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	<title>Arquivo de Números - Europa | Brasil</title>
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	<lastBuildDate>Wed, 05 Aug 2026 19:15:17 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Europa em números &#124; Verão extremo amplia incêndios na Europa</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-em-numeros-verao-extremo-amplia-incendios-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 19:15:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>70% Esse é percentual de crescimento das áreas atingidas por incêndios em países europeus até a semana passada em comparação com as médias de verões anteriores. 100% O fogo dobrou sua presença na Espanha em 2026 diante das médias anteriores.  500% O percentual da multiplicação das áreas com incêndios em território francês é alarmante, representando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="x_MsoNormal"><b><span data-olk-copy-source="MessageBody">70%</span></b></h2>
<p class="x_MsoNormal"><span>Esse é percentual de crescimento das áreas atingidas por incêndios em países europeus até a semana passada em comparação com as médias de verões anteriores.</span></p>
<h2 class="x_MsoNormal"><b><span>100%</span></b></h2>
<p class="x_MsoNormal"><span>O fogo dobrou sua presença na Espanha em 2026 diante das médias anteriores. </span></p>
<h2 class="x_MsoNormal"><b><span>500%</span></b></h2>
<p class="x_MsoNormal"><span>O percentual da multiplicação das áreas com incêndios em território francês é alarmante, representando a pior temporada desde que os registros começaram a ser feitos em 2006.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span><br />
</span><i>Fonte: European Forest Fire Information System</i></p>
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		<title>Europa é a grande vencedora da Copa do Mundo</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-e-a-grande-vencedora-da-copa-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 18:53:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[Adidas]]></category>
		<category><![CDATA[copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tradicionais regiões dominantes do futebol mundial, Europa e América Latina mediram forças novamente na Copa do Mundo de 2026 que se encerou no último domingo. A disputa entre os dois lados do Atlântico começou bem antes da bola rolar, nas previsões acerca das seleções mais bem preparadas e do provável artilheiro da competição. Com três [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tradicionais regiões dominantes do futebol mundial, Europa e América Latina mediram forças novamente na Copa do Mundo de 2026 que se encerou no último domingo. A disputa entre os dois lados do Atlântico começou bem antes da bola rolar, nas previsões acerca das seleções mais bem preparadas e do provável artilheiro da competição.</p>
<p>Com três seleções entre os quatro semifinalistas e a Espanha como campeã ao bater a Argentina, não há como negar que a Europa prevaleceu.</p>
<p>O continente também teve o artilheiro da competição, Kylian Mbappé, com um total de 10 gols (dois a mais do que o argentino Lionel Messi).</p>
<p>E se sua seleção decepcionou este ano, a Alemanha foi líder disparada na corrida de negócios entre as marcas de material esportivo que apostaram na Copa do Mundo.</p>
<p>A Adidas chegou facilmente ao topo do ranking de vendas relacionadas a competição, faturando em torno de 1,7 bilhão de dólares. “A Copa do Mundo foi ótima e um enorme sucesso para a Adidas. Nós nos conectamos com consumidores do mundo todo de uma forma divertida, vendemos quatro vezes mais camisas do que na última Copa do Mundo e o dobro de bolas. Além disso, tivemos bons resultados também nas roupas streetwear inspiradas no futebol, que estão em alta demanda em todos os lugares”, disse o CEO da Adidas, Bjørn Gulden, em um comunicado.</p>
<p>Mais do que isso: a Adidas colheu frutos ao patrocinar ambas as seleções finalistas, Espanha e Argentina.</p>
<p>A americana Nike vendeu, segundo estimativas do mercado, em torno de 1,2 bilhão em produtos relacionados a competição, vindo a seguir a também alemã Puma com outros estimados 400 milhões de dólares.</p>
<p>No ambiente digital, os espanhóis também se destacaram. Nas 72 horas que separaram a antevéspera da decisão e o dia posterior ao fim do Mundial, as redes sociais dos principais clubes da Espanha e da própria seleção nacional explodiram.</p>
<p>Um levantamento feito pelo núcleo ModoData, da Imagem Corporativa, mediu o impacto da final da Copa do Mundo de 2026 sobre as plataformas digitais dos três principais clubes espanhóis — Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid — e da seleção espanhola. Foram comparados os números de seguidores de cada agremiação entre a última sexta-feira, 17 de julho, antevéspera da final do torneio, e a segunda-feira, dia 20 de julho, dia posterior ao da conquista do título.</p>
<p>A pesquisa mostrou que o Real Madrid continua sendo o clube espanhol de maior peso no ambiente digital, com 458,04 milhões de inscritos em seus canais. Ele ganhou 770.165 novos adeptos naquelas 72 horas, mas foi o Barcelona que registrou maior avanço no mesmo período: adicionou 1.996.544 novos seguidores, chegando a um total de 416,20 milhões nas plataformas monitoradas (Instagram, TikTok, X/Twitter, Facebook, YouTube e Twitch).</p>
<p>O salto do clube catalão é ainda mais significativo se comparado ao do Atlético de Madrid, que amealhou 189.993 novos nomes e chegou aos 88,40 milhões de seguidores.</p>
<p>A razão para o desempenho do Barcelona está dentro de campo: ele é o clube com mais atletas convocados para a seleção espanhola (oito) e boa parte da vitrine do Mundial passou por jogadores formados ou em atividade em suas fileiras. O jovem Lamine Yamal, 19 anos, é um bom exemplo. Ele é hoje apontado como o atacante mais valioso do mundo e foi uma das grandes sensações do torneio.</p>
<p>Fernando Torres, autor do gol dos espanhóis na final contra Argentina, é outro talento que pertence ao Barcelona.</p>
<p>O poderoso Real Madrid não teve nenhum jogador de seu elenco no escrete de <em>La Roja</em>. Mas cedeu vários de seus talentos às seleções de seus países de origem (como Vinicius Jr. para o Brasil, Kylian Mbappé para a França e Thibaut Courtois para a Bélgica, para ficar em apenas três nomes muito conhecidos).</p>
<p>Ajuda a entender a lógica dos números mencionados, o contingente de simpatizantes de cada um daqueles três principais clubes da Espanha. Estudos revelam que o Real Madrid tem a preferência de 37.9% dos torcedores do país, seguido pelo Barcelona com 25.4% e, bem mais atrás, pelo Atlético de Madrid, com 6,1%.</p>
<p>Em números absolutos <em>La Roja</em> somou 1.011.576 novos seguidores entre a antevéspera da final da Copa do Mundo e o dia seguinte à final do torneio. Com isso, saltou de 16,79 milhões para 17,80 milhões de inscritos em seus canais.</p>
<p>O ecossistema do futebol espanhol não ganhou pontos apenas em termos de contingente de participantes nas redes sociais. A campanha vitoriosa gerou também dinheiro: a federação nacional levou 50 milhões de dólares, mais a taxa de participação de 10 milhões de dólares a que todas as 48 equipes da competição tiveram direito.</p>
<p>Além disso, como a FIFA remunera cada clube que cede jogadores para a Copa do Mundo, o Barcelona acabou recebendo 2,45 milhões; o Real Madrid outros 2,14 milhões e o Atlético de Madrid ficou com 1,99 milhão.</p>
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		<title>Binance recua na Grécia e corre contra o relógio para não perder o mercado europeu</title>
		<link>https://europa-brasil.com/binance-recua-na-grecia-e-corre-contra-o-relogio-para-nao-perder-o-mercado-europeu/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 17:41:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Binance, plataforma por onde passa o maior volume de compra e venda de criptomoedas do mundo, com mais de 300 milhões de usuários registrados, retirou na quarta-feira (24) seu pedido de licença regulatória na Grécia. A decisão veio a cinco dias do prazo final para que empresas do setor se adequem à nova legislação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Binance, plataforma por onde passa o maior volume de compra e venda de criptomoedas do mundo, com mais de 300 milhões de usuários registrados, retirou na quarta-feira (24) seu pedido de licença regulatória na Grécia. A decisão veio a cinco dias do prazo final para que empresas do setor se adequem à nova legislação europeia. Sem essa autorização, a Binance fica impedida de oferecer seus serviços aos cidadãos dos 27 países da UE a partir de 1º de julho.</p>
<p>A empresa informou, em publicação na rede social X, que buscará autorização em outro país do bloco, sem revelar qual. Gillian Lynch, responsável pelas operações da Binance na Europa e no Reino Unido, disse à Reuters que &#8220;a Binance não está deixando a Europa&#8221;. Mas o prazo é curto, e a concorrência já se movimentou.</p>
<p>A retirada encerra semanas de ambiguidade. Em 16 de junho, a Reuters havia noticiado, citando duas fontes familiarizadas com o assunto, que o regulador grego de mercado de capitais, a HCMC, estava prestes a rejeitar o pedido. A Binance contestou essa leitura no mesmo dia, publicando uma carta em seu blog na qual afirmava que a HCMC havia concluído a análise e considerado a solicitação conforme. Segundo a empresa, o regulador grego teria inclusive comunicado à ESMA, a autoridade europeia de valores mobiliários, sua intenção de aprovar a licença. A HCMC não se pronunciou, alegando regras de confidencialidade.</p>
<p>Oito dias depois, a Binance mudou de posição. Em nota, disse que a decisão veio &#8220;após consideração cuidadosa do status atual e do cronograma do processo grego&#8221; e que suas &#8220;ambições na Europa permanecem as mesmas&#8221;. Segundo a Reuters, a empresa havia conversado com reguladores na Irlanda e na Letônia além da Grécia, mas formalizou pedido apenas em Atenas, em janeiro de 2026, por meio de uma subsidiária constituída no mês anterior.</p>
<p>O que torna o episódio relevante para além do universo cripto é o que ele revela sobre a disposição da União Europeia de impor regras a um setor que, até recentemente, operava em grande medida à margem da regulamentação financeira tradicional. A MiCA (Markets in Crypto Assets), em vigor desde dezembro de 2024, é a primeira tentativa de criar um conjunto único de regras para empresas que negociam, custodiam ou oferecem serviços com criptomoedas em todo o bloco. A lógica é semelhante à do passaporte bancário europeu: a autorização obtida em um país vale para os 27. A contrapartida é que, sem ela, a empresa fica fora do mercado inteiro.</p>
<p>O período de transição, durante o qual empresas podiam continuar operando sob registros nacionais anteriores, expira em 1º de julho de 2026. A ESMA não deixou margem para interpretações em declaração de abril: após essa data, qualquer prestador de serviços de criptoativos que atue na UE sem licença MiCA estará em violação da legislação europeia e deverá cessar suas operações. A autoridade francesa de mercados, a AMF, foi além e alertou que operar sem autorização após o prazo poderá configurar infração penal.</p>
<p>Os números dão a medida da mudança. Das mais de 1.200 empresas que detinham registros nacionais antes da MiCA, apenas cerca de 210 obtiveram a autorização completa até maio de 2026, uma taxa de conversão de aproximadamente 17%, segundo dados compilados a partir do registro provisório da ESMA. Isso significa que 83% das empresas que atuavam no setor ficaram de fora, seja porque desistiram, porque seus pedidos não foram aceitos ou porque não conseguiram cumprir os requisitos a tempo.</p>
<p>Entre as que obtiveram licença estão concorrentes diretas da Binance. A Coinbase foi autorizada na Irlanda, a Kraken na Irlanda e em Luxemburgo, a Revolut em Chipre, além de OKX, Crypto.com e Bitstamp. Algumas já utilizam a situação regulatória como argumento comercial. A Kraken publicou comunicado convidando usuários a migrarem para &#8220;uma das exchanges licenciadas mais antigas da Europa&#8221;. A Revolut se posicionou de forma semelhante, encorajando investidores a buscarem &#8220;um parceiro confiável&#8221;. A indefinição da Binance beneficia diretamente quem já superou a barreira regulatória.</p>
<p>Para a Binance, a Europa representa mais um desafio de credibilidade do que uma fatia decisiva de receita. O volume negociado em euros corresponde a cerca de 1% do total global da plataforma, segundo estimativa do analista Maartunn, da CryptoQuant, reportada pelo Cointelegraph, embora em termos absolutos isso represente entre 100 milhões e 250 milhões de dólares por dia. Perder o acesso regulatório a um mercado de 450 milhões de consumidores, contudo, compromete a narrativa de que a empresa opera dentro dos marcos legais das principais jurisdições do mundo.</p>
<p>A escolha da Grécia como porta de entrada já carregava fragilidades. Até junho de 2026, o regulador grego não havia emitido uma única licença MiCA a qualquer empresa do setor. A ESMA, por sua vez, já havia sinalizado cautela. Em 2025, a autoridade europeia identificou problemas na autorização antecipada de um prestador de serviços de criptoativos em Malta, apontando questões materiais não resolvidas e áreas de risco não avaliadas, o que reforçou o tom de vigilância em relação a pedidos vindos de jurisdições com menos tradição regulatória no setor.</p>
<p>O que acontece agora com os clientes europeus da Binance permanece em aberto. A empresa disse que os fundos &#8220;continuam seguros e acessíveis a qualquer momento&#8221; e prometeu comunicar diretamente aos usuários afetados sobre próximos passos e opções disponíveis antes de 30 de junho. Quem não migrar para uma plataforma licenciada ou transferir seus criptoativos para uma carteira pessoal poderá enfrentar restrições de acesso a partir de 1º de julho.</p>
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		<item>
		<title>Premier League impulsiona Arsenal, mas título europeu recoloca PSG no centro da disputa digital</title>
		<link>https://europa-brasil.com/premier-league-impulsiona-arsenal-mas-titulo-europeu-recoloca-psg-no-centro-da-disputa-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 14:02:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[Arsenal]]></category>
		<category><![CDATA[Champions League]]></category>
		<category><![CDATA[Premier League]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A temporada do campeonato europeu de 2025/26 terminou com recordes dentro e fora de campo. Levantamento realizado pelo núcleo de Tendências e Pesquisas da Imagem Corporativa mostra que Arsenal e Paris Saint-Germain agregaram mais de 1 milhão de seguidores cada entre o início de maio e o dia 1º de junho, período marcado pela disputa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A temporada do campeonato europeu de 2025/26 terminou com recordes dentro e fora de campo. Levantamento realizado pelo núcleo de Tendências e Pesquisas da Imagem Corporativa mostra que Arsenal e Paris Saint-Germain agregaram mais de 1 milhão de seguidores cada entre o início de maio e o dia 1º de junho, período marcado pela disputa da final da UEFA Champions League e pela final da Premier League.</p>
<p>A análise acompanhou a evolução das bases digitais — Instagram, Facebook, TikTok, X/Twitter, YouTube, WhatsApp e Twitch — dos dois finalistas em três momentos distintos: após a definição dos classificados para a final da Champions League, em 7 de maio; após a conquista da Premier League pelo Arsenal, em 26 de maio; e depois da decisão continental vencida pelo PSG, em 1º de junho.</p>
<p>Os números mostram que os dois clubes foram impulsionados por acontecimentos esportivos diferentes ao longo do período.</p>
<p>O Arsenal, fundado há 140 anos na região norte de Londres, registrou seu principal salto digital entre os dias 7 <span>e</span> 26 de maio. Nesse intervalo, a equipe inglesa adicionou aproximadamente 2,6 milhões de seguidores às plataformas monitoradas, passando de 118,8 milhões para 121,3 milhões de seguidores. O crescimento coincide com a conquista da Premier League, encerrando um jejum de 22 anos sem o principal título nacional inglês.</p>
<p>O TikTok foi o principal responsável pela expansão da audiência do clube londrino. Sozinha, a plataforma respondeu por cerca de 1,1 milhão dos novos seguidores conquistados no período. Facebook, com mais 1 milhão de seguidores, e Instagram, com 400 mil, também tiveram participação relevante no avanço da base digital do Arsenal.</p>
<p>Após o título inglês, porém, o ritmo de crescimento desacelerou. Entre 26 de maio e 1º de junho, período que inclui a final da Champions League, o clube ganhou aproximadamente 330 mil seguidores adicionais, elevando sua audiência total para aproximadamente 121,7 milhões.</p>
<p>Já para o PSG, clube relativamente jovem para os padrões das grandes equipes europeias e fundado em 1970, registrou, entre o primeiro e o segundo levantamento, crescimento mais moderado, adicionando cerca de 800 mil seguidores. A aceleração ocorreu justamente após a conquista da Champions League. Entre os dias 26 de maio e 1º de junho, o PSG ganhou aproximadamente 1,9 milhão de seguidores, mais de cinco vezes o crescimento registrado pelo Arsenal no mesmo intervalo.</p>
<p>O principal vetor desse avanço foi novamente o TikTok. A plataforma adicionou cerca de 1 milhão de seguidores ao PSG em apenas alguns dias. Instagram e YouTube também apresentaram crescimento relevante após o título europeu.</p>
<p>Ao final do período analisado, o PSG alcançou aproximadamente 214,8 milhões de seguidores somados nas plataformas monitoradas, enquanto o Arsenal chegou a 121,6 milhões.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6538" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2026/06/Champions.png" alt="" width="602" height="401" srcset="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2026/06/Champions.png 602w, https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2026/06/Champions-150x100.png 150w" sizes="(max-width: 602px) 100vw, 602px" /></p>
<p>Embora o clube francês mantenha ampla liderança em alcance total, os dados mostram que o Arsenal foi quem mais cresceu no acumulado do período. Entre 7 de maio e 1º de junho, o clube inglês adicionou cerca de 2,9 milhões de seguidores, contra 2,7 milhões do PSG.</p>
<p>Outro aspecto que chama atenção é o papel desempenhado pelo TikTok. A plataforma concentrou a maior parcela do crescimento de ambos os clubes durante todo o período analisado. Dos quase 3 milhões de seguidores conquistados pelo Arsenal, cerca de 45% vieram do TikTok. No caso do PSG, a participação foi ainda maior: aproximadamente 78% do crescimento líquido observado teve origem na plataforma.</p>
<p>O comportamento reforça uma tendência observada no futebol internacional. Embora títulos e grandes conquistas continuem sendo os principais motores de atração de audiência, as plataformas de vídeo curto se consolidam cada vez mais como a principal porta de entrada para novos torcedores e consumidores de conteúdo esportivo.</p>
<p>A sequência de levantamentos também evidencia como diferentes conquistas mobilizam audiências em momentos distintos. O Arsenal transformou o título da Premier League em seu principal impulso digital da temporada. O PSG, por sua vez, encontrou na conquista da Champions League o gatilho para acelerar sua expansão global. Em ambos os casos, os resultados mostram que, no futebol contemporâneo, sucesso esportivo e crescimento digital seguem caminhando lado a lado.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vendas de carros cresceram 4% na UE no primeiro trimestre</title>
		<link>https://europa-brasil.com/vendas-de-carros-cresceram-4-na-ue-no-primeiro-trimestre/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 May 2026 18:33:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O avanço nas vendas de carros novos nos 27 países da União Europeia foi impulsionado por novos benefícios fiscais e regimes de incentivos ​​em diferentes países. Os modelos híbridos-elétricos lideraram as preferências com 38,6% de participação (1,089 milhão de unidades). A fatia dos veículos elétricos a bateria atingiu 19,4% (546,9 mil unidades). Enquanto isso, os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O avanço nas vendas de carros novos nos 27 países da União Europeia foi impulsionado por novos benefícios fiscais e regimes de incentivos ​​em diferentes países.</p>
<p>Os modelos híbridos-elétricos lideraram as preferências com 38,6% de participação (1,089 milhão de unidades). A fatia dos veículos elétricos a bateria atingiu 19,4% (546,9 mil unidades). Enquanto isso, os híbridos plug-in (motor a combustão + motor elétrico) representaram 9,5% das vendas no período (268,3 mil unidades).</p>
<p>As vendas das diferentes versões de modelos elétricos crescem em detrimento da comercialização dos tradicionais carros com motor a combustão, que perderam 8 pontos de participação de mercado em apenas um ano. Os carros a gasolina possuem hoje uma fatia de apenas 22,6% do mercado da União Europeia, e os modelos diesel 7,7%.</p>
<p>Novos registros de veículos na UE por fonte de energia</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6522" src="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2026/05/ImagemCiro.png" alt="" width="559" height="303" srcset="https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2026/05/ImagemCiro.png 559w, https://europa-brasil.com/wp-content/uploads/2026/05/ImagemCiro-150x81.png 150w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>UE avalia cobrar carbono em voos internacionais e pode elevar preço das passagens em até €45</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ue-avalia-cobrar-carbono-em-voos-internacionais-e-pode-elevar-preco-das-passagens-em-ate-e45/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 12:56:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia estuda ampliar o seu mercado de carbono para incluir voos internacionais que partem do bloco, uma revisão estrutural que promete reacender tensões com Washington e Pequim e colocar pressão sobre o bolso do passageiro. Polona Gregorin, alta funcionária do departamento de clima da Comissão, confirmou que a revisão em curso do EU [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia estuda ampliar o seu mercado de carbono para incluir voos internacionais que partem do bloco, uma revisão estrutural que promete reacender tensões com Washington e Pequim e colocar pressão sobre o bolso do passageiro.</p>
<p>Polona Gregorin, alta funcionária do departamento de clima da Comissão, confirmou que a revisão em curso do EU ETS, o sistema europeu de comércio de emissões, considerará a aplicação de um preço de carbono sobre voos que partem da União Europeia com destino a outros países. Atualmente, o esquema se limita a voos dentro do Espaço Econômico Europeu.</p>
<p>O timing não é casual. A legislação europeia prevê que em 2026 a Comissão avalie a eficácia do CORSIA, o mecanismo global de compensação de emissões da aviação criado pela ICAO, e que, caso o resultado seja insatisfatório, apresente uma proposta legislativa para expandir o escopo do ETS a voos internacionais que partem da Europa.</p>
<p>Os números jogam a favor da expansão. As emissões da aviação europeia voltaram a superar os níveis pré-pandemia em 2025, impulsionadas sobretudo pelo crescimento das companhias de baixo custo. Ainda assim, 68% das emissões da aviação europeia seguem sem precificação. O preço efetivo de carbono pago pelas companhias aéreas foi de apenas €22 por tonelada de CO₂ em 2025, ante uma média de €73 para o restante do sistema ETS.</p>
<p><strong>O que muda para o passageiro</strong></p>
<p>A extensão do mercado de carbono teria impacto direto no bolso de quem viaja. Segundo a Transport &amp; Environment, o ETS hoje acrescenta aproximadamente €7 ao custo de uma passagem intra-europeia. Se expandido para todos os voos que partem do bloco, o custo adicional médio por bilhete poderia chegar a €45.</p>
<p>Do outro lado da balança, a arrecadação potencial é substancial. Com a extensão do escopo, os Estados-membros poderiam arrecadar até €14 bilhões com a aviação até 2030. Projeções da T&amp;E indicam que o total de receitas poderia ultrapassar €17 bilhões ao ano em 2030, considerando o crescimento do setor e a conclusão da eliminação das licenças gratuitas a partir deste ano.</p>
<p>A IATA, que representa mais de 360 companhias aéreas, defende uma abordagem diferente e pede que o bloco assegure a implementação plena do CORSIA para todos os voos internacionais antes de avançar com medidas unilaterais. Para a entidade, um aumento súbito nos custos de conformidade em um contexto geopolítico e econômico frágil arrisca enfraquecer a conectividade europeia e reduzir as opções para o consumidor.</p>
<p>O argumento da competitividade tem peso histórico. Em 2012, a Europa recuou de uma tentativa anterior de incluir voos internacionais no ETS após forte pressão de EUA, China e outros parceiros comerciais, em um episódio que ficou conhecido como medida &#8220;stop the clock&#8221;. Ceder à pressão da indústria e dos EUA naquele momento deixou bilhões de toneladas de carbono sem regulação e bilhões de euros por arrecadar.</p>
<p>Desta vez, o contexto geopolítico complica ainda mais o cenário. Com a relação transatlântica sob tensão e Washington pouco inclinado a cooperar em agenda climática, qualquer movimento unilateral de Bruxelas tende a ser lido como provocação.</p>
<p>Os críticos do CORSIA sustentam que a alternativa global simplesmente não funciona. Grandes mercados da aviação, incluindo China e Estados Unidos, não incorporaram o mecanismo à legislação nacional. Os créditos de compensação disponíveis têm sérios problemas de integridade ambiental e, ao contrário de um sistema cap-and-trade, o CORSIA não estabelece um teto firme de emissões.</p>
<p>Cerca de 70% das emissões de CO₂ da aviação europeia ainda ficam fora do mercado europeu de carbono, uma lacuna que enfraquece o sinal de preço e, na prática, subsidia o crescimento do setor à custa do clima.</p>
<p>A revisão formal do ETS está prevista para julho de 2026. O que vier dela moldará não apenas o custo de voar a partir da Europa, mas também os contornos da política climática europeia para a próxima década e a disposição do bloco de agir mesmo quando age sozinho.</p>
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		<title>Europa lidera rearmamento e empurra gastos militares ao maior nível desde 2009</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-lidera-rearmamento-e-empurra-gastos-militares-ao-maior-nivel-desde-2009/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 17:34:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O continente europeu tornou-se em 2025 o principal motor de um rearmamento desde o fim da Guerra Fria. Os gastos militares mundiais atingiram US$ 2,887 trilhões, o 11º ano consecutivo de crescimento, elevando o peso militar para 2,5% do PIB, o nível mais alto desde 2009, segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O continente europeu tornou-se em 2025 o principal motor de um rearmamento desde o fim da Guerra Fria. Os gastos militares mundiais atingiram US$ 2,887 trilhões, o 11º ano consecutivo de crescimento, elevando o peso militar para 2,5% do PIB, o nível mais alto desde 2009, segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), divulgados nesta segunda-feira (27). Os gastos no continente subiram 14%, para US$ 864 bilhões, no maior crescimento anual registrado na Europa Central e Ocidental em mais de sete décadas.</p>
<p>A Alemanha concentra parte relevante dessa transformação. Berlim aumentou seus gastos em 24% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 114 bilhões, e ultrapassou pela primeira vez desde 1990 o limiar de 2% do PIB exigido pela OTAN, atingindo 2,3%. O feito foi possível, em parte, pela reforma das regras fiscais alemãs que passou a isentar gastos militares acima de 1% do PIB do rígido freio constitucional à dívida. A Espanha também registrou salto expressivo, de 50%, chegando a US$ 40,2 bilhões e superando o patamar de 2% do PIB pela primeira vez desde 1994. Polônia e Itália registraram altas de 23% e 20%, respectivamente.</p>
<p>Os 29 membros europeus da OTAN gastaram conjuntamente US$ 559 bilhões em 2025, e 22 deles atingiram ao menos 2% do PIB em defesa. Há poucos anos, esse número era menos da metade. A pressão de Washington para que os aliados assumissem maior parcela dos custos da aliança acelerou o processo, mas analistas do SIPRI ressaltam que a motivação europeia vai além da pressão americana. &#8220;Em 2025, os gastos militares dos membros europeus da OTAN cresceram mais rapidamente do que em qualquer momento desde 1953, refletindo a busca contínua pela autossuficiência europeia ao lado da pressão crescente dos Estados Unidos para fortalecer o compartilhamento de encargos dentro da aliança&#8221;, disse Jade Guiberteau Ricard, pesquisadora do SIPRI.</p>
<blockquote><p>O conflito na Ucrânia permanece uma variável central. A Rússia elevou seus gastos em 5,9%, chegando a US$ 190 bilhões, com uma carga militar equivalente a 7,5% do PIB. A Ucrânia, sétima maior gastadora do mundo em 2025, aumentou seus dispêndios em 20%, para US$ 84,1 bilhões, o equivalente a 40% do PIB. São proporções que espelham uma economia de guerra em pleno funcionamento. &#8220;Em 2025, os gastos militares como proporção dos gastos governamentais atingiram o nível mais alto já registrado tanto na Rússia quanto na Ucrânia&#8221;, disse Lorenzo Scarazzato, pesquisador do SIPRI. &#8220;É provável que seus gastos continuem crescendo em 2026 se a guerra prosseguir, com as receitas das vendas de petróleo da Rússia em alta e um importante empréstimo da União Europeia previsto para a Ucrânia.&#8221;</p>
<p>No plano mundial, os Estados Unidos mantiveram a liderança absoluta, com US$ 954 bilhões, apesar de uma queda de 7,5% em relação a 2024, explicada pela não aprovação de novos pacotes de ajuda militar à Ucrânia. A redução, porém, tende a ser efêmera. &#8220;Os gastos aprovados pelo Congresso dos EUA para 2026 já ultrapassaram US$ 1 trilhão, um aumento substancial em relação a 2025, e podem chegar a US$ 1,5 trilhão em 2027 se a última proposta orçamentária do presidente Trump for aceita&#8221;, disse Nan Tian, diretor do programa de gastos militares do SIPRI.</p></blockquote>
<p>Os 32 membros da OTAN gastaram juntos cerca de US$ 1,6 trilhão em 2025, o equivalente a 55% do total mundial. Um dado que ilustra a profundidade da assimetria que define a aliança e que, paradoxalmente, a pressão americana ajudou a começar a corrigir.</p>
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		<title>Parlamento Europeu quer orçamento 10% maior e rejeita modelo da Comissão para 2028-2034</title>
		<link>https://europa-brasil.com/parlamento-europeu-quer-orcamento-10-maior-e-rejeita-modelo-da-comissao-para-2028-2034/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 19:39:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[Orçamento]]></category>
		<category><![CDATA[Parlamento Europeu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Orçamentos do Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira sua posição de negociação sobre o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para 2028-2034, exigindo que o orçamento seja fixado em 1,27% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) da UE, um acréscimo de 10% em relação à proposta apresentada pela Comissão Europeia em julho de 2025. O relatório [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão de Orçamentos do Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira sua posição de negociação sobre o Quadro Financeiro Plurianual (QFP) para 2028-2034, exigindo que o orçamento seja fixado em 1,27% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) da UE, um acréscimo de 10% em relação à proposta apresentada pela Comissão Europeia em julho de 2025. O relatório foi aprovado por 26 votos a favor, 9 contra e 5 abstenções.</p>
<p>O movimento inaugura formalmente um processo de negociação que promete ser politicamente desgastante. A proposta da Comissão previa um orçamento de €1,76 trilhão a preços de 2025, equivalente a 1,26% do RNB da UE, incluindo €149,3 bilhões destinados ao reembolso da dívida contraída pelo Next Generation EU.</p>
<p>O ponto mais sensível da posição parlamentar é o tratamento do reembolso do NGEU, o fundo de recuperação pós-pandemia aprovado em 2020. Os eurodeputados propõem que o serviço dessa dívida seja contabilizado fora dos tetos orçamentais, de modo que o volume disponível para financiar políticas da UE não seja comprimido pelos encargos herdados da crise sanitária. A Comissão incluiu esses reembolsos dentro do teto global, o que o co-relator Siegfried Mureșan (PPE, Romênia) descreveu como um risco direto para agricultores, PMEs, investigadores e estudantes Erasmus.</p>
<p>A tensão não é nova. No orçamento anual de 2026, o Parlamento já enfrentou um aumento inesperado de €4,2 bilhões nos custos de empréstimo do NGEU, o dobro do inicialmente previsto, o que forçou uma engenharia orçamental para evitar cortes em programas prioritários. Para os eurodeputados, repetir esse exercício ao longo de sete anos seria estruturalmente insustentável.</p>
<p>O relatório também rejeita um dos pilares centrais da proposta da Comissão: os Planos Nacionais de Parceria, que consolidariam num único instrumento por Estado-membro fundos hoje distintos, como a política de coesão e a política agrícola comum. Os co-relatores argumentam que a fusão dessas políticas reduz a previsibilidade do financiamento e coloca em risco a coerência das políticas europeias.</p>
<p>O aumento de 10% proposto seria distribuído de forma equitativa pelas três grandes rubricas do orçamento: os Planos Nacionais, o Fundo para a Competitividade junto ao programa Horizonte e a Europa Global, que cobre a ação externa da UE. Os eurodeputados pedem ainda a introdução de novas fontes de receita própria capazes de gerar cerca de €60 bilhões anuais, com alternativas que incluem taxa sobre serviços digitais e extensão do mecanismo de ajuste carbórico nas fronteiras.</p>
<p>A votação em plenário está marcada para 29 de abril. No Conselho, os líderes europeus definiram como meta fechar um acordo antes do fim de 2026, para permitir a adoção da legislação associada em 2027. Com o Parlamento a exigir mais recursos e uma arquitetura diferente, e Estados-membros como Alemanha e Países Baixos historicamente avessos a ampliar o orçamento comunitário, as negociações que se avizinham dificilmente serão rápidas.</p>
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		<title>Fábricas francesas fecham em ritmo recorde sob pressão asiática e incerteza tarifária americana</title>
		<link>https://europa-brasil.com/fabricas-francesas-fecham-em-ritmo-recorde-sob-pressao-asiatica-e-incerteza-tarifaria-americana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 17:10:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[Exportações]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Importações]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os números divulgados no domingo pelo Ministério das Finanças da França compõem um retrato incômodo para Paris: cerca de 160 plantas industriais foram encerradas em 2025, alta de quase 30% sobre as 121 fechadas no ano anterior, enquanto as novas aberturas recuaram de 115 para 103 unidades. O saldo líquido negativo de 57 unidades representa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os números divulgados no domingo pelo Ministério das Finanças da França compõem um retrato incômodo para Paris: cerca de 160 plantas industriais foram encerradas em 2025, alta de quase 30% sobre as 121 fechadas no ano anterior, enquanto as novas aberturas recuaram de 115 para 103 unidades.</p>
<p>O saldo líquido negativo de 57 unidades representa o pior resultado dos últimos anos e consolida o que especialistas descrevem como uma desindustrialização acelerada. O ministério apontou como fatores centrais a piora do ambiente internacional, a pressão de concorrentes asiáticos e o impacto das tarifas americanas sobre produtos europeus, além dos custos de energia ainda elevados. Os setores mais afetados incluem agroalimentar, equipamentos de transporte, bens de consumo e construção civil.</p>
<p>O problema não é inteiramente novo. No segundo semestre de 2024, a França já registrava 34 fechamentos líquidos de fábricas, seguidos de outros 25 no primeiro semestre de 2025, uma situação não vista há cerca de dez anos. A indústria manufatureira francesa representa hoje cerca de 9,4% do PIB do país, queda expressiva em relação à média histórica de 15,4% entre 1960 e 2024.</p>
<p>No plano externo, o ambiente tarifário americano adicionou pressão considerável ao longo de 2025. Em abril de 2025, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de referência de 10% sobre produtos europeus, além de 25% sobre aço, alumínio e automóveis. Após uma pausa de 90 dias anunciada em abril, a tarifa sobre produtos europeus em geral foi reduzida de volta à alíquota base de 10%. Em fevereiro deste ano, a Suprema Corte americana derrubou as tarifas impostas pela via do IEEPA. Horas após a decisão judicial, a administração Trump implementou uma nova tarifa global de 10% com base no artigo 122 do Trade Act de 1974, em vigor desde 24 de fevereiro de 2026, com prazo máximo de 150 dias. A incerteza sobre o que virá após esse prazo mantém os fabricantes europeus em estado de alerta para o planejamento de investimentos.</p>
<p>No setor automotivo, um dos pilares da indústria europeia, os dados de 2025 são igualmente preocupantes. As exportações de carros e peças da UE para a China caíram 34% no ano passado, para 16 bilhões de euros. Ao mesmo tempo, as importações de carros e peças chineses para a Europa cresceram 8%, chegando a 22 bilhões de euros, revertendo um superávit histórico e gerando um déficit comercial pela primeira vez. As exportações europeias de automóveis para os EUA também caíram 13% no primeiro semestre de 2025, após a entrada em vigor das tarifas americanas.</p>
<p>Diante do quadro, o ministro das Finanças francês, Eric Lombard, pediu publicamente que a Europa fortaleça suas barreiras tarifárias contra importações chinesas, argumentando que as defesas existentes nos setores de aço e automóveis são insuficientes para proteger a capacidade industrial mais ampla do bloco.</p>
<p>Em Bruxelas, a resposta ganha forma por outras vias. No início do ano, a Comissão Europeia assinou dois acordos comerciais considerados estratégicos: um com a Índia, reduzindo tarifas sobre automóveis de até 110% para 10% ao longo de cinco anos, e outro com o Mercosul, também cortando barreiras no setor automotivo. A estratégia visa diversificar mercados e reduzir a dependência do bloco diante das pressões simultâneas vindas da China e dos Estados Unidos.</p>
<p>No plano interno francês, economistas alertam que medidas emergenciais como subsídios energéticos pontuais e incentivos à requalificação de trabalhadores são necessárias, mas insuficientes. Sem reformas estruturais voltadas ao aumento de produtividade e à requalificação da força de trabalho, os fechamentos de fábricas correm o risco de se tornar um peso persistente sobre o crescimento econômico francês, e não uma anomalia passageira.</p>
<p>Para os demais governos europeus, os números franceses funcionam como sinal de alerta. A França é uma economia do G7 com mercados de capitais maduros, instituições sólidas e acesso a fundos estruturais da União Europeia e ainda assim não conseguiu isolar sua base industrial da convergência entre o protecionismo americano e o poder de escala da manufatura asiática. O que está em jogo agora é se as respostas políticas disponíveis têm velocidade e profundidade suficientes para reverter uma tendência que os dados sugerem ser estrutural.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Europa precisa reinventar seu modelo econômico antes que a demografia feche a janela</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-precisa-reinventar-seu-modelo-economico-antes-que-a-demografia-feche-a-janela/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 22:45:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Kyriakos Pierrakakis, presidente do Eurogroup, lançou nesta quarta-feira um alerta direto sobre o futuro econômico do continente: o modelo que sustentou décadas de prosperidade europeia está esgotado, e a União Europeia precisa reinventar sua lógica de crescimento antes que a demografia torne qualquer resposta tardia demais. Em conferência organizada pelo Banco Europeu de Investimento, Pierrakakis [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Kyriakos Pierrakakis, presidente do Eurogroup, lançou nesta quarta-feira um alerta direto sobre o futuro econômico do continente: o modelo que sustentou décadas de prosperidade europeia está esgotado, e a União Europeia precisa reinventar sua lógica de crescimento antes que a demografia torne qualquer resposta tardia demais.</p>
<p>Em conferência organizada pelo Banco Europeu de Investimento, Pierrakakis advertiu que a Europa enfrenta fortes ventos contrários em termos demográficos e que, até 2040, sua força de trabalho &#8211; atualmente em torno de 200 milhões de pessoas &#8211; poderá diminuir em cerca de dois milhões de pessoas por ano.</p>
<p>A lógica por trás do alerta é simples, mas suas implicações são profundas. Durante décadas, o crescimento do PIB europeu foi sustentado em grande parte pela expansão da oferta de mão de obra, seja por crescimento demográfico natural, seja pela incorporação de novos países ao bloco. Esse vetor está se invertendo. &#8220;O crescimento não pode mais depender da expansão da oferta de trabalho. Ele deve vir de uma maior produtividade. E uma maior produtividade vem da inovação, do investimento e da alocação eficiente de capital&#8221;, afirmou Pierrakakis.</p>
<p>A solução apontada pelo presidente do Eurogroup, órgão que reúne os ministros das Finanças da zona do euro, passa pela mobilização das poupanças dos europeus, hoje em grande parte estacionadas em depósitos bancários de baixo rendimento. Estima-se que cerca de 10 trilhões de euros em poupanças das famílias europeias estejam retidos em depósitos bancários de baixo retorno, em vez de serem canalizados para mercados de capitais onde poderiam financiar o crescimento de empresas e a economia real.</p>
<p>O mecanismo pelo qual esse capital deveria fluir tem nome e sobrenome: a União de Poupança e Investimento (Savings and Investment Union, ou SIU). Lançada formalmente em março de 2025, a SIU é a sucessora da Capital Markets Union e tem como objetivo criar um mercado único de capitais e serviços bancários em toda a UE. <a href="https://www.icmagroup.org/market-practice-and-regulatory-policy/capital-markets-union-2/">ICMA</a> No entanto, apesar do amplo apoio de tecnocratas e mercados financeiros, os avanços concretos até agora têm sido limitados, o que é ilustrado pelo fato de que a própria união bancária europeia, lançada após a crise de 2008, ainda permanece incompleta.</p>
<p>O diagnóstico de Pierrakakis ecoa, com urgência renovada, o relatório Draghi de 2024, que estimou a necessidade de investimentos adicionais de 750 a 800 bilhões de euros por ano até 2030 para fechar o gap de competitividade europeu em relação aos Estados Unidos e à China. O FMI projeta que a UE responderá por apenas 12,91% do PIB global em 2030, contra 20,36% da China e 13,86% dos EUA.</p>
<p>O contexto geopolítico conferiu nova urgência à agenda. A Comissão Europeia anunciou o plano &#8220;One Europe, One Market&#8221; com meta de mercado único integrado até o fim de 2027, e a primeira fase da SIU tem prazo de conclusão previsto para junho de 2026.</p>
<p>O obstáculo central, porém, não é técnico, mas político. A integração dos mercados financeiros é objetivo central da construção europeia desde os anos 1950, mas o progresso tem sido irregular, contestado e repetidamente reembalado. Interesses nacionais e diferenças regulatórias entre os 27 Estados-membros travam a criação de um ambiente em que o capital circule tão livremente quanto nos Estados Unidos.</p>
<p>Para Pierrakakis, eleito para o cargo em dezembro de 2025 com mandato de dois anos e meio, a janela de oportunidade é estreita. A combinação de pressão demográfica crescente, competição tecnológica externa e urgência geopolítica cria uma convergência rara de incentivos para que os Estados-membros cedam soberania em matéria financeira. Se a Europa não conseguir destravar essa alavanca nos próximos anos, o ajuste virá de outra forma: mais lento, mais doloroso e muito menos controlado.</p>
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