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	<title>Arquivo de Europa - Europa | Brasil</title>
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		<title>Morte de Harald V reorganiza o mapa de monarcas da Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[monarquia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O rei Harald V, da Noruega, morreu nesta sexta-feira (28) aos 89 anos, depois de complicações de uma anemia hemolítica. Ele era o monarca mais velho do continente e o segundo com reinado mais longo, atrás apenas do rei Carl XVI Gustaf, da Suécia. Seu filho assumiu o trono como Haakon VIII e se tornou, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O rei Harald V, da Noruega, morreu nesta sexta-feira (28) aos 89 anos, depois de complicações de uma anemia hemolítica. Ele era o monarca mais velho do continente e o segundo com reinado mais longo, atrás apenas do rei Carl XVI Gustaf, da Suécia. Seu filho assumiu o trono como Haakon VIII e se tornou, aos 53 anos, o monarca mais recente da Europa.</p>
<p>A saída de Harald reorganiza duas disputas que os europeus adoram acompanhar: quem é o monarca mais velho do continente e quem está no trono há mais tempo. As duas coroas, que Harald acumulava, agora se separam.</p>
<p>Pela idade, quem assume o posto é o príncipe Hans-Adam II, de Liechtenstein, de 81 anos. Mas o dado vem com ressalva: desde 2004 ele transferiu as funções de governo ao filho, o príncipe herdeiro Alois, e vive afastado da rotina pública. Por isso, quem costuma aparecer nas listas como &#8220;o mais velho em atividade&#8221; é o rei Carl XVI Gustaf, da Suécia, de 80 anos, que também segue como o monarca com reinado mais longo da Europa, no trono desde 1973.</p>
<p>A Europa mantém hoje dez casas reais hereditárias, além do papado, que é uma monarquia eletiva, e do principado de Andorra, com um sistema de dois chefes de Estado. Veja a lista, do reinado mais longo ao mais recente:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td>
<p style="text-align: left;"><strong>País</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left;"><strong>Monarca</strong></td>
<td style="text-align: left;"><strong>Idade</strong></td>
<td style="text-align: left;" width="124"><strong>No trono desde</strong></td>
<td style="text-align: left;" width="107"><strong>Anos de reinado</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Suécia</td>
<td>Carl XVI Gustaf</td>
<td>80</td>
<td width="124">15/09/1973</td>
<td width="107">52</td>
</tr>
<tr>
<td>Liechtenstein</td>
<td>Hans-Adam II</td>
<td>81</td>
<td width="124">13/11/1989</td>
<td width="107">36</td>
</tr>
<tr>
<td>Mônaco</td>
<td>Albert II</td>
<td>68</td>
<td width="124">06/04/2005</td>
<td width="107">21</td>
</tr>
<tr>
<td>Países Baixos</td>
<td>Willem-Alexander</td>
<td>59</td>
<td width="124">30/04/2013</td>
<td width="107">13</td>
</tr>
<tr>
<td>Bélgica</td>
<td>Philippe</td>
<td>66</td>
<td width="124">21/07/2013</td>
<td width="107">13</td>
</tr>
<tr>
<td>Espanha</td>
<td>Felipe VI</td>
<td>58</td>
<td width="124">19/06/2014</td>
<td width="107">12</td>
</tr>
<tr>
<td>Reino Unido</td>
<td>Charles III</td>
<td>77</td>
<td width="124">08/09/2022</td>
<td width="107">3</td>
</tr>
<tr>
<td>Dinamarca</td>
<td>Frederik X</td>
<td>58</td>
<td width="124">14/01/2024</td>
<td width="107">2</td>
</tr>
<tr>
<td>Luxemburgo</td>
<td>Guillaume V</td>
<td>44</td>
<td width="124">03/10/2025</td>
<td width="107">menos de 1</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;">Noruega</td>
<td style="text-align: left;">Haakon VIII</td>
<td style="text-align: left;">53</td>
<td style="text-align: left;" width="124">28/08/2026</td>
<td width="107">
<p style="text-align: left;">recém coroado</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A diferença de idade entre o monarca mais velho, Hans-Adam II, e o mais novo, Guillaume V, do Luxemburgo, passa de 37 anos.</p>
<p>Liechtenstein é um país de 41 mil habitantes entre a Suíça e a Áustria, mas seu príncipe reinante é considerado o monarca mais rico da Europa. Segundo estimativa da revista Jacobin, sua fortuna pessoal chega a US$ 12,6 bilhões, boa parte ligada ao grupo bancário LGT, controlado pela família principesca. Como acontece com outras fortunas reais, o valor exato varia conforme a fonte. Diferente da maioria das monarquias europeias, que exercem funções só cerimoniais, o príncipe de Liechtenstein mantém poderes constitucionais relevantes, como o de vetar leis e dissolver o parlamento.</p>
<p>O papa Leão XIV, eleito em maio de 2025, é soberano da Cidade do Vaticano e por isso também entra na lista de chefes de Estado monárquicos da Europa. É o único caso de monarquia eletiva do continente: o papa é escolhido pelo colégio de cardeais, não herda o cargo por nascimento. Também é considerado o único monarca absoluto que resta na Europa, já que concentra os poderes legislativo, executivo e judiciário do menor Estado do mundo.</p>
<p>Andorra tem um arranjo único: o pequeno principado dos Pirineus é chefiado por dois copríncipes, o bispo de Urgell, cargo hoje ocupado por Josep-Lluís Serrano Pentinat, e o presidente da França. Desde 2017 esse papel é exercido por Emmanuel Macron, que soma à presidência de uma república o título de monarca de um Estado vizinho.</p>
<p>Em 15 de agosto, no Dia Nacional do país e dias antes da morte de Harald V, Liechtenstein anunciou uma mudança na lei da Casa Principesca: o país deixou de restringir a sucessão ao trono apenas a homens. Era o último caso na Europa em que vigorava a lei agnática, que impedia mulheres de herdar a coroa mesmo quando tinham irmãos mais novos. A partir de agora, vale a primogenitura absoluta: herda o trono o primeiro filho do príncipe, seja homem ou mulher. A mudança não afeta a linha de sucessão atual, que segue tendo como herdeiro o príncipe Joseph Wenzel, filho de Alois. Ela vale só para os descendentes que nascerem daqui para a frente.</p>
<p>Nos últimos treze anos, cinco das dez casas reais europeias trocaram de monarca por abdicação: Países Baixos (2013), Bélgica (2013), Espanha (2014), Dinamarca (2024) e Luxemburgo (2025). O padrão contrasta com os dois casos mais recentes de sucessão por morte do titular, Reino Unido em 2022 e Noruega nesta sexta-feira, que seguiram o modelo tradicional de reinado vitalício.</p>
<p>Entre os herdeiros diretos dos tronos europeus, a maioria são mulheres: a princesa Leonor, da Espanha, a princesa Elisabeth, da Bélgica, a princesa Ingrid Alexandra, agora princesa herdeira da Noruega, a princesa Amalia, dos Países Baixos, e a princesa Estelle, da Suécia. É a primeira vez que isso acontece na Europa, resultado de mudanças nas leis de sucessão de vários países nas últimas décadas, o mesmo movimento que Liechtenstein acaba de seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Aos 160 anos, Nestlé usa IA contra o efeito Ozempic</title>
		<link>https://europa-brasil.com/aos-160-anos-nestle-usa-ia-contra-o-efeito-ozempic/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 17:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[canetas emagrecedoras]]></category>
		<category><![CDATA[consumidor]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Nestlé]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fundada em 1866, a Nestlé chega aos 160 anos revendo a receita que sustenta seu negócio há mais de um século: vender volume de alimentos industrializados. O motivo é a popularização dos medicamentos GLP-1, que reduzem o apetite de milhões de pessoas e ameaçam justamente esse pilar. Em entrevista recente à Reuters, o diretor de [&#8230;]</p>
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<p dir="ltr">Fundada em 1866, a Nestlé chega aos 160 anos revendo a receita que sustenta seu negócio há mais de um século: vender volume de alimentos industrializados. O motivo é a popularização dos medicamentos GLP-1, que reduzem o apetite de milhões de pessoas e ameaçam justamente esse pilar.</p>
<p dir="ltr">Em entrevista recente à Reuters, o diretor de tecnologia da companhia, Stefan Palzer, revelou como a empresa suíça pretende lidar com a mudança. A Nestlé criou a Food Genie, uma plataforma de inteligência artificial que cruza uma base de aproximadamente 120 mil formulações da companhia para simular, antes de qualquer lançamento, como uma receita nova vai se sair no mercado. &#8220;Estamos bem posicionados com o portfólio. É uma grande oportunidade para nossa empresa&#8221;, disse Palzer.</p>
<p dir="ltr">A aposta já aparece em produto concreto. A Vital Proteins, marca de colágeno do grupo, está sendo reformulada para atacar um efeito colateral específico da perda rápida de peso, a flacidez facial que passou a ser chamada de &#8220;cara de Ozempic&#8221;. A empresa também usa modelos de IA para simular a reação do consumidor a novas alegações nutricionais antes de testá-las em prateleira, e monitora redes sociais para distinguir uma tendência sólida de um modismo passageiro.</p>
<p dir="ltr">O momento do anúncio chama atenção. A Zona Europa, como a Nestlé chama a região em seus balanços, é a área onde a companhia nasceu e ainda mantém sua sede, em Vevey. Foi a que mais cresceu entre as três zonas geográficas da empresa em 2025, com alta orgânica de 4,3%. No primeiro semestre de 2026, porém, essa taxa caiu para 2,7%, atrás da Ásia, Oceania e África e das Américas, com a empresa apontando maior concorrência nos principais mercados do continente. A Nestlé revela sua nova frente de produtos justamente quando a própria casa, com mais de um século de história, mostra sinais de fôlego mais curto.</p>
<p dir="ltr">Na Europa, a adoção dos medicamentos GLP-1 ainda é bem mais lenta do que a americana, o que muda o tamanho do desafio. Segundo a analista Nandini Roy Choudhury, da consultoria Future Market Insights, os sistemas de saúde europeus, majoritariamente públicos, avaliam qualquer novo medicamento por um critério rígido de custo-benefício, o que deixa os governos cautelosos com o impacto orçamentário de tratar populações inteiras. Na Alemanha, por exemplo, a cobertura pelo sistema público segue restrita a casos de risco cardiovascular grave.</p>
<p dir="ltr">Ainda assim, a tendência já se sente no prato europeu. Segundo Carl Quash III, responsável por snacks e nutrição na consultoria Euromonitor, menos consumidores no continente vêm tentando emagrecer por conta própria do que antes, movimento que pode estar ligado à presença cada vez maior desses remédios.</p>
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		<title>Europa é a grande vencedora da Copa do Mundo</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-e-a-grande-vencedora-da-copa-do-mundo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 18:53:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[Adidas]]></category>
		<category><![CDATA[copa do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tradicionais regiões dominantes do futebol mundial, Europa e América Latina mediram forças novamente na Copa do Mundo de 2026 que se encerou no último domingo. A disputa entre os dois lados do Atlântico começou bem antes da bola rolar, nas previsões acerca das seleções mais bem preparadas e do provável artilheiro da competição. Com três [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tradicionais regiões dominantes do futebol mundial, Europa e América Latina mediram forças novamente na Copa do Mundo de 2026 que se encerou no último domingo. A disputa entre os dois lados do Atlântico começou bem antes da bola rolar, nas previsões acerca das seleções mais bem preparadas e do provável artilheiro da competição.</p>
<p>Com três seleções entre os quatro semifinalistas e a Espanha como campeã ao bater a Argentina, não há como negar que a Europa prevaleceu.</p>
<p>O continente também teve o artilheiro da competição, Kylian Mbappé, com um total de 10 gols (dois a mais do que o argentino Lionel Messi).</p>
<p>E se sua seleção decepcionou este ano, a Alemanha foi líder disparada na corrida de negócios entre as marcas de material esportivo que apostaram na Copa do Mundo.</p>
<p>A Adidas chegou facilmente ao topo do ranking de vendas relacionadas a competição, faturando em torno de 1,7 bilhão de dólares. “A Copa do Mundo foi ótima e um enorme sucesso para a Adidas. Nós nos conectamos com consumidores do mundo todo de uma forma divertida, vendemos quatro vezes mais camisas do que na última Copa do Mundo e o dobro de bolas. Além disso, tivemos bons resultados também nas roupas streetwear inspiradas no futebol, que estão em alta demanda em todos os lugares”, disse o CEO da Adidas, Bjørn Gulden, em um comunicado.</p>
<p>Mais do que isso: a Adidas colheu frutos ao patrocinar ambas as seleções finalistas, Espanha e Argentina.</p>
<p>A americana Nike vendeu, segundo estimativas do mercado, em torno de 1,2 bilhão em produtos relacionados a competição, vindo a seguir a também alemã Puma com outros estimados 400 milhões de dólares.</p>
<p>No ambiente digital, os espanhóis também se destacaram. Nas 72 horas que separaram a antevéspera da decisão e o dia posterior ao fim do Mundial, as redes sociais dos principais clubes da Espanha e da própria seleção nacional explodiram.</p>
<p>Um levantamento feito pelo núcleo ModoData, da Imagem Corporativa, mediu o impacto da final da Copa do Mundo de 2026 sobre as plataformas digitais dos três principais clubes espanhóis — Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid — e da seleção espanhola. Foram comparados os números de seguidores de cada agremiação entre a última sexta-feira, 17 de julho, antevéspera da final do torneio, e a segunda-feira, dia 20 de julho, dia posterior ao da conquista do título.</p>
<p>A pesquisa mostrou que o Real Madrid continua sendo o clube espanhol de maior peso no ambiente digital, com 458,04 milhões de inscritos em seus canais. Ele ganhou 770.165 novos adeptos naquelas 72 horas, mas foi o Barcelona que registrou maior avanço no mesmo período: adicionou 1.996.544 novos seguidores, chegando a um total de 416,20 milhões nas plataformas monitoradas (Instagram, TikTok, X/Twitter, Facebook, YouTube e Twitch).</p>
<p>O salto do clube catalão é ainda mais significativo se comparado ao do Atlético de Madrid, que amealhou 189.993 novos nomes e chegou aos 88,40 milhões de seguidores.</p>
<p>A razão para o desempenho do Barcelona está dentro de campo: ele é o clube com mais atletas convocados para a seleção espanhola (oito) e boa parte da vitrine do Mundial passou por jogadores formados ou em atividade em suas fileiras. O jovem Lamine Yamal, 19 anos, é um bom exemplo. Ele é hoje apontado como o atacante mais valioso do mundo e foi uma das grandes sensações do torneio.</p>
<p>Fernando Torres, autor do gol dos espanhóis na final contra Argentina, é outro talento que pertence ao Barcelona.</p>
<p>O poderoso Real Madrid não teve nenhum jogador de seu elenco no escrete de <em>La Roja</em>. Mas cedeu vários de seus talentos às seleções de seus países de origem (como Vinicius Jr. para o Brasil, Kylian Mbappé para a França e Thibaut Courtois para a Bélgica, para ficar em apenas três nomes muito conhecidos).</p>
<p>Ajuda a entender a lógica dos números mencionados, o contingente de simpatizantes de cada um daqueles três principais clubes da Espanha. Estudos revelam que o Real Madrid tem a preferência de 37.9% dos torcedores do país, seguido pelo Barcelona com 25.4% e, bem mais atrás, pelo Atlético de Madrid, com 6,1%.</p>
<p>Em números absolutos <em>La Roja</em> somou 1.011.576 novos seguidores entre a antevéspera da final da Copa do Mundo e o dia seguinte à final do torneio. Com isso, saltou de 16,79 milhões para 17,80 milhões de inscritos em seus canais.</p>
<p>O ecossistema do futebol espanhol não ganhou pontos apenas em termos de contingente de participantes nas redes sociais. A campanha vitoriosa gerou também dinheiro: a federação nacional levou 50 milhões de dólares, mais a taxa de participação de 10 milhões de dólares a que todas as 48 equipes da competição tiveram direito.</p>
<p>Além disso, como a FIFA remunera cada clube que cede jogadores para a Copa do Mundo, o Barcelona acabou recebendo 2,45 milhões; o Real Madrid outros 2,14 milhões e o Atlético de Madrid ficou com 1,99 milhão.</p>
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		<title>Portugal lidera greves na UE em 2026</title>
		<link>https://europa-brasil.com/portugal-lidera-greves-na-ue-em-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 20:11:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[greve]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Sindicato]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O início de 2026 marcou uma escalada na conflitualidade laboral europeia, com salas de aula vazias, voos cancelados e consultas médicas suspensas em vários países da União Europeia. Os dados disponíveis revelam um paradoxo que merece atenção: há mais greves ao mesmo tempo em que os sindicatos perdem representatividade. Segundo levantamento divulgado pela Euronews com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O início de 2026 marcou uma escalada na conflitualidade laboral europeia, com salas de aula vazias, voos cancelados e consultas médicas suspensas em vários países da União Europeia. Os dados disponíveis revelam um paradoxo que merece atenção: há mais greves ao mesmo tempo em que os sindicatos perdem representatividade.</p>
<p>Segundo levantamento divulgado pela Euronews com dados da plataforma Strike Tracker, da DGERT e do órgão italiano CGSSE, Portugal liderou o ranking entre sete países da UE no primeiro trimestre de 2026, com 234 greves registradas, muito à frente da Itália, com 190, da Espanha, com 108, e da França, com 105.</p>
<p>As paralisações concentraram-se principalmente nos setores de transportes, educação, saúde e administração pública. Em Portugal, a tensão foi amplificada por dois fatores: o anúncio de um novo pacote trabalhista pelo governo de centro-direita e uma segunda greve geral nacional em seis meses, realizada em junho. A Confederação Empresarial de Portugal contestou a amplitude do movimento, afirmando que a adesão foi ainda menor do que na greve de dezembro de 2025, com setores como indústria química, metalomecânica e automóvel praticamente sem participação.</p>
<p>Na Itália, os servidores da polícia local anunciaram paralisação nacional em 12 de junho para pressionar por melhores condições de trabalho, após hospitalizações de agentes em serviço. No extremo oposto do espectro, os Países Baixos registraram apenas cerca de sete greves no mesmo período, acompanhados por Alemanha e Áustria como os países onde a greve é historicamente um recurso menos frequente.</p>
<p>Dados preliminares do Instituto Sindical Europeu indicam que 2025 poderá ter sido o ano com mais greves na UE desde 1991. Entre 2020 e 2024, Finlândia, Bélgica e França foram os países onde as paralisações ocorreram com maior frequência. O principal motor das grandes greves em 2024 foi a questão salarial, especialmente a incapacidade dos salários de acompanhar o custo de vida elevado pela inflação.</p>
<p>A contradição estrutural do movimento sindical europeu está nos números da OCDE. A proporção de trabalhadores sindicalizados caiu pela metade desde 1985, de 30% para 15% entre 2023 e 2024, com exceção da Bélgica. Em média nos 28 países da OCDE, 14,3% das mulheres empregadas estavam sindicalizadas em 2024, contra 15% dos homens. A sindicalização é significativamente mais forte no setor público, com 41,3% dos trabalhadores filiados, frente a apenas 10,1% no setor privado</p>
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		<title>Ormuz respira, aviação europeia ainda não</title>
		<link>https://europa-brasil.com/ormuz-respira-aviacao-europeia-ainda-nao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 14:47:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aviação]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[aeroportos]]></category>
		<category><![CDATA[combustível]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A aviação europeia, que passou a semana sob a sombra de um possível racionamento de querosene, ganhou uma folga inesperada na manhã desta sexta-feira (17). O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que o Estreito de Ormuz está totalmente liberado para a passagem de embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A aviação europeia, que passou a semana sob a sombra de um possível racionamento de querosene, ganhou uma folga inesperada na manhã desta sexta-feira (17). O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que o Estreito de Ormuz está totalmente liberado para a passagem de embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo. A reação dos mercados foi imediata: o petróleo tipo Brent recuou mais de 10%, com o barril cotado abaixo dos US$ 90.</p>
<p>O anúncio chega em momento de pressão aguda sobre o setor aéreo. O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, havia alertado na véspera que a Europa dispõe de apenas cerca de seis semanas de querosene de aviação, e os primeiros cancelamentos concretos já haviam sido anunciados.</p>
<p>Antes da reabertura ser confirmada, a Lufthansa e a KLM já haviam tomado decisões operacionais difíceis de reverter no curto prazo. A companhia alemã anunciou o encerramento imediato da subsidiária regional CityLine, retirando de serviço suas 27 aeronaves em razão de altos custos de combustível combinados a disputas trabalhistas. As ações da Lufthansa recuaram mais de 3,5% na quinta-feira na Bolsa de Frankfurt.</p>
<p>A KLM cortou 160 voos para o próximo mês, cerca de 1% de suas rotas europeias totais, citando rotas que &#8220;não são mais financeiramente viáveis de operar&#8221;. A EasyJet, que havia garantido mais de três quartos de seu combustível via hedge antes da escalada dos preços, ainda assim registrou um custo adicional de £25 milhões só em março, e projeta prejuízo antes de impostos entre £540 milhões e £560 milhões para o primeiro semestre de 2026.</p>
<p>O custo financeiro do bloqueio está cristalizado em um número: o querosene de referência europeu atingiu US$ 1.838 por tonelada no início de abril, mais do que o dobro dos US$ 831 registrados antes do início do conflito.</p>
<h2><strong>O alívio e suas limitações</strong></h2>
<p>A reabertura não elimina automaticamente o risco para a temporada de verão. Analistas do setor apontam que a logística de reabastecimento tem seus próprios prazos. Amaar Khan, chefe de preços de querosene europeu da Argus Media, havia advertido que mesmo com a retomada do fornecimento do Golfo, o processo de recomposição dos estoques levaria de cinco a seis semanas. Isso coloca junho, início do pico de viagens, como o horizonte crítico.</p>
<p>A Europa dependia historicamente do Oriente Médio para cerca de 75% de suas importações de combustível de aviação, e a substituição parcial desse volume por carregamentos dos Estados Unidos e da Nigéria esbarra em limites logísticos que não desaparecem da noite para o dia.</p>
<p>Há também a questão da confiança. O Estreito de Ormuz havia sido brevemente reaberto como parte de uma trégua anterior, mas voltou a ser fechado quando o Irã considerou que Israel havia violado o cessar-fogo ao continuar operações no Líbano. A reabertura desta sexta-feira ocorre no contexto de um novo cessar-fogo entre Israel e Líbano, anunciado por Trump na véspera, mas a fragilidade do arranjo é evidente.</p>
<p>A Ryanair, maior operadora europeia em número de passageiros, havia resumido bem a postura do setor: afirmou que seus fornecedores conseguiam garantir abastecimento apenas até meados ou fim de maio, e que, se o bloqueio se estendesse até maio ou junho, não podia descartar riscos em alguns aeroportos europeus.</p>
<p>A Comissão Europeia, que manteve tom cauteloso durante a semana reconhecendo apenas que &#8220;gargalos de fornecimento podem ocorrer em breve&#8221;, deve anunciar medidas energéticas na próxima semana. A Airlines for Europe pediu à UE que classifique a escassez de combustível como &#8220;circunstância extraordinária&#8221;, o que eximiria as companhias aéreas de compensações em cancelamentos forçados.</p>
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		<title>Como a Europa leu a queda de Orbán</title>
		<link>https://europa-brasil.com/como-a-europa-leu-a-queda-de-orban/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 17:53:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Hungria]]></category>
		<category><![CDATA[imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nunca antes uma eleição na pequena Hungria atraiu tanta atenção da Europa de forma geral e da imprensa, em particular. Na noite de 12 de abril, com 138 dos 199 assentos do parlamento húngaro projetados para o partido Tisza &#8211; contra apenas 55 para o Fidesz &#8211; e 53,56% dos votos contra 37,86%, o candidato [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Nunca antes uma eleição na pequena Hungria atraiu tanta atenção da Europa de forma geral e da imprensa, em particular.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Na noite de 12 de abril, com 138 dos 199 assentos do parlamento húngaro projetados para o partido Tisza &#8211; contra apenas 55 para o Fidesz &#8211; e 53,56% dos votos contra 37,86%, o candidato derrotado admitia diante dos apoiadores que os resultados eram &#8220;dolorosos, mas inequívocos&#8221; e felicitava &#8220;o partido vencedor&#8221;. A participação recorde de 79,50% do eleitorado, atribuída por analistas à maior mobilização em cidades médias e entre jovens, reforçou a leitura de que o recado das urnas não deixava margem para contestação. Enquanto isso, jornalistas multiplicavam as informações vindas das urnas e projetavam os próximos movimentos dos vencedores.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O tom adotado pelos diferentes órgãos de imprensa variou, evidentemente, de acordo com suas prioridades editoriais e visões do ambiente político, mas todos mostraram que o recado do eleitorado foi absolutamente claro: os húngaros estavam fartos do sistema centralizador de poder implantado ao longo de 16 anos por Orbán, onde não faltaram alterações nos sistemas judiciário e eleitoral, além de acusações de aparelhamento do estado baseado na nomeação de aliados, favorecimento de empresários próximos em licitações do Estado e corrupção. Além de uma economia estagnada que só fez piorar o poder de compra da população e uma predominância, no país, de um incômodo pelo pleno alinhamento de Budapeste a Moscou com consequente distanciamento de Bruxelas.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">Britanicamente, o Financial Times apostou num tom narrativo e biográfico. Com distanciamento analítico, o jornal londrino reconstruiu a trajetória de Magyar, que o levou de aliado a algoz de Orbán, evitando adjetivos fortes para descrever vencedor e vencido, evitando ainda mergulhar em episódios de campanha de lado a lado que geraram emoções e debates acalorados ao longo das semanas que antecederam o pleito.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">A escolha foi deixar que as fontes falassem. Uma delas, um estrategista político húngaro, resumiu o apelo de Magyar numa frase que o jornal destacou: &#8220;É uma grande história, o príncipe mais jovem, o filho pródigo do povo, Davi contra Golias. Todo mundo consegue se identificar com isso.&#8221; O tom era o de quem explica um fenômeno político incomum a um leitor que precisa entender como se chegou até aqui, sem dizer ao leitor o que pensar sobre isso.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">The Guardian, cuja linha editorial é claramente progressista, privilegiou as prováveis primeiras movimentações de Peter Magyar após o resultado. Usou o termo &#8220;stunning defeat&#8221; para descrever a derrota de Orbán e destacou nas primeiras horas uma frase do discurso de Magyar segundo a qual os eleitores votaram &#8220;não apenas por uma mudança de governo, mas por uma mudança de regime.&#8221; O Guardian também privilegiou a abordagem de Magyar em relação à União Europeia, comprometendo-se a buscar compromissos nos canais adequados do bloco em vez de &#8220;escrever em outdoors que Bruxelas é malvada.&#8221; A cobertura britânica teve um olhar voltado para o dia seguinte, para o que Magyar prometeu e para o que ainda terá de provar.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O francês Le Monde usou o resultado húngaro como espelho da política interna francesa. A manchete escolhida pelo jornal não tratava da Hungria em si, mas das consequências da derrota de Orbán para a extrema-direita francesa, em particular para Marine Le Pen e seu movimento, o Rassemblement National (RN), principal partido de extrema-direita da França, fundado por Jean-Marie Le Pen e hoje liderado por sua filha &#8211; atualmente a principal candidata de oposição ao governo Macron. O tom era analítico com uma pontada de ironia: o jornal escreveu que &#8220;toda a Europa nacional-populista acorda com ressaca&#8221; e lembrou que Orbán prometera beber &#8220;magnums de champanhe&#8221; se Le Pen vencesse a presidência francesa em 2027, sendo que agora é ele próprio quem sai de cena. Um assessor direto de Le Pen foi citado acusando o golpe: &#8220;Isso nos faz perder um aliado pessoal e um adversário de Ursula von der Leyen.&#8221; Para o Le Monde, a eleição húngara era também um termômetro do populismo europeu, num momento em que Geert Wilders, líder do Partido pela Liberdade (PVV) e figura central da coalizão governante holandesa, perde força diante de crises internas, e em que Matteo Salvini, vice-premier italiano e chefe da Liga, enfrenta desgaste político e processo judicial por sequestro de migrantes.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O El País adotou um tom direto e politicamente carregado. O jornal espanhol chamou Orbán de &#8220;ultraconservador e pró-russo&#8221; e enquadrou o resultado como o fim do &#8220;sócio mais incômodo&#8221; de Bruxelas, descrito como alguém &#8220;mais alinhado com os Estados Unidos, a Rússia e a China do que com seus aliados europeus.&#8221; Usou a expressão &#8220;era Orbán&#8221; já no título, sinalizando que via o resultado não como uma alternância comum de poder, mas como o encerramento de um ciclo histórico. O jornal escreveu sobre a eleição sem distância irônica e sem linguagem acadêmica.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O Corriere della Sera combinou jornalismo de terreno com análise de longo prazo. Na cobertura factual, o jornal milanês descreveu Orbán como &#8220;ícone de uma linha política ultraconservadora, anti-UE e pró-russa&#8221; e destacou a supermaioria conquistada pelo Tisza como o instrumento que permitirá a Magyar &#8220;modificar a Constituição sem o apoio de outras formações.&#8221; O jornal também publicou uma análise de tom mais especulativo, usando a derrota do principal aliado de Putin dentro da UE como ponto de entrada para examinar sinais de fragilidade no sistema russo, com referências a lutas internas no vértice do Estado e impopularidade crescente de Putin junto à opinião pública.</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">O Público, de Lisboa, cobriu o resultado com um tom emocional. A abertura falava em &#8220;suspiro de alívio coletivo&#8221; percorrendo a Europa. O jornal português registrou também dois silêncios que tratou como dado jornalístico relevante: os aliados de Orbán não se manifestaram, e a Casa Branca não reagiu. A vitória de Magyar foi enquadrada como um retorno da Hungria ao eixo europeu, após anos em que Budapeste esteve, nas palavras do jornal, &#8220;muito mais alinhada com a Rússia do que com os valores e o modelo económico europeus.&#8221;</p>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal leading-[1.7]">A Deutsche Welle adotou um tom pragmático e institucional. O foco estava nas consequências concretas para as relações entre Budapeste e Bruxelas. O veículo alemão listou as promessas de Magyar sobre adesão à Procuradoria Europeia, restauração do Estado de direito e desbloqueio de fundos europeus congelados, equilibrando cada uma com a ressalva de diplomatas e analistas de que resultados concretos terão de vir antes de qualquer liberação de recursos.</p>
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		<title>Sistema biométrico europeu entra em vigor pleno e coloca aeroportos à prova</title>
		<link>https://europa-brasil.com/sistema-biometrico-europeu-entra-em-vigor-pleno-e-coloca-aeroportos-a-prova/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 18:59:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo e Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[fronteiras]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Europa estreou nesta quinta-feira, 10 de abril, a fase final do seu novo sistema digital de controle de fronteiras, e os primeiros sinais de alerta chegaram antes mesmo do prazo. O Sistema de Entrada e Saída (EES), em implantação faseada desde outubro de 2025 em 29 países europeus, passou nesta data a ser plenamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Europa estreou nesta quinta-feira, 10 de abril, a fase final do seu novo sistema digital de controle de fronteiras, e os primeiros sinais de alerta chegaram antes mesmo do prazo. O Sistema de Entrada e Saída (EES), em implantação faseada desde outubro de 2025 em 29 países europeus, passou nesta data a ser plenamente obrigatório, substituindo os carimbos manuais de passaporte por registros digitais biométricos, impressões digitais e imagem facial, de todos os viajantes de países terceiros.</p>
<p>O que a Comissão Europeia apresenta como uma modernização necessária da gestão de fronteiras enfrenta, na prática, um teste de credibilidade nos terminais do continente.</p>
<h2>Filas e fricção operacional</h2>
<p>Os números não são confortáveis. O ACI Europe reportou que o tempo de processamento nas fronteiras aumentou até 70% em algumas localizações, com filas que chegam a três horas nos períodos de maior movimento. Associações de aeroportos e companhias aéreas afirmam que os tempos de espera atingem regularmente as duas horas nos picos de tráfego, com alguns aeroportos registrando filas ainda mais longas.</p>
<p>O caso de Lisboa serve de advertência para o que pode acontecer nas grandes capitais europeias. Em dezembro de 2025, o aeroporto de Lisboa foi forçado a suspender o sistema por três meses após &#8220;deficiências graves&#8221; no controle de fronteiras, com esperas que chegaram a sete horas. Em janeiro de 2026, 24 agentes da Guarda Nacional Republicana foram mobilizados para aliviar a pressão nos postos de fronteira.</p>
<p>As falhas não se limitaram a Portugal. Na França, os e-gates baseados em reconhecimento facial ainda não processam passaportes britânicos ou americanos. Na Espanha e na Suíça, viajantes relataram procedimentos inconsistentes, com verificações biométricas aplicadas de forma irregular.</p>
<p>A pressão do setor sobre Bruxelas se intensificou nas últimas semanas. Em carta enviada a Magnus Brunner, Comissário Europeu para os Assuntos Internos e Migração, o ACI Europe, a Airlines for Europe (A4E) e a IATA identificaram três problemas críticos que agravam os atrasos: a crônica falta de agentes de fronteira, problemas tecnológicos por resolver na automação das fronteiras e a baixíssima adesão dos Estados Schengen ao aplicativo de pré-registro da Frontex.</p>
<p>As três organizações alertaram que, sem medidas imediatas, as perturbações durante os meses de verão são uma perspectiva real, com filas que poderão atingir quatro horas ou mais. Olivier Jankovec, diretor-geral do ACI Europe, foi mais longe. Em declarações à BBC, advertiu que, sem flexibilidade para suspender o sistema e sem melhorias na tecnologia e nos efetivos, os atrasos poderiam chegar a cinco ou seis horas.</p>
<p>A frase que resume o impasse foi também a mais citada pelo setor: &#8220;Existe uma desconexão completa entre a percepção das instituições da UE de que o EES está funcionando bem e a realidade, que é a de que os viajantes de fora da UE estão enfrentando atrasos massivos e inconveniências.&#8221;</p>
<h2>Bruxelas mantém o calendário, mas cede na margem</h2>
<p>A Comissão Europeia não recuou no prazo, mas ofereceu algum espaço de manobra. Após a conclusão do processo, os Estados-Membros poderão suspender parcialmente as operações do EES onde necessário durante um período adicional de 90 dias, com uma possível extensão de 60 dias. Na prática, essa janela cobre os picos de julho e agosto.</p>
<p>Bruxelas insiste que o sistema representa um avanço de segurança incontornável. A Comissão registrou mais de 30 milhões de entradas e saídas e mais de 16 mil recusas de entrada desde o início do processo faseado. Mais de 600 pessoas foram igualmente identificadas como representando riscos de segurança para a Europa. Para as instituições europeias, esses dados validam o investimento político no projeto.</p>
<h2>O verão como prova de fogo</h2>
<p>A questão que o setor coloca não é se o EES é necessário. A maioria dos operadores aceita o princípio. O problema é saber se a infraestrutura está preparada para recebê-lo em pleno funcionamento. O tráfego nos aeroportos europeus dobra durante os meses de verão, e é precisamente nesse contexto que a resiliência do sistema será testada de forma definitiva.</p>
<p>Para os viajantes de negócios, os riscos são mais imediatos do que para os turistas. Atrasos contados em minutos, quando multiplicados por milhares de passageiros em terminais congestionados, têm consequências reais em reuniões, conexões e compromissos comerciais. O governo britânico investiu cerca de £10 milhões em infraestrutura de preparação para o EES, o que indica a dimensão dos ajustes operacionais exigidos mesmo a países fora do Espaço Schengen.</p>
<p>A transição para um modelo biométrico de gestão de fronteiras era inevitável. A questão é se a Europa terá conseguido fazê-la sem transformar seus aeroportos, no verão mais aguardado dos últimos anos, em símbolo de fricção. Precisamente o oposto do que o sistema prometia.</p>
<p>Nota: a Irlanda e o Chipre estão isentos do EES e mantêm os controles manuais habituais.</p>
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		<title>Indústria eólica espanhola alerta que taxa sobre lucros extraordinários pode frear transição energética na Europa</title>
		<link>https://europa-brasil.com/industria-eolica-espanhola-alerta-que-taxa-sobre-lucros-extraordinarios-pode-frear-transicao-energetica-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 13:45:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[energia eólica]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A associação espanhola do setor eólico, a AEE, veio a público hoje (06) para criticar a proposta de tributação sobre os lucros extraordinários das empresas de energia, iniciativa que, segundo a entidade, ameaça desestimular exatamente o tipo de investimento que a Europa mais necessita neste momento. O alerta surge dias depois de uma movimentação incomum [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação espanhola do setor eólico, a AEE, veio a público hoje (06) para criticar a proposta de tributação sobre os lucros extraordinários das empresas de energia, iniciativa que, segundo a entidade, ameaça desestimular exatamente o tipo de investimento que a Europa mais necessita neste momento.</p>
<p>O alerta surge dias depois de uma movimentação incomum em Bruxelas: os ministros das finanças de Itália, Alemanha, Espanha, Portugal e Áustria assinaram uma carta conjunta ao Comissário Europeu do Clima, Wopke Hoekstra, pedindo o desenvolvimento de um instrumento contributivo de âmbito europeu, com base jurídica sólida, para taxar os ganhos excepcionais acumulados pelas companhias de energia desde o início do conflito no Oriente Médio.</p>
<p>O contexto é de pressão crescente. O Irã bloqueou boa parte do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, ponto de passagem de cerca de 20% do petróleo e gás mundiais, ameaçando estressar os mercados de combustíveis por meses. Os preços do gás na Europa subiram mais de 70% desde o final de fevereiro, e o barril de petróleo Brent chegou a US$ 100, ante cerca de US$ 70 antes dos ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.</p>
<p>A lógica política por trás da carta dos cinco ministros é direta: a medida permitiria financiar alívio temporário para os consumidores e enviar um sinal de que &#8220;estamos unidos e somos capazes de agir&#8221;. Segundo dados citados por analistas, as companhias de petróleo e gás da União Europeia estariam acumulando cerca de €81,4 milhões adicionais por dia como resultado direto da alta de preços provocada pelo conflito, o que equivale a aproximadamente €2,5 bilhões no período.</p>
<p>Mas a indústria de energias renováveis não recebeu bem a proposta. A AEE argumenta que uma tributação sobre o setor elétrico, ainda que direcionada a combustíveis fósseis, gera incerteza jurídica capaz de afastar investidores. A associação, que reúne mais de 350 membros entre eles as espanholas Iberdrola, Endesa e Acciona, além da portuguesa Galp, reforça que a energia eólica tem sido o principal mecanismo de contenção de preços na Espanha, um dos países europeus com maior penetração de fontes eólicas.</p>
<p>O argumento não é novo, mas ganha peso num momento em que a Europa tenta equilibrar urgência política com solvência regulatória. Pesquisas do Parlamento Europeu indicam que, historicamente, taxas sobre lucros extraordinários têm afetado negativamente o investimento, e as experiências espanhola e britânica já demonstraram que esse tipo de tributação ameaça os investimentos domésticos em energias renováveis.</p>
<p>A Comissão Europeia, por ora, mantém cautela. Um porta-voz afirmou que Bruxelas está &#8220;trabalhando em estreita colaboração com os Estados-membros em possíveis medidas de política direcionadas&#8221;, sem detalhar cronograma ou formato. A carta dos cinco ministros também não especificou alíquotas nem quais empresas seriam alcançadas, omissão que revela o quanto a proposta ainda é embrionária.</p>
<p>O precedente de 2022 paira sobre o debate. Naquele ano, a UE introduziu medidas emergenciais que incluíram uma taxa sobre lucros extraordinários, tetos para preços do gás e metas de redução de consumo, após as perturbações causadas pela invasão russa da Ucrânia. Mas a eficácia dessas medidas continua sendo contestada, e o setor privado alerta que repetir a fórmula num momento de aceleração da transição energética pode ter custos de longo prazo superiores aos benefícios de curto prazo.</p>
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		<title>União Europeia avança com resposta inédita à crise de habitação</title>
		<link>https://europa-brasil.com/uniao-europeia-avanca-com-resposta-inedita-a-crise-de-habitacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:06:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Impacto Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Parlamento Europeu aprovou por 367 votos a favor e 166 contra o relatório da sua Comissão Especial sobre a Crise da Habitação, o documento de política habitacional mais abrangente já produzido pela instituição. O gesto é politicamente significativo, mas juridicamente vazio: o relatório não é vinculativo, e a União Europeia continua sem competência para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Parlamento Europeu aprovou por 367 votos a favor e 166 contra o relatório da sua Comissão Especial sobre a Crise da Habitação, o documento de política habitacional mais abrangente já produzido pela instituição. O gesto é politicamente significativo, mas juridicamente vazio: o relatório não é vinculativo, e a União Europeia continua sem competência para legislar diretamente sobre habitação.</p>
<p>A dimensão do problema que o documento tenta endereçar é considerável. Entre 2010 e o primeiro trimestre de 2025, os preços de arrendamento subiram em média 27,8% na UE, com aumentos especialmente expressivos na Estônia (+220%), na Lituânia (+184%) e na Hungria (+124%). Já os preços de compra acumularam alta de 60,5% desde 2015. O Banco Europeu de Investimento estimou que a União precisaria de 2,25 milhões de unidades habitacionais adicionais em 2025, cerca de 50% mais do que o volume que estava sendo efetivamente construído.</p>
<p>O impacto social vai além do custo de vida. A taxa de propriedade imobiliária entre jovens de 24 a 35 anos era, em 2025, 6 pontos percentuais inferior à de 2005, e um em cada dez europeus não conseguia pagar o aluguel. Entre os jovens de 16 a 29 anos em risco de pobreza, 42% comprometiam mais de 40% da renda com moradia.</p>
<p>A resposta institucional tomou forma em duas frentes simultâneas. Em dezembro de 2025, a Comissão Europeia apresentou o Plano de Habitação Acessível, estruturado em quatro pilares: aumento da oferta, estímulo ao investimento, regulação de arrendamentos de curta duração e apoio às populações mais vulneráveis. A Comissão e o BEI anunciaram ainda um plano de ação conjunto para mobilizar cerca de €10 bilhões ao longo de dois anos, voltados ao financiamento de novas habitações, renovação do parque existente e inovação em materiais e construção.</p>
<p>O Parlamento pede simplificação burocrática, com prazo máximo de 60 dias para licenciamentos relacionados a projetos de habitação sustentável e acessível, além de revisão das regras de auxílio estatal para facilitar investimento público em habitação social.</p>
<p>O problema estrutural, porém, permanece: a UE não tem poder direto sobre políticas habitacionais, o que dificulta a construção de uma solução europeia coordenada. Tributação, zoneamento urbano e regulação do mercado imobiliário são matérias de competência nacional. Bruxelas pode mobilizar fundos, remover barreiras regulatórias e criar incentivos, mas não pode construir uma única casa.</p>
<p>O volume financeiro não é desprezível. A revisão de médio prazo dos fundos de coesão, de €392 bilhões, dobrou o montante disponível para habitação social e acessível. Mas o acesso a esses recursos depende de decisões tomadas em capitais nacionais e regionais, com histórico desigual de aproveitamento. O Tribunal de Contas Europeu já apontou que a proposta de revisão não inclui análise de lacunas que identifique onde a intervenção europeia é mais necessária, uma crítica que expõe o risco de os fundos serem alocados sem critério de impacto.</p>
<p>A votação consolida a habitação como prioridade política europeia pela primeira vez de forma explícita. Se isso se traduzirá em moradias acessíveis no curto prazo é outra questão. Com uma cadeia decisória que passa por Bruxelas, capitais nacionais, governos regionais e municípios, qualquer melhora concreta dificilmente será visível antes de 2027, e mesmo esse horizonte pressupõe um nível de coordenação que a UE raramente consegue sustentar em políticas sociais.</p>
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		<title>Jogos de Inverno estão entre o ideal olímpico e a realidade geopolítica</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2026 16:58:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os Jogos Olímpicos de Inverno sempre carregaram o simbolismo da união entre nações, mas a edição de 2026 em Milão-Cortina, na Itália, coloca sob os holofotes uma tensão entre o ideal olímpico de paz e fraternidade e a dura realidade geopolítica mundial. A Organização das Nações Unidas apelou por uma trégua de 52 dias em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Jogos Olímpicos de Inverno sempre carregaram o simbolismo da união entre nações, mas a edição de 2026 em Milão-Cortina, na Itália, coloca sob os holofotes uma tensão entre o ideal olímpico de paz e fraternidade e a dura realidade geopolítica mundial.</p>
<p>A Organização das Nações Unidas apelou por uma trégua de 52 dias em todos os conflitos mundiais para que os jogos transcorram com tranquilidade a partir de 6 de fevereiro. Simultaneamente, a Europa levantou barreiras contra a presença de agentes do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, no continente. Duas narrativas opostas que revelam diferenças marcantes entre o discurso e a prática no cenário internacional.</p>
<p>A tradição da trégua olímpica remonta à Grécia Antiga, quando em 776 a.C. as cidades-estado suspendiam suas guerras para que atletas e espectadores pudessem viajar em segurança até Olímpia. Mais de 2.800 anos depois, o Comitê Olímpico Internacional retomou esse simbolismo em 1992, e desde então a ONU aprova resoluções pedindo cessar-fogo durante os Jogos.</p>
<p>Para Milão-Cortina 2026, a Itália apresentou e a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução solicitando pausa nos conflitos globais. O apelo foi feito em meio a guerras ativas na Ucrânia, Gaza, Sudão e outros pontos do globo.</p>
<p>Em 1994, durante os Jogos de Lillehammer, houve de fato uma pausa temporária no cerco de Sarajevo, permitindo que atletas bósnios competissem. No ano 2000, atletas das duas Coreias marcharam juntos sob uma bandeira unificada em Sydney. Mas em 2022, a Rússia invadiu a Ucrânia justamente durante o período de trégua dos Jogos de Inverno de Pequim — um lembrete de que promessas diplomáticas passaram a ter pouco peso diante de interesses geopolíticos.</p>
<p>Se a trégua da ONU parece desconectada da realidade, a reação europeia à presença de agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement) nos Jogos mostra que, quando se trata de soberania e valores, o continente não hesita em dizer quais são os limites. Na Alemanha, uma petição online exigindo a proibição de agentes do ICE em território da União Europeia já ultrapassou 83 mil assinaturas. Políticos italianos instaram a primeira-ministra Giorgia Meloni a intervir e bloquear a operação.</p>
<p>O ministro do Interior italiano esclareceu que apenas investigadores do HSI, o braço investigativo do ICE, estariam presentes, sem poderes operacionais de deportação. Esses agentes trabalhariam exclusivamente dentro das embaixadas americanas, não em território italiano propriamente dito. O Comitê Olímpico Internacional, por sua vez, afirmou que a segurança dos Jogos é responsabilidade exclusiva do país anfitrião.</p>
<p>A boa intenção da ONU ao pedir uma trégua global contrasta com a firmeza europeia ao recusar a presença do ICE. Dificilmente um conflito armado será interrompido porque 3.500 atletas de 93 países competirão nas montanhas italianas. Mais do que uma competição esportiva, Milão-Cortina 2026 será mais um espelho do mundo fragmentado, desigual e político.</p>
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