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	<title>Arquivo de china - Europa | Brasil</title>
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		<title>UE e EUA fecham acordo para reduzir dependência de minerais chineses</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ue-e-eua-fecham-acordo-para-reduzir-dependencia-de-minerais-chineses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 19:22:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia e os Estados Unidos estão em fase avançada de negociações para coordenar a produção e o fornecimento de minerais críticos, segundo informações da Bloomberg News divulgadas nesta sexta-feira (10). O acordo em gestação representa um dos movimentos mais concretos do Ocidente para reduzir uma vulnerabilidade estrutural que ficou escancarada ao longo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia e os Estados Unidos estão em fase avançada de negociações para coordenar a produção e o fornecimento de minerais críticos, segundo informações da Bloomberg News divulgadas nesta sexta-feira (10). O acordo em gestação representa um dos movimentos mais concretos do Ocidente para reduzir uma vulnerabilidade estrutural que ficou escancarada ao longo de 2025.</p>
<p>O potencial acordo criaria incentivos, incluindo garantias de preços mínimos, que poderiam favorecer fornecedores não chineses, com base num rascunho de &#8220;plano de ação&#8221;. As duas partes também cooperariam em padrões, investimentos e projetos conjuntos, além de coordenar respostas a eventuais perturbações no fornecimento por países como a China.</p>
<p>A dimensão do acordo é ampla. Segundo um memorando de entendimento não vinculante, a parceria cobriria os minerais críticos ao longo de toda a cadeia de valor, desde a exploração e extração até o processamento, refino, reciclagem e recuperação.</p>
<p>O contexto que impulsiona esse movimento é inequívoco. Para 19 dos 20 minerais estratégicos mais importantes, a China é a principal refinadora, com uma fatia de mercado média de 70%, segundo o Global Critical Minerals Outlook 2025 da Agência Internacional de Energia. No caso específico das terras raras, a concentração é ainda mais severa: Pequim minera cerca de 60% do total global, processa aproximadamente 90% e fabrica cerca de 94% dos ímãs contendo terras raras usados na energia limpa e em veículos elétricos.</p>
<p>Esse poder de mercado deixou de ser meramente comercial em abril de 2025. Quando o governo chinês introduziu controles de exportação sobre sete elementos pesados de terras raras, montadoras nos EUA, na Europa e em outros mercados tiveram dificuldades para obter ímãs permanentes, com algumas forçadas a cortar taxas de utilização ou mesmo interromper temporariamente a produção. Os preços europeus chegaram a seis vezes os praticados na China.</p>
<p>Pequim posteriormente suspendeu parte dos controles mais amplos por um ano, um recuo que analistas interpretam como manobra tática. A suspensão temporária, em vigor até novembro de 2026, foi enquadrada por Pequim como um &#8220;ajuste temporário&#8221;, sem referência a mudanças estruturais de política.</p>
<p>Em março, o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, descreveu como &#8220;muito positiva&#8221; uma reunião com o representante comercial americano Jamieson Greer à margem de uma reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio nos Camarões, onde os dois lados concordaram em avançar nas discussões sobre minerais críticos.</p>
<p>A UE está preparada para assinar um memorando de entendimento com os EUA para desenvolver um &#8220;Strategic Partnership Roadmap&#8221; em até três meses, segundo pessoas familiarizadas com o tema. O acordo bilateral também serviria de base para uma arquitetura multilateral: as duas partes buscam atrair outros parceiros de pensamento similar para um acordo mais amplo, visando construir cadeias de fornecimento resilientes para minerais essenciais a tecnologias que vão de sistemas de mísseis e caças a veículos elétricos e infraestrutura de energia renovável.</p>
<p>O Japão já integra as conversações. Segundo fontes familiarizadas com os preparativos, o Escritório do Representante Comercial dos EUA conduzirá tratativas para um acordo comercial que deve incluir um piso de preços e tarifas sobre os materiais, para neutralizar distorções de mercado promovidas pela China.</p>
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		<title>China busca aproximação com Irlanda de olho em relações com União Europeia</title>
		<link>https://europa-brasil.com/china-busca-aproximacao-com-irlanda-de-olho-em-relacoes-com-uniao-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2026 15:14:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A primeira visita oficial de um líder irlandês a Pequim em 14 anos expõe estratégia chinesa de diálogo bilateral enquanto tensões com Bruxelas permanecem congeladas Pequim intensifica sua ofensiva diplomática na Europa por meio de acordos bilaterais, e a visita do primeiro-ministro irlandês Micheal Martin à China nesta semana ilustra essa estratégia em ação. No [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira visita oficial de um líder irlandês a Pequim em 14 anos expõe estratégia chinesa de diálogo bilateral enquanto tensões com Bruxelas permanecem congeladas</p>
<p>Pequim intensifica sua ofensiva diplomática na Europa por meio de acordos bilaterais, e a visita do primeiro-ministro irlandês Micheal Martin à China nesta semana ilustra essa estratégia em ação. No encontro com o presidente Xi Jinping realizado segunda-feira no Grande Salão do Povo, Xi sinalizou que a China está disposta a intensificar a cooperação econômica e comercial com a Irlanda em áreas como inteligência artificial, economia digital e produtos farmacêuticos, ao mesmo tempo em que utilizou o diálogo para enviar recados a Bruxelas.</p>
<p>A escolha da Irlanda como interlocutora não é casual. O país assume a presidência rotativa do Conselho da União Europeia no segundo semestre deste ano, momento que Pequim considera estratégico para reposicionar suas relações com o bloco europeu. Durante o encontro, Xi destacou que China e União Europeia devem manter uma perspectiva de longo prazo e buscar cooperação mutuamente benéfica.</p>
<p>A visita de Martin ocorre em um contexto de crescente atrito comercial entre China e União Europeia. Duas semanas antes do encontro, Pequim anunciou tarifas provisórias de até 42,7% sobre produtos lácteos da UE, medida amplamente vista como retaliação às tarifas europeias sobre veículos elétricos chineses impostas em outubro de 2024.</p>
<p>Para a Irlanda, o timing é particularmente delicado. O país é um dos maiores exportadores de laticínios da Europa, com embarques anuais que somam cerca de 6 bilhões de euros. A indústria láctea irlandesa exporta mais de 90% de sua produção, tornando-se especialmente vulnerável a barreiras comerciais. Além disso, as exportações de carne bovina irlandesa para a China estão suspensas desde 2024 após um caso de doença da vaca louca.</p>
<p>Durante as conversas, Martin levantou especificamente a questão das tarifas lácteas e das exportações de carne bovina, e Xi se comprometeu a dialogar com autoridades chinesas sobre esses temas. O primeiro-ministro irlandês descreveu o encontro como &#8220;caloroso e construtivo&#8221;, enfatizando a defesa irlandesa pelo comércio aberto e pelo reconhecimento da interdependência global.</p>
<p>A estratégia chinesa de engajamento bilateral com países europeus reflete uma resposta pragmática ao esfriamento das relações com Bruxelas. No final de 2025, o presidente francês Emmanuel Macron e o rei Felipe VI da Espanha realizaram visitas separadas à China, sinalizando que Pequim mantém canais de diálogo com capitais europeias mesmo quando as negociações com a Comissão Europeia permanecem travadas.</p>
<p>A China é o maior parceiro comercial da Irlanda na Ásia e o quinto maior globalmente, com o comércio bilateral atingindo 36 bilhões de euros em 2023. Os principais impulsionadores das exportações irlandesas incluem equipamentos médicos, produtos farmacêuticos, serviços de informática e produtos agroalimentares.</p>
<p>A escalada tarifária entre China e União Europeia começou em 2023, quando a Comissão Europeia lançou uma investigação antissubsídio sobre veículos elétricos chineses. Desde então, Pequim impôs medidas sobre importações de conhaque, carne suína e agora laticínios da UE. A Irlanda votou a favor das tarifas sobre veículos elétricos chineses, o que pode ter contribuído para sua inclusão nas investigações sobre subsídios agrícolas.</p>
<p>A visita de Martin, que se estende até quinta-feira com agenda em Xangai, representa uma tentativa de reequilibrar interesses comerciais nacionais com os compromissos europeus. O desafio para Dublin será manter autonomia nas negociações comerciais sem fragilizar a posição conjunta da União Europeia nas disputas com Pequim, um dilema que outros países europeus enfrentarão à medida que a China intensificar sua diplomacia bilateral no continente.</p>
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		<title>Bruxelas traça nova rota para autonomia em matérias-primas críticas</title>
		<link>https://europa-brasil.com/bruxelas-traca-nova-rota-para-autonomia-em-materias-primas-criticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 18:50:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[Matéria-prima]]></category>
		<category><![CDATA[terras raras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia começa a desenhar um caminho próprio para reduzir a dependência de materiais estratégicos. Atualmente, mais de 90% dos ímãs de terras raras usados na Europa vêm da China, uma dependência que expõe o continente a riscos geopolíticos e econômicos. O movimento de Bruxelas ocorre em um momento simbólico: em 9 de outubro [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia começa a desenhar um caminho próprio para reduzir a dependência de materiais estratégicos. Atualmente, mais de 90% dos ímãs de terras raras usados na Europa vêm da China, uma dependência que expõe o continente a riscos geopolíticos e econômicos.</p>
<p>O movimento de Bruxelas ocorre em um momento simbólico: em 9 de outubro de 2025, Pequim ampliou de sete para doze o número de elementos de terras raras sujeitos a controle de exportação, reforçando o argumento europeu em favor da autonomia estratégica.</p>
<p>A resposta da UE toma forma no RESourceEU, uma iniciativa inspirada no REPowerEU, plano criado para diversificar as fontes energéticas do bloco após a invasão russa da Ucrânia, em 2022. O novo programa aposta na economia circular, com a recuperação de matérias-primas já contidas em produtos vendidos na Europa, além de compras conjuntas, reservas estratégicas e incentivos à extração e ao refino dentro do território europeu.</p>
<p>Durante uma conferência em Berlim, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou uma estratégia dividida em três horizontes temporais. No curto prazo, Bruxelas pretende manter o diálogo com a China e coordenar posições com os parceiros do G7. A médio e longo prazo, acelera acordos com países como Austrália, Canadá, Chile, Groenlândia, Cazaquistão, Uzbequistão e Ucrânia, todos com grandes reservas de minerais críticos.</p>
<blockquote><p>“O objetivo é garantir acesso a fontes alternativas de matérias-primas essenciais no curto, médio e longo prazos para as indústrias europeias”, afirmou Von der Leyen. O plano inclui compras conjuntas e a formação de estoques estratégicos, com foco em ampliar investimentos em produção e processamento dentro da própria União.</p></blockquote>
<h2>Pressão global e disputas comerciais</h2>
<p>A decisão da China de ampliar os controles de exportação ocorre em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos. Para a Europa, os efeitos são diretos: esses minerais são cruciais para setores como automotivo, defesa, aeroespacial, semicondutores e data centers. Von der Leyen alertou que as restrições chinesas têm “enorme impacto” sobre cadeias industriais estratégicas.</p>
<p>Ainda assim, a construção de consenso interno não é simples. França e Polônia defenderam incluir o tema nas conclusões da última cúpula de líderes, mas não houve unanimidade. A Alemanha, maior economia do bloco e fortemente integrada ao mercado chinês, mostrou resistência, expondo diferentes visões sobre o equilíbrio entre autonomia e interesse econômico.</p>
<p>O presidente francês Emmanuel Macron indicou disposição para usar instrumentos comerciais da UE, se necessário. Von der Leyen reforçou: “No curto prazo, buscamos soluções com nossos colegas chineses. Mas estamos prontos para usar todos os instrumentos disponíveis, se for preciso”.</p>
<p>Na 25ª Cúpula China-UE, realizada em julho de 2025, as partes firmaram um mecanismo de fornecimento conjunto para identificar gargalos e acelerar o envio de matérias-primas críticas. Von der Leyen chamou o canal de “pragmático”, um sinal de que, apesar das tensões, ainda há espaço para cooperação técnica.</p>
<h2><strong>Um desafio estrutural</strong></h2>
<p>Durante décadas, a Europa se beneficiou da especialização chinesa em mineração e refino de terras raras, um grupo de 17 elementos essenciais para tecnologias de ponta. A China hoje responde por cerca de 60% da produção global e 90% da capacidade de refino, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Essa vantagem resulta de investimentos maciços e de uma estratégia de longo prazo.</p>
<p>No novo plano europeu, a reciclagem surge como pilar central. Von der Leyen destacou que o RESourceEU ampliará o reaproveitamento de materiais críticos presentes em produtos já comercializados, reduzindo a necessidade de novas importações e fortalecendo uma cadeia mais circular e sustentável.</p>
<p>Mas a tarefa é complexa. Desenvolver capacidade própria de extração e refino exige anos de investimento, conhecimento técnico e vontade política para superar resistências ambientais e altos custos. A experiência recente com o REPowerEU mostrou, no entanto, que a Europa é capaz de realinhar rapidamente suas cadeias de suprimentos quando há determinação política e consenso entre os Estados-membros.</p>
<h2>Entre o risco e o pragmatismo</h2>
<p>A nova abordagem europeia busca reduzir vulnerabilidades sem romper laços comerciais. Em vez de “desacoplar” da economia chinesa, Bruxelas fala em “desarriscar”, uma tentativa de conciliar interdependência econômica com soberania estratégica.</p>
<p>Na prática, empresas europeias já sentem o impacto. De acordo com a Câmara de Comércio da União Europeia na China, diversas companhias industriais reduziram a produção em agosto, e dezenas de outras planejam paralisações. A crise, antes restrita ao campo diplomático, já afeta a economia real.</p>
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		<title>Montadoras enfrentam marcha lenta na corrida elétrica</title>
		<link>https://europa-brasil.com/montadoras-enfrentam-marcha-lenta-na-corrida-eletrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 20:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[carro elétrico]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[setor automotivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transição para os veículos elétricos na Europa, antes tratada como inevitável, está enfrentando um choque de realidade. Volkswagen, Ford e Stellantis &#8211; três pilares da indústria automotiva &#8211; anunciaram cortes e paralisações em fábricas no continente, sinalizando que a demanda não acompanha a velocidade das metas regulatórias nem o otimismo das projeções de mercado. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A transição para os veículos elétricos na Europa, antes tratada como inevitável, está enfrentando um choque de realidade. Volkswagen, Ford e Stellantis &#8211; três pilares da indústria automotiva &#8211; anunciaram cortes e paralisações em fábricas no continente, sinalizando que a demanda não acompanha a velocidade das metas regulatórias nem o otimismo das projeções de mercado.</p>
<p>A Volkswagen vai suspender parte da produção de modelos elétricos na Alemanha a partir de outubro. A planta de Zwickau, transformada em vitrine da estratégia elétrica do grupo, paralisará a linha do Audi Q4 e-tron por uma semana. O motivo, segundo porta-voz da fábrica, é a combinação de procura mais fraca na Europa e das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que comprimem margens.</p>
<p>Não é a primeira vez que Zwickau enfrenta ajustes. Oscilações de demanda já haviam levado a interrupções nos últimos dois anos. A fábrica produz ainda os Volkswagen ID.3, ID.4, ID.5 e o Cupra Born. Em Emden, onde saem os ID.4 e ID.7, a solução foi reduzir jornadas e programar paradas parciais.</p>
<p>Apesar das dificuldades, a Volkswagen superou recentemente a Tesla em vendas de elétricos no continente, com cerca de 16 mil unidades ID emplacadas no último mês, um salto de 45% frente ao ano anterior. O volume, no entanto, mostra-se insuficiente para sustentar linhas operando em plena capacidade.</p>
<p>Depois de eliminar modelos históricos como Fiesta e Mondeo, a Ford planeja cortar mais 1.000 postos em Colônia, Alemanha. O insucesso comercial dos elétricos Capri e Explorer pressiona a operação. A empresa já admite que não conseguirá cumprir a meta de ter apenas elétricos na Europa a partir de 2030.</p>
<p>O discurso oficial aponta para uma equação conhecida: vendas abaixo do esperado, infraestrutura de recarga insuficiente e ausência de incentivos robustos. A reação foi reposicionar a estratégia com um novo SUV híbrido e a combustão, reconhecendo que a eletrificação integral não encontrará terreno fértil no curto prazo.</p>
<p>A Stellantis, conglomerado formado por Peugeot, Fiat, Opel, Jeep e outras marcas, também está ajustando seu ritmo. O Alfa Romeo Tonale, que deveria alavancar a marca no segmento de crossovers, amarga queda de 42% na Europa até agosto. Resultado: a fábrica de Pomigliano, no sul da Itália, ficará paralisada entre 29 de setembro e 10 de outubro.</p>
<p>Outros modelos como Dodge Hornet, Fiat Panda antigo, DS 3 e Opel Mokka também terão linhas suspensas em diferentes plantas. Segundo a ACEA, as vendas do grupo recuaram 8,1% até julho, um baque para marcas que já sofrem com margens estreitas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há pontos de respiro. O novo Fiat Grande Panda impulsionou as vendas na Itália, e o Alfa Romeo Junior já acumula 45 mil pedidos em 38 países. A transição, no entanto, revela-se desigual, com modelos bem-sucedidos em nichos e outros encalhados nos pátios.</p>
<h2>O dilema europeu</h2>
<p>A desaceleração nas fábricas acontece em meio a pressões políticas. A União Europeia manteve firme o banimento de novos carros a combustão a partir de 2035, mas a velocidade da demanda real contrasta com os planos de gabinete. Para consumidores, o alto preço dos elétricos e a infraestrutura de recarga ainda insuficiente explicam a hesitação. Para montadoras, os custos elevados e a concorrência agressiva de fabricantes chineses minam margens e planos de expansão.</p>
<p>A pressão vem principalmente da BYD, que triplicou suas vendas na União Europeia em agosto de 2025, superando a Tesla pelo segundo mês consecutivo. No primeiro semestre de 2025, as marcas chinesas cresceram 91% em vendas na Europa, atingindo 5,1% de participação de mercado, o dobro do registrado no ano anterior. A ofensiva ocorre apesar das tarifas punitivas impostas pela UE sobre veículos elétricos fabricados na China, sinalizando que preço e tecnologia chineses encontraram espaço mesmo em ambiente regulatório hostil.</p>
<p>Os números confirmam o gargalo da infraestrutura. Ao final de 2024, a União Europeia contava com pouco mais de 882 mil pontos de recarga públicos, sendo 16% carregadores rápidos (DC) e 84% convencionais (AC). Para atender a frota estimada de 40 milhões de elétricos até 2030, o continente precisará de pelo menos 3 milhões de pontos públicos, uma expansão de mais de 240% em cinco anos. A distribuição é desigual: Alemanha, França, Holanda e Bélgica concentram a infraestrutura, enquanto países do sul e leste europeu seguem defasados.</p>
<p>Segundo dados recentes da Agência Europeia do Ambiente, a participação dos elétricos nas novas vendas atingiu 15% no primeiro semestre de 2025, crescimento expressivo frente a 2020, mas longe de consolidar o salto necessário para cumprir as metas climáticas.</p>
<p>Do lado do consumidor, a hesitação persiste. Os elétricos puros atingiram 15,8% de participação de mercado até agosto de 2025, crescimento frente aos 12,6% do ano anterior, mas os híbridos tradicionais lideram com 34,7%, mostrando-se a escolha preferida dos europeus. A preferência revela pragmatismo: consumidores buscam eletrificação gradual sem abrir mão da autonomia da combustão. Preço elevado, autonomia limitada e tempo de recarga seguem como barreiras principais, especialmente para quem não tem acesso a carregamento doméstico.</p>
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		<title>China inunda mercados europeus enquanto Bruxelas encara dilema estratégico</title>
		<link>https://europa-brasil.com/china-inunda-mercados-europeus-enquanto-bruxelas-encara-dilema-estrategico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Sep 2025 15:28:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[Comissão Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[concorrência]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No coração da tensão comercial entre Ásia e Ocidente, um alarme soa em Bruxelas: as exportações chinesas para a Europa cresceram com intensidade suficiente para despertar preocupações entre líderes empresariais e autoridades da União Europeia. A advertência vem de Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio da UE na China, que acusa três motores principais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No coração da tensão comercial entre Ásia e Ocidente, um alarme soa em Bruxelas: as exportações chinesas para a Europa cresceram com intensidade suficiente para despertar preocupações entre líderes empresariais e autoridades da União Europeia. A advertência vem de Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio da UE na China, que acusa três motores principais por trás desse avanço: competitividade das empresas chinesas, câmbio favorável e apoio estatal robusto, e pede que Pequim retome o equilíbrio entre oferta e demanda para mitigar riscos.</p>
<p>O alerta encontra eco nos números: só no primeiro semestre de 2025, as exportações chinesas de automóveis para a União Europeia aumentaram 36,2% em volume em relação a 2023, consolidando a China como maior exportador para o bloco, enquanto as vendas de veículos europeus para o mercado chinês caíram quase pela metade no mesmo período. Esse desequilíbrio ilustra como a pressão não se limita a estatísticas agregadas, mas já impacta diretamente setores estratégicos da economia europeia.</p>
<blockquote><p>Eskelund traça uma ligação direta entre a retração das exportações chinesas para os Estados Unidos e o salto dos embarques para a Europa. “Podemos dizer que há um desvio de comércio, mas não creio que seja toda a história”, afirmou em entrevista à <em>Euronews</em>. De fato, dados confirmam que a China enfrentou uma queda em suas exportações para a América do Norte na primeira metade do ano.</p></blockquote>
<p>Esse fenômeno, entretanto, não decorre apenas de reorientações estratégicas. Eskelund também aponta para fatores internos: “em muitos setores, há concorrência muito intensa e excesso de capacidade em outros”. E alerta: se as importações chinesas entrarem na Europa com preços artificialmente baixos, os produtores locais sofrerão, sobretudo em um momento de fragilidade no mercado interno europeu.</p>
<p>A Comissão Europeia, contudo, mantém cautela. Perguntado sobre um eventual risco sistêmico, o porta-voz Olof Gill minimizou sinais de alarme: “não vemos provas de que esteja havendo um desvio massivo do comércio”. Esse contraste de interpretações reflete as tensões latentes entre os interesses da indústria &#8211; que pressiona por medidas protetivas &#8211; e a ortodoxia liberal do comércio, ainda forte nos corredores de Bruxelas.</p>
<h2>Um desequilíbrio persistente e crescente</h2>
<p>A inquietação de Eskelund é reforçada por números macroscópicos: em 2024, o déficit comercial da UE com a China atingiu € 305,8 bilhões, recorde histórico, e praticamente 3% acima do valor de 2023. A persistência desse padrão alimenta a narrativa de que a China atua não só como fornecedor, mas como concorrente estratégico de alta intensidade tecnológica.</p>
<p>Na indústria automotiva, o quadro se mostra ainda mais preocupante. Segundo a associação europeia ACEA, enquanto as vendas globais de carros cresceram 5% no primeiro semestre de 2025, puxadas pela China com +12%, o mercado europeu registrou queda de 1,9%. Também na Alemanha, o déficit comercial com a China saltou 142,8% nos primeiros oito meses de 2025 em relação ao ano anterior.</p>
<p>Pesquisas acadêmicas corroboram esse processo de dependência. Um estudo recente revela que a UE tem aumentado a dependência de fornecedores extra-bloco, especialmente chineses, em componentes críticos como baterias de íons de lítio. Essa exposição fragiliza o esforço europeu de manter uma cadeia de valor competitiva e autônoma.</p>
<p>As relações entre UE e China há muito caminham em terreno ambíguo: cooperação, concorrência e rivalidade sistêmica se alternam em discursos e políticas. Na cúpula de julho em Pequim, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu que o momento era de inflexão: exigiu reequilíbrios imediatos e criticou as restrições chinesas à exportação de sete matérias-primas críticas para a Europa.</p>
<p>Do lado chinês, a retórica manteve intenção diplomática: em encontro recente nos EUA, o primeiro-ministro Li Qiang afirmou que Pequim está comprometida com mercados abertos, apesar da escalada de tensões. Mesmo assim, o panorama segue repleto de armadilhas: atrás de discursos diplomáticos, há crescente pressão dos EUA sobre a UE para adotar postura mais dura contra a China — inclusive via sanções extraterritoriais.</p>
<p>Na retaliação, a China não fica atrás: recentemente, impôs tarifas antidumping preliminares de até 62,4% sobre importações de carne suína europeia, diretamente em resposta a medidas protecionistas ocidentais. Essa iniciativa é interpretada como um sinal de que Pequim está disposta a usar instrumentos econômicos como arma de chantagem comercial.</p>
<h2>Estratégia europeia: entre resistência, autonomia e realismo</h2>
<p>Para enfrentar essa tempestade comercial, Bruxelas se vê diante de várias frentes:</p>
<ul>
<li><strong>Política industrial e inovação estratégica</strong> – reforçar a autonomia em tecnologias críticas, como baterias e semicondutores.</li>
<li><strong>Instrumentos de regulação e defesa comercial</strong> – aplicar tarifas antidumping e subsídios seletivos, calibrando a reação para evitar represálias excessivas.</li>
<li><strong>Diversificação de cadeias e fornecedores</strong> – adotar planos B e C, buscando alternativas na Ásia, América Latina e África.</li>
<li><strong>Negociação diplomática</strong> – manter canais abertos, evitando uma escalada que não interessa a nenhum dos lados.</li>
</ul>
<p>A Europa está sendo convocada a decidir entre dois caminhos: manter-se como ator passivo, deixando-se pressionar pelas marés globais, ou agir com autonomia consistente para garantir espaço de manobra estratégico. O alerta de Eskelund não é apenas de ordem empresarial. É um aviso de que a guerra por mercados, tecnologia e poder está se deslocando para o solo europeu. A única certeza no momento é a incerteza.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>ONU pressiona UE e outros países a atualizarem metas climáticas antes da COP30</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 20:07:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial COP30]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[metas climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Organização das Nações Unidas intensificou a cobrança para que governos apresentem, ainda em setembro, metas de corte de emissões mais ambiciosas para 2035. A demanda ocorre a poucas semanas da COP30, que será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA), capital localizada no coração da Amazônia. As NDCs, contribuições [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização das Nações Unidas intensificou a cobrança para que governos apresentem, ainda em setembro, metas de corte de emissões mais ambiciosas para 2035. A demanda ocorre a poucas semanas da COP30, que será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém (PA), capital localizada no coração da Amazônia.</p>
<p>As NDCs, contribuições nacionalmente determinadas previstas no Acordo de Paris, precisam detalhar a trajetória de redução de emissões até 2035. Embora muitos países ainda não tenham apresentado planos formais, parte dos atores já sinalizou movimentos provisórios. Em setembro, a União Europeia aprovou e enviou à UNFCCC uma declaração de intenções para um alvo indicativo de redução entre 66,25% e 72,5% em 2035 em relação a 1990, como passo anterior à sua NDC definitiva. O secretário-geral da ONU, António Guterres, voltou a pedir metas “mais rápidas e profundas” em 2035 durante a Assembleia Geral em Nova York, em linha com o esforço para ganhar tração antes de Belém.</p>
<h2>Principais pressões</h2>
<p>As atenções se concentram nas grandes economias. A China, maior emissora em termos absolutos, indicou que pretende apresentar sua NDC de 2035 antes da COP30, embora análises independentes mostrem que o país segue fora de curso para cumprir suas metas domésticas de intensidade de emissões até 2025. Ainda assim, há sinais mistos: no primeiro semestre deste ano, as emissões de CO₂ caíram cerca de 1% em relação a 2024, e a capacidade instalada de energia solar e eólica já ultrapassou a de fontes térmicas no primeiro trimestre, demonstrando a velocidade da transição energética. O calendário, porém, segue incerto, já que Pequim fala em atualizar suas metas apenas no outono do Hemisfério Norte de 2025.</p>
<p>Na UE, o debate é igualmente complexo. França e Polônia pressionam pelo adiamento da meta de 2040, e não há consenso definitivo sobre o compromisso de 2035. Para não chegar de mãos vazias à ONU, o bloco optou por enviar uma declaração de intenções, com uma faixa indicativa de redução entre 66,25% e 72,5% até 2035 em relação a 1990, construída como ponte entre os objetivos de 2030 e 2050. Mesmo assim, a indefinição expõe as tensões políticas internas.</p>
<p>O panorama global reforça a preocupação da ONU: até abril de 2025, apenas 19 países haviam submetido oficialmente suas NDCs atualizadas. A leitura é de que, embora haja sinais de movimento, o ritmo ainda está aquém do necessário para alinhar os compromissos ao Acordo de Paris e manter o aquecimento global em níveis considerados seguros.</p>
<h2>Termômetro do aquecimento</h2>
<p>A ONU deve avaliar se os compromissos apresentados são compatíveis com a limitação do aquecimento global. Os dados recentes reforçam a urgência: 2024 foi confirmado como o ano mais quente já registrado, e 2015 a 2024 compõem a década mais quente da série histórica【web†source】. Para reforçar o contexto, o Relatório da Brecha de Produção de 2025 indica que os governos planejam produzir em 2030 cerca de 120% a mais de combustíveis fósseis do que seria compatível com o limite de 1,5 °C, e 77% acima do necessário para 2 °C.</p>
<h2>Amazônia no centro</h2>
<p>A COP30 ganhou peso simbólico por ocorrer no coração da Amazônia. O encontro deve se concentrar em três frentes: elevação da ambição das NDCs, financiamento climático e proteção de florestas tropicais. O Brasil busca protagonismo com o compromisso de desmatamento zero até 2030 e a intenção de lançar o Tropical Forest Forever Facility (TFFF), instrumento financeiro que mira mobilizar US$ 125 bilhões até 2030 para conservação em países tropicais.</p>
<p>Ao mesmo tempo, desafios domésticos podem afetar a narrativa. Em Belém, o projeto Avenida Liberdade, uma rodovia de 13,2 km em área de floresta na região metropolitana da capital paraense, tornou-se alvo de críticas ambientais. O governo federal afirma que a obra não integra os 33 projetos oficiais da COP30 e não recebe verba federal, tratando-se de iniciativa estadual anterior à escolha da cidade.</p>
<p>Há também pressão logística. Diante da escassez de leitos e da alta de preços na capital paraense, a ONU decidiu elevar a diária de subsistência para delegações de países em desenvolvimento e tem promovido ajustes para garantir a participação de todos. Na semana passada, uma greve na construção civil atrasou obras do complexo de hospedagem de líderes, adicionando incerteza ao cronograma.</p>
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		<title>União Europeia e China alinham cooperação para garantir sucesso da COP30 em Belém</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2025 19:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial COP30]]></category>
		<category><![CDATA[Acordos]]></category>
		<category><![CDATA[Belém]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A COP30, que será realizada em Belém em 2025, ganha cada vez mais centralidade nas negociações climáticas globais. A recente reunião entre Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, evidencia esse novo cenário. O encontro, que marcou os 50 anos de relações diplomáticas entre a União [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A COP30, que será realizada em Belém em 2025, ganha cada vez mais centralidade nas negociações climáticas globais. A recente reunião entre Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e o presidente chinês Xi Jinping, em Pequim, evidencia esse novo cenário. O encontro, que marcou os 50 anos de relações diplomáticas entre a União Europeia e a China, abordou temas cruciais para o futuro do planeta, incluindo compromissos com a economia circular, o comércio de emissões e a transição verde. Apesar de tensões comerciais e geopolíticas persistentes, os dois líderes sinalizaram que, ao menos na agenda climática, há espaço para convergência e a COP30 pode ser o território simbólico desse esforço conjunto.</p>
<p>O diálogo entre as duas maiores potências comerciais do mundo é estratégico. China e União Europeia juntas respondem por uma parcela significativa das emissões globais de carbono e, ao mesmo tempo, investem em tecnologias de baixo carbono, fontes renováveis e inovação ambiental. A fala de Von der Leyen de que “o mundo precisa de liderança climática” ecoa a urgência por respostas concretas diante do colapso climático em curso. Mais do que uma visita protocolar, o encontro sugere que Belém poderá ser o palco onde consensos serão construídos, mesmo entre atores historicamente divergentes. A reunião, apesar da tensão em outras áreas, resultou em uma declaração conjunta reforçando a obrigação de ambos os blocos com o Acordo de Paris e com a ambição de promoção de resultados concretos na conferência. No encontro, foi explicitado o compromisso de colaboração em temas-chave como: Economia circular, com compartilhamento de soluções sustentáveis para indústria e consumo; Mercados de emissões (carbon trading) com objetivo de promover transparência e interoperabilidade entre sistemas regulatórios; Transição energética verde, incluindo apoio mútuo no acesso e difusão de tecnologias limpas, e redução rápida de metano e outras emissões.</p>
<p>Para China e União Europeia, a agenda climática é hoje o principal eixo de cooperação, acima de tensões comerciais e geopolíticas.</p>
<p><strong>Expectativas para a COP30 e o protagonismo do Brasil</strong></p>
<p>O Governo Europeu e chinês expressaram apoio mútuo ao Brasil como anfitrião da COP30, comprometeram-se a submeter novas contribuições nacionais (NDCs) até setembro de 2025 e enfatizaram que o desempenho da conferência dependerá da capacidade de gerar resultados inclusivos e ambiciosos.</p>
<p>A cooperação Europa‑China contribui diretamente para o protagonismo do Brasil no debate climático internacional, sinalizando que, mesmo em meio à concorrência global, há espaço para convergência e liderança compartilhada na luta contra as mudanças climáticas.</p>
<p>O Brasil, anfitrião da COP30, também ganha com esse movimento. A disposição da UE e da China em colaborar envia um sinal claro: há expectativas de que o país exerça um papel de mediação, costurando pontes entre o Norte e o Sul globais. Com a floresta amazônica no centro do debate, e um histórico recente de reconstrução da política ambiental brasileira, o momento é propício para que o Brasil lidere uma nova diplomacia climática, baseada em justiça ambiental, transição energética e cooperação internacional.</p>
<p>Mais do que negociações técnicas, a COP30 se desenha como um espaço de disputa narrativa e de reequilíbrio político. O alinhamento entre China e Europa, com ênfase em soluções sustentáveis e mecanismos de mercado de carbono, pressiona outros países a se posicionarem. Belém, por sua vez, deixa de ser apenas o cenário do evento e passa a representar um símbolo do que o mundo pode e precisa ser: um território onde os opostos dialogam em nome do bem comum</p>
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		<title>China e União Europeia retomam diálogo para tentar evitar escalada nas tensões comerciais</title>
		<link>https://europa-brasil.com/china-e-uniao-europeia-retomam-dialogo-para-tentar-evitar-escalada-nas-tensoes-comerciais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jul 2025 20:49:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[comércio global]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comemorando 50 anos de relações diplomáticas, China e União Europeia se reúne nesta semana em Pequim para discutir temas espinhosos que vão muito além da diplomacia cerimonial. O encontro, confirmado para o dia 24 de julho, será liderado pelo presidente chinês Xi Jinping, pela presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e pelo novo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Comemorando 50 anos de relações diplomáticas, China e União Europeia se reúne nesta semana em Pequim para discutir temas espinhosos que vão muito além da diplomacia cerimonial. O encontro, confirmado para o dia 24 de julho, será liderado pelo presidente chinês Xi Jinping, pela presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e pelo novo presidente do Conselho Europeu, António Costa. Em pauta: tarifas, competitividade industrial, segurança econômica e o futuro das relações bilaterais.</p>
<p>A cúpula ocorre em um momento de forte tensão comercial global, impulsionada pelas tarifas anunciadas por Donald Trump nos EUA e pela crescente disputa entre China e Europa em setores estratégicos como veículos elétricos, energia verde e tecnologias sensíveis. O bloco europeu tenta calibrar sua postura entre o princípio do livre-comércio e a necessidade de proteger sua indústria diante do avanço das exportações chinesas subsidiadas.</p>
<p>Do lado chinês, a estratégia é clara: diversificar parcerias e reduzir a dependência dos Estados Unidos, apostando no mercado europeu como contrapeso. Ao buscar estabilidade com a Europa, Pequim tenta não apenas proteger suas cadeias produtivas, mas também consolidar uma nova arquitetura comercial menos vulnerável à pressão externa.</p>
<p>No entanto, os entraves são significativos. Desde 2021, quando a União Europeia impôs sanções a autoridades chinesas por violações de direitos humanos em Xinjiang, as relações esfriaram. A China retaliou com medidas semelhantes, e o diálogo institucional ficou paralisado por quase dois anos.</p>
<p>Hoje, mesmo com o discurso pragmático, subsistem pontos de atrito. Bruxelas acusa a China de dumping industrial, restrição de acesso ao mercado e apoio indireto ao esforço de guerra russo. Pequim, por sua vez, critica o que chama de &#8220;protecionismo verde&#8221; europeu e recusa qualquer ingerência sobre sua soberania ou modelo de desenvolvimento.</p>
<p>A visita à capital chinesa marca um novo teste para a diplomacia econômica europeia. A presidente Ursula von der Leyen tem buscado uma política de &#8220;redução de riscos&#8221; (de-risking) com relação à China, buscando não romper os laços, mas reequilibrar a dependência. A missão, contudo, é complexa: enquanto pressiona por abertura comercial e transparência regulatória, a Europa não pode abrir mão da estabilidade econômica que o comércio com a China ainda garante.</p>
<p>Segundo dados recentes da Comissão Europeia, a China é hoje o segundo maior parceiro comercial da UE, atrás apenas dos EUA. Em 2023, o comércio bilateral ultrapassou 700 bilhões de euros, mas com forte déficit para o lado europeu. Uma das prioridades do encontro é justamente buscar reequilíbrio nas trocas e evitar uma escalada de investigações e tarifas que comprometa setores como vinhos, carros elétricos, produtos médicos e terras raras.</p>
<p>A celebração dos 50 anos, portanto, está longe de ser apenas um gesto simbólico. Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de China e Europa de manterem um canal de diálogo aberto, mesmo diante de interesses conflitantes, pode ser decisiva para os rumos do comércio global.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>China sustenta crise em fábricas europeias por controle de terras-raras</title>
		<link>https://europa-brasil.com/china-sustenta-crise-em-fabricas-europeias-por-controle-de-terras-raras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Jun 2025 14:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
		<category><![CDATA[indústria automotiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A indústria automotiva europeia enfrenta uma nova rodada de tensões produtivas após as recentes restrições impostas pela China à exportação de terras-raras e ímãs de alta potência. Desde abril, empresas que dependem desses materiais para fabricar motores elétricos, componentes de direção e eletrônicos embarcados vêm relatando gargalos que já levaram à paralisação parcial de linhas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria automotiva europeia enfrenta uma nova rodada de tensões produtivas após as recentes restrições impostas pela China à exportação de terras-raras e ímãs de alta potência. Desde abril, empresas que dependem desses materiais para fabricar motores elétricos, componentes de direção e eletrônicos embarcados vêm relatando gargalos que já levaram à paralisação parcial de linhas de montagem e reavaliação de estoques estratégicos.</p>
<p>As novas regras de exportação, determinadas pelo Ministério do Comércio chinês, exigem que companhias estrangeiras submetam pedidos detalhados com informações comerciais sensíveis — incluindo dados técnicos, nomes de clientes, imagens e vídeos dos processos de uso — como pré-condição para a obtenção de licenças. A medida gerou preocupação entre fornecedores europeus de autopeças e eletrônicos, que enxergam a exigência como uma barreira comercial velada, além de um risco à propriedade intelectual e à competitividade tecnológica.</p>
<p>O impacto direto se concentra no setor de mobilidade elétrica, que depende fortemente de terras-raras como neodímio e disprósio. Tais elementos são essenciais na fabricação de ímãs permanentes utilizados em motores de veículos elétricos e híbridos. A cadeia de suprimentos global, no entanto, está fortemente concentrada: a China detém cerca de 90% do processamento mundial desses materiais, além de dominar os fluxos logísticos e tecnológicos associados.</p>
<p>Esse quadro revela uma vulnerabilidade estrutural da Europa em plena transição energética. A demanda por componentes de baixo carbono cresce, mas a infraestrutura industrial regional ainda não oferece alternativas viáveis de curto prazo — seja em extração mineral, refino ou reciclagem.</p>
<p>A resposta europeia passa por marcos regulatórios como o <em>Critical Raw Materials Act</em>, aprovado para estimular a autonomia em insumos estratégicos. A meta é que, até 2030, ao menos 10% do consumo europeu de minerais críticos venha de extração local, 40% seja processado dentro do bloco e 25% reciclado. O desafio, porém, está no tempo: esses investimentos demoram anos até maturação técnica e econômica.</p>
<p>Enquanto isso, os países-membros buscam parcerias com mercados como Austrália, Canadá, Brasil e Estados Unidos. No Brasil, por exemplo, empresas como a Aclara Resources, com apoio logístico norte-americano, iniciaram projetos voltados à exportação de terras-raras para o Ocidente. Mas, diante do domínio consolidado de Pequim sobre todas as etapas da cadeia — do minério bruto ao produto final —, qualquer diversificação ainda é incipiente.</p>
<h2>Entre a diplomacia e o pragmatismo</h2>
<p>Entidades setoriais como a CLEPA (associação europeia de fornecedores automotivos) e a VDMA (engenharia industrial da Alemanha) têm feito pressão sobre a Comissão Europeia para um posicionamento mais firme junto à China. O receio é que a exigência de compartilhamento de dados se torne um precedente para outros insumos críticos, afetando não apenas a competitividade, mas também a segurança industrial do bloco.</p>
<p>Por ora, a abordagem europeia tem evitado o confronto direto, buscando canais diplomáticos para aliviar as exigências. No entanto, o episódio reforça uma tendência crescente: recursos minerais estão sendo incorporados à geopolítica global como instrumentos de influência e barganha.</p>
<p>A curto prazo, fabricantes vêm ajustando turnos e replanejando entregas para contornar a escassez. Ainda não há indicativos de colapso sistêmico, mas o risco de desaceleração mais prolongada persiste, especialmente entre fornecedores menores, que têm menor capacidade de estocar ou diversificar insumos.</p>
<p>A médio prazo, o gargalo deve acelerar investimentos em reciclagem de ímãs, projetos de refino em países aliados e estratégias de estocagem crítica — iniciativas já em curso na Alemanha, França e nos países nórdicos. O custo, porém, será inevitavelmente repassado à cadeia, podendo gerar pressão inflacionária em segmentos como veículos elétricos, turbinas eólicas e dispositivos de tecnologia avançada.</p>
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		<title>Rivalidade Europa-China esquenta no Salão do Automóvel de Paris em meio à iminência de tarifas sobre carros elétricos chineses</title>
		<link>https://europa-brasil.com/rivalidade-europa-china-esquenta-no-salao-do-automovel-de-paris-em-meio-a-iminencia-de-tarifas-sobre-carros-eletricos-chineses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paula Janer]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2024 19:31:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[carro elétrico]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Salão do Automóvel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As tensões entre montadoras chinesas e europeias aumentaram durante o Salão do Automóvel de Paris nesta semana, enquanto a União Europeia se prepara para impor tarifas de até 45% sobre veículos elétricos fabricados na China. A medida visa combater o que o bloco europeu considera como subsídios injustos do governo chinês às montadoras locais, mas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As tensões entre montadoras chinesas e europeias aumentaram durante o Salão do Automóvel de Paris nesta semana, enquanto a União Europeia se prepara para impor tarifas de até 45% sobre veículos elétricos fabricados na China. A medida visa combater o que o bloco europeu considera como subsídios injustos do governo chinês às montadoras locais, mas ocorre em um momento de demanda fraca no mercado automotivo europeu, criando incertezas para consumidores e fabricantes.</p>
<p>Este ano, o evento – o maior salão automotivo da Europa – assume um papel importante para os fabricantes europeus, que buscam reafirmar sua relevância no mercado global diante da crescente presença de marcas chinesas. Enquanto as montadoras europeias enfrentam desafios para se manterem competitivas, as chinesas, como BYD e Leapmotor, estão aproveitando o momento para se expandir no mercado europeu.</p>
<p>Stella Li, vice-presidente da BYD, alertou para as consequências diretas que essas tarifas poderiam ter sobre os consumidores europeus. &#8220;Quem paga a conta? Os consumidores. Isso impede que as pessoas com menos poder aquisitivo comprem carros elétricos,&#8221; afirmou Li à Reuters, destacando a preocupação com o aumento dos preços.</p>
<p>Por outro lado, Carlos Tavares, CEO da Stellantis, levantou outra preocupação. Ele afirmou que as tarifas poderiam estimular as montadoras chinesas a construir fábricas na Europa, exacerbando o excesso de capacidade de produção na região e levando ao fechamento de plantas de fabricantes locais.</p>
<p>Apesar das críticas, as marcas chinesas continuam avançando com seus planos de expansão na Europa, sem indicação de que aumentarão os preços para compensar as tarifas. Até agora, elas mantêm uma leve vantagem competitiva ao precificar seus modelos um pouco abaixo dos rivais europeus, além de oferecerem mais recursos como padrão, estratégia semelhante à adotada por montadoras japonesas e sul-coreanas no passado.</p>
<div id="attachment_5458" style="width: 593px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-5458" class=" wp-image-5458" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2024/10/carros.png" alt="Justin Metz/The Economist" width="583" height="328" srcset="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2024/10/carros.png 1280w, https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2024/10/carros-1100x619.png 1100w" sizes="(max-width: 583px) 100vw, 583px" /><p id="caption-attachment-5458" class="wp-caption-text">Justin Metz/The Economist</p></div>
<p>A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comentou sobre as negociações em andamento com a China, sugerindo que alternativas às tarifas podem ser possíveis, como compromissos de preços ou investimentos chineses na Europa. &#8220;Há muitas questões sobre a mesa. Tudo só estará fechado quando todas as peças forem negociadas&#8221;, afirmou Von der Leyen.</p>
<p>As montadoras chinesas, que no Salão de 2022 representavam quase metade das marcas presentes, correspondem a apenas 20% este ano, em parte devido a uma presença europeia mais forte. Isso reflete a determinação da indústria europeia em defender sua participação no mercado diante da competição cada vez mais acirrada.</p>
<p>Enquanto isso, o mercado automotivo europeu continua em baixa, com as vendas de veículos atingindo seu menor nível em três anos em agosto, contrastando com o aumento de 4,3% nas vendas de veículos de passageiros na China em setembro, impulsionadas por subsídios governamentais.</p>
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