulgada nesta quarta-feira (21) pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) a edição de janeiro do índice que mede a confiança do empresário industrial na economia brasileira. No primeiro mês do ano, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou alta de 0,5 ponto, alcançando 48,5 pontos. Apesar do avanço discreto, o índice permaneceu abaixo da marca dos 50 pontos, o que indica que as condições atuais da economia brasileira e das próprias empresas seguem piores do que há seis meses.</p>
<p>Em termos de expectativas, os sinais são um pouco melhores. As indústrias brasileiras consideram que elas serão mais produtivas ao longo do primeiro semestre de 2026, com um índice de confiança de 54,7 pontos. Mesmo em um cenário adverso, elas esperam reagir por suas próprias pernas.</p>
<p>A Alemanha tem um índice metodologicamente similar ao do Brasil, abrangendo indústrias, serviços, construção e varejo. O IFO Business Climate de dezembro de 2025 caiu para 87,6 pontos, o menor nível em sete meses. Quase todos os setores alemães foram afetados e, no caso da indústria, o número de novos pedidos caiu e muitas empresas passaram a considerar reduzir a produção.</p>
<p>Enquanto no Brasil o ceticismo ainda está restrito aos índices, na Alemanha ele já vem acompanhado de fechamento de portas. A maior economia da Europa viu fechar nos últimos anos nomes icônicos como Goertz (calçados), Gerry Weber e Esprit (moda), Groschenmarkt (varejo de desconto), Karrie Bau (construção) e até a Zoo Zajac, a maior pet shop do mundo. O que chama atenção não é o volume de falências, mas a distribuição setorial que atinge diversos segmentos.</p>
<p>A indústria alemã, que sempre foi âncora de estabilidade, tornou-se vulnerável a conflitos globais, tarifas comerciais e preços elevados de energia. E isso é um aprendizado importante para o Brasil.</p>
<p>A Alemanha apostou tudo na China como mercado consumidor e na Rússia como fornecedora de energia barata. Quando a invasão da Ucrânia cortou o gás russo, o modelo desmoronou. O Brasil, por sua vez, tem uma oferta de energia renovável abundante e barata, que precisa ser transformada em ativo estratégico.</p>
<p>Outro exemplo de que o mundo mudou é o fato de a Alemanha ter permanecido focada na indústria automotiva tradicional, enquanto os consumidores passaram a preferir veículos elétricos Tesla ou os híbridos das montadoras chinesas.  O Brasil enfrentará situação semelhante se não se desapegar do rótulo de ‘celeiro do mundo’ e passar a investir em setores de maior valor agregado.</p>
<p>Brasil e Alemanha iniciam 2026 em um clima de incerteza, refletido em seus principais indicadores de confiança. Os modelos econômicos antigos ou suas ‘vocações naturais’ terão de evoluir para dar conta de uma nova realidade econômica mundial.</p>
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		<title>Europa assume protagonismo na Cúpula do Clima enquanto grandes poluidores se ausentam de Belém</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-assume-protagonismo-na-cupula-do-clima-enquanto-grandes-poluidores-se-ausentam-de-belem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2025 17:26:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial COP30]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Cúpula do Clima iniciou nesta quinta-feira (6) em Belém, reunindo cerca de 50 líderes mundiais em evento preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá de 10 a 21 de novembro na capital do Pará. O presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Cúpula do Clima iniciou nesta quinta-feira (6) em Belém, reunindo cerca de 50 líderes mundiais em evento preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá de 10 a 21 de novembro na capital do Pará. O presidente francês Emmanuel Macron, o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen responderam ao chamado do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, consolidando a presença europeia como pilar central das negociações. O Reino Unido também marcou presença simbólica com o príncipe William, que participa da Cúpula com foco em iniciativas de conservação ambiental ligadas ao prêmio Earthshot.</p>
<p>A configuração do encontro revela uma geometria geopolítica inédita. Os chefes dos três maiores poluidores mundiais &#8211; China, Estados Unidos e Índia &#8211; estarão notavelmente ausentes. Das cinco maiores economias emissoras de gases de efeito estufa, apenas a União Europeia enviará representação no mais alto nível de liderança, segundo informações da agência Reuters.</p>
<p>A ausência americana é particularmente marcante. O governo do presidente Donald Trump, que retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris no mesmo dia de sua posse, optou por não enviar nenhum representante sênior ao evento. A China enviará seu vice-primeiro-ministro Ding Xuexiang, enquanto a Índia será representada por autoridades ministeriais.</p>
<p>Com 57 dirigentes confirmados até sexta-feira passada, o encontro registrará a mais baixa participação de líderes mundiais desde 2019, quando cerca de 50 chefes de Estado compareceram à COP25 em Madri. O contraste é evidente: em 2015, na COP21 em Paris, 142 líderes discursaram durante a assinatura do histórico acordo climático.</p>
<p>A presidência brasileira implementou este ano uma mudança protocolar significativa que reflete tanto o clima amazônico quanto a busca por um ambiente menos formal de negociações. O governo brasileiro eximiu os participantes do requisito de vestimenta formal, como terno e gravata, para a COP30 devido ao calor e à umidade que imperam em Belém, recomendando código de vestimenta &#8220;smart casual&#8221; para garantir o conforto de delegados, negociadores, observadores e jornalistas.</p>
<p>O protagonismo europeu na cúpula ocorre em momento delicado para o bloco. Ministros do Clima da União Europeia se reuniram na terça-feira para tentar definir uma posição comum em torno da meta de reduzir emissões em 90% até 2040, mas até agora o bloco não apresentou à ONU uma nova meta de redução de emissões, conhecida como Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC).</p>
<p>Na quinta-feira, Lula realizou reuniões bilaterais com Starmer e Macron, após encontros na quarta-feira com o vice-primeiro-ministro chinês e líderes da Finlândia e da União Europeia. As conversas bilaterais servem para alinhar prioridades antes da abertura formal da cúpula, que incluirá sessões temáticas sobre florestas e oceanos, transição energética e os dez anos do Acordo de Paris.</p>
<p>A decisão de organizar o encontro de líderes quatro dias antes do início oficial da conferência representou uma quebra de tradição, justificada pelos organizadores desde março como forma de proporcionar &#8220;tempo para uma reflexão mais aprofundada, sem a pressão dos hotéis ou da cidade&#8221;.</p>
<p>Pedro Abramovay, vice-presidente de programas da Open Society Foundations, sugeriu que a ausência americana pode paradoxalmente beneficiar as negociações. &#8220;Sem a presença dos EUA, podemos ver uma verdadeira conversa multilateral acontecendo&#8221;, afirmou à Reuters, observando que Lula tem se engajado ativamente com líderes da China, África, Sudeste Asiático e Europa sobre o tema climático.</p>
<p>A Europa, portanto, encontra-se em posição inusitada: com voz ampliada pela ausência de competidores tradicionais, mas também sob maior escrutínio sobre sua capacidade de traduzir retórica ambiciosa em compromissos financeiros concretos. O bloco enfrenta pressões domésticas crescentes sobre custos da transição energética e resistência política a políticas verdes em vários Estados-membros.</p>
<p>A grande aposta da presidência brasileira é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que busca captar US$ 125 bilhões em recursos públicos e privados para preservação de florestas tropicais. Porém, o Reino Unido, que ajudou a criar o fundo, já sinalizou que não fornecerá recursos, expressando desapontamento com a estrutura proposta.</p>
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		<title>União Europeia e China alinham cooperação para garantir sucesso da COP30 em Belém</title>
		<link>https://europa-brasil.com/uniao-europeia-e-china-alinham-cooperacao-para-garantir-sucesso-da-cop30-em-belem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 19:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Acordos]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
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		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A COP30, que será realizada em Belém em 2025, ganha cada vez mais centralidade nas negociações climáticas globais. A recente reunião entre Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, evidencia esse novo cenário. O encontro, que marcou os 50 anos de relações diplomáticas entre a União [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A COP30, que será realizada em Belém em 2025, ganha cada vez mais centralidade nas negociações climáticas globais. A recente reunião entre Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, evidencia esse novo cenário. O encontro, que marcou os 50 anos de relações diplomáticas entre a União Europeia e a China, abordou temas cruciais para o futuro do planeta, incluindo compromissos com a economia circular, o comércio de emissões e a transição verde. Apesar de tensões comerciais e geopolíticas persistentes, os dois líderes sinalizaram que, ao menos na agenda climática, há espaço para convergência e a COP30 pode ser o território simbólico desse esforço conjunto.</p>
<p>O diálogo entre as duas maiores potências comerciais do mundo é estratégico. China e União Europeia juntas respondem por uma parcela significativa das emissões globais de carbono e, ao mesmo tempo, investem em tecnologias de baixo carbono, fontes renováveis e inovação ambiental. A fala de Von der Leyen de que “o mundo precisa de liderança climática” ecoa a urgência por respostas concretas diante do colapso climático em curso. Mais do que uma visita protocolar, o encontro sugere que Belém poderá ser o palco onde consensos serão construídos, mesmo entre atores historicamente divergentes. A reunião, apesar da tensão em outras áreas, resultou em uma declaração conjunta reforçando a obrigação de ambos os blocos com o Acordo de Paris e com a ambição de promoção de resultados concretos na conferência. No encontro, foi explicitado o compromisso de colaboração em temas-chave como: Economia circular, com compartilhamento de soluções sustentáveis para indústria e consumo; Mercados de emissões (carbon trading) com objetivo de promover transparência e interoperabilidade entre sistemas regulatórios; Transição energética verde, incluindo apoio mútuo no acesso e difusão de tecnologias limpas, e redução rápida de metano e outras emissões.</p>
<p>Para China e União Europeia, a agenda climática é hoje o principal eixo de cooperação, acima de tensões comerciais e geopolíticas.</p>
<p><strong>Expectativas para a COP30 e o protagonismo do Brasil</strong></p>
<p>O Governo Europeu e chinês expressaram apoio mútuo ao Brasil como anfitrião da COP30, comprometeram-se a submeter novas contribuições nacionais (NDCs) até setembro de 2025 e enfatizaram que o desempenho da conferência dependerá da capacidade de gerar resultados inclusivos e ambiciosos.</p>
<p>A cooperação Europa‑China contribui diretamente para o protagonismo do Brasil no debate climático internacional, sinalizando que, mesmo em meio à concorrência global, há espaço para convergência e liderança compartilhada na luta contra as mudanças climáticas.</p>
<p>O Brasil, anfitrião da COP30, também ganha com esse movimento. A disposição da UE e da China em colaborar envia um sinal claro: há expectativas de que o país exerça um papel de mediação, costurando pontes entre o Norte e o Sul globais. Com a floresta amazônica no centro do debate, e um histórico recente de reconstrução da política ambiental brasileira, o momento é propício para que o Brasil lidere uma nova diplomacia climática, baseada em justiça ambiental, transição energética e cooperação internacional.</p>
<p>Mais do que negociações técnicas, a COP30 se desenha como um espaço de disputa narrativa e de reequilíbrio político. O alinhamento entre China e Europa, com ênfase em soluções sustentáveis e mecanismos de mercado de carbono, pressiona outros países a se posicionarem. Belém, por sua vez, deixa de ser apenas o cenário do evento e passa a representar um símbolo do que o mundo pode e precisa ser: um território onde os opostos dialogam em nome do bem comum</p>
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			</item>
		<item>
		<title>De olho na segurança, Europa adota tecnologia anti-sono em carros novos</title>
		<link>https://europa-brasil.com/de-olho-na-seguranca-europa-adota-tecnologia-anti-sono-em-carros-novos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 22:25:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[segurança]]></category>
		<category><![CDATA[setor automotivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia deu um passo decisivo para aumentar a segurança nas estradas, tornando obrigatória a implementação de tecnologia anti-sono em todos os carros novos. A medida visa reduzir drasticamente os acidentes de trânsito, com a ambiciosa meta de salvar 25 mil vidas até 2038 e eliminar completamente as mortes no trânsito até 2050. Assim [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia deu um passo decisivo para aumentar a segurança nas estradas, tornando obrigatória a implementação de tecnologia anti-sono em todos os carros novos. A medida visa reduzir drasticamente os acidentes de trânsito, com a ambiciosa meta de salvar 25 mil vidas até 2038 e eliminar completamente as mortes no trânsito até 2050.</p>
<p>Assim como o airbag se tornou um padrão de segurança no passado, agora todos os veículos novos produzidos na Europa precisarão incluir dispositivos capazes de detectar a fadiga e a sonolência dos motoristas, alertando-os para prevenir acidentes graves. Essa iniciativa é parte de um esforço maior do Euro NCAP (Programa Europeu de Avaliação de Carros Novos) para transformar positivamente o sistema rodoviário europeu.</p>
<p>Os números falam por si: em 2019, 22.800 pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito na Europa. Em 2022, esse número caiu para 20.400, uma redução de 10%. Com a nova tecnologia, a expectativa é evitar pelo menos 140 mil ferimentos graves até 2038. Se as reduções continuarem nesse ritmo, a União Europeia espera zerar as mortes no trânsito até 2050.</p>
<p>Além da tecnologia de detecção de sonolência, a nova legislação inclui uma série de outras regulamentações de segurança. Todos os veículos motorizados, incluindo carros, caminhões e ônibus, deverão adotar sistemas de assistência à velocidade, câmeras ou sensores para detecção de marcha-ré, sistemas de permanência na faixa, frenagem automatizada e gravadores de dados de eventos.</p>
<p>Para aumentar a segurança de pedestres e ciclistas, ônibus e caminhões serão equipados com tecnologias que melhoram o reconhecimento de pontos cegos e sistemas de alerta, além de sensores específicos para monitoramento da pressão dos pneus.</p>
<p>No coração dessa revolução está a tecnologia DDAW (Driver Drowsiness and Attention Warning), desenvolvida para avaliar o estado de alerta do condutor através da análise de dados do veículo. Quando necessário, o sistema fornece um aviso de perigo, detectando padrões de condução que indicam fadiga.</p>
<h2><strong>E o Brasil?</strong></h2>
<p>Enquanto a Europa avança com essas regulamentações inovadoras, o Brasil permanece estagnado. Não há debates significativos sobre a construção de uma legislação com metas concretas para reduzir os acidentes de trânsito causados pela fadiga. Embora existam campanhas importantes lideradas por entidades não governamentais e órgãos públicos, como o &#8220;Maio Amarelo&#8221; do Observatório Nacional de Segurança Viária, os índices de acidentes no Brasil continuam alarmantes.</p>
<p>Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o Brasil é o terceiro país com mais mortes no trânsito no mundo, com 31.174 óbitos registrados em 2022. Isso coloca o Brasil atrás apenas de Índia e China, países com populações muito maiores.</p>
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		<title>Europa intensifica esforços para tributar os super-ricos e combater desigualdades</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-intensifica-esforcos-para-tributar-os-super-ricos-e-combater-desigualdades/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 12:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Fortuna]]></category>
		<category><![CDATA[Tributação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recente divulgação do relatório global sobre evasão de impostos de 2024 revela uma realidade alarmante: os governos da União Europeia estão perdendo anualmente uma quantia exorbitante de € 286,5 bilhões em receitas fiscais devido à incapacidade de tributar de forma justa os super-ricos. Isso equivale a uma perda de € 33 milhões por hora, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A recente divulgação do relatório global sobre evasão de impostos de 2024 revela uma realidade alarmante: os governos da União Europeia estão perdendo anualmente uma quantia exorbitante de € 286,5 bilhões em receitas fiscais devido à incapacidade de tributar de forma justa os super-ricos. Isso equivale a uma perda de € 33 milhões por hora, destacando uma lacuna significativa no sistema tributário europeu.</p>
<p>De acordo com a análise da ONG britânica Oxfam, a implementação de um imposto europeu sobre a riqueza, com uma taxa de até 5%, poderia gerar uma arrecadação anual capaz de equiparar o PIB da Finlândia. Tal medida não apenas ajudaria a preencher essa lacuna, mas também mitigaria as crescentes desigualdades econômicas na região.</p>
<p>Os números são contundentes: o 1% mais rico da Europa detém quase metade de toda a riqueza financeira do continente, enquanto os 99% restantes sofrem com uma diminuição de seu patrimônio líquido. Desde 2020, os multimilionários da UE aumentaram sua riqueza acumulada em um terço, atingindo a marca de € 1,9 trilhões no ano passado, enquanto a grande maioria da população viu seus recursos diminuírem.</p>
<p>Essa disparidade é ainda mais evidente quando se observa a carga tributária imposta aos diferentes estratos sociais. Enquanto a maioria dos cidadãos europeus paga entre 40% e 50% de sua renda em impostos, os super-ricos desfrutam de uma taxa significativamente menor, muitas vezes em torno de apenas 20%. Essa injustiça fiscal é insustentável e exige uma ação imediata por parte dos governos europeus.</p>
<p>A proposta de um imposto progressivo sobre a riqueza entre 2% e 5% para os multimilionários e bilionários da Europa surge como uma solução viável e necessária. Além de corrigir as distorções do sistema tributário, essa medida poderia gerar uma receita substancial, capaz de financiar diversas iniciativas cruciais para o bem-estar social e econômico da região.</p>
<p>A opinião pública está cada vez mais favorável a essa abordagem, com cerca de 67% dos europeus concordando em tributar os ricos para apoiar os mais necessitados. A Iniciativa de Cidadania Europeia para um imposto europeu sobre a riqueza, apoiada pela Oxfam, economistas renomados e até mesmo alguns multimilionários, representa um passo importante na direção da justiça fiscal e da igualdade de oportunidades na Europa.</p>
<p>Para Esther Duflo, Nobel de Economia, a cobrança de imposto sobre a fortuna de super-ricos e o aumento da tributação de multinacionais foram incorporados ao espírito do tempo e podem gerar, em todo o mundo, US$ 500 bilhões ao ano para financiar medidas de mitigação de impactos da crise climática sobre populações e países pobres.</p>
<h2><strong>Tributação para os ricos na agenda do Brasil</strong></h2>
<p>O Brasil emerge como protagonista na pauta da tributação global dos super-ricos no contexto do G20, destacando a importância de medidas abrangentes para combater a evasão fiscal e promover uma distribuição mais equitativa da riqueza. Ao abordar a necessidade de reformas nos bancos multilaterais, demonstra uma visão ampla que vai além das fronteiras nacionais, reconhecendo a interdependência econômica global.</p>
<p>O alerta sobre a importância de políticas industriais sustentáveis destaca a urgência de uma transição para uma &#8220;reindustrialização verde&#8221;, garantindo que os países em desenvolvimento não sejam deixados para trás nesse processo.</p>
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		<title>Português de Portugal: cada vez mais brasileiro?</title>
		<link>https://europa-brasil.com/portugues-de-portugal-cada-vez-mais-brasileiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Apr 2024 16:20:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O português de Portugal está experimentando uma crescente influência do português brasileiro, com expressões e palavras típicas do Brasil se tornando cada vez mais comuns no vocabulário dos portugueses. Linguistas e estudiosos observam que termos como &#8216;grama&#8217;, &#8216;geladeira&#8217; e &#8216;dica&#8217; estão sendo adotados, especialmente por crianças e adolescentes que acompanham de perto influencers e youtubers [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O português de Portugal está experimentando uma crescente influência do português brasileiro, com expressões e palavras típicas do Brasil se tornando cada vez mais comuns no vocabulário dos portugueses. Linguistas e estudiosos observam que termos como &#8216;grama&#8217;, &#8216;geladeira&#8217; e &#8216;dica&#8217; estão sendo adotados, especialmente por crianças e adolescentes que acompanham de perto influencers e youtubers brasileiros nas redes sociais.</p>
<p>Essa tendência não é recente, tendo suas raízes na década de 1970 com a popularização das novelas brasileiras em Portugal, e tem sido amplificada nos últimos anos pelo conteúdo nas redes sociais. Segundo especialistas consultados pela BBC Brasil, o fenômeno é evidente em diferentes gerações, com até mesmo os portugueses mais velhos incorporando esses &#8216;brasileirismos&#8217;.</p>
<p>O linguista português Fernando Venâncio, autor do livro &#8220;O Português à Descoberta do Brasileiro&#8221;, destaca que muitas dessas palavras já estão presentes em Portugal há algumas décadas. Ele aponta que expressões como &#8220;será que&#8221; para introduzir perguntas e o termo &#8220;dica&#8221; são exemplos de palavras brasileiras que têm se enraizado na linguagem portuguesa.</p>
<p>Além disso, questões como o uso do gerúndio e da palavra &#8216;você&#8217; são frequentemente citadas como &#8216;brasileirismos&#8217;, embora tenham raízes antigas na língua portuguesa. O gerúndio, por exemplo, era comum em Portugal até o século 19 e ainda é predominante em certas regiões do país.</p>
<p>No entanto, para alguns especialistas, o uso de &#8216;você&#8217; por parte dos portugueses não é necessariamente uma influência brasileira, mas sim uma evolução natural da língua. A sua habitualidade pode ter tornado o seu uso mais comum e aceitável para algumas pessoas em Portugal, embora ainda haja variações na percepção de sua formalidade e adequação.</p>
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		<title>Economia e meio ambiente são temas prioritários na agenda de encontros entre Emmanuel Macron e Lula esta semana</title>
		<link>https://europa-brasil.com/economia-e-meio-ambiente-sao-temas-prioritarios-na-agenda-de-encontros-entre-emmanuel-macro-e-lula-esta-semana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 10:56:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Exportações]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Macron]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente francês Emmanuel Macron chega ao Brasil nesta 3ª. feira e ficará três dias no país. Ele não visitava a América Latina Sul desde 2017, quando estava em seu primeiro mandato, e sua visita é mais um passo no processo de revigoramento das relações entre os dois países, fortemente afetadas durante o governo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente francês Emmanuel Macron chega ao Brasil nesta 3ª. feira e ficará três dias no país. Ele não visitava a América Latina Sul desde 2017, quando estava em seu primeiro mandato, e sua visita é mais um passo no processo de revigoramento das relações entre os dois países, fortemente afetadas durante o governo de Jair Bolsonaro.</p>
<p>Independente da reaproximação diplomática (ainda que os dois governos tenham visões diferentes em temas como a invasão da Ucrânia pela Rússia, condenada por Paris mas não criticada por Brasília, e os tons adotados na questão do conflito em Gaza) o aspecto econômico ajuda a dar relevância ao encontro entre os dois líderes.</p>
<p>O Brasil é o maior comprador de produtos e serviços da França na América Latina e o segundo na lista das economias emergentes que mais recebem investimentos daquele país. O comércio bilateral atinge 8,4 bilhões de euros por ano e Paris é superavitária nessa relação comercial em 379 milhões de euros.</p>
<p>Do total das exportações nacionais para a França, expressivos 29% são de itens do setor agrícola. Essa participação preocupa os produtores franceses e contribuiu fortemente para inviabilizar, pelo menos até o momento, a finalização de um acordo comercial entre União Europeia e Mercosul que parecia bem encaminhado até o final do ano passado mas acabou frustrado.</p>
<p>“Estamos num momento franco-brasileiro”, defende a chancelaria francesa, destacando os “muitos pontos de convergência” com Lula, particularmente nas “grandes questões globais”.</p>
<p>Os dois líderes parecem interessados ​​em avançar em temas que os unem, como meio ambiente e a transição para uma economia mais verde, além da reforma da governança internacional. “Não conseguiremos vencer a luta pelo clima se não vencermos também a luta contra a pobreza. É realmente uma convicção que os une”, aponta o Palácio do Elysée.</p>
<p>O Brasil, que este ano preside o G20, grupo das nações mais industrializadas, sediará a COP30 em Belém em 2025 (não coincidentemente, o primeiro encontro entre Lula e Macron será naquela cidade). O país está no centro dessas discussões de alcance global e quer aproveitar ao máximo esse protagonismo  até o final do ano, quando passa a presidência do G20 para a África do Sul.</p>
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		<title>Brasil e Alemanha fecham parcerias e líderes das nações se comprometem a trabalhar pelo Acordo entre UE e Mercosul</title>
		<link>https://europa-brasil.com/brasil-e-alemanha-fecham-parcerias-e-lideres-das-nacoes-se-comprometem-a-trabalhar-pelo-acordo-entre-ue-e-mercosul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2023 11:08:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo UE-Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanhã]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cooperação]]></category>
		<category><![CDATA[fundo amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Olaf Scholz]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao completar um mês na Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado sua agenda por uma política externa mais efetiva e de reestruturação de pactos com parceiros importantes. Esse é o caso da Alemanha, a principal economia da União Europeia e uma potencial global que em apenas 30 dias enviou a Brasília seu presidente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ao completar um mês na Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva tem intensificado sua agenda por uma política externa mais efetiva e de reestruturação de pactos com parceiros importantes. Esse é o caso da Alemanha, a principal economia da União Europeia e uma potencial global que em apenas 30 dias enviou a Brasília seu presidente e seu chanceler. E, mais que discursos, as reuniões resultaram em medidas práticas entre as duas nações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a defesa da democracia, do meio ambiente e a intenção de celebrar ainda no primeiro semestre o acordo entre União Europeia e Mercosul tenham ganhado as manchetes, a visita de Olaf Scholz gerou parcerias importantes. Uma medida prática foi a doação de mais 200 milhões de euros ao Fundo Amazônia pelo país europeu, apoio tecnológico a micro e pequenos empreendedores verdes, financiamento com juros subsidiados para ações de reflorestamento e suporte técnico para que governos locais, sobretudo da Amazônia, desenvolvam frentes de preservação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reunião celebrou, inclusive, um alinhamento de prioridades. Se os alemães se comprometeram com a redução da desigualdade e da pobreza no Brasil, os brasileiros, pela primeira vez, seguiram os europeus em uma condenação enfática da invasão russa à Ucrânia. Lula propôs, ao lado de Scholz, a criação de uma nova frente de negociação para buscar a paz no leste europeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No encontro entre os presidente Lula e o Chanceler Scholz foi feito o relançamento  da parceria estratégica entre Brasil e Alemanha, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre as nações no enfrentamento dos desafios globais. Temas relacionados aos conflitos mundiais, questões como a expansão das energias renováveis, o combate às alterações climáticas e o combate à pobreza entraram na agenda entre os líderes brasileiro e alemão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Os líderes valorizam as intensas relações econômicas bilaterais entre Brasil e Alemanha. Ressaltaram a importância do aprofundamento das relações comerciais e destacaram a intenção de acelerar a conclusão das negociações de um acordo equilibrado entre o Mercosul e a União Europeia”, destaca o comunicado conjunto divulgado pelos países.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A liberação dos recursos para o Fundo Amazônia foi tratada diretamente pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com a ministra da Cooperação  Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do encontro, no qual Schulze anunciou a doação de 200 milhões de euros – mais de R$ 1 bilhão –, para projetos de conservação de florestas e demais questões de clima nos 100 primeiros dias da gestão Lula, Marina Silva disse que os valores poderão inclusive ajudar o povo Yanomami, que passa por uma situação de emergência com grande parte da população da etnia em situação precária de desnutrição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Os recursos do Fundo Amazônia serão deslocados para ações emergenciais. Essas ações estão sendo tratadas em vários níveis, que envolvem: a questão da saúde; o tratamento ao problema da grave situação de fome, que está assolando as comunidades; a parte de segurança, para que essas pessoas possam ficar em suas comunidades&#8221;, declarou a ministra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na agenda de negócios, foi realizada uma reunião paralela entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e a ministra alemã da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, Svenja Schulze, além de empresários alemães e brasileiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além das pautas climática e de negócios, Lula e Scholz reafirmaram o compromisso “inabalável do Brasil e da Alemanha com a democracia, os direitos humanos e a inclusão social”. Também enfatizaram seu compromisso com o direito internacional, a Carta das Nações Unidas e a resolução pacífica de conflitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O presidente Lula deve ter outros encontros com líderes mundiais ainda no primeiro semestre de 2023, sendo o próximo com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em fevereiro, quando o presidente brasileiro irá até Washington.</span></p>
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