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	<title>Arquivo de Notícias - Europa | Brasil</title>
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		<title>Vitória da ultradireita pressiona governo alemão e repercute na Europa</title>
		<link>https://europa-brasil.com/vitoria-da-ultradireita-pressiona-governo-alemao-e-repercute-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 21:51:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de ultradireita conhecido por suas posições nacionalistas e contrárias à imigração, ficou em primeiro lugar na eleição estadual da Saxônia-Anhalt, ampliando a pressão sobre o chanceler Friedrich Merz e provocando preocupação entre líderes europeus. Localizado no leste do país, o estado tem cerca de 2,1 milhões de habitantes, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de ultradireita conhecido por suas posições nacionalistas e contrárias à imigração, ficou em primeiro lugar na eleição estadual da Saxônia-Anhalt, ampliando a pressão sobre o chanceler Friedrich Merz e provocando preocupação entre líderes europeus.</p>
<p>Localizado no leste do país, o estado tem cerca de 2,1 milhões de habitantes, integrou a antiga Alemanha Oriental e está entre as regiões mais pobres da Alemanha. A AfD recebeu 43,8% dos votos, mais que o dobro do resultado obtido em 2021. Já a União Democrata Cristã (CDU), partido de Merz e que governa o estado desde 2002, caiu para 17,2%, seu pior desempenho local desde a reunificação alemã. Foi também a maior votação da história da AfD em uma eleição estadual.</p>
<p>Apesar do resultado expressivo, o partido não garantiu o direito de governar. A AfD conquistou 39 das 83 cadeiras do Parlamento estadual, três a menos que o necessário para obter maioria absoluta. Segundo a BBC, seu candidato ao governo, Ulrich Siegmund, afirmou que não pretende liderar uma administração minoritária, embora a direção nacional da legenda considere essa possibilidade.</p>
<p>A formação do próximo governo dependerá agora de negociações difíceis. Com exceção da Aliança Sahra Wagenknecht (BSW), partido populista de esquerda que conquistou cinco cadeiras, todas as demais legendas rejeitam uma cooperação com a AfD. O partido também tenta atrair individualmente deputados conservadores da CDU. Caso não consiga apoio, uma nova eleição não está descartada.</p>
<p>A chegada da AfD ao governo teria peso histórico. Nenhum partido de ultradireita governa um estado alemão desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Embora uma administração estadual não tenha poder para executar algumas das principais propostas nacionais da legenda, ela teria autoridade sobre áreas como segurança pública, educação e cultura.</p>
<p>Merz afirmou estar “profundamente chocado” e classificou o resultado como “sísmico”. O chanceler reconheceu que sua baixa popularidade contribuiu para a derrota, mas descartou renunciar ou cooperar com a AfD. A participação eleitoral chegou a 77,8%, índice elevado que reforçou a dimensão política do resultado.</p>
<p>O avanço da legenda não se limita à Saxônia-Anhalt. Nas eleições federais, a AfD passou de 10,4% dos votos em 2021 para 20,8% em 2025. Em 2024, também ficou em primeiro lugar na eleição estadual da Turíngia, mas não conseguiu formar o governo. Nos últimos anos, partidos de ultradireita e nacionalistas obtiveram resultados expressivos em países como Itália, Áustria, França e Portugal, impulsionados por temas como imigração, custo de vida, segurança e insatisfação com os governos tradicionais.</p>
<p>A repercussão ultrapassou as fronteiras alemãs. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, o premiê polonês Donald Tusk e os ministros Roland Lescure, da França, e Antonio Tajani, da Itália, manifestaram preocupação.</p>
<p>Embora a eleição não altere diretamente o governo federal, o resultado enfraquece Merz e impõe o maior teste até agora à política de isolamento da AfD. O chamado “muro de contenção”, adotado pelos partidos alemães desde o pós-guerra, impede acordos com a ultradireita e tem como referência histórica a chegada do Partido Nazista ao poder, em 1933, após uma aliança com forças conservadoras.</p>
<p>Os 43,8% conquistados pela AfD ampliaram o debate sobre a eficácia dessa estratégia. Para manter o partido fora do governo, legendas com posições muito diferentes, da centro-direita à esquerda, precisariam se unir. A dificuldade em formar essas coalizões e a percepção de parte do eleitorado de que seus votos estão sendo ignorados podem acabar fortalecendo ainda mais a AfD.</p>
<p>A definição sobre quem governará a Saxônia-Anhalt mostrará se a votação recorde ficará restrita às urnas ou abrirá caminho para o primeiro governo estadual liderado pela ultradireita na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial.</p>
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		<item>
		<title>Polícia alemã prende suspeito de sabotagens a rede elétrica</title>
		<link>https://europa-brasil.com/policia-alema-prende-suspeito-de-sabotagens-a-rede-eletrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 18:04:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Homem de 48 anos é acusado de atentar contra instalações de energia em três estados alemães, em protesto contra combustíveis fósseis. Ministro fala em "terrorismo climático".</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A polícia alemã prendeu nesta terça-feira (08/09) um homem de 48 anos suspeito de ser o responsável por uma série de atos de sabotagem contra a rede elétrica do país, informaram a polícia e a promotoria.</p>
<p>O suspeito, identificado como Daniel V., em conformidade com as leis alemãs de privacidade, foi detido perto de Weisweiler, a cerca de 50 quilômetros a oeste de Colônia. A apreensão do homem encerrou uma busca que iniciada após as autoridades receberem cartas reivindicando a responsabilidade por ataques a subestações de energia elétrica em três estados alemães.</p>
<p>Na sexta-feira, policiais encontraram explosivos em seu apartamento em Gevelsberg, na região sul da região do Ruhr.</p>
<p>Mais tarde, uma unidade de operações especiais invadiu um caminhão em Niederzier, perto da mina a céu aberto de Hambach, que parecia ter sido convertido em uma van adaptada para camping, onde havia mais cargas explosivas, as quais foram examinadas por especialistas em desativação de bombas.</p>
<p>Os policiais também encontraram uma barraca repleta de explosivos. Os investigadores permaneceram no local coletando evidências e verificando se outros dispositivos haviam sido instalados nas proximidades.</p>
<h2>Quais são as acusações?</h2>
<p>Daniel V. é acusado de tentar lançar fios finos sobre de linhas de transmissão de alta tensão usando foguetes caseiros em vários locais nos estados da Renânia do Norte-Vestfália, Brandemburgo e Saxônia, com o objetivo de provocar curtos-circuitos.</p>
<p>Em pelo menos dois casos, o plano aparentemente teve sucesso. Em Bergheim, a oeste de Colônia, um curto-circuito paralisou várias unidades de uma usina elétrica por alguns dias. Em Brandemburgo, ocorreram dois curtos-circuitos na subestação Turnow-Preilack, perto da usina de carvão de Jänschwalde, onde as linhas de transmissão de uma subestação foram atacadas. Os investigadores encontraram diversos artefatos explosivos improvisados, alguns dos quais não funcionaram.</p>
<p>Nesses incidentes, mais de 20 foguetes caseiros teriam disparado material condutor contra as linhas de transmissão de alta tensão. No entanto, nenhum dos incidentes resultou em queda de energia.</p>
<p>Somente na Saxônia, 21 dispositivos explosivos foram descobertos nas imediações de linhas de transmissão de alta tensão e desativados por forças especiais da polícia.</p>
<p>Os investigadores consideram autênticas as cartas reivindicando a autoria dos atos de sabotagem. O ministro alemão do Interior, Alexander Dobrindt, afirmou que &#8220;o conhecimento revelado nessas cartas é um claro conhecimento de autor do crime&#8221;.</p>
<p>Daviel V. justificava os ataques à rede elétrica como parte de uma luta contra os combustíveis fósseis. &#8220;Gerar eletricidade a partir de combustíveis fósseis é um crime&#8221;, afirmam as cartas. Os estados que foram alvos dos ataques exploram linhito para a geração de energia elétrica. Dobrindt descreveu os atos como um claro &#8220;terrorismo climático&#8221; cometido por um único indivíduo.</p>
<h2>Como a polícia chegou ao suspeito</h2>
<p>De acordo com a polícia de Brandemburgo, a promotoria da cidade de Cottbus investiga o caso sob suspeita de causar uma explosão e interromper serviços públicos. O Tribunal Distrital de Cottbus emitiu o mandado de prisão na última sexta-feira. No sábado, a polícia divulgou um alerta de busca com duas fotos do suspeito. Eles também procuravam uma bicicleta que ele poderia ter utilizado.</p>
<p>Foram realizadas diversas operações de grande escala. No domingo, policiais vasculharam a floresta de Hambach, perto de Colônia, mas nenhum vestígio do homem foi encontrado. Nesta segunda-feira, houve uma grande operação na região de Remscheid-Wuppertal e em Wesel, no Baixo Reno, próximo a subestações.</p>
<p>Uma equipe de investigação de 60 membros analisou uma extensa documentação pertencente ao homem procurado, em busca de outros possíveis locais de crime em toda a Alemanha.</p>
<p>Nesta segunda-feira, vários outros dispositivos de lançamento de foguetes foram descobertos em uma linha de transmissão de alta tensão próximo à usina elétrica de Weisweiler – muito perto de onde a polícia conseguiu prender o suspeito. Os investigadores também encontraram outra carta reivindicando a autoria do atentado no local.</p>
<p>Segundo informações da agência alemã de notícias DPA, o suspeito chamou a atenção da polícia perto da usina elétrica de Weisweiler, nas proximidades de Aachen. O homem de 48 anos, que portava explosivos, não resistiu à prisão.</p>
<p>A polícia informou que seus agentes coletaram vestígios e evidências no local e verificaram se havia ainda outros dispositivos de lançamento instalados na área.</p>
<h2>Alemanha vive aumento dos atos de sabotagem</h2>
<p>A Alemanha tem sido alvo de vários ataques e atos de sabotagem à infraestrutura crítica. Em janeiro, cerca de 45 mil residências e mais de 2 mil empresas em Berlim ficaram sem energia elétrica durante dias após um ataque a uma subestação de energia atribuído a extremistas de esquerda:</p>
<p>A guerra na Ucrânia elevou o número de atos de espionagem e sabotagem atribuídos à Rússia, como a tentativa de ataque com drone no aeroporto de Leipzig/Halle, no leste do país, ocorrida no início de agosto.</p>
<p>O ministro Dobrindt disse recentemente que esse tipo de ataque se tornou uma ameaça diária para o país. &#8220;Não estamos em guerra, mas somos alvo diário de guerra híbrida.&#8221;</p>
<p>rc/md (Reuters, DPA)</p>
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		<title>Itália projeta perda de quase 4 milhões de habitantes até 2050</title>
		<link>https://europa-brasil.com/italia-projeta-perda-de-quase-4-milhoes-de-habitantes-ate-2050/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 17:46:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo alerta demográfico veio da Itália. Segundo projeções divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística do país (Istat) no fim de agosto, a população italiana deve cair dos atuais 58,9 milhões para cerca de 55 milhões em 2050 e para 45,8 milhões até 2080. O país registrou 355 mil nascimentos no ano passado, o menor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo alerta demográfico veio da Itália. Segundo projeções divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística do país (Istat) no fim de agosto, a população italiana deve cair dos atuais 58,9 milhões para cerca de 55 milhões em 2050 e para 45,8 milhões até 2080. O país registrou 355 mil nascimentos no ano passado, o menor total desde a unificação da Itália, em 1861.</p>
<p>Hoje, cerca de um em cada quatro italianos tem 65 anos ou mais. Em 2050, a proporção deve chegar a um em cada três, enquanto a fatia da população em idade de trabalhar, entre 15 e 64 anos, cai de 63,4% para 55,3%. O efeito também será geográfico: o sul do país, mais pobre, deve perder a maior parte dos habitantes, com a população caindo de 19,7 milhões para 16,7 milhões em 2050, de acordo com o instituto.A presidente do Conselho, Giorgia Meloni, havia afirmado ao assumir o cargo em 2022 que aumentar a natalidade seria prioridade de governo, mas os esforços do governo produziram poucos resultados até agora.</p>
<p>O quadro italiano é parte de uma tendência que atinge todo o bloco europeu. Levantamento do Eurostat mostra que nasceram apenas 3,55 milhões de crianças na União Europeia em 2024, queda de 3,3% em relação ao ano anterior. A taxa de fecundidade recuou para 1,34 filho por mulher, o menor nível da série histórica do bloco, iniciada em 2001, e bem abaixo dos 2,1 necessários para manter uma população estável sem depender da imigração. No início de 2026, a UE somava 452 milhões de habitantes, 706 mil a mais que um ano antes, crescimento que segue dependendo do saldo migratório.</p>
<p>Diante do cenário, governos europeus têm ampliado o leque de incentivos para reduzir o custo de ter filhos. Na Itália, famílias com renda até 40 mil euros anuais continuam recebendo mil euros por criança nascida ou adotada. Já na Hungria, mães com dois filhos e menos de 40 anos deixaram de pagar imposto de renda sobre o trabalho desde janeiro, benefício que será estendido a todas as mães com dois filhos até 2029, enquanto famílias com três ou quatro filhos já têm isenções mais amplas. Na Grécia, uma nova tabela de imposto de renda em vigor desde janeiro reduz a alíquota conforme o número de filhos, até a isenção total a partir do quarto, além de um bônus por nascimento que varia de 2,4 mil a 3,5 mil euros. Na França, cada pai ou mãe passou a ter direito a até dois meses adicionais de licença remunerada após o nascimento ou adoção de um filho, desde julho deste ano.A licença é reembolsada em 70% do salário líquido no primeiro mês e 60% no segundo.</p>
<p>Apesar do volume de recursos, o efeito prático dessas políticas segue incerto. Anna Matysiak, professora da Universidade de Varsóvia que estuda dinâmica familiar e mercado de trabalho, avalia que é muito difícil reverter a queda da fecundidade, depois de anos observando políticas natalistas com resultado aquém do esperado na Europa central. Um estudo do instituto britânico Institute of Economic Affairs, publicado no fim do ano passado, chega a conclusão parecida: bônus e transferências em dinheiro têm impacto limitado sobre a fecundidade e não resolvem as causas de fundo da queda de nascimentos, que passam por moradia, creches e mercado de trabalho. Foi o que a Espanha observou depois de lançar, em 2007, uma transferência de 2,5 mil euros por bebê: os nascimentos subiram 6% nos nove meses seguintes, mas o efeito sobre o número final de filhos por mulher ao longo da vida, indicador mais relevante para a demografia, é menos claro.</p>
<p>A França ilustra o desafio. Apesar da nova licença parental, o país registrou em 2025 mais mortes do que nascimentos pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, segundo o instituto de estatística Ined.</p>
<p>Os europeus também têm filhos mais tarde. A idade média das mulheres no nascimento do primeiro filho no bloco passou de 28,9 anos em 2014 para 29,9 anos em 2024, segundo o Eurostat; na Itália, a média já chega a 31,9 anos, a mais alta da União Europeia. Projeções da Comissão Europeia, braço executivo do bloco, indicam que em 2038 o número de europeus com mais de 65 anos deve superar o de pessoas entre 20 e 40 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Europa monta escudo militar contra guerra híbrida russa</title>
		<link>https://europa-brasil.com/europa-monta-escudo-militar-contra-guerra-hibrida-russa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 14:26:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A confirmação da Alemanha de que um drone com explosivos encontrado em agosto no aeroporto de Leipzig foi controlado por agentes ligados a Moscou marca uma mudança de postura na Europa. Depois de meses registrando incidentes sem apontar autoria, o governo alemão decidiu nomear a Rússia publicamente e elevou o nível de alerta do país [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A confirmação da Alemanha de que um drone com explosivos encontrado em agosto no aeroporto de Leipzig foi controlado por agentes ligados a Moscou marca uma mudança de postura na Europa. Depois de meses registrando incidentes sem apontar autoria, o governo alemão decidiu nomear a Rússia publicamente e elevou o nível de alerta do país de &#8220;geral&#8221; para &#8220;alto&#8221;. O episódio acelera um movimento que já estava em curso havia meses: a construção de um sistema europeu de defesa contra drones e sabotagens, negociado entre Bruxelas e a OTAN.</p>
<p>Segundo o ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, o artefato encontrado em Leipzig tinha configuração, componentes e detonador compatíveis com outras operações atribuídas à Rússia. &#8220;Não estamos em guerra, mas somos um alvo diário da guerra híbrida&#8221;, disse ele em entrevista coletiva, de acordo com reportagem da CNN Brasil. A Alemanha respondeu fechando o consulado russo em Bonn e a Casa Russa de Ciência e Cultura em Berlim, além de restringir vistos a cidadãos russos e propor mais sanções à chamada frota fantasma usada por Moscou para driblar o embargo ao petróleo.</p>
<p>A reação teve apoio imediato de outras capitais. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, manifestaram solidariedade à Alemanha, assim como os governos de França, Polônia, Itália, Reino Unido, Suécia, Tchéquia e Estônia. O padrão de resposta coletiva já existia: no ano passado, Polônia e Estônia recorreram ao artigo 4º do Tratado do Atlântico Norte após violações de espaço aéreo por drones e caças russos, mecanismo que não era acionado desde a invasão da Ucrânia.</p>
<p>O caso alemão se soma a uma engrenagem institucional mais ampla que a Europa vem montando. A OTAN mantém desde o ano passado as missões Baltic Sentry, voltada à proteção de cabos submarinos, e Eastern Sentry, criada após incursões de drones e aeronaves russas em países aliados. A União Europeia avança paralelamente com o projeto de um &#8220;muro de drones&#8221; e a iniciativa Eastern Flank Watch, que devem reunir radares, defesa antiaérea e vigilância marítima ao longo da fronteira leste do bloco, com capacidade operacional inicial prevista para o fim deste ano. O projeto dialoga com a Drone Alliance with Ukraine, para a qual von der Leyen anunciou um fundo de 6 bilhões de euros, formado com juros de ativos russos congelados, destinado à produção de drones ucranianos.</p>
<p>Um levantamento do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos mostra a dimensão do problema: operações de sabotagem atribuídas à Rússia contra infraestrutura europeia quase quadruplicaram entre 2023 e 2024. Só no Reino Unido, foram 266 sobrevoos de drones suspeitos registrados no último ano perto de bases aéreas usadas por forças americanas, uma média de mais de cinco por semana. Aeroportos como Copenhague, Oslo e o polo logístico polonês de Rzeszów tiveram operações suspensas por episódios parecidos, e rupturas de cabos no mar Báltico seguem sob suspeita de ação russa.</p>
<p>Moscou nega qualquer envolvimento no caso de Leipzig. O presidente Vladimir Putin classificou a acusação alemã como fabricação de provas e disse que Berlim busca desviar a atenção de problemas internos do governo de Friedrich Merz. Já autoridades de defesa americanas na Europa haviam avaliado, antes mesmo do anúncio alemão, que o drone pertencia a um serviço de inteligência russo.</p>
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		<item>
		<title>Casa do primeiro-ministro britânico vira anúncio no Booking.com</title>
		<link>https://europa-brasil.com/casa-do-primeiro-ministro-britanico-vira-anuncio-no-booking-com/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 18:49:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A organização britânica de defesa do consumidor Which? conseguiu publicar, no Booking.com, um anúncio de aluguel de temporada para o número 10 de Downing Street, a residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido. O anúncio incluía o endereço exato e uma foto da famosa porta preta. A plataforma chegou a processar o pagamento de uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A organização britânica de defesa do consumidor Which? conseguiu publicar, no Booking.com, um anúncio de aluguel de temporada para o número 10 de Downing Street, a residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido. O anúncio incluía o endereço exato e uma foto da famosa porta preta. A plataforma chegou a processar o pagamento de uma reserva de uma semana feita por um pesquisador da própria organização.</p>
<p>O objetivo não era ninguém se hospedar ali, mas expor falhas de verificação num dos maiores sites de reservas do mundo. O anúncio foi publicado em junho, sob o título &#8220;apartamento de um quarto no coração de Londres&#8221;, descrito como a 400 metros do Big Ben. A plataforma aceitou o anúncio sem exigir identidade ou comprovante de propriedade do imóvel: segundo o Which?, as regras do Booking.com só cobram esse tipo de documento até três meses depois de o anúncio já estar no ar. Por segurança, os pesquisadores deixaram o anúncio visível e aberto a pedidos de reserva por apenas 20 minutos. Nesse curto intervalo, 14 pessoas reais chegaram a pedir para se hospedar na casa do premiê; apenas o pedido feito por um membro da própria equipe do Which? foi aceito.</p>
<p>Semanas depois, a organização publicou uma avaliação falsa dando nota máxima à estadia e elogiando o gato Larry, mascote oficial de Downing Street. Mesmo com o anúncio fechado para novas reservas, ele só foi completamente removido do sistema mais de dois meses depois de criado. &#8220;Seria cômico anunciar o endereço mais famoso do Reino Unido, não fossem as consequências&#8221;, disse Rory Boland, editor de viagens do Which?, lembrando que turistas reais podem perder milhares de libras em golpes semelhantes.</p>
<p>Procurado pela BBC, o Booking.com afirmou que o teste não reflete a experiência da maioria dos milhões de anúncios e avaliações publicados na plataforma. A empresa explicou que, como o anúncio não ficou &#8220;ao vivo&#8221; durante os dois meses em que existiu no sistema, parte dos mecanismos automáticos de detecção de fraude não foi acionada para excluí-lo por completo.</p>
<p>O golpe simulado ilustra um problema real. Segundo a empresa de segurança digital Check Point Research, os ataques cibernéticos contra o setor de hospitalidade cresceram 122% nos últimos três anos, um ritmo bem acima da média de 2% registrada no conjunto de todos os setores. Em um único mês recente, foram registrados mais de 47 mil novos domínios ligados a viagens, alta de 33% em relação ao mês anterior.</p>
<p>Casos reais já aconteceram. Cerca de 50 turistas que chegaram a um hotel de Barcelona com reserva confirmada pelo Booking.com descobriram que o hotel nunca tinha recebido a reserva, dias depois de a empresa confirmar um ataque que expôs dados de viagem e contato de clientes. Na França, a associação de consumidores Que Choisir Ensemble registrou um aumento de cerca de 900% em tentativas de fraude ligadas a reservas durante os Jogos Olímpicos de Paris.</p>
<p>Fora da União Europeia desde o Brexit, o Reino Unido tem seu próprio regulador para plataformas digitais, a Ofcom, responsável por fazer cumprir a Lei de Segurança Online do país. Questionada pelo Which?, a agência respondeu que plataformas têm obrigação legal de remover rapidamente conteúdo ilegal gerado por usuários assim que tomam conhecimento dele.</p>
<p>O episódio também não passa despercebido pelos reguladores europeus. O Booking.com está classificado como plataforma de muito grande dimensão pelo Regulamento de Serviços Digitais da União Europeia e como gatekeeper pelo Regulamento dos Mercados Digitais, o que obriga a empresa a fazer avaliações de risco periódicas, auditorias independentes e coletar mais informações de quem anuncia na plataforma.</p>
<p>Quase um ano antes, a Comissão Europeia já havia pedido informações formais ao Booking.com, à Apple, ao Google e à Microsoft sobre como cada uma dessas empresas identifica e administra riscos de golpes financeiros em seus serviços, mostrando que a preocupação de Bruxelas seguia sem resposta prática. Apesar da promessa da empresa de remover anúncios fraudulentos em 24 horas, o da casa do primeiro-ministro britânico levou mais de dois meses para sumir por completo do sistema.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Veto da UE deixa Brasil isolado dentro do próprio Mercosul</title>
		<link>https://europa-brasil.com/veto-da-ue-deixa-brasil-isolado-dentro-do-proprio-mercosul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:22:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cenário]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[agro]]></category>
		<category><![CDATA[carne]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir de quinta-feira (3), o Brasil perde acesso ao mercado europeu de carnes, ovos e mel. Um detalhe da decisão chama atenção: dentro do próprio Mercosul, o Brasil ficou sozinho na lista de excluídos. Argentina, Uruguai e Paraguai continuam autorizados a exportar para o bloco europeu sob as mesmas regras sanitárias que tiraram o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir de quinta-feira (3), o Brasil perde acesso ao mercado europeu de carnes, ovos e mel. Um detalhe da decisão chama atenção: dentro do próprio Mercosul, o Brasil ficou sozinho na lista de excluídos. Argentina, Uruguai e Paraguai continuam autorizados a exportar para o bloco europeu sob as mesmas regras sanitárias que tiraram o Brasil da lista.</p>
<p>A exclusão ocorreu poucos dias depois de entrar em vigor, em maio, o acordo comercial provisório entre a UE e o Mercosul, tratado que o Brasil ajudou a negociar por mais de duas décadas.</p>
<p>O motivo apresentado pela Comissão Europeia é técnico. A UE não proíbe remédios usados para tratar doenças em animais. O problema são os chamados promotores de crescimento, substâncias misturadas à ração para engordar o rebanho mais rápido. Um pecuarista de Barretos resumiu a lógica à AFP: &#8220;ajuda a digerir o pasto para que o boi ganhe mais peso&#8221;. É esse uso, considerado abusivo pela regulamentação europeia, que a Comissão diz não ter conseguido confirmar como banido nas fazendas brasileiras.</p>
<p>O Ministério da Agricultura publicou norma proibindo em todo o território o uso de aditivos como avoparcina, bacitracina e virginiamicina como melhoradores de desempenho. Para a Comissão Europeia, a medida veio tarde e sem garantias suficientes de fiscalização.</p>
<p>Na Europa, associações de produtores rurais comemoraram a decisão. O presidente da associação de agricultores irlandeses, Francie Gorman, chamou a suspensão de &#8220;um primeiro passo importante&#8221;. Para a Copa Cogeca, entidade que representa produtores de toda a UE, a preocupação central é o aumento dos volumes de importação em setores sensíveis como carne bovina, aves e açúcar.</p>
<p>A Comissão Europeia nega retaliação e atribui a decisão a uma exigência de coerência regulatória. Segundo o comissário europeu de Agricultura, Christophe Hansen, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos aplicados aos produtores do bloco.</p>
<p>Nem todo mundo na Europa recebeu a notícia da mesma forma. Processadores e importadores europeus anteciparam compras de frango e carne bovina brasileira nas últimas semanas para formar estoque antes do corte. Segundo relatório da RaboResearch, braço de pesquisa do Rabobank, o Brasil responde por cerca de 25% do abastecimento europeu de frango e de carne bovina, e fornecedores alternativos, como Argentina, Uruguai e Austrália no caso da carne bovina, dificilmente vão cobrir todo o volume que deixará de entrar, o que deve pressionar os preços dentro do bloco.</p>
<p>Em junho, o então ministro da Agricultura e hoje senador Carlos Fávaro afirmou que o impasse seria resolvido antes de setembro. A data chegou sem solução.</p>
<p>A Genial Investimentos avalia que o efeito agregado da suspensão é administrável e desigual entre as empresas, já que a Europa representa fatia pequena da receita das maiores processadoras. A exposição, porém, varia. A JBS produz boa parte da carne bovina que vende nos Estados Unidos, mercado não afetado pela decisão europeia, enquanto a MBRF, que reúne Marfrig e BRF, tem cerca de 2,5% da receita ligada ao mercado europeu, o equivalente a R$ 1,3 bilhão.</p>
<p>O veto europeu coincide com o esgotamento da cota chinesa de importação no mesmo período, o que deve redirecionar mais carne para o mercado interno e pressionar o preço da arroba do boi, hoje perto de R$ 350, para algo entre R$ 310 e R$ 315, segundo estimativas do setor.</p>
<p>Para aves e mel, a auditoria em curso deve terminar nesta sexta-feira, e um resultado positivo pode liberar as exportações em poucas semanas. Para a carne bovina, o processo tende a ser mais longo, porque depende da certificação de rebanhos inteiros ao longo de ciclos de produção que levam meses.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Islândia rejeita UE e aposta no modelo norueguês</title>
		<link>https://europa-brasil.com/islandia-rejeita-ue-e-aposta-no-modelo-noruegues/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 21:25:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[União Europeia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os islandeses decidiram não reabrir as negociações de adesão à União Europeia. O resultado do referendo de sábado (29), com 52,8% dos votos contra a proposta e 47,2% a favor, aproxima ainda mais o país de outro vizinho nórdico que também ficou fora do bloco: a Noruega, que rejeitou a adesão duas vezes, em 1972 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os islandeses decidiram não reabrir as negociações de adesão à União Europeia. O resultado do referendo de sábado (29), com 52,8% dos votos contra a proposta e 47,2% a favor, aproxima ainda mais o país de outro vizinho nórdico que também ficou fora do bloco: a Noruega, que rejeitou a adesão duas vezes, em 1972 e em 1994, e desde então mantém acesso ao mercado único por meio do Espaço Econômico Europeu e de acordos bilaterais.</p>
<p>O resultado escondia uma divisão geográfica marcante. Das seis circunscrições eleitorais do país, só as duas do centro de Reykjavik tiveram maioria a favor da retomada das negociações. No restante da capital e nas áreas rurais, o &#8220;não&#8221; venceu com folga, um padrão parecido com o que se viu no referendo do Brexit, quando grandes centros urbanos e o interior do Reino Unido votaram em direções opostas.</p>
<p>Assim como na Noruega, o setor pesqueiro pesou na decisão islandesa. Parte dos eleitores temia que a adesão trouxesse a Política Comum de Pesca da UE para as águas do país, hoje geridas de forma autônoma. A pesca é a maior fonte de exportações da Islândia, que tem cerca de 400 mil habitantes, número parecido com o de Anápolis, em Goiás, no Censo de 2022.</p>
<p>A premiê Kristrun Frostadottir chamou o resultado de &#8220;vitória da democracia&#8221; e disse que vai respeitar a decisão das urnas. Segundo ela, a votação deixou uma lição: &#8220;as pessoas estão satisfeitas com o acordo do Espaço Econômico Europeu&#8221;. Frostadottir informou à emissora pública RUV que vai telefonar ao premiê da Noruega, Jonas Gahr Store, para tratar da cooperação entre os dois países fora do bloco.</p>
<p>Ao rejeitar a reabertura das negociações, a Islândia mantém intacta a relação que já tinha com o bloco antes do referendo. O país segue no Espaço Econômico Europeu, no Espaço Schengen e em programas europeus como o Erasmus, o Horizonte Europa e o sistema de comércio de emissões, segundo a Euronews. Ficam também fora da mesa a Política Comum de Pesca da UE e a obrigação de contribuir com recursos líquidos para o orçamento comunitário, já que a Islândia entraria como um dos poucos países a pagar mais do que receber do bloco.</p>
<p>Por outro lado, o país segue de fora das decisões que moldam boa parte das regras que já aplica. Como integrante do Espaço Econômico Europeu, a Islândia incorpora grande parte da legislação do mercado único sem ter assento na Comissão Europeia, no Parlamento Europeu ou no Conselho, os órgãos que definem essas regras. A entrada no bloco também abriria caminho para a adoção do euro, hoje fora de cogitação, numa tentativa de conter a inflação e reduzir a volatilidade da coroa islandesa. Para Bruxelas, a rejeição fecha, por ora, uma janela rara: segundo a CNN, a União Europeia estava disposta a negociar concessões para facilitar a entrada de um novo membro rico, algo que dificilmente se repete tão cedo.</p>
<p>Fora dos países nórdicos, o &#8220;não&#8221; islandês também repercutiu. Segundo a Euronews, o resultado foi comemorado por lideranças de direita no Reino Unido e na França. Já a Comissão Europeia disse respeitar a escolha dos islandeses e reforçou que o país segue como parceiro próximo do bloco.</p>
<p>A chanceler Thorgerdur Gunnarsdottir afirmou à Reuters nesta segunda-feira (31) que a Islândia vai ampliar acordos bilaterais de segurança, citando os já existentes com Finlândia e Noruega, além de Japão e Canadá. A escolha segue um caminho parecido ao da própria Noruega, que neste ano ampliou parcerias bilaterais de defesa e segurança com o Canadá e outros países, fora de qualquer estrutura coletiva europeia além da Otan.</p>
<p>O resultado deve manter a discussão sobre a adesão à União Europeia fora da agenda islandesa até pelo menos 2028, quando termina o mandato do governo atual.</p>
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		<title>Morte de Harald V reorganiza o mapa de monarcas da Europa</title>
		<link>https://europa-brasil.com/morte-de-harald-v-reorganiza-o-mapa-de-monarcas-da-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 16:25:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Números]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[monarquia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O rei Harald V, da Noruega, morreu nesta sexta-feira (28) aos 89 anos, depois de complicações de uma anemia hemolítica. Ele era o monarca mais velho do continente e o segundo com reinado mais longo, atrás apenas do rei Carl XVI Gustaf, da Suécia. Seu filho assumiu o trono como Haakon VIII e se tornou, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O rei Harald V, da Noruega, morreu nesta sexta-feira (28) aos 89 anos, depois de complicações de uma anemia hemolítica. Ele era o monarca mais velho do continente e o segundo com reinado mais longo, atrás apenas do rei Carl XVI Gustaf, da Suécia. Seu filho assumiu o trono como Haakon VIII e se tornou, aos 53 anos, o monarca mais recente da Europa.</p>
<p>A saída de Harald reorganiza duas disputas que os europeus adoram acompanhar: quem é o monarca mais velho do continente e quem está no trono há mais tempo. As duas coroas, que Harald acumulava, agora se separam.</p>
<p>Pela idade, quem assume o posto é o príncipe Hans-Adam II, de Liechtenstein, de 81 anos. Mas o dado vem com ressalva: desde 2004 ele transferiu as funções de governo ao filho, o príncipe herdeiro Alois, e vive afastado da rotina pública. Por isso, quem costuma aparecer nas listas como &#8220;o mais velho em atividade&#8221; é o rei Carl XVI Gustaf, da Suécia, de 80 anos, que também segue como o monarca com reinado mais longo da Europa, no trono desde 1973.</p>
<p>A Europa mantém hoje dez casas reais hereditárias, além do papado, que é uma monarquia eletiva, e do principado de Andorra, com um sistema de dois chefes de Estado. Veja a lista, do reinado mais longo ao mais recente:</p>
<table>
<thead>
<tr>
<td>
<p style="text-align: left;"><strong>País</strong></p>
</td>
<td style="text-align: left;"><strong>Monarca</strong></td>
<td style="text-align: left;"><strong>Idade</strong></td>
<td style="text-align: left;" width="124"><strong>No trono desde</strong></td>
<td style="text-align: left;" width="107"><strong>Anos de reinado</strong></td>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td>Suécia</td>
<td>Carl XVI Gustaf</td>
<td>80</td>
<td width="124">15/09/1973</td>
<td width="107">52</td>
</tr>
<tr>
<td>Liechtenstein</td>
<td>Hans-Adam II</td>
<td>81</td>
<td width="124">13/11/1989</td>
<td width="107">36</td>
</tr>
<tr>
<td>Mônaco</td>
<td>Albert II</td>
<td>68</td>
<td width="124">06/04/2005</td>
<td width="107">21</td>
</tr>
<tr>
<td>Países Baixos</td>
<td>Willem-Alexander</td>
<td>59</td>
<td width="124">30/04/2013</td>
<td width="107">13</td>
</tr>
<tr>
<td>Bélgica</td>
<td>Philippe</td>
<td>66</td>
<td width="124">21/07/2013</td>
<td width="107">13</td>
</tr>
<tr>
<td>Espanha</td>
<td>Felipe VI</td>
<td>58</td>
<td width="124">19/06/2014</td>
<td width="107">12</td>
</tr>
<tr>
<td>Reino Unido</td>
<td>Charles III</td>
<td>77</td>
<td width="124">08/09/2022</td>
<td width="107">3</td>
</tr>
<tr>
<td>Dinamarca</td>
<td>Frederik X</td>
<td>58</td>
<td width="124">14/01/2024</td>
<td width="107">2</td>
</tr>
<tr>
<td>Luxemburgo</td>
<td>Guillaume V</td>
<td>44</td>
<td width="124">03/10/2025</td>
<td width="107">menos de 1</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;">Noruega</td>
<td style="text-align: left;">Haakon VIII</td>
<td style="text-align: left;">53</td>
<td style="text-align: left;" width="124">28/08/2026</td>
<td width="107">
<p style="text-align: left;">recém coroado</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A diferença de idade entre o monarca mais velho, Hans-Adam II, e o mais novo, Guillaume V, do Luxemburgo, passa de 37 anos.</p>
<p>Liechtenstein é um país de 41 mil habitantes entre a Suíça e a Áustria, mas seu príncipe reinante é considerado o monarca mais rico da Europa. Segundo estimativa da revista Jacobin, sua fortuna pessoal chega a US$ 12,6 bilhões, boa parte ligada ao grupo bancário LGT, controlado pela família principesca. Como acontece com outras fortunas reais, o valor exato varia conforme a fonte. Diferente da maioria das monarquias europeias, que exercem funções só cerimoniais, o príncipe de Liechtenstein mantém poderes constitucionais relevantes, como o de vetar leis e dissolver o parlamento.</p>
<p>O papa Leão XIV, eleito em maio de 2025, é soberano da Cidade do Vaticano e por isso também entra na lista de chefes de Estado monárquicos da Europa. É o único caso de monarquia eletiva do continente: o papa é escolhido pelo colégio de cardeais, não herda o cargo por nascimento. Também é considerado o único monarca absoluto que resta na Europa, já que concentra os poderes legislativo, executivo e judiciário do menor Estado do mundo.</p>
<p>Andorra tem um arranjo único: o pequeno principado dos Pirineus é chefiado por dois copríncipes, o bispo de Urgell, cargo hoje ocupado por Josep-Lluís Serrano Pentinat, e o presidente da França. Desde 2017 esse papel é exercido por Emmanuel Macron, que soma à presidência de uma república o título de monarca de um Estado vizinho.</p>
<p>Em 15 de agosto, no Dia Nacional do país e dias antes da morte de Harald V, Liechtenstein anunciou uma mudança na lei da Casa Principesca: o país deixou de restringir a sucessão ao trono apenas a homens. Era o último caso na Europa em que vigorava a lei agnática, que impedia mulheres de herdar a coroa mesmo quando tinham irmãos mais novos. A partir de agora, vale a primogenitura absoluta: herda o trono o primeiro filho do príncipe, seja homem ou mulher. A mudança não afeta a linha de sucessão atual, que segue tendo como herdeiro o príncipe Joseph Wenzel, filho de Alois. Ela vale só para os descendentes que nascerem daqui para a frente.</p>
<p>Nos últimos treze anos, cinco das dez casas reais europeias trocaram de monarca por abdicação: Países Baixos (2013), Bélgica (2013), Espanha (2014), Dinamarca (2024) e Luxemburgo (2025). O padrão contrasta com os dois casos mais recentes de sucessão por morte do titular, Reino Unido em 2022 e Noruega nesta sexta-feira, que seguiram o modelo tradicional de reinado vitalício.</p>
<p>Entre os herdeiros diretos dos tronos europeus, a maioria são mulheres: a princesa Leonor, da Espanha, a princesa Elisabeth, da Bélgica, a princesa Ingrid Alexandra, agora princesa herdeira da Noruega, a princesa Amalia, dos Países Baixos, e a princesa Estelle, da Suécia. É a primeira vez que isso acontece na Europa, resultado de mudanças nas leis de sucessão de vários países nas últimas décadas, o mesmo movimento que Liechtenstein acaba de seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Empresas da Alemanha relatam aumento de ataques estrangeiros</title>
		<link>https://europa-brasil.com/empresas-da-alemanha-relatam-aumento-de-ataques-estrangeiros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 20:56:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sob uma atmosfera de guerra híbrida, a economia da Alemanha tem sido cada vez mais alvo de serviços de inteligência estrangeiros, de acordo com um relatório publicado na quarta-feira (26/08) pela associação Bitkom, do setor de tecnologia da informação (TI) no país. Segundo o estudo, 37% das empresas afetadas por roubo de dados, espionagem industrial [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sob uma atmosfera de guerra híbrida, a economia da Alemanha tem sido cada vez mais alvo de serviços de inteligência estrangeiros, de acordo com um relatório publicado na quarta-feira (26/08) pela associação Bitkom, do setor de tecnologia da informação (TI) no país. Segundo o estudo, 37% das empresas afetadas por roubo de dados, espionagem industrial ou sabotagem ao longo de um ano atribuíram pelo menos um ataque a estes atores.</p>
<p>Um ano antes, o percentual era de 28%. Em 2023, era de 7%. O valor é calculado com base nas respostas de 1.003 executivos de empresas com dez ou mais funcionários na Alemanha, entrevistados entre meados de abril e o início de junho, sobre os 12 meses anteriores.</p>
<p>&#8220;Se observarmos para onde levam os rastros, é preciso dizer que eles apontam cada vez mais para o leste&#8221;, disse Ralf Wintergerst, presidente da Bitkom.</p>
<p>No total, 96% das empresas relataram ter sido afetadas ou suspeitar que foram alvo de ataques da mesma natureza. Os prejuízos foram estimados entre 211 bilhões e 270 bilhões de euros (R$1,26 trilhão e R$1,62 trilhão). Ambas as métricas se mantiveram no mesmo patamar dos anos anteriores.</p>
<p>O cálculo inclui custos diretos, como interrupções de operações, investigações e medidas de contenção, disputas judiciais e extorsões, além de perdas de receita decorrentes de falsificações e da perda de vantagens competitivas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, um número cada vez menor de empresas consegue afirmar com certeza se um ataque realmente ocorreu. Apenas 67% das empresas conseguiram confirmar de forma definitiva um ataque bem-sucedido, contra 87% no ano anterior.</p>
<h2>China e Rússia na origem</h2>
<p>Das empresas que reportaram ataques com certeza, mais da metade (52%) detectou a China como a origem de pelo menos um episódio, contra 49% que disseram ter sido alvo da Rússia.</p>
<p>Vêm depois os países do Leste Europeu fora da União Europeia (34%), os Estados Unidos (27%), os países da União Europeia excluindo a Alemanha (26%) e a própria Alemanha (12%). Outro país em ascensão, de acordo com a Bitkom, é o Irã: o volume de ataques atribuídos ao país mais do que dobrou na comparação anual, alcançando 9%.</p>
<p>Do ponto de vista estatístico, porém, os autores ou principais suspeitos continuam sendo, com ampla vantagem, atores não estatais ligados ao crime organizado. Apesar de uma leve queda, sua participação permaneceu em nível elevado, passando de 68% no levantamento do ano passado para 62% na edição de 2026.</p>
<p>Paralelamente, aumentou significativamente o número de empresas que suspeitam ter sido atacadas, mas não conseguem comprovar a ocorrência. Esse percentual subiu de 10% para 29%.</p>
<h2>IA acelera ataques e dificulta a defesa</h2>
<p>Segundo a Bitkom, invasores utilizam a inteligência artificial (IA) para agilizar ataques, enquanto as empresas precisam dela para melhorar suas capacidades de defesa. Wintergerst considera que o maior desafio é corrigir vulnerabilidades de segurança mais rapidamente.</p>
<p>O Departamento Federal para a Proteção da Constituição da Alemanha (BfV, na sigla em alemão), a principal agência de segurança interna, envia alertas a empresas ao detectar indícios de atividades suspeitas ou ameaças concretas. Serviços de inteligência de países aliados também fornecem informações.</p>
<p>&#8220;Atores estatais recorrem cada vez mais a grupos cibercriminosos, mas também a agentes de baixo escalão&#8221;, afirma o presidente do BfV, Sinan Selen. Os objetivos dos ataques incluiriam enfraquecer o apoio à Ucrânia contra a Rússia, com empresas do setor de defesa e centros de pesquisa em tecnologia de drones entre os alvos prioritários.</p>
<p>Recrutados na própria Alemanha, os chamados &#8220;agentes descartáveis&#8221; realizam atividades de espionagem e sabotagem em troca de quantias variáveis de dinheiro. Segundo Selen, fica cada vez mais difícil para empresas e órgãos de segurança distinguir quem está por trás de cada ataque.</p>
<p>Para reduzir os riscos, especialistas defendem mais investimentos na proteção da infraestrutura crítica. Em contrapartida, de acordo com as empresas entrevistadas pela pesquisa da Bitkom, os orçamentos destinados à segurança da tecnologia da informação se encontram estagnados. Em média, eles representam apenas 18% do orçamento de TI.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Islândia testa política de expansão da União Europeia</title>
		<link>https://europa-brasil.com/islandia-testa-politica-de-expansao-da-uniao-europeia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Europa &#124; Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 19:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[islândia]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os islandeses vão às urnas em 29 de agosto para decidir se o governo deve reabrir as negociações de adesão à União Europeia, suspensas desde 2013. A votação interessa a Bruxelas muito além dos cerca de 390 mil habitantes do país. A Islândia ocupa uma posição incomum entre os candidatos ao bloco. O país já [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os islandeses vão às urnas em 29 de agosto para decidir se o governo deve reabrir as negociações de adesão à União Europeia, suspensas desde 2013. A votação interessa a Bruxelas muito além dos cerca de 390 mil habitantes do país.</p>
<p>A Islândia ocupa uma posição incomum entre os candidatos ao bloco. O país já integra o Espaço Econômico Europeu, a área Schengen e a Associação Europeia de Livre Comércio, e por isso já aplica boa parte da legislação da União Europeia, mesmo sem ter assento nas instituições em Bruxelas. É uma situação diferente da Ucrânia e dos países dos Bálcãs Ocidentais, que precisam de reformas profundas em Justiça e economia e têm processos travados há anos.</p>
<p>Há ainda uma diferença no cálculo financeiro. A Islândia entraria como contribuinte líquida aos cofres da União Europeia, e não como beneficiária de fundos, que é o padrão nas expansões anteriores do bloco. Por isso, o debate em Bruxelas foca menos no custo da integração e mais no ganho geopolítico.</p>
<p>Esse ganho é grande. A comissária europeia para o Alargamento, Marta Kos, disse que um &#8220;sim&#8221; da Islândia daria fôlego a uma política de expansão hoje parada. Pesa também a postura do governo de Donald Trump em relação à Groenlândia, vizinha da Islândia, e o aumento das tensões de segurança no Ártico. A ilha fica em um trecho estratégico do Atlântico Norte, usado pela Otan para monitorar navios russos, mesmo sem ter exército próprio.</p>
<p>No plano interno, a disputa segue equilibrada. Uma pesquisa do instituto Gallup, feita dias antes da votação, mostrou empate técnico: 46% de cada lado e 8% de indecisos. No mercado de apostas Polymarket, o &#8220;sim&#8221; chegou a mais de 60% em meados de agosto e caiu para cerca de 52%. Parte da população compara o clima ao do referendo do Brexit, porque a discussão divide até famílias, segundo relatos à imprensa internacional.</p>
<p>A votação de 29 de agosto não decide a adesão. Um resultado favorável abre negociações de dois anos ou mais, seguidas por um segundo referendo, previsto para 2028. Um &#8220;não&#8221;, segundo o governo, encerra o assunto por tempo indeterminado.</p>
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