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	<title>Arquivo de tarifas - Europa | Brasil</title>
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		<title>UE dobra tarifas sobre importações de aço e corta cotas pela metade para defender indústria em crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 20:58:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia fechou na segunda-feira (13) um acordo político para reformular profundamente sua política de importação de aço, num movimento que representa a maior virada protecionista do setor em oito anos e que deve redesenhar fluxos comerciais em escala global. O acordo, que sucede o regime de salvaguardas vigente desde 2018, foi apresentado pelas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia fechou na segunda-feira (13) um acordo político para reformular profundamente sua política de importação de aço, num movimento que representa a maior virada protecionista do setor em oito anos e que deve redesenhar fluxos comerciais em escala global.</p>
<p>O acordo, que sucede o regime de salvaguardas vigente desde 2018, foi apresentado pelas três instituições envolvidas como um sucesso, ainda que com ênfases bastante distintas. A Comissão Europeia celebrou a manutenção dos pilares centrais de sua proposta original de outubro de 2025. O Parlamento destacou adições mais duras em rastreabilidade e prazo de revisão. Já o Conselho posicionou-se como o ator de equilíbrio, defendendo flexibilidade para as indústrias usuárias de aço.</p>
<p>O diagnóstico que justifica o acordo é direto. Os produtores europeus de aço operam com apenas 65% da capacidade instalada, resultado combinado do avanço das importações e das tarifas de 50% impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre parte dos envios europeus ao mercado americano. Sem o fechamento parcial do mercado doméstico, a perspectiva era de deterioração contínua.</p>
<p>A UE é o terceiro maior produtor mundial de aço, emprega diretamente cerca de 300 mil pessoas e sustenta economias regionais em vários estados membros. A indústria enfrenta pressão de níveis insustentáveis de sobrecapacidade global, projetada para atingir 721 milhões de toneladas até 2027, mais de cinco vezes o consumo anual do bloco.</p>
<h2>O que o acordo muda</h2>
<p>O novo regime estabelece cotas isentas de tarifas em 18,3 milhões de toneladas por ano, com uma tarifa de 50% sobre importações acima desse limite para 30 categorias de produtos siderúrgicos. A tarifa fora de cota dobra em relação à alíquota atual de 25%.</p>
<p>O acordo também introduz o chamado requisito de &#8220;melt and pour&#8221;, que em português pode ser entendido como &#8220;fusão e vazamento&#8221; &#8211; a exigência de que os importadores comprovem o país onde o aço foi originalmente fundido e moldado em sua forma sólida inicial. A regra visa impedir que aço produzido em países com excesso de capacidade, como a China, contorne as cotas europeias por meio de processamento intermediário em terceiros países, uma prática conhecida como triangulação. Essa exigência entrará em vigor a partir de 1º de outubro de 2026, concedendo um período de transição para que operadores econômicos e agências aduaneiras se adaptem.</p>
<p>No campo geopolítico, as partes comprometeram-se a eliminar gradualmente as importações de aço russo, possivelmente até setembro de 2028. No ano passado, cerca de 3,7 milhões de toneladas de placas russas chegaram ao bloco.</p>
<p>Em paralelo, a Comissão negocia com parceiros comerciais no âmbito do Artigo XXVIII do GATT, garantindo a compatibilidade da medida com as regras da OMC. Trata-se de um processo que permite modificar compromissos tarifários mediante oferta de compensações, mas que analistas descrevem como longo e politicamente contencioso.</p>
<p>Uma questão particularmente problemática é que as novas tarifas se aplicarão também a países que possuem acordos de livre-comércio com a UE, o que implica potencial violação dos compromissos assumidos nesses acordos bilaterais e representa um obstáculo adicional às negociações em curso com exportadores como a Índia.</p>
<p>A Índia, por exemplo, conseguiu garantir uma cota maior dentro do novo regime de salvaguardas, mas ela cobrirá apenas metade de suas exportações atuais de aço para o bloco. O excedente que deixar de acessar o mercado europeu precisará encontrar outros destinos, pressionando preços em regiões como América Latina, Sudeste Asiático e África.</p>
<p>O texto acordado seguirá para votação formal no Parlamento Europeu e no Conselho nas próximas semanas, com entrada em vigor prevista para 1º de julho de 2026, data em que a atual medida de salvaguarda expira.</p>
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		<title>UE lança proposta para registrar empresas em 48 horas por até 100 euros</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ue-lanca-proposta-para-registrar-empresas-em-48-horas-por-ate-100-euros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 20:10:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[competitividade]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[Ursula von der Leyen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira o projeto legislativo mais ambicioso em décadas para simplificar a abertura e operação de empresas no bloco. Batizada de EU Inc., a iniciativa cria um 28º regime jurídico opcional, uma camada supranacional que se sobrepõe, sem substituir, os 27 sistemas nacionais vigentes. A promessa central é direta: registro e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia apresentou nesta quarta-feira o projeto legislativo mais ambicioso em décadas para simplificar a abertura e operação de empresas no bloco. Batizada de EU Inc., a iniciativa cria um 28º regime jurídico opcional, uma camada supranacional que se sobrepõe, sem substituir, os 27 sistemas nacionais vigentes.</p>
<p>A promessa central é direta: registro e abertura de empresa em até 48 horas, com custo máximo de 100 euros, para companhias de qualquer porte, desde que sediadas na UE e que realizem todos os procedimentos digitalmente.</p>
<p>O diagnóstico que justifica a proposta é bem documentado. Com 27 sistemas jurídicos nacionais e mais de 60 formas legais de empresa em vigor, o processo de constituição pode levar semanas ou meses, freando o crescimento e elevando custos. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, foi direta ao anunciar o projeto em Bruxelas: &#8220;As barreiras dentro da Europa nos prejudicam mais do que tarifas externas. Os empreendedores que querem escalar são as primeiras vítimas da fragmentação regulatória.&#8221;</p>
<p>O custo econômico dessa fragmentação tem estimativas concretas. De acordo com o FMI, as barreiras no mercado único da UE equivalem a uma tarifa de 110% sobre os serviços, um número que evidencia o tamanho do obstáculo que o bloco impõe a si mesmo.</p>
<p><strong>Startups e unicórnios perdidos para o exterior</strong></p>
<p>O problema não é apenas burocrático. A Europa produz mais startups tecnológicas do que os EUA, mas converte muito menos delas em grandes empresas: tem cerca de 80% menos companhias em estágio avançado de crescimento e 85% menos unicórnios, empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.</p>
<p>A EU Inc. tenta reverter esse fluxo. Seus procedimentos opcionais e totalmente digitais visam permitir que empresas inovadoras cresçam e sejam incentivadas a permanecer na Europa, e que aquelas que antes buscaram outras jurisdições considerem retornar.</p>
<p>Entre os mecanismos previstos, destaca-se a padronização de instrumentos de captação e participação acionária, como o EU-FAST, voltado para documentação de investimentos, e o EU-ESOP, que cria um modelo unificado de opções de ações para funcionários. As stock options serão tributadas apenas sobre o rendimento gerado no momento da venda, medida considerada crucial para atrair startups inovadoras.</p>
<p>A proposta chega carregada de um histórico desfavorável. A Societas Europaea, a &#8220;Sociedade Europeia&#8221; criada em 2004 com objetivos semelhantes, nunca alcançou adoção expressiva. Segundo Reinhilde Veugelers, pesquisadora sênior do think tank Bruegel, as grandes reformas tentadas no passado não funcionaram porque o sistema era complexo demais e, na prática, apenas grandes empresas conseguiam lidar com ele.</p>
<p>Tentativas posteriores de criar formas jurídicas europeias para pequenas empresas também foram arquivadas por causa de divergências sobre proteção trabalhista e salvaguardas para partes interessadas, o que evidencia a sensibilidade política de qualquer iniciativa que toque em soberania nacional sobre tributação, falências e direito do trabalho.</p>
<p><strong>O risco de ser abrangente demais</strong></p>
<p>A versão atual da proposta abre o regime a todas as empresas, incluindo as já estabelecidas na Europa, e não apenas a startups. Para Veugelers, isso pode ser um erro estratégico. O alvo deve ser empresas jovens com ideias inovadoras, capazes de sustentar a competitividade europeia no longo prazo e de crescer rapidamente. Não limitar o acesso a essas empresas pode sobrecarregar o sistema, tornando-o eventualmente menos atrativo.</p>
<p>O Parlamento Europeu também sinalizou cautela. Em resolução aprovada em janeiro, os eurodeputados reconheceram o risco de que o 28º regime possa ser usado para contornar salvaguardas trabalhistas nacionais obrigatórias, e que o novo regime não pode, em hipótese alguma, tornar-se um mecanismo para enfraquecer os níveis atuais de proteção dos trabalhadores.</p>
<p><strong>Cronograma e próximos passos</strong></p>
<p>A proposta agora entra no processo legislativo ordinário. A Comissão tem como meta que o Parlamento Europeu e o Conselho cheguem a um acordo sobre o texto até o final de 2026, alinhado ao objetivo mais amplo de concluir uma reforma estrutural do mercado único até 2028.</p>
<p>O projeto conta com apoio de peso na indústria. O movimento EU-INC, com mais de 22 mil signatários que incluem fundadores da Stripe e fundos de capital de risco como Sequoia e Index, vinha pressionando por essa iniciativa desde outubro de 2024.</p>
<p>Se aprovada nos moldes atuais, a EU Inc. representará a maior mudança no direito empresarial europeu em décadas. O desafio real, porém, está na execução e na disposição dos Estados-membros de abrir mão de fragmentos de soberania que resistiram a décadas de tentativas de harmonização.</p>
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		<title>Trump amplia tarifas e abala confiança europeia em pacto comercial</title>
		<link>https://europa-brasil.com/trump-amplia-tarifas-e-abala-confianca-europeia-em-pacto-comercial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 17:33:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria farmacêutica]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O anúncio de Donald Trump de impor, a partir de 1º de outubro, uma tarifa de 100% sobre medicamentos de marca e patenteados importados acendeu um alerta em Bruxelas, que teme ver corroído o acordo comercial fechado em julho com os Estados Unidos. O pacto, celebrado como vitória diplomática europeia, previa teto de 15% para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio de Donald Trump de impor, a partir de 1º de outubro, uma tarifa de 100% sobre medicamentos de marca e patenteados importados acendeu um alerta em Bruxelas, que teme ver corroído o acordo comercial fechado em julho com os Estados Unidos. O pacto, celebrado como vitória diplomática europeia, previa teto de 15% para os medicamentos, um avanço em relação ao risco de sobretaxas mais severas. A decisão do republicano, porém, lança dúvidas sobre a solidez dos compromissos assumidos e pressiona a União Europeia a buscar &#8220;acordos diferentes&#8221;, segundo o comissário de Comércio, Maros Sefcovic. A iminência da entrada em vigor adiciona urgência às negociações transatlânticas.</p>
<p>A Comissão Europeia insiste que o setor farmacêutico do bloco está protegido pelo acordo em vigor e que, até agora, Washington tem cumprido sua parte. O porta-voz adjunto da Comissão, Olof Gill, afirmou que a cláusula de 15% é &#8220;uma apólice de seguro clara e abrangente&#8221; para os exportadores europeus. Autoridades europeias manifestaram confiança de que o acordo de julho continuará valendo para produtos farmacêuticos da UE, isentando-os da tarifa punitiva.</p>
<p>Mas a mensagem de Trump em sua rede Truth Social, condicionando a isenção à construção de fábricas em solo americano, expõe uma tensão latente: o uso da política tarifária como alavanca para forçar relocalização industrial. A medida tem um recorte preciso: aplica-se apenas a medicamentos com marca ou patenteados, deixando de fora os genéricos, o que sugere foco em produtos de maior valor agregado e pressão sobre grandes fabricantes multinacionais.</p>
<p>Segundo o Financial Times, apesar da retórica, a administração americana estaria inclinada a respeitar o limite de 15% para importações farmacêuticas oriundas da União Europeia e do Japão, em linha com os acordos já firmados. Essa concessão é considerada crucial por autoridades europeias, que veem nela um mecanismo capaz de mitigar o impacto de anúncios mais radicais, seja por constrangimentos jurídicos, seja por pressão diplomática.</p>
<h2>Pressão setorial e resistência doméstica</h2>
<p>Se a tarifa sobre medicamentos preocupa pela incerteza regulatória, outros setores continuam a ser peças de barganha. O aço e o alumínio seguem taxados em 50%, enquanto caminhões pesados, móveis e gabinetes também foram incluídos na nova rodada de tarifas. Ao mesmo tempo, França, Itália e Espanha pressionam Bruxelas para blindar vinhos e bebidas espirituosas, setores de alta sensibilidade política e econômica.</p>
<p>Dentro dos próprios Estados Unidos, a medida encontra resistência. A Pharmaceutical Research and Manufacturers of America, principal associação da indústria farmacêutica americana, manifestou oposição às novas tarifas, lembrando que mais da metade dos medicamentos consumidos no país são importados. A posição expõe o dilema doméstico de Trump: ao tentar forçar a reindustrialização, arrisca elevar custos para consumidores e criar atritos com setores estratégicos da economia americana.</p>
<p>Nos mercados, a reação foi contida. O índice Stoxx 600 &#8211; principal índice acionário europeu, que reúne as 600 maiores empresas do continente &#8211; subiu cerca de 0,3% após oscilações, com papéis de saúde recuperando perdas iniciais. Esse comportamento sugere que investidores já precificavam riscos tarifários elevados ou acreditam na capacidade da diplomacia europeia de impedir a aplicação plena da tarifa de 100%.</p>
<p>Para além do impacto econômico imediato, o risco é a corrosão da credibilidade de um sistema multilateral já abalado pela guerra comercial com a China e pelas tensões em torno da Organização Mundial do Comércio.</p>
<p>Ao mesmo tempo em que projeta confiança, Bruxelas sabe que a exposição é real. Para países como a Irlanda, fortemente dependente das exportações farmacêuticas para os EUA, a ameaça não é apenas retórica. Em última análise, a disputa escancara o desequilíbrio estrutural do comércio transatlântico: a Europa busca previsibilidade, enquanto os EUA empregam tarifas como arma política e instrumento de pressão industrial.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mercosul e EFTA assinam acordo que amplia espaço para investimentos no Brasil</title>
		<link>https://europa-brasil.com/mercosul-e-efta-assinam-acordo-que-amplia-espaco-para-investimentos-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 21:02:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, assinaram em 16 de setembro, no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio que amplia a integração entre os dois blocos. O tratado criará uma zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas e um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), composta por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, assinaram em 16 de setembro, no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio que amplia a integração entre os dois blocos. O tratado criará uma zona de livre comércio com quase 300 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto combinado de mais de US$ 4,3 trilhões, de acordo com comunicado conjunto. Ainda sujeito à ratificação parlamentar em todos os países, o acordo prevê a redução ou eliminação de tarifas para cerca de 97% das exportações e estabelece regras sobre serviços, propriedade intelectual, medidas sanitárias, concorrência e compromissos ambientais.</p>
<p>Embora não tenha a mesma escala do aguardado acordo Mercosul–União Europeia, o tratado com a EFTA se apoia em uma base concreta de investimentos já existentes no Brasil. A Noruega concentra dezenas de empresas ligadas ao setor de energia, óleo e gás, com destaque para a Equinor, que opera campos offshore, e a Statkraft, que administra hidrelétricas e parques eólicos. A Suíça tem uma presença forte no país por meio de nomes como a Nestlé, na indústria de alimentos; Roche e Novartis, na área farmacêutica, e a ABB, em equipamentos industriais. Esses grupos já somam bilhões de dólares em investimentos e devem encontrar um ambiente regulatório ainda mais favorável para expandir suas operações.</p>
<p>De Islândia e Liechtenstein vêm companhias de nicho, como a Marel, fornecedora de tecnologia para a indústria de alimentos, e a Hilti, do setor de construção. Elas representam segmentos de maior especialização tecnológica que podem ganhar espaço em um cenário de integração mais ampla.</p>
<p>Para os países do Mercosul, o maior interesse está em consolidar o acesso a mercados de alto poder aquisitivo. Nos dados bilaterais mais recentes, o café aparece entre os principais produtos exportados do Brasil para a Suíça, com valor aproximado de US$ 261 milhões. Esse segmento tende a ganhar competitividade com a redução de barreiras, assim como as carnes de frango e bovina destinadas a Noruega. Insumos industriais, como o óxido de alumínio, e bens de capital também devem ser beneficiados. Empresas como JBS, BRF, WEG e Embraer acompanham de perto a implementação do acordo.</p>
<p>A companhia aérea norueguesa Widerøe, por sinal, já opera jatos E190-E2 da Embraer, enquanto a companhia SAS (que pertence aos governos de Noruega, Suécia e Dinamarca) fez uma encomenda recente para adquirir 55 aviões do mesmo modelo. Aviões brasileiros também já voam na Suíça, onde a companhia Helvetic Airways opera os modelos E-190-E1, E190-E2 e E-195-E2.</p>
<p>Argentina, Uruguai e Paraguai também ampliam oportunidades em grãos, laticínios, frutas processadas e couro, produtos nos quais já são exportadores relevantes para o mercado europeu.</p>
<p>A assinatura do acordo ocorre em um momento de crescente protecionismo internacional, reforçando a busca do Mercosul por diversificação de parcerias comerciais. Mais do que abrir mercados, o tratado sinaliza um movimento estratégico que consolida a presença de investidores europeus já ativos no Brasil e oferece ao bloco sul-americano uma rota alternativa de integração econômica em setores críticos da economia global.</p>
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		<item>
		<title>EUA e UE avançam em acordo comercial, mas tarifa de carros ainda é peça central</title>
		<link>https://europa-brasil.com/eua-e-ue-avancam-em-acordo-comercial-mas-tarifa-de-carros-ainda-e-peca-central/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2025 15:39:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo]]></category>
		<category><![CDATA[automóveis]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estados Unidos e União Europeia anunciaram nesta semana um entendimento que promete reduzir a tensão no comércio transatlântico, mas ainda deixa pontos importantes em aberto. O pacto estabelece uma tarifa uniforme de 15% para grande parte das exportações europeias aos EUA &#8211; de automóveis a semicondutores e produtos farmacêuticos &#8211; e abre espaço para contrapartidas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="272" data-end="736">Estados Unidos e União Europeia anunciaram nesta semana um entendimento que promete reduzir a tensão no comércio transatlântico, mas ainda deixa pontos importantes em aberto. O pacto estabelece uma tarifa uniforme de 15% para grande parte das exportações europeias aos EUA &#8211; de automóveis a semicondutores e produtos farmacêuticos &#8211; e abre espaço para contrapartidas do lado europeu, como a remoção gradual de tarifas sobre produtos industriais norte-americanos.</p>
<p data-start="738" data-end="1242">O setor automotivo é o mais sensível nessa equação. Hoje, carros e autopeças da Europa entram nos EUA com tarifas de 27,5%, um peso considerável para montadoras alemãs e italianas. Washington sinalizou que pode aliviar esse fardo “em questão de semanas”, mas a condição é clara: Bruxelas precisa aprovar legislação que formalize os cortes tarifários prometidos aos produtos americanos. A redução teria efeito retroativo, mas ainda não há prazo definido para que o processo avance no Parlamento Europeu.</p>
<h2 data-start="1244" data-end="1290">Energia e tecnologia no centro da agenda</h2>
<p data-start="1292" data-end="1746">O acordo vai além dos automóveis. A UE reafirmou a intenção de comprar cerca de US$ 750 bilhões em energia dos EUA &#8211; gás natural liquefeito, petróleo e nuclear &#8211; além de investir outros US$ 40 bilhões em chips de inteligência artificial e US$ 600 bilhões em setores estratégicos até 2028. Para Washington, trata-se de reforçar a posição de fornecedor energético num momento em que a Europa busca reduzir a dependência de combustíveis russos e chineses.</p>
<p data-start="1748" data-end="2009">Esse ponto ajuda a explicar por que o pacto tem valor geopolítico. Mais do que tarifas, o que está em jogo é a construção de cadeias de suprimento seguras entre aliados, num cenário global marcado pela guerra na Ucrânia e pela crescente rivalidade com Pequim.</p>
<h2 data-start="2011" data-end="2053">Um acordo mais político que jurídico</h2>
<p data-start="2055" data-end="2379">Ainda assim, a essência do pacto é mais política do que legal. A declaração conjunta tem força de compromisso, mas depende de regulamentações nacionais para se traduzir em benefícios concretos. Setores inteiros ficaram de fora, como vinhos e destilados, o que indica que as negociações devem se arrastar por mais tempo.</p>
<p data-start="2381" data-end="2777">Para os EUA, o acordo mantém tarifas como instrumento de pressão e garante contrapartidas econômicas. Para a UE, oferece algum fôlego à sua indústria mais estratégica, a automotiva, e abre portas em áreas de energia e tecnologia. No plano global, o pacto mostra que a cooperação entre os dois lados do Atlântico ainda é possível, mas em moldes pragmáticos, condicionados e, sobretudo, incertos.</p>
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		<item>
		<title>Europa reage com cautela à ofensiva tarifária de Trump, mas sinaliza retaliação caso diálogo fracasse</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-reage-com-cautela-a-ofensiva-tarifaria-de-trump-mas-sinaliza-retaliacao-caso-dialogo-fracasse/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 13:51:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[guerra tarifária]]></category>
		<category><![CDATA[Reciprocidade]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“União Europeia adverte que tarifa de 30% imposta por Trump pode eliminar o comércio entre os dois mercados”, estampa nesta segunda-feira a manchete do jornal inglês de economia e negócios Financial Times. A publicação traz uma densa análise da imposição de uma tarifa de 30% sobre importações do bloco pelos Estados Unidos, anunciada no fim [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span data-contrast="auto">“União Europeia adverte que tarifa de 30% imposta por Trump pode eliminar o comércio entre os dois mercados”, estampa nesta segunda-feira a manchete do jornal inglês de economia e negócios Financial Times. A publicação traz uma densa análise da imposição de uma tarifa de 30% sobre importações do bloco pelos Estados Unidos, anunciada no fim de semana com entrada em vigor prevista para 1º de agosto.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">O comissário de comércio da UE,  Maroš Šefčovič, afirma que “as cadeias de suprimento seriam duramente afetadas com a medida nos dois lados do Atlântico. Mostre-me uma liderança da área industrial que está satisfeito com essa política tarifária”, afirmou.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A União Europeia entrou, mais uma vez, no centro de uma escalada tarifária liderada pelo presidente Donald Trump depois que este retomou sua alegação de que existem desequilíbrios comerciais persistentes e falta de reciprocidade na relação com o bloco. A decisão, que também atinge outros 24 países, eleva o tom das tensões transatlânticas e reacende o risco de uma guerra tarifária que pode comprometer até US$</span><span data-contrast="auto"> </span><span data-contrast="auto">235 bilhões em comércio bilateral por ano.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h2>Diplomacia na corda bamba<span data-ccp-props="{}"> </span></h2>
<p><span data-contrast="auto">Diante da pressão, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, anunciou no domingo (13) a extensão da suspensão do pacote retaliatório europeu, inicialmente previsto para entrar em vigor nesta segunda-feira. O pacote teria como alvo US$ 24,6 bilhões em produtos americanos, incluindo itens farmacêuticos, agrícolas e industriais. Uma segunda leva, de €72 bilhões, já está em análise técnica desde maio, mas sua ativação dependerá da evolução das negociações.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<blockquote><p><span data-contrast="auto">“Vamos usar o tempo até 1º de agosto para tentar uma solução negociada”, afirmou Von der Leyen. “Mas também continuamos preparando contramedidas para garantir que estejamos plenamente prontos para agir.” A Comissão Europeia, segundo fontes diplomáticas, também avalia o uso do </span><i><span data-contrast="auto">Instrumento Anticoerção</span></i><span data-contrast="auto">, criado em 2022 para proteger os Estados-membros de pressões econômicas estrangeiras, embora a própria presidente tenha afirmado que “ainda não chegamos a esse ponto”.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p></blockquote>
<p><span data-contrast="auto">Líderes europeus demonstraram alinhamento em torno de uma resposta firme, ainda que calibrada. Emmanuel Macron reforçou a expectativa de que a Comissão Europeia atue com assertividade na defesa dos interesses do bloco, enquanto o chanceler alemão Lars Klingbeil destacou a necessidade de negociações sérias, deixando claro que a Europa não aceitará termos desfavoráveis. No Parlamento Europeu, o clima também é de frustração com a postura americana, e a sinalização é de apoio à adoção de contramedidas proporcionais caso o diálogo fracasse.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A tensão não é apenas simbólica. Segundo dados do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, o déficit comercial dos EUA com a UE em 2024 foi de US$ 235,6 bilhões (€ 202 bilhões). Para Trump, este desequilíbrio justifica a taxação. Para Bruxelas, trata-se de um argumento anacrônico e unilateral.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<h2>Impactos econômicos em cadeia</h2>
<p><span data-contrast="auto">A UE exporta anualmente cerca de €822 bilhões para os EUA, com destaque para setores como farmacêutico, aeronáutico, automotivo e bebidas alcoólicas. A nova tarifa pode representar uma perda de competitividade imediata para empresas europeias, além de provocar rupturas logísticas. A associação alemã da indústria automobilística alertou para o aumento de custos e o risco de perda de empregos na cadeia de fornecedores.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Além da UE, outros 24 países receberam cartas de Trump com tarifas específicas. Vietnã, México, Japão, Coreia do Sul e Canadá também foram atingidos, em diferentes graus. A retórica é clara: ou negociam nos termos americanos, ou enfrentam o custo de não fazê-lo. No caso do Brasil, variáveis políticas levaram a uma taxação ainda mais alta, de 50%.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Nas próximas semanas, ministros de comércio e líderes nacionais manterão uma agenda intensa em Bruxelas. A expectativa é encontrar uma “linha comum” que preserve o espaço de diálogo, mas sem renunciar à proporcionalidade na resposta.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A própria Von der Leyen já sinalizou que, embora a prioridade continue sendo o acordo negociado, medidas necessárias serão tomadas para proteger os interesses europeus. “Poucas economias no mundo se igualam ao nível de abertura e adesão às práticas comerciais justas como a União Europeia”, afirmou a presidente da Comissão.</span><span data-ccp-props="{}"> </span></p>
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		<title>UE revê crescimento e enfrenta escalada de riscos econômicos internos</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ue-reve-crescimento-e-enfrenta-escalada-de-riscos-economicos-internos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2025 17:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cenário Geopolítico]]></category>
		<category><![CDATA[desaceleração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A União Europeia entra na metade de 2025 com perspectivas econômicas mais cautelosas e um cenário geopolítico instável, que reflete diretamente na confiança dos mercados e nas projeções de crescimento. A Comissão Europeia revisou para baixo suas estimativas de PIB: a UE deverá crescer 1,1%, e a zona do euro, 0,9% — quedas em relação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia entra na metade de 2025 com perspectivas econômicas mais cautelosas e um cenário geopolítico instável, que reflete diretamente na confiança dos mercados e nas projeções de crescimento. A Comissão Europeia revisou para baixo suas estimativas de PIB: a UE deverá crescer 1,1%, e a zona do euro, 0,9% — quedas em relação às previsões anteriores de 1,3% e 1,2%, respectivamente.</p>
<p>O pano de fundo é composto por uma combinação delicada de tensões comerciais crescentes com os Estados Unidos, políticas monetárias em transição e o desempenho assimétrico entre os países membros.</p>
<p>Desde o anúncio de tarifas generalizadas por parte do governo dos EUA, a pressão sobre a economia europeia se intensificou. Em maio, o presidente Donald Trump propôs tarifas de 50% sobre uma ampla gama de produtos da UE, com implementação prevista inicialmente para 1º de junho. Após conversas diplomáticas com Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, a medida foi adiada para 9 de julho, mas o impacto já se faz sentir: os principais índices acionários da Europa caíram fortemente e os rendimentos dos títulos recuaram, numa clara fuga para ativos de menor risco.</p>
<p>A retórica protecionista de Washington eleva o tom da disputa comercial transatlântica e afeta a confiança de empresas exportadoras europeias — sobretudo nas indústrias automotiva, química e metalúrgica.</p>
<h2>Alemanha puxa a desaceleração</h2>
<p>A Alemanha, motor industrial da UE, deverá registrar uma contração de 0,3% em 2025, segundo a Câmara de Comércio e Indústria Alemã (DIHK). É o terceiro ano consecutivo de retração, num sinal preocupante da fragilidade estrutural de uma economia altamente dependente de exportações e particularmente vulnerável à volatilidade global.</p>
<p>Apesar de um crescimento pontual no primeiro trimestre — atribuído à antecipação de embarques antes das tarifas —, o setor industrial permanece estagnado. O consumo doméstico segue hesitante, com os consumidores preferindo poupar diante da instabilidade geopolítica e do risco de novas medidas restritivas.</p>
<p>Em meio a esse cenário, o Banco Central Europeu (BCE) sinalizou prudência. Robert Holzmann, membro do conselho, defendeu publicamente uma pausa nos cortes de juros até setembro, mesmo diante da meta de inflação de 2% que começa a se concretizar. A justificativa: as tensões externas e o impacto incerto das tarifas norte-americanas podem neutralizar o efeito de estímulos monetários adicionais.</p>
<p>A política monetária, que até recentemente visava reacender a economia por meio de cortes nas taxas, entra agora num modo de “esperar para ver”, em que as decisões dependerão da evolução do quadro externo nas próximas semanas.</p>
<p>Embora o mercado de trabalho siga robusto — com a criação de 1,7 milhão de vagas em 2024 e projeção de mais 2 milhões até 2026 —, o consumo ainda não acompanha a mesma trajetória. Indicadores recentes, como o índice de confiança do consumidor na Alemanha divulgado pela GfK, mostram uma leve melhora para junho, mas revelam um padrão de contenção nos gastos.</p>
<p>Esse paradoxo — emprego em alta, mas consumo retraído — reforça a percepção de que os ventos contrários vêm menos de fatores internos e mais de riscos exógenos, que vão desde disputas comerciais até conflitos geopolíticos.</p>
<h2>Perspectivas e riscos à frente</h2>
<p>Para 2026, a Comissão Europeia mantém a previsão de aceleração do crescimento: 1,5% na UE e 1,4% na zona do euro. Esse otimismo moderado depende da normalização das relações comerciais e da estabilização do ambiente internacional.</p>
<p>Ainda assim, os riscos permanecem elevados. Além da disputa tarifária com os EUA, há o cenário incerto em relação à China, o potencial alargamento de conflitos regionais e as eleições em grandes potências que podem alterar o curso da política externa global.</p>
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		<title>EUA e Reino Unido avançam em acordo comercial com foco em reindustrialização e alinhamento estratégico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 17:51:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Reino Unido]]></category>
		<category><![CDATA[relações bilaterais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo acordo comercial firmado entre Estados Unidos e Reino Unido, anunciado em 8 de maio, marca um avanço importante nas relações econômicas bilaterais no cenário pós-Brexit. Embora o pacto não configure um tratado de livre comércio tradicional, ele simboliza um passo concreto rumo a uma nova fase de cooperação entre as duas potências, focada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo acordo comercial firmado entre Estados Unidos e Reino Unido, anunciado em 8 de maio, marca um avanço importante nas relações econômicas bilaterais no cenário pós-Brexit. Embora o pacto não configure um tratado de livre comércio tradicional, ele simboliza um passo concreto rumo a uma nova fase de cooperação entre as duas potências, focada menos em volume de trocas e mais em setores estratégicos e cadeias críticas.</p>
<p>Batizado de “Parceria Econômica Atlântica” (Atlantic Economic Partnership), o acordo cobre temas como acesso preferencial para exportações britânicas de veículos e aço, alinhamento regulatório em setores industriais, além de cooperação tecnológica em áreas sensíveis como semicondutores e inteligência artificial. O Reino Unido, por sua vez, aceitou flexibilizar o acesso de produtos agrícolas norte-americanos e alinhar tarifas sobre aço e alumínio às práticas comerciais dos EUA.</p>
<p>A iniciativa surge em um momento no qual o Reino Unido busca ampliar sua relevância global como parceiro comercial, após anos de dificuldades para fechar acordos de peso desde a saída da União Europeia. Desde 2020, o Reino Unido assinou mais de 70 acordos comerciais bilaterais, mas nenhum com o mesmo peso simbólico e político de um pacto com os Estados Unidos. Já para os americanos, o novo acordo reforça a estratégia de reconstruir alianças econômicas em torno de objetivos industriais e tecnológicos, em contraste com o multilateralismo que dominou a cena global nas décadas anteriores.</p>
<p>Um dos pontos centrais do acordo é a isenção de tarifas para até 100 mil veículos britânicos exportados anualmente aos Estados Unidos — medida que representa cerca de 40% do volume de exportações automobilísticas do Reino Unido para o mercado americano em 2023. Segundo a <em>Society of Motor Manufacturers and Traders</em> (SMMT), os EUA foram o segundo maior destino de veículos britânicos no ano passado, atrás apenas da União Europeia. O benefício direto alcança montadoras como Nissan (com fábrica em Sunderland), Mini (BMW Group) e Jaguar Land Rover.</p>
<p>Em contrapartida, a abertura do mercado britânico a produtos agrícolas dos EUA, como carne bovina e etanol, representa um gesto relevante de flexibilização regulatória — historicamente barrada por regras da UE sobre hormônios e aditivos alimentares. O setor agrícola britânico, que representa 0,6% do PIB, teme que o pacto aumente a pressão sobre pequenos produtores nacionais já afetados por custos crescentes de energia e transporte.</p>
<p>Apesar do tom positivo das autoridades dos dois países, economistas destacam que o acordo tem alcance limitado. Ficam de fora temas estruturais como serviços financeiros, que representam quase 80% da economia britânica, e barreiras técnicas amplas ao comércio digital. Ainda assim, a sinalização política é clara: Reino Unido e Estados Unidos estão tentando construir um novo tipo de parceria, com foco em resiliência industrial, inovação tecnológica e segurança de suprimentos.</p>
<p>De acordo com dados do <em>Office for National Statistics</em> (ONS), o comércio bilateral entre os dois países movimentou cerca de US$ 290 bilhões em 2023. Os EUA são hoje o maior parceiro individual de exportação do Reino Unido, absorvendo 14,9% de todas as exportações britânicas, enquanto o Reino Unido representa cerca de 2,3% das exportações totais dos EUA. Ou seja, o impacto macroeconômico do acordo será modesto no curto prazo, mas relevante do ponto de vista geoestratégico.</p>
<p>A reação da China ao anúncio foi imediata. O Ministério do Comércio chinês afirmou que o pacto “fragmenta cadeias globais de suprimento” e criticou cláusulas que poderiam excluir fornecedores chineses de mercados britânicos em setores considerados críticos. O alerta é consistente com o crescente incômodo de Pequim diante da adoção, por países do G7, de políticas de friend-shoring — termo utilizado para descrever a reconfiguração de cadeias produtivas em direção a países aliados.</p>
<p>No Reino Unido, o acordo é recebido como uma vitória política pelo governo de Keir Starmer, que tenta reposicionar o país como um parceiro confiável no cenário internacional após os anos turbulentos do Brexit. Mas críticos apontam que, sem um aumento expressivo no volume de comércio ou benefícios tangíveis para pequenas empresas, o pacto corre o risco de ser mais simbólico do que transformador.</p>
<p>No fim, o acordo EUA-Reino Unido reflete uma nova abordagem para o comércio internacional em tempos de transição geoeconômica: menos tarifas, mais política industrial. Em um mundo cada vez mais fragmentado, onde cadeias de valor são redesenhadas sob o peso de rivalidades estratégicas, acordos como esse deixam claro que o comércio exterior deixou de ser apenas uma questão de eficiência — e passou a ser, também, uma questão de poder.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tarifaço de Trump reacende acordo Mercosul-UE e coloca European Day 2025 no centro do debate em Bruxelas</title>
		<link>https://europa-brasil.com/tarifaco-de-trump-reacende-acordo-mercosul-ue-e-coloca-european-day-2025-no-centro-do-debate-em-bruxelas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2025 19:08:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo do Mercosul União Europeia]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o retorno do discurso protecionista nos Estados Unidos e o anúncio de um possível tarifaço de Trump sobre produtos estrangeiros, a União Europeia se vê diante de uma encruzilhada estratégica. Para preservar sua relevância econômica global, o bloco precisa acelerar parcerias com mercados emergentes — e o acordo de livre comércio com o Mercosul [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Com o retorno do discurso protecionista nos Estados Unidos e o anúncio de um possível tarifaço de Trump sobre produtos estrangeiros, a União Europeia se vê diante de uma encruzilhada estratégica. Para preservar sua relevância econômica global, o bloco precisa acelerar parcerias com mercados emergentes — e o acordo de livre comércio com o Mercosul volta ao topo da agenda.</p>
<p>É neste contexto geopolítico em transformação que acontece o <strong>European Day 2025 – Edição Especial Bruxelas</strong>, no dia 15 de abril, com transmissão online exclusiva para convidados no Brasil. Tradicionalmente realizado em São Paulo, o evento promovido pela Imagem Corporativa será realizado este ano no coração político da União Europeia, em um momento considerado decisivo para os rumos da integração econômica entre América do Sul e Europa.</p>
<p>Com tarifas americanas no horizonte, cadeias produtivas globais em reconfiguração e pressões ambientais moldando os fluxos comerciais, a Europa busca se reposicionar. Para o Brasil e os demais países do Mercosul, trata-se de uma janela de oportunidade para ampliar acesso a mercados estratégicos, desde que preparados para enfrentar exigências regulatórias cada vez mais sofisticadas.</p>
<p>O European Day 2025 foi concebido justamente para antecipar os impactos dessas transformações e apoiar empresas brasileiras no planejamento de estratégias de inserção competitiva e sustentável. O evento reunirá lideranças públicas e privadas, especialistas e executivos de destaque dos dois blocos.</p>
<p>Entre os nomes confirmados estão:</p>
<ul>
<li>Stefan Pinter – Head of Public Policy para a Europa, Oriente Médio e África da Suzano (Viena)</li>
<li>Aloysio Nunes – Ex-chanceler brasileiro e atual head de Assuntos Estratégicos da Apex Brasil Europa</li>
<li>Colombe Warrin – Projeto &#8220;Europa Verde&#8221;, Comissão Europeia (Bruxelas)</li>
<li>Leonardo C. Fleck – Head de Sustentabilidade do Santander Brasil (São Paulo)</li>
<li>Mariana Fleischhauer – Gerente dos escritórios da FGV-Europe (Colônia, Alemanha)</li>
<li>Oscar Guinea – Economista sênior do European Center of International Political Economy (ECIPE), Bilbao</li>
<li>Joris Bulteel – Fundador e sócio da Whyte Corporate Affairs (Bruxelas)</li>
<li>Stephan Wilken – Risk Management &amp; Compliance Consultant for Emerging Markets (Frankfurt)</li>
<li>Olivier Joris – European and International Affairs, Fédération des Entreprises de Belgique (FEB), Bruxelas</li>
<li>John Bazill – Comissão Europeia | International Policy and Regional Affairs Latin America (Bruxelas)</li>
<li>Welber Barral – Especialista em comércio internacional, fundador e sócio da BMJ Relações Governamentais (Brasília)</li>
<li>Daniel Vallandro Tronco – Advogado especializado em agronegócio, sócio do escritório Felsberg (São Paulo)</li>
<li>Pavel Cardoso – Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) (São Paulo)</li>
<li>Lucas Ferraz – Diretor do Centro de Estudos de Negócios Globais da FGV; ex-secretário de Comércio Exterior (São Paulo)</li>
</ul>
<p>A programação será dividida em quatro painéis temáticos:</p>
<ul>
<li>Agronegócio</li>
<li>Indústria e Serviços</li>
<li>Meio Ambiente</li>
<li>Compras Governamentais</li>
</ul>
<p>Esses setores estão entre os mais impactados pelas novas regras ambientais, exigências de rastreabilidade, competitividade industrial e políticas públicas de compra. Ao posicionar o evento em Bruxelas, o European Day oferece um espaço qualificado para debater cenários, influenciar decisões e fortalecer a presença brasileira no diálogo internacional.</p>
<p>Com palestras em inglês e tradução simultânea para o português, o evento será transmitido ao vivo para uma audiência brasileira formada por empresários, representantes setoriais, autoridades públicas e especialistas em relações internacionais.</p>
<p>Últimas vagas. <a href="https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_4z0aMkR8SsiuiM077-tnWQ?utm_campaign=european_day_final_ultimo_disparo&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station#/registration">Inscreva-se</a>.</p>
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		<item>
		<title>Alemanha lidera resistência contra tarifas de Trump</title>
		<link>https://europa-brasil.com/alemanha-lidera-resistencia-contra-tarifas-de-trump/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2025 12:38:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanhã]]></category>
		<category><![CDATA[Montadoras]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas]]></category>
		<category><![CDATA[Trump]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Alemanha declarou que &#8220;não cederá&#8221; às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre carros e peças importadas, e enfatizou que a Europa precisa &#8220;responder firmemente&#8221; a essa medida. O novo imposto de 25% sobre a indústria automotiva europeia gerou uma reação imediata entre os principais países afetados, ampliando a tensão comercial [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Alemanha declarou que &#8220;não cederá&#8221; às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre carros e peças importadas, e enfatizou que a Europa precisa &#8220;responder firmemente&#8221; a essa medida. O novo imposto de 25% sobre a indústria automotiva europeia gerou uma reação imediata entre os principais países afetados, ampliando a tensão comercial entre os dois blocos.</p>
<p>Outras economias globais também condenaram a decisão. A França classificou o movimento como &#8220;uma péssima notícia&#8221;, enquanto o Canadá descreveu como &#8220;um ataque direto&#8221; e a China acusou os EUA de violarem regras internacionais de comércio.</p>
<p>Na manhã de quinta-feira (27 de março), as ações das principais montadoras europeias registraram quedas significativas. Em Frankfurt, os papéis da Porsche, Mercedes-Benz e BMW sofreram desvalorizações acentuadas, acompanhados pela francesa Stellantis, fabricante da Jeep, Peugeot e Fiat, cujas ações caíram 5,8%. O índice europeu de automóveis e peças recuou 2,9%, impactando negativamente o índice Stoxx 600, que operava com queda de 0,9% em Londres.</p>
<p>As novas tarifas não apenas ameaçam a competitividade da indústria automotiva europeia nos Estados Unidos, um de seus principais mercados, mas também aumentam o risco de retaliações comerciais. O governo Trump já advertiu que poderá impor tarifas ainda mais severas caso a União Europeia e o Canadá adotem medidas para contrabalançar os efeitos das sanções americanas.</p>
<p>A política comercial agressiva de Trump reforça uma tendência que vem desafiando a estrutura geopolítica estabelecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. O modelo de alianças construído pelos Estados Unidos ao longo das últimas décadas, fundamentado no apoio mútuo entre democracias ocidentais, tem sido colocado em xeque pela postura protecionista da Casa Branca.</p>
<p>A União Europeia tem trabalhado para fortalecer sua posição global, promovendo novas parcerias comerciais e investindo em iniciativas de segurança coletiva. Ainda assim, a incerteza gerada pelas ações de Trump continua a colocar à prova a coesão do bloco e a estabilidade da economia mundial.</p>
<p>&nbsp;</p>
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